COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS, MINORIAS E IGUALDADE RACIAL

12 dez. 2024 07:24 às 08:51

Sobre o Evento

Relatório Nacional de Transparência Salarial foi apresentado na comissão em 12/12/2024, com participação de diversas representantes e militantes dos direitos humanos e trabalho.

Status
Concluído
ID: 75277Total: 19 discursos
#13
Transcrição automática

Minha querida companheira Ieda, pela tua importante contribuição, sabemos do da luta que o MDU os movimentos sociais fazem nesse país, tá? Em defesa do trabalho justo, em defesa da superação do racismo e do machismo nas relações de trabalho, tá? E, Dizer que tá maravilhoso se as contribuições são muito boas e estão evidenciando né? 2 relatórios Eloá, já produzidos, né? E evidenciam que apesar da legislação né? Não tem impactado nada na superação da desigualdade salarial, né? Então precisamos pensar mecanismos, né, que enfrente isso. Mecanismos que levem, o empregador levem as empresas né, a considerar a desigualdade salarial entre homens e mulheres entre, negros e brancos né? Problema para as suas empresas, que é problema para as suas empresas, fiquei impressionada Aline quando você, apresenta de 1 empresa, que não tem, 1 pessoa negra, trabalhando num país aonde 64 por 100 da população é negra. Então evidentemente, que é 1 empresa seletiva, e que é racista, porque não ter 1 não ter 1 pessoa e pouquíssimas mulheres né, então eles são dados que vão pra além, né, de da verificação da desigualdade salarial, também como que o que o racismo né, está colocado no mundo do trabalho, né? Outro dado que você traz que é muito importante, que é a concentração de pessoas negras em trabalhos com menos remuneração, né? E, ou a concentração de pessoas negras em trabalhos, teu relatório não não chegou a apresentar isso mas eu, trabalhei muito com a população imigrante, refugiado africana, caribenha, e 1 das denúncias que a gente levou período lá no Rio Grande do Sul para o Ministério Público do Trabalho, era exatamente a concentração dessas pessoas, desses trabalhadores dentro de 1 empresa no trabalho subalternizado no trabalho pesado, né de baixa remuneração, mas também, então eles estavam todos concentrados nesse espaço, né? Então isso são informações importantes pra gente pensar, né, a desigualdade, né? Desigualdade salarial mas também a desigualdade que reina nesse nesse país e de quanto nós mulheres nós negros a gente ouve permanentemente que, a ascensão profissional ou ascensão social passa por mérito né por vontade e por determinação né? Não não é só por vontade, né? Mas também é de ter 1 política pública de ter, empresas, de ter 1 sociedade comprometida com a equidade, comprometida em promover a igualdade entre homens e mulheres e superar isso que já de conhecimento de todos que o Brasil, né? É o racismo, né? Estrutural a gente já diz estrutural porque ele estrutura as relações de poder no país, e eu diria o machismo também a misoginia também estrutura essa as relações de poder e por consequência estrutura as desigualdades, né? As desigualdades são muito importante essa essa reflexão que vocês trazem e junto com isso, né? É importante, né o relatório traz, né vocês trazem nas suas contribuições né mas também nós temos o desafio pra mitigar essas desigualdades né? Adotar medidas, aí quer dizer que essa comissão de direitos humanos e essa parlamentar, está comprometida com essa pauta e está comprometida com vocês, e de pensar medidas que, estabeleçam né a obrigatoriedade das empresas que não passa a ter o diagnóstico, temos que avançar no sentido de ter a obrigatoriedade que as empresas das empresas cumprirem metas. Se são cotas, né? Se são porque multa, alguém falou das multas é pagar 1 multa de 10 salários mínimos pra 1 empresa que tem mais de 100, de 100 a mais trabalhadores, né? É pífia, né? Não chega, né? Não é pífia e contribui ainda pra que esse empresário que não emprega mulheres, não emprega negros e quando emprega, emprega com 1 disparidade salarial enorme entre homens e mulheres entre brancos e negros, tem a responsabilidade sobre isso, então passa por ter 1 política de formação, não só para os trabalhadores e as trabalhadoras, mas também para os empresários, também para o setor empresarial pra entender o impacto que isso tem não só nos seus negócios, mas o impacto que tem no no país porque isso afirma e reafirma a desigualdade salarial mas também a desigualdade social no nosso país né? Tem exigir né além da capacitação de gestores e de lideranças dos trabalhadores e trabalhadores né? Também tem instrumentos. Hoje nós temos a a lei da igualdade salarial né? Temos ministérios que que acompanham isso né? Mas também tem mecanismo né? Que promovam, que reconheçam, que divulguem, que valor valorize as empresas que cumprem metas né, que que que enfrentam a desigualdade salarial entre homens e mulheres, entre brancos e negros. Então é desafio enorme, o Brasil ele está caracterizado por essa profunda desigualdade, por esse profundo racismo, por esse profundo machismo que nos torna país, o segundo país mais desigual no mundo. E quando a gente fala na desigualdade nós sabemos que a pobreza, né? Quando a gente fala na desigualdade a gente está falando em disparidade da distribuição de renda né? Poucos concentram muito, e a maioria né vive na pobreza na extrema pobreza e quando a gente fala nessa maioria, nós estamos falando nas mulheres, né? Nas mulheres negras, que estão na base da pirâmide social e vivem na na extrema pobreza então, essa audiência pública, ela tem esse caráter de evidenciar essa disparidade e criar mecanismos aqui instigar o debate pra podermos juntos e juntas superar essa essa desigualdade salarial e por consequência desigualdade social. Eu pra finalizar eu passo a palavra para as nossas convidadas fazerem a as suas considerações finais, mas antes de passar para você Aline eu quero também aqui anunciar a presença dos meus conterrâneos lá do Rio Grande do Sul, o Gilson que é presidente do partido dos trabalhadores de São Vicente do Sul lá no interior do Rio Grande do Sul, e o Gilson e, quem é diretora do campus São Vicente do Instituto Federal, desculpe não lembro o nome, a Graciela EE0 Paulo. Então, sejam bemvindos é prazer têlos aqui conosco nessa audiência pública da comissão de direitos humanos, minorias e igualdade racial. Por gentileza Aline. Ana Aline. Ah entendi.

12 de dez, 11:22