PLENÁRIO

3 mar. 2026 13:59 às 21:53

Sobre o Evento

O evento "PLENÁRIO" foi marcado por intensos debates legislativos e embates ideológicos entre oposição e governo. Os principais temas incluíram denúncias de corrupção, como o caso do Banco Master, discussões sobre a estrutura do Judiciário — especialmente a criação de cargos no CNJ — e o fortalecimento das forças de segurança. Além disso, foram votadas pautas sobre direitos humanos, proteção aos idosos e valorização da cultura nacional, como o reconhecimento da poesia do Pajeú. O evento também concentrou críticas à gestão econômica, à condução de políticas públicas e à polarização política, encerrando com a convocação para votações extraordinárias.

Status
Concluído
ID: 81178Total: 410 discursos
#196
Transcrição automática

A gente está tratando aqui de gastar 2 bilhões de reais com quem já ganha bem. Eu devo lembrar aos senhores que nós não somos um país rico. 84 milhões de brasileiros ganham até 600 reais. a gente está dizendo para esses 84 milhões de brasileiros que a gente vai tirar dos 600 reais deles um pouquinho do imposto que eles pagam, para pagar para quem hoje ganha entre 4 e 20 mil reais. Nós não estamos num país rico em que nós temos condições de dar um aumento de salário 8% em um ano, que depois vai juro composto 8% no outro ano, depois juro composto 8% no outro ano, do dinheiro do pagador de imposto mais pobre. o dinheiro público é curto, ele precisa ser focalizado em quem precisa. Tanto se fala isso aqui por parte da esquerda, e veja, eu concordo que a gente precisa cortar o que a gente gasta com empresário, com gente da elite, com gente que tem poder de lobby aqui dentro, com gente que tem poder de lobby no Palácio do Planáutico, com gente que consegue empréstimo a juros subsidiado no BNDES, com gente que consegue privilégio tributário aprovado por esse Congresso Nacional e pago para todo o resto da sociedade. Eu vou lembrar os senhores, principalmente da base do governo de esquerda, Eu votei contra privilégios tributários para veículos de comunicação para grandes empresas que foi instituído pelo governo Dilma e depois... Veio o governo Lula dizendo que tinha que acabar. Então, eu tenho propriedade para falar de dar prioridade do orçamento para o mais pobre, porque eu quero que corte para o empresário rico e eu também quero que corte para o funcionário público que já vive uma realidade distante da população. A gente está falando aqui, olha só: O chefe de gabinete do Procurador-Geral da República, hoje, já ganha 20 mil reais. A gente vai dar um aumento de 8% para ele num ano, mais 8% no outro ano, mais 8% no outro ano de juros compostos. É disso que se trata, é disso que a gente está falando. E outro ponto que ninguém está falando, Esse projeto cria uma polícia própria para o Ministério Público. Ministério Público não é poder da República. Ministério Público não tem status de poder para ter polícia própria. O Congresso Nacional tem polícia própria porque é poder, porque precisa ter autonomia e isonomia em relação a outros poderes da República. O Executivo nem precisa falar. O Judiciário, mesma coisa, o Supremo Tribunal Federal tem a sua polícia institucional que faz sua segurança para garantir sua autonomia. Ministério Público não é poder, não precisa de polícia própria, não precisa de inspetor e agente policial do Ministério Público. Ministério Público, óbvio que precisa ter sua segurança resguardada pela já existente Polícia Militar. pela já existente Polícia Federal, para os promotores que são ameaçados. Então a gente está falando aqui de aumento de salário para quem já ganha bem e de criação de uma polícia do Ministério Público que nem deveria ter polícia. Obrigado.

03 de mar, 17:38