COMISSÃO DA AMAZÔNIA E DOS POVOS ORIGINÁRIOS E TRADICIONAIS
Sobre o Evento
A audiência debateu os preparativos para a COP30, enfatizando a necessidade de transição energética, o fim dos combustíveis fósseis e a centralidade dos povos indígenas. Foram apontados o impacto das queimadas na saúde pública, a carência de investimentos orçamentários contínuos para prevenção de incêndios e a urgência de uma governança climática eficaz, além de pautas sobre a expansão educacional em territórios tradicionais.
Representante - Climate Emergency Fund
Obrigada, tá bom, deputada. Vou ser breve, porque muito já foi dito também, me sinto muito representada pelos colegas que falaram antes de mim, mas só para explicar um pouquinho de onde eu falo, até porque não é usual, eu sou da Climate Emergency Collaboration, que é uma colaboração filantrópica, então é uma colaboração de financiadores, que trabalha no ambiente de clima e de multilateralismo, e grande parte do meu trabalho é para tornar as negociações internacionais ativas com maior participação do sul global maior participação de mulheres de jovens de povos indígenas e por aí vai E uma das coisas que a gente acredita e que se provou muito verdade nessa copy, como já foi dito pela Flávia, é que mais participação gera melhores resultados. Então a gente tinha, assim, essa consciência de que essa era uma COP muito especial por estar sendo feita em um país democrático, então a gente tinha uma oportunidade muito grande aí de mobilização e a gente trabalhou muito para apoiar mobilizações de povos indígenas de várias maneiras possíveis. Então a gente apoiou, trabalhou muito junto com a Sinéa Wabchan, que foi enviada especial, também é co-presidente do Calcus Indígena da UNFCCC, A gente trabalhou muito com outras organizações para treinamento de lideranças indígenas, para mobilização, então, com o pessoal da Cúpula dos Povos. A gente financiou também a ida de mulheres indígenas, a ida de ativistas e etc, etc. E a gente trabalhou apoiando o Círculo dos Povos. E aí o que eu acho interessante a gente falar um pouco de como foi feita essa mobilização para a gente retomar é como a gente teve o Círculo dos Povos, que foi liderado pelo Ministério dos Povos Indígenas, E foi... colocado muito nesse lugar dentro acoplado junto com a presidência da Copa então no lugar mais institucional de governo a gente tem os mesmos o cálculos que já é um mecanismo de participação junto a e a o NFCC e a gente tem a participação em massiva foi de mais de 1600 lideranças indígenas que estavam lá se mobilizando dentro da Copa mas também como a Flávia fora da COP, na Cúpula dos Povos, na Barqueata, que a gente teve uma grande barqueata, e na manifestação, se eu não me engano, foram mais de 70 mil pessoas que estiveram presentes na Marcha pelo Clima. Então, toda essa mobilização trouxe uma série de resultados, e uma parte deles já foi dita aqui, que é a menção, a centralidade dos direitos dos povos indígenas nas conversas, nas... nos documentos e nas decisões de adaptação, na decisão do mutirão. E eu acho que uma coisa que é muito importante ressaltar é a centralidade, a primeira menção do consentimento livre prévio informado em uma decisão. foi na decisão de transição justa, foi a primeira vez que num documento de uma copy, num documento que saiu do âmbito das copies, a gente falou de consentimento livre, prévio e informado para a tomada de decisões, isso é muito importante porque cria um precedente muito relevante nas decisões futuras, na implementação e por aí vai. ajuda a gente inclusive a divulgar por isso internamente. E aí acho que vale falar um pouquinho também dos resultados que acho que isso ainda não foi abordado aqui, mas dos resultados fora das negociações. A gente teve, por exemplo, do Forest and Near Funders Group, a gente teve um novo pledge para financiamento de territórios e de demarcação de territórios de 1,8 mil, bilhões de dólares é um pode que antes era de 1.7 bilhões e foi alcançado e agora a gente está olhando para 1.8 Bic são financiadores que não são justamente povos comunidades indígenas a luta pelos territórios e por aí vai a gente teve um compromisso de demarcação de terras de 14 governos nacionais mais um governo nacional do FCLP, a gente teve demarcação de terras indígenas e o próprio TFFF com 20% do... financiamento do TFFF indo para povos indígenas e comunidades tradicionais, que é em financiamento direto, que realmente são conquistas muito grandes. Então eu acho que a gente tem que olhar para a COP, para além dos momentos de negociação que foram super importantes, a gente precisa olhar também para essas conquistas de mobilização e para essas coalizões que são formadas ao redor dela. e aí coalizões essas que mesmo quando a gente não tem uma COPY que seja num... em um ambiente tão favorável para a participação, que elas se mantenham e que elas tenham força para continuar, e por aí vai. Eu acho que falando um pouquinho, porque muito já foi dito sobre os resultados, mas falando um pouquinho do que a gente pode esperar para frente... eu acho que a gente tem desafios muito grandes. A COP31 tem uma presidência muito específica e muito desafiadora. Então a gente está falando da presidência que fica com a Turquia, as negociações que ficam com a Austrália, então a configuração em si já é muito complexa. A Turquia é um país complexo em termos de mobilização de povos indígenas, etc. É um país mais complexo de trabalhar. Então a gente vai precisar olhar muito para alianças, por exemplo, com os povos do Pacífico, que tem uma entrada melhor, que tem um trabalho mais próximo da Austrália, enfim, e outros mecanismos de participação num ambiente muito mais desafiador do que foi a COP30. co-presidente do Calcus, um ativista indígena que está presa. Então, é por aí que a gente começa a ver o tamanho dos desafios que a gente enfrenta nas mobilizações para esse ano. E acho que, no geral, é isso. A gente precisa entender. O Sepulho dos Povos, por exemplo, e outras mobilizações, elas permanecem para esse ano. Então, a gente precisa entender, por exemplo, como que a gente consegue se relacionar com essas iniciativas que são da presidência da COP ainda até o final desse ano para tentar conseguir continuidade. que vão estar indo para a próxima COP num ambiente muito mais hostil e com condições muito menos favoráveis para a mobilidade. utilização. Isso é um pouco do que a gente está olhando e em termos de É... conseguir manter e trabalhar em cima, a gente tem outras iniciativas também, né? Até o PTF, o próprio Pledge, são iniciativas que a gente precisa continuar alimentando, A gente está entendendo e tentando trabalhar com os nossos parceiros para manter e construir em cima do que já foi alcançado e garantir que a gente consiga catalisar o momento para avançar cada vez mais. É isso.




