REUNIÃO CONJUNTA

18 mar. 2026 15:01 às 17:02

Sobre o Evento

O evento debateu o avanço da doença renal crônica e a urgência de políticas públicas focadas na prevenção, diagnóstico precoce e tratamentos inovadores. Enfatizou-se a necessidade de sustentabilidade financeira no SUS, a implementação de uma Política Nacional específica, a expansão do atendimento multidisciplinar e a celeridade na publicação de portarias sobre nutrição especializada e habilitação de novos serviços de saúde.

#14
Presidente do Vozes do Advocacy - Vozes do Advocacy Vanessa Pirolo
Vanessa Pirolo

Presidente do Vozes do Advocacy - Vozes do Advocacy

Transcrição automática

Boa tarde, super prazer estar aqui com vocês. O deputado Wellington, a gente teve um desencontro duas semanas atrás, eu mandava mensagem, ele não podia falar comigo, eu não podia falar com ele, então a gente ficou trocando mensagem, mas agora a gente está aqui presente, conversando, e espero também ter uma oportunidade no próximo momento. A doutora Ana Patrícia nos representou junto da bomba de insulina nessa audiência do Superior Tribunal de Justiça, então eu fiquei muito contente porque a sociedade civil estava representada pelo Vozes do Advocacy, e foi tão importante porque essa questão da mudança de nomenclatura e a questão da categorização com relação ao acesso de bomba de insulina junto da ANS, principalmente para crianças e adolescentes que têm tanta avaliação de glicemia, e a gente ficou muito contente com isso. Aqui, eu estou em Porto Alegre, estava a manhã inteira com a Carmen Moura, nós fizemos um evento aqui em Porto Alegre, por isso que agora ela está retornando para Brasília, nós conversamos bastante, então foi muito importante, acho que a Carmen não está aqui presente, porque o voo dela seria 4h30 da tarde. também dados que a gente eu quero reforçar o que ela falou quero agradecer também a participação de todos os meus as pessoas que me antecederam a Isadora Júlio a Carmen Fernanda e a esse espaço é super importante para gente entender um pouquinho o que está acontecendo esse nós fizemos aqui uma pesquisa há dois anos atrás e percebemos desafios muito grandes e eu vou sentar um pouquinho em São Paulo para vocês entenderem como é que está a questão da doença renal crônica, inclusive em São Paulo. municipal e estadual então nós falamos em todas as esferas e também conversamos com a questão do poder legislativo porque a gente precisa trabalhar com projetos de lei nós precisamos trabalhar com políticas que melhorem o acesso da pessoa ao controle do diabetes a obesidade e como as complicações de todas essas condições então aqui estão representadas essas organizações próximo slide por favor Então aqui a nossa missão é representar esses pacientes, essas pessoas com as causas do diabetes, da obesidade, das complicações e para promover os diálogos com todos os poderes, fazer a fiscalização, as campanhas, pesquisas, porque a gente precisa envolver realmente a sociedade civil com relação a todas essas questões. milhões de pessoas com obesidade no Nós precisamos prevenir as complicações do diabetes, a gente precisa aderir ao programa, então a gente veio aqui para Porto Alegre, inclusive, para discutir essa questão. Amanhã a gente tem, inclusive, uma audiência pública em São Paulo para falar também sobre a questão renal. A gente vai para Recife no dia 30 também para falar na LEP sobre a questão renal e a gente finaliza no Rio de Janeiro no dia 31. Então, esse é muito trabalho é um mês que a gente tem uma sensibilização da população sobre a questão renal e inclusive os nossos gestores também então a gente precisa trabalhar nesse sentido próximo slide por favor então nós fizemos uma pesquisa no retrasado entrevistamos 1843 pessoas com diabetes em todo o elas têm. Então, para a gente só destacar aqui a questão das doenças cardiovasculares, então 25% das pessoas que têm diabetes têm doenças cardiovasculares, a questão de 10% tem alteração renal, então hoje a gente não está utilizando mais a questão da nefropatia diabética, mas naquela época a gente ainda estava utilizando, e aí problemas de visão, problemas sexuais, em relação ao diabetes, que faz com que a pessoa tenha uma complicação maior, além de amputação e neuropatia diabética. Próximo slide, por favor. E aí a gente tem aqui a questão que a Isadora falou bastante sobre a crise da saúde renal também do SUS. Então, a gente conversou com a Carmen Moura hoje pela manhã sobre isso, em 2024 foram realizados mais de 17 milhões de procedimentos em doença renal. e aí a gente percebe que o gasto foi de mais de 4 bilhões, hoje ela comentou que foram 4,7 bilhões de reais com a questão de diálise. Então a gente precisa reverter essa questão, a gente precisa trabalhar a prevenção dessas doenças e ao mesmo tempo aquelas que já têm a condição e que precisam da hemodiálise, publicou recentemente que esse gasto já está chegando a 7 bilhões de reais ao ano. Então, está gastando cada vez mais, cada vez mais o número de pessoas que estão, o sistema daqui a pouco não vai conseguir absorver esse número de pessoas, e aí ele vai acabar