COMISSÃO DE PREVIDÊNCIA, ASSISTÊNCIA SOCIAL, INFÂNCIA, ADOLESCÊNCIA E FAMÍLIA
Sobre o Evento
A Comissão de Previdência e Família realizou audiência pública para avaliar a efetividade da Lei 13.819/2019 na prevenção da automutilação e suicídio entre jovens. O debate focou na necessidade de articulação intersetorial entre saúde e educação, além do fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial.
Colaboradora - Conselho Federal de Psicologia
Então, é um tema complexo, né? E a gente está atrasado, né? Do ponto de vista da política pública, eu acho que o nosso debate deixa essa marcação, né? E aí, realmente, a gente se questiona para que se implementa leis, se elas não vão se efetivar, né? em ações concretas para a população em relação ao público infantil juvenil eu fiquei pensando né no enquanto o Brasil precisa avançar aí em relação é as redes sociais, que a gente não tem regulamentação, e como a própria deputada falou, como esses comportamentos, uma série de conteúdos circulam sem nenhuma regulação. Então, a gente tem que considerar que no suicídio, a gente tem um efeito de contágio, que é chamado efeito Werther. Então, se a gente vai trabalhar com prevenção, é um público que se comunica e consome muito os conteúdos das redes sociais, isso precisa ser priorizado. Penso muito também e tenho como referência, sim, a experiência do Sul, que a gente considera como saídas de redes locais, isso é reconhecido mundialmente como potências de saída, onde se criou um comitê intersetorial. E esse comitê existe até hoje. Eu penso que essa experiência precisa de ser multiplicada, porque ela realmente está sistematizada e devidamente publicada em artigos acadêmicos. com os efeitos que a gente pode reproduzir com segurança. Do ponto de vista da saúde mental, né, assim, com muita honra de estar aqui com Vinícius Vieira, assim, eu acho muito importante que a gente produza conteúdos específicos sobre essa temática, né, porque eu vejo como os trabalhadores e trabalhadoras não estão qualificados para trabalhar com prevenção de suicídio, muito menos... de mutilação, né? Acho que a notificação, ela é compulsória, ela é obrigatória, mas eu ainda fico com uma provocação que eu vou encerrar a minha fala, assim. Que uma rede local só funcionará efetivamente se pessoas ou profissionais se sensibilizarem para o problema e estiverem dispostos a se mobilizar, atuando de forma integrada com outras pessoas e outros serviços. O contato entre as pessoas, a articulação de ações entre elas é mais importante do que planos oficiais e formais de enfrentamento. A inserção de cada uma delas deve ser um ato de vontade pessoal. Então eu penso que a gente tem aí esse dever ético de sensibilizar os profissionais da educação, os profissionais da saúde. profissional da saúde mental, né? Que trabalha essencialmente com os afetos, com o comportamento e com a dor humana. Muito obrigada.




