COMISSÃO DE SAÚDE
Sobre o Evento
A Comissão de Saúde debateu a qualidade do ensino médico no Brasil, enfatizando a necessidade de avaliações rigorosas, como o Enamed, para coibir a proliferação de cursos precários. Especialistas defenderam um exame nacional obrigatório para o exercício da profissão e acesso à residência, além de uma maior integração entre instituições de referência e o sistema público para assegurar a excelência na formação médica.
Mostrando 2 falas de Maria Dulce Garcez Leme Cardenuto neste evento
Ver evento completoRepresentante - Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo;
pelo espaço, doutor César, boa tarde a todos os da mesa e a querida deputada Adriana, muito obrigada pelo convite, né, ao deputado também Giovanni Cierini, né, da Comissão de Saúde e agradeço muito a oportunidade de participar desta importante e muito pertinente discussão sobre a formação médica no Brasil. aqui nessa comissão de saúde. Acho que é muito importante trazer o tema para a comissão de saúde mesmo. Eu represento a Irmandade da Santa Casa de São Paulo, que é uma instituição filantrópica, Like-a. e privada. diferente do que muitas vezes se pensa, por ela atender a população 100% SUS, muitas vezes na população em geral a gente se pensa da Santa Casa como um órgão público, mas é uma instituição privada. consultiva e deliberativa. Eu represento, eu tenho assento nessa comissão, representando a Irmandade, mostrando a união dessas duas instituições. É impossível, né, falar da medicina e ensino médico aqui na cidade de São Paulo, sem a gente falar um pouco da Santa Casa, viu, doutor Paulo, o senhor aí da USP, né, onde o ensino médico em São Paulo começou. A história da Santa Casa de São Paulo, Ela não é medida em anos, em décadas, ela é centenária. São 460 anos de história... uma instituição que nasceu com a cidade de São Paulo, praticamente ao mesmo tempo que a cidade de São Paulo. Muitos talvez conheçam, César com certeza, que foi também aqui da casa, conhecem a estrutura e os nossos tijolinhos tão icônicos, que além da beleza arquitetônica, a gente que está aqui todo dia, a gente sabe o quanto esses tijolinhos tem no seu DNA, é Somos hoje a referência aqui para a cidade de São Paulo, de boa parte da população da assistência da cidade de São Paulo, boa parte da população, vários setores, regiões de São Paulo, e mais 72 municípios ao redor da cidade. Quando a gente faz um conto da população em que a gente é referência, em alguma especialidade, a gente conta perto de 10 milhões de pessoas. Muitas vezes, um país, os países europeus não chegam a ter essa população toda. Então, essa é a nossa referência e temos, inclusive, recebemos de outros estados da federação pacientes de todo o Brasil e até de fora do país. dentro da cidade de São Paulo a gente é o maior hospital universitário que ainda persiste com o seu hospital portas abertas, o pronto-socorro portas abertas. Então, no que isso impacta na nossa assistência? Impacta em números diferentes. bastante robustos, né? Nos nossos mais de mil leitos operacionalizados, a gente destina esses leitos 100% a atendimento SUS. Realizamos nesses leitos 37 mil internações por ano, mais de 27 mil cirurgias por ano, e além de fazer os 500 atendimento ambulatorial, tanto em especialidade como na atenção básica lá no centro de saúde escola. São mais de 500 mil atendimentos, por ano de ambulatório. Nossos exames ultrapassam a 2,7 milhões de exames de atendimento diagnóstico. E lá no nosso front, na urgência e emergência, vão mais de 200 mil atendimentos por ano da população. Todo esse volume de atendimento, 100% SUS, ele é disponível para campo de prática de ensino. Então, é um importante campo de prática de ensino. têm mais do que aulas em salas de aula, muito mais do que laboratório de simulação, né, eles, o dia a dia deles é vivência prática mesmo que importa. A vocação da Santa Casa para ensino, ela data de muito tempo, né, a gente tem aqui no museu registros lá de 1911, em que a gente já fazia modelos semelhantes à residência médica, até com concurso mesmo de seleção desses médicos. E a partir da... que a residência médica foi, na década de 70, foi normatizada, aí sim a Santa Casa entrou com seus programas, que hoje a gente atende, tem