colapsando em algum momento, por isso que nós precisamos trabalhar a questão da prevenção dessas complicações, e uma coisa que a gente precisa chamar muito atenção é a questão do diagnóstico precoce. Próximo slide, por favor. Então, aqui a gente percebe que a questão que a doutora Carmen Moura comentou, que vai sair agora uma portaria que vai atualizar a questão da tabela do SUS, é super importante, porque a gente sabe que tiveram muitas clínicas de diálise que tiveram que fechar, e a gente acredita que agora, com a questão da atualização dessa tabela, esses incentivos que muitos estados acabam fazendo para conseguir suportar esses pacientes que tem, a questão da doença renal e que precisa da terapia substitutiva renal substitutiva que eles continuem ajudando nesse sentido e possam realmente atualizar essa tabela e os procedimentos para que essas pessoas sejam realmente absorvidas e que sejam bem cuidadas e tenham esse tratamento digno não precisando se internar em hospitais esperando por vagas para conseguir fazer a hemodiálise isso é muito acima do esperado e a gente acredita que isso aconteça agora com a atualização dessa tabela. Próximo slide, por favor. Tchau. Então a gente percebe que a questão dessa crise tem impactado também os cofres dos estados, como a gente já havia comentado, então existe uma questão da hemodiálise, da diálise peritonial que no estado de São Paulo eles precisam complementar, isso também acontece no estado de Santa Catarina, a diálise peritoneal ou a hemodiálise. Próximo slide, por favor. Então, aqui a gente precisa também, uma coisa que ficou muito claro para a gente, é que o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, falou insistentemente que as pessoas agora teriam direito a realizar todos os procedimentos, os exames e as consultas no sistema privado, mas até agora a gente percebeu que não avançou significativamente. da história do sistema privado com sistema público de saúde e aí a gente percebeu que o achando Padilha conseguiu fazer só pequenos movimentos com a saúde suplementar para conseguir absorver as pessoas que estão esperando e as filas de acesso ao nefrologista estão imensas nós sabemos muito bem sobre isso próximo slide por favor Então a gente sabe que além da questão da doença renal, existe a questão das complicações cardiovasculares que estão totalmente ligadas. Então existe o infarto, insuficiência cardíaca, fibrilação arterial, dentre outras complicações. E isso a gente tem um gasto de mais de 56 bilhões de reais ao ano. Próximo slide, por favor. 788 pacientes receberam hemodiálise financiada pelo SUS em 2024. Então, a gente sabe que 59 dos pacientes foram submetidos à diálise e conseguiram, porque eles estão localizados em regiões urbanas. A gente sabe, por exemplo, nós estivemos no Amazonas no ano passado duas vezes e percebemos o quanto é difícil ter acesso à hemodiálise e à diálise peritonial, que boa parte da população do Amazonas para conseguir ter acesso à diálise precisa ficar concentrada em Manaus. Se não fica em Manaus, a pessoa não tem acesso. Então, a gente precisa realmente trabalhar a prevenção, porque a gente sabe que os gastos não têm como abrir clínicas em todos os municípios brasileiros para fazer a hemodiálise ou a diálise peritonial. para que consiga, inclusive, ter acesso a essa terapêutica e consiga sobreviver. Então, a gente percebe que o SUS gasta muito também com relação ao deslocamento da população para conseguir fazer hemodiálise. São de 20 a 64 quilômetros de distância que muitas pessoas precisam percorrer três vezes por semana para conseguir ter acesso. esses gastos que a gente comentou, existem os gastos que são paralelos, são gastos indiretos, ou seja, são gastos com a improdutividade dessas pessoas, porque essas pessoas não conseguem trabalhar, essas pessoas inclusive não remuneram, não existe a remuneração na questão do imposto, não pagam impostos também, então existe um gasto muito maior do que a gente está comentando, da Saúde pelo Ministério da Saúde mas os gastos indiretos são muito maiores que esses então a gente precisa reverter essa questão e aí foi comentado essa questão da diferença que existem de acesso muitas vezes na região Sul e Sudeste quando a gente compara principalmente com a região Norte do nosso país Próximo slide, por favor. Obrigado. Então, aí a gente tem, inclusive, por causa disso, várias publicações dos meios de comunicação falando sobre isso. Então, a questão da remuneração, pessoas que se deslocam entre estados para conseguir ter acesso à hemodiálise. E aí, por quê? Porque existem muitos vazios assistenciais em muitos locais brasileiros. que são poucos, aqui não tem, a doutora Carmen Moura comentou que as OCIs vão ser feitas agora, vai sair essa portaria e as OCIs vão começar a entrar no nosso país para ajudar os municípios e estados com relação à hemodiálise, à diálise peritonial, que a gente achou que vai ser um avanço muito importante de qualquer jeito é uma forma de remunerar melhor as nossas cidades para que eles consigam preencher boa parte desses vazios existenciais já que a gente