COMISSÃO DE ADMINISTRAÇÃO E SERVIÇO PÚBLICO
Sobre o Evento
A Comissão de Administração e Serviço Público debateu a implementação do Sistema Nacional de Saúde do Trabalhador para combater o adoecimento laboral e a precarização das relações de trabalho. Os participantes defenderam a integração de políticas públicas e maior fiscalização para enfrentar os impactos negativos dos modelos de gestão baseados em produtividade excessiva.
Pesquisadora - Ministério do Trabalho e Emprego e do Instituto Walter Leser da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo
Gostaria de agradecer a oportunidade, deputada Sâmia, que nos foi dada aqui para a gente discutir coisas tão importantes. A contribuição de todos, eu acho que foi... muito importante complementar, foram falas complementares, não é? E acho que nós estamos assim, diante de uma coisa que o Luiz Leão, companheiro Luiz Leão aqui falou, que é o pacto social. O que nós estamos dizendo é, do jeito que está, não dá mais. Nós estamos criando, deixando uma sociedade para as novas gerações, uma sociedade totalmente... acidentada e principalmente adoecida. adoecida sem perspectiva, sem esperança. Então, as pessoas que... pensam num país, numa nação verdadeiramente soberana, eu tenho que pensar na proteção das pessoas que aqui vivem que a maioria das pessoas, então, são pessoas trabalhadoras. Então, acho que nós temos que colocar o dedo na ferida, e esse sistema, ele proporcionaria, não uma proposta, evidentemente, cada um de nós aqui tem várias propostas, e nós falamos sobre isso, sobre a invisibilidade dos acidentes de doença, dos modelos econômicos que têm sido optados pelo país, que têm proporcionado esses acidentes e doenças, também a ocultação de acidentes e doenças, que foi uma coisa, uma tônica aqui também. E o papel da Previdência Social, da saúde, do trabalho e de outras secretarias e outros ministérios também. Então, são várias as propostas. Então, eu diria o seguinte, que nada está pronto. Esse sistema, ele tem uma ideia geral, ele tem também, por força da Constituição e porque também a saúde, no país. Então, eu acho que por isso o Sistema Único de Saúde é quem conduz, quem direciona esta discussão e essa articulação por meio do Ministério da Saúde, das Secretarias Estaduais de Saúde, Secretarias Municipais de Saúde. Porque onde nós vivemos? Nós vivemos nos municípios, nos territórios. Portanto, os territórios têm que estar profundamente envolvidos. E eu acho que o Mauro lançou uma discussão importante, porque é que os movimentos sociais e o movimento sindical não são fonte, pessoas participantes nesse processo de vigência e de cuidado da classe trabalhadora. Então, acho que foram várias contribuições aqui, eu acho que algumas nós anotamos, depois nós teremos oportunidade de ouvir também e ir incorporando. Espero que a gente consiga avançar, então, que nós não precisamos esperar mais 40 anos para que a gente possa discutir isso, mas eu acho que a deputada Sâmia está dando um grande alento, para todos nós que defendemos essa proposta, porque eu acho que a gente tem condições de avançar. A gente tem que ter... ter ousadia, não pensar que tudo vai devagarinho, sabe? Tudo tem que ser assim, tem que ter impacto. As coisas têm que ter impacto para o povo saber que tem gente falando coisa diferente, que nós não somos a farinha do mesmo saco. Então, acho que isso é fundamental e agradeço novamente a participação de todos, a possibilidade de interlocução e a deputada Saminha em especial. Muito obrigada.