mais de 52 programas de residência médica, sendo a primeira... residência médica em hospital em instituição privada a primeira do Brasil em número de residentes. Até uma curiosidade, doutor Paulo, nem sei se todos sabem ainda a USP, mas a USP, os alunos da USP começaram a sua parte de internato dentro dos nossos corredores aqui na Santa Casa, né, até antes de... da Hospital das Clínicas ser inaugurado. Assim que os alunos saíram daqui, vieram os da Hospital São Paulo, que não tinham Hospital São Paulo, né, então a Paulista de Medicina, e aqui também faziam o seu internato. para que se criasse, para que se tivesse uma fundação, e foi criada a Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, do qual eu mergulho de ter sido da 17ª turma, e hoje é uma escola, foi pontuada na Enamed com nota 5, né, então nota 5 na Enamed, mostrando a excelência nacional desse curso. Já são mais de 60 turmas formadas, né, mais de 60 anos aí que a gente tem a faculdade. médica como a maior do Brasil, com 52 programas e mais de mil médicos por ano, além da residência, com aperfeiçoamento e especializações, a gente coloca de volta, né, esses médicos são formados aqui nos nossos corredores e eles voltam para cumprir, né, para o mercado de trabalho e para trabalhar no SUS ou hospitais particulares com formações e especialidades. O que traz tanto médico para cá, o que atrai tanto esses jovens? É a certeza de uma prática, que vai existir uma prática mesmo, uma formação muito prática e muito centrada no paciente, que é característico aqui do nosso serviço. O rigor científico, muito adaptado à realidade nacional, visto que a gente tem um atendimento 100% para o sistema único de saúde. importantes, com prestígio das sociedades médicas, porque o residente, ao sair daqui e prestar as provas de título, né, para especialização, eles têm elevada taxa de aprovação, né, quase 100% em todas as especialidades, então são residências que formam muito bem os alunos. Até indo para o encerramento, que eu estou acompanhando o reloginho, que está dando nervoso aqui, viu Adriana, esse reloginho aqui. Então temos mais dois minutos, eu vou falar, vou encerrar aqui, só completar para depois a gente abrir para mais discussão, né? hospital de ensino com a faculdade, com as instituições de ensino. Então é muito importante que isso é uma hierarquização do ensino, que é a melhor, a forma de excelência mesmo de ensinar. especialidade nos diferentes departamentos, com os médicos mais experientes, fazendo a orientação. Então, esse sistema de hierarquização ele faz um ensino de excelência, porque não é só o ensino técnico, é o ensino de postura, é o ensino ético, é o ensino de relacionamento entre os colegas, entre os médicos e com os seus pacientes. retendo sempre os talentos no hospital. E com isso a gente acaba cumprindo a nossa missão social também de formação, levando e trazendo mais médicos bem formados para a população, para que a gente continue a missão de ensino e assistência que a Santa Casa tem de modo secular. Eu vou, estou vendo que já está piscando, vou parar por aqui, me coloco à disposição aí para as próximas falas. E aí
Representante - Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo;
Termino aqui também com bastante aprendizado, gostei muito de ouvir aí todos os colegas e as falas, e a gente sai com muitas dúvidas, eu acho que quando a gente sai com muitas dúvidas é sinal que a discussão foi boa, não chegamos a um consenso final. Acho que tem muita coisa ainda para a gente debater. Eu acho que... como que a gente chega no ótimo, né? Muitas vezes a gente vai ter que chegar por etapas, né? Eu acho que a gente vai pensar, foi pensar qual é o próximo passo disso tudo, para chegar na avaliação ótima e no final aí de uma avaliação. Mas é importante que a gente começou essa discussão, é importante, demorou, mas chegou, né? e que todos possam opinar para que a gente chegue na melhor forma de ter os critérios e fazer a avaliação justa, de fato, tanto dos cursos como dos alunos individualmente. Então, aí fica um desafio para todos nós, que eu acho que temos ainda muito o que trabalhar e o que conversar para que a gente chegue num modelo mais adequado para essa avaliação acontecer. Obrigada. Muito obrigada.