percebeu que no Rio Grande do Sul infelizmente existe um problema muito sério aqui com relação a creatinina e albuminúria então nós percebemos que muitas regiões aqui do estado inclusive a Uruguaiana é uma região que não tem acesso a creatinina e albuminúria e aqui isso é quando a gente faz uma análise se compara com o número de hospitalizações internações porque tem menos coleta ou não tem coleta de creatinina e albuminúria da população. Quando você compara por exemplo com a região de Caxias do Sul que consegue dar conta de toda a população e aí reverte em menos hospitalização e menos internação. Próximo slide por favor. Obrigado. Então, a gente já tem aqui, nós fizemos uma coleta por via lei de acesso à informação pelo Ministério da Saúde, e nós percebemos hoje a fila de espera no CISREG, que é a principal fila do Ministério da Saúde. E eles deixaram aqui muito claro o número de pessoas que esperam por ter acesso ao médico nefrologista em cada estado brasileiro. pessoas esperam para ter acesso ao nefrologista. Nós podemos olhar os outros estados não estão tão diferentes disso, mas nós percebemos inclusive Santa Catarina, mais de 8 mil pessoas estão esperando ter acesso ao nefrologista. Então a gente só não sabe, porque o Ministério não respondeu, quanto tempo eles esperam nessa fila. E eu presumo que seja mais de um ano para ter acesso ao nefrologista no nosso país. Próximo slide, por favor. Obrigado. E aqui a gente deixa muito claro que, por exemplo, o estado de São Paulo, o tratamento cardiovascular vindo do diabetes, é gasto quase um bilhão de reais ao ano com doenças cardiovasculares vindas do diabetes. Próximo slide, por favor. A gente também tem o mesmo valor para a hemodiálise no estado de São Paulo. Então, aqui a gente vê tabelas, a gente pediu via lei de acesso à informação para a gente conseguir ter acesso. Então, são todos os procedimentos ligados com a parte de nefro. Próximo slide, por favor. Então, as soluções que a gente propõe, que a gente gostaria muito, que a gente foi proposto hoje junto do Ministério da Saúde, a gente precisa de uma atualização do protocolo de doença renal crônica, ele foi feito em 2023, e a gente sabe que a gente precisa ter essa atualização, porque tem medicação lá que não foi inserida. psicologistas? Então, será que, como é que está a questão da teleconsulta? Então, hoje o Ministério da Saúde nos falou num evento que eles estão investindo na parte de teleconsulta, mas a gente precisa capacitar essa atenção primária para que a gente não ouça absurdos do tipo, a pessoa fica circulando de uma unidade para outra e demorando mais de três meses, ela faz o exame e depois não consegue retornar o especialista, por quê? fila e ela ficar três, quatro, cinco meses, quando volta com o exame e mostra aquele exame, já está totalmente desatualizado, e aí o profissional vai fazer o que com isso? Então a gente precisa, e aí a gente pediu hoje para a Carmen Moura aqui a questão de se tornar obrigatório os testes de creatinina e albuminúria, quando tiver o diagnóstico de diabetes, obesidade e hipertensão arterial, então a gente Ministério da Saúde, nós fizemos já dois fóruns sobre a parte de nefro, nós percebemos que eles já fizeram avanços significativos com relação a colocar a creatinina e a albuminúria como marcadores para as pessoas receberem um valor do Ministério da Saúde para poder fazer esses exames. Esses exames são muito baratos, eles custam 1,80, 2 reais e precisa dar para essas pessoas que têm esses diagnósticos, então precisa capacitar a atenção primária para isso. porque quanto antes que souber que tenha a questão da alteração renal, hoje existem cinco medicamentos antes de chegar na hemodiálise, e para isso a gente precisa sensibilizar esses gestores, essa atenção primária, que daria para se gastar bem menos se pudesse fazer esse diagnóstico precoce. Então, por isso que hoje nós temos no SUS medicações para isso, passado, infelizmente, nós tivemos o declínio junto da Conitec, da incorporação da filinenona, que é um outro medicamento que associado poderia ajudar bastante em retardar essa questão do progresso da doença renal para fazer a hemodiálise. Então, é uma coisa que a gente precisa sensibilizar as pessoas e, ao mesmo tempo, eu conversei com a Carmen Moura hoje de manhã sobre um programa de educação de pessoas com diabetes. um farmacêutico que pudesse olhar as glicemias dessa população e pudesse indicar aquilo que precisa ser, para aquela taxa que está errada, que precisa melhorar, para que ele converse com o seu médico, tome a melhor decisão, porque é uma forma também de prevenção. Então, são dados importantes que a gente trouxe, está trazendo aqui para vocês hoje, todos os eventos que a gente tiver a partir de agora, amanhã, em Recife, no Rio de Janeiro, e a gente agradece a participação, próximo slide, eu deixo também aqui todos os meus contatos, eu gostaria que todo mundo pudesse seguir a gente no Vozes da Adfocase, próximo slide, e a gente agradece a participação e o espaço que o deputado Wellington disponibilizou para a gente. Muito obrigada.

18 de mar, 16:15