PLENÁRIO
Sobre o Evento
O evento debateu temas centrais como a transparência governamental, o fim de sigilos, a criminalização do desaparecimento forçado e políticas de financiamento à exportação via BNDES. Houve intensas divergências sobre a instalação de farmácias em supermercados, regulamentação de rotulagem de alimentos vegetais e o auxílio aos produtores rurais gaúchos. A sessão foi marcada por embates ideológicos, discussões sobre a Lei da Anistia e a condução de votações nominais, refletindo a polarização política e as prioridades do Legislativo.
Deputado
Obrigado. Obrigado. Obrigado. Senhor presidente, a gente está tratando aqui de um projeto que basicamente estabelece Obrigado. que o supermercado, se tiver um espaço delimitado dentro do supermercado, se tiver um farmacêutico, vai poder vender medicamentos dentro do supermercado. Eu diria até que eu seria contra esse projeto, porque eu acho que esse projeto ainda... Leve demais. Eu ainda acho que ele regula demais. Não precisava ter um espaço específico. Não precisava ter um farmacêutico se o medicamento não precisar de prescrição. Se for um medicamento que precisa de prescrição, ótimo, precisa de um farmacêutico. Agora, no caso, esse é um projeto... extremamente razoável. Até para quem discorda que se venda medicamento sem prescrição, sem a necessidade de ter o farmacêutico no supermercado. Esse é um projeto que ainda estabelece, tem que ter um espaço, tem que seguir exatamente as mesmas normas regulatórias que uma farmácia, só vai estar dentro de um supermercado antes de você passar pelo caixa. Hoje já tem supermercado que tem a farmácia depois que você passa do caixa. Aí eu misturei aqui as palavras. Depois que você passa do caixa. né? Então, a única diferença é essa. "Ah, mas o farmacêutico vai impedir que você se automedique". Gente, hoje eu vou para uma farmácia, pego o remédio sem prescrição que eu quiser e nenhum farmacêutico me segura pra falar "não vai levar". Eu levo. E todo mundo faz isso. Quando você vai entrar numa farmácia. Você sabe o medicamento que você quer comprar. Não precisa de receita. Gente, nenhum farmacêutico te segura, muitas vezes ele nem te aborda, ele nem te pergunta nada. Você pegou, sabe o que você quer, você vai embora. E se você quisesse automedicar e um farmacêutico vier falar: "Não, mas não faça isso", ele vai falar: "Meu irmão, vim aqui comprar, eu vou comprar, eu vou embora". Ele vai fazer o quê? Não é nenhuma garantia de nada, é isso. É um discurso atrasado, é um discurso retrógrado que a gente vê aqui. Né? Olha o argumento que eu acabei de ouvir aqui, que absurdo! Você vai comprar um pão e vai comprar um remédio, isso chama-se praticidade. Por que eu não posso comprar um pão e comprar uma aspirina? Eu estou liberando que pessoas comprem medicamento sem o farmacêutico? Não. Alguém vai poder comprar um medicamento controlado sem ter receita? Não! Qual é o Apocalipse que está acontecendo aqui? a partir de amanhã todo mundo porque tem uma farmácia dentro do supermercado vai falar não agora Eu acho que eu tenho conhecimentos profundos em medicina E vou começar a encher a cara de remédio que não precisa de prescrição porque, de repente, mudaram a lei e me deu um estalo. Que vontade de tomar um quilo de aspirina. É ridículo. Eu tô tendo que levar o absurdo aqui porque falam o absurdo numa normalidade que se eu não trago pra devida magnitude do absurdo, não parece que é um absurdo. Então, obviamente, meu voto será favorável ao relatório do deputado e amigo Zacarias Calil. Obrigado. Muito obrigado, deputado Kinka.




