COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS, MINORIAS E IGUALDADE RACIAL

14 abr. 2026 17:11 às 18:59

Sobre o Evento

A Comissão de Direitos Humanos debateu a incorporação do medicamento lenacapavir ao SUS como estratégia de prevenção ao HIV. Parlamentares, representantes do Ministério da Saúde e movimentos sociais discutiram a democratização do acesso a tecnologias de ponta, criticando o impacto das patentes e a desigualdade socioeconômica no tratamento da doença.

Status
Concluído
ID: 81527Total: 34 discursos
#1
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Bom. Declaro aberta essa audiência pública da Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial para debater a implementação do medicamento Lena Capavir, no Sistema Único de Saúde como estratégia de prevenção ao HIV. Só antes de continuar com o protocolo de início de abertura, dizer que me sinto bastante emocionada, porque eu tenho certeza de que nós estamos plantando uma semente aqui que vai frutificar... em toda a América Latina e no mundo, em que as pessoas possam ter acesso a uma medicação revolucionária, chamada Lena Kapavir, que combate em quase 100% a prevenção do HIV. Então, esse momento aqui é um momento histórico, que vai entrar nas páginas dessa luta que é histórica do movimento Pesquisa. E com conhecimento nós já conquistamos. agora falta democratizar esse conhecimento nessa medicação para chegar em quem mais precisa. Então, eu me sinto bastante emocionada em poder presidir essa audiência pública. Este evento decorre da aprovação do requerimento número 2326 de minha autoria, eu farei minha breve autodescrição para as pessoas cegas ou com baixa visão que estejam assistindo. Peço que os demais integrantes da mesa façam o mesmo antes de iniciarem suas falas. Eu sou uma travesti com os cabelos longos, tenho perdido bastante cabelo na luta política, logo, logo estarei com uma lei para solucionar esse problema. Toda de preto, mas com um blazer vermelho. E... E sou bastante alta, mas a... Sentada não parece, mas tem 1,90m. Este plenário está equipado com tecnologias que conferem acessibilidade, tais como aro magnético, bluetooth e sistema para usuários de aparelho auditivo. Informo que este evento está sendo transmitido via internet e o vídeo pode ser acessado pela página da comissão camera.leg.br.cdhm. No site da Câmara dos Deputados e pelo canal do YouTube