PLENÁRIO
Sobre o Evento
A sessão plenária foi marcada por denúncias de corrupção envolvendo órgãos públicos e instituições financeiras, críticas à gestão governamental e debates sobre políticas públicas. Os parlamentares discutiram a proteção de mulheres e menores no ambiente digital, a situação do agronegócio, investimentos em educação e a defesa de direitos trabalhistas e sociais.
Deputado
Justo Tomaremos nós mesmos as fábricas, considerando que sem os senhores tudo será melhor para nós considerando que os senhores nos ameaçam Com fuzis e canhões, nós decidimos. de agora em diante temeremos mais a miséria que a morte. Essa é uma frase de Bertolt Brecht, numa peça chamada Os Dias da Comuna. Porque hoje, hoje, dia 18 de março, nós comunistas celebramos os 155 anos da Comuna de Paris, a primeira experiência socialista da nossa história. E eu falo com felicidade. A comuna, para nós, não é uma lembrança cinza e desbotada no século XIX. mas uma faísca que virou fogueira em uma noite de inverno. No dia 18 de março de 1871, o povo trabalhador de Paris mostrou ao mundo que realmente era possível uma sociedade onde todos fossem iguais. onde mulheres poderiam gozar dos direitos constituídos, E autonomia, para serem o que bem quisessem, onde os trabalhadores armados de coragem conseguiram virar a história do avesso. A comuna foi um exemplo. Um exemplo formidável de ação política autônoma dos trabalhadores e trabalhadoras provavelmente o primeiro em que o protagonismo das classes subalternas do regime capitalista moderno aparecia de forma tão contundente Foi também uma demonstração de criatividade, da inteligência coletiva diante da miséria e da exploração. Marx, testemunha da Comuna, a chamou de um assalto ao céu. A Comuna foi mesmo um raio de esperança em um mundo sombrio e miserável. Foi um chamado: "Levanta, vem para a luta. A tua vida vale mais do que esse mundo miserável que te fizeram acreditar. É verdade que a comuna durou pouco, apenas 72 dias. Mas tem coisa que não se mede em calendário, tem certas coisas que se medem em coragem. E a coragem da comuna atravessou séculos. Está em cada greve, em cada ocupação, em cada jovem que se recusa a aceitar. que a injustiça é normal, que em cada trabalhador, que descobre a força da própria mão, da própria voz, do próprio povo. Por isso, a Comuna vive. Vive porque ensinou que a classe trabalhadora pode governar. vive porque ensinou que o socialismo não é uma palavra morta, mas um sonho organizado, ele é pão, ele é escola, é dignidade, é poder popular. E vive, porque toda vez que o povo pode, perde o medo, a comuna se levanta de novo. E eu termino com as palavras de Eugênio Potier, um comunarde: que espalhou essa mensagem para o mundo inteiro, em frase conhecida: "Bem unidos façamos nessa luta final uma terra sem amos, a internacional". Obrigado.




