COMISSÃO DE VIAÇÃO E TRANSPORTES
Sobre o Evento
Discussão sobre vulnerabilidades na segurança do transporte de bagagens em aeroportos, com várias autoridades e especialistas participando.
Diretor de Operações da RIOgaleão - Concessionária do Aeroporto Internacional Tom Jobim (RIOgaleão)
Bom dia a todos, bom dia deputado obrigado pelo convite, prezados presentes primeiramente me solidarizo com a senhora Katina e a senhora Geane pelo ocorrido. Segurança da aviação civil, é item 0 tanto segurança operacional quanto segurança aviação civil é item principal da nossa pauta como aeroporto é é o que nos tira o sono nós trabalhamos no caso do Galeão são 365 dias 24 horas 7 dias por semana ou seja é 1 operação ininterrupta, independente de feriado, fertilidade ou qualquer coisa então aeroporto é é é dos pontos principais de de entradas e saídas de de pessoas do do nosso país, né? Esse ano devemos aí na casa de 5000000 de pessoas né, se aí a gente dividir 50 50, são 2000000 e meio saindo, 2000000 e meio retornando. EAEA questão da segurança é ela é é muito séria, tá? Então a primeira coisa é entender que os aeroportos e o ambiente aeroportuário, em si, se não for dos é se não for o mais é dos mais regulados e digamos assim, auditados no mundo tá? Foi já muito bem dito pelos outros colegas como começou o último não vou repetir né tinha feito até a notas aí mas como todo mundo já passou os pontos que já já foram tratados aqui. Os países signatários na na ICAU né, nas na Associação Internacional de Aviação Civil são 190 países, 190 países eles têm que aderir a 1 norma até pra ter 1 padronização, que você faz aqui no Brasil, tem que ser replicado de alguma forma na na na China, em Singapura, na Europa, Estados Unidos, Canadá. E e partindo disso essas regulações elas são enforçadas né pelos órgãos reguladores e controladores de cada país, e nós somos auditados pelo TAU. Então, esta parte toda já está muito bem regulamentada. O que não é segurança 100 por 100 de não atender. Aconteceu 1 falha, aconteceu 1 falha, né? EEE0E0 crime foi perpetuado, né, EEE pessoas foram lesadas. Então o que fazer para para tentar prevenir ou que não que seus episódios não aconteçam? Então desde então desde o ocorrido né como já foi dito, a questão do WSEC 4 foi implementada e é tem toda 1 questão da da do ponto que você define que todas as bagagens vão ser inspecionados e os aeroportos têm que se adequar, você tem período assim de ano, então você tem que comprar equipamentos sem equipamentos por exemplo raiox, você não compra numa prateleira então você tem que comprar fazer todo processo de então demorase 12 meses, né, pra se colocar esses esses esses equipamentos, tem toda 1 parte de treinamento, né, que tem que ser feita com os com esses funcionários porque se ele olha e não sabe o que ele está olhando, ele também não vai identificar. Então tem toda 1 parte de treinamento que é feita, então por isso que às vezes se demora da do ponto que se decide fazer alguma coisa até o ponto que você acaba se fazendo demorase, não é processo de 10 15 dias e se sim de ano, 2 anos até que todos, porque veja bem, todo o sistema tem que ser se adequar à mesma regulação, porque senão não adianta, você vai ter queijo suíço né, vai ter aquele que se adequa, aquele que não se adequa, e aí você acaba não tendo o que a gente chama de segurança ponto a Da ponta de saída ao ponto de chegada, tá? Então, hoje o que que o aeroporto faz assim, a gente adere às práticas internacionais, a gente passou como o senhor Rafael Horta explicou, esse ano né, o último tinha sido em 2019, a gente em 2024 muito recente fomos auditados pela EICAL, né que é o programa que é o University Universal tá? Que eles cobrem, primeiro a conformidade do anexo 17 da ICAO, que todo mundo é solidário, depois a gente vai pra reconciliação de bagagem aí não só principalmente o o operador aéreo, tá? E aí o aeroporto como sendo parceiro fundamental porque provém a infraestrutura pra fazer essa reconciliação, como já foi explicado, o controle de acesso de funcionários em áreas restritas ou áreas que isso sim, a gente faz o escrutínio como já foi dito se preenche ou se iscaer, as pessoas são levantadas ficha criminal, mas lógico o crime organizado ele ele evolui. Então seria meio óbvio você botar cara que vai passar pelo procedimento que tenha ficha corrompida, ficha, então eles vão buscar aliciar pessoas, que vão adentrar o sistema, né? E que e vão ser colocados a fazer esses atos de interferência ato intemprecilliista é aquela questão de tentar, apoderamento de aeronave, fazer atos terroristas né, que isso já foi preconizado e o grande marco aí sim né, precisou acontecer alguma coisa pra a indústria como todo se organizar, foi os atentados de 11 de setembro de 2000 e que a partir daí, a gente pode dizer que foi ato que custou pouco pra o lado do terrorista pra pra executar 11 pessoas e as aeronaves, e o quanto de custo isso já gerou à sociedade mundial como todo né? Desde então todo mundo passa por inspeções no mundo inteiro, e que as pessoas que já tiveram oportunidade de viajar nos demais aeroportos no mundo aí as principais capitais do mundo, EEE cidades adversas passam pelo mesmo procedimento, tá? Então, não é 1 coisa solta, é 1 coisa altamente regulada, e que sim, os criminosos buscam vulnerabilidades, e a gente está lá todo dia junto com os órgãos reguladores, além de prover AAA infraestrutura, assim como os órgãos também trabalham nas suas investigações, atos de ações de inteligência, pra tentar prever, se antecipar e neutralizar esse tipo de atividade em aeroportos. Mas sem dúvida portos e aeroportos como porta de saída e entrada de país, eles são alvos, né? EEE isso não é 1 coisa fácil, mas não é levado de forma, então a gente o que que os então a gente tem lá, provê infraestrutura, uso de tecnologia, aí a gente entra nesse capítulo de uso de tecnologias novas. Até que a tecnologia seja provada, e você adotar 1, se aquela história de segurança ponta a ponta, ela ao outro lado não aderir a essa mesma por isso que tem que ter 1 norma que todos assinem, pra se usar a mesma norma, ela fica frágil. Então é como todo mundo na época que aconteceu, eu me lembro tudo mais então todo mundo compra Apple Tag e bota na mala e substitui. Ela não substitui, ela é 1 segurança talvez para o passageiro porque é item próprio mas esta não corre junto em paralelo com sistemas de empresa aérea. É 1 tecnologia diferente. Tecnologias hoje usadas a mais moderna como já foi citada pela própria aluna são aquelas etiquetas autodestrutíveis ou seja se você tentar manipular a etiqueta ela se desfaz, né ou até mesmo muitos que usam têm medicamento né, pra você se ela for violada você não deve tomar o medicamento. Então isso é a tecnologia digamos mais simples e mais utilizada aí você vai pro segundo nível, ah aplicar etiqueta destrutivo com radiofrequência. Tudo bem, você aplica mas se o aeroporto x não tiver as antenas que captam a radiofrequência, ela vai ter etiqueta mas não vai ter a rastreabilidade. Então enfim, se vocês entendem que isso é é é é efeito dominó, não adianta ser aderir e os outros demais não aderirem, tá? Mas estamos caminhando sim pra 1 evolução, você vê o próprio WC eP 4 foi 1 evolução todo mundo teve que se adequar a partir de primeiro de agosto, todo mundo aderiu a 100 por 100 das bagagens inspecionado. Todo o caminho da bagagem da hora que faz o checkin até a hora que vai procurando aeronave, ela é monitorada por câmera. Então mesmo que ocorra ele vai ser vai conseguir rastrear o que aconteceu. Tem como melhorar? Tem. Aeropostos mais seguros. Ah vamos visitar teve em seguir recente 1 visita técnica e vários aeroportos participaram, a associação de aeroportos do Brasil participou, a agência fomos pra Inglaterra, virmos as as novas tecnologias impostas, mas assim não é muito diferente do que a gente já conhece, tá? Mas, o fator humano certo? O que a gente chama de de interferência humana, ela é fundamental, a gente não pode sonhar então bota inteligência artificial, não tem não é não tem como blindar 100 por 100 da ação humana, e aí o trabalho no humano aí sim treinamento, a a pessoa está lá na hora da ou seja ter alguém supervisionando 000A triagem de bagagem, isso vai não, talvez não consiga se blindar 100 por 100, mas já é 1 melhora do que a gente já viu há 2 anos atrás, tá? Então é Não era a gente tem que também ter cuidado com ah vou botar os o de terceira geração, é equipamento muito bom. Mas se o cara que está operando ele não estiver bem treinado, ele é só 1 equipamento de autotecnologia. Então a o foco também tem que ser muito na na na qualidade do humano que está ali, as credenciais desse humano habilitação. Então não adianta só a gente ficar falando de tecnologia e não saber usar tecnologia. Então eu prefiro ir pro feijão com arroz e feijão com arroz bem feito, né? E e é por isso que hoje mediante né ao anexo 17 posso dizer aí porque a gente passou tanto a agência reguladora, os aqui no o que foi a gente chamou de amostra da da dos aeroportos brasileiros né que foram, chamados para fazer parte da da UZap e Cau, o aeroporto Galeão, passaram por louvor sobre as regulações impostas pelo anexo 17. Então a gente está aderente como operadora portuária a isso. Agora por exemplo a gente não pode falar por todos mas que existe 1 preconização que todos aderiram à mesma normativa, isso é fato, né? E e além de tudo as próprias empresas internacionais estrangeiras têm o seu sistema de auditoria né? A gente só falou de operadores aéreas nacionais, operadores aéreas internacionais, e por exemplo, e além das nossas regulações eles têm que aderir às regulações deles, e por exemplo, Estados Unidos têm que ter a regulação do TSA, que é o Transportation Secure Authority, ele todo mundo tem que seguir TSI, eles vêm aqui nos nos nos auditar também, pra poder que 0A0 voo Brasil Estados Unidos seja seja prejudicado. Então é muitas camadas né que a gente tem já de de regulamentação e normatização, né? E o investimento eu ainda entendo que o investimento no ser humano é fundamental porque é é no fim da linha é o é o é o elemento de ponta, né EEA gente tem que olhar sim as tecnologia e o que é futuro, mas não é, porque aí tem também a troca, eficiência versus segurança, você quer, não quer ter fila né porque muita gente também reclama ah fica muito em fila de inspeção. Ou quer que seja bem bem feita a inspeção? O senhor tem minuto pra contar. Então tem várias vários ponderações, né, que tem que ser feita, quando a gente fala de de mudanças regulamentares, porque a gente pode cada vez mais que ser restritiva, como o colega significa falou, ah todo mundo passa pela por tira o sapato tira o pé faz aleatório, tira lá o sapato do pé tira 5 tira tudo, e mesmo assim ainda aconteceram crime. Então a gente tem que avisar, será que é é é o que que a gente quer realmente atingir? A gente quer assim segurança 100 por 100, eficiência 100 por 100. Não adianta é tentar puxar ou outro sem ter 1, balanço né? Porque senão vira 1 dicotomia. E aí a gente tem que sair pouco da questão de dessa dicotomia que às vezes reina nas discussões. Era essas minhas colocações.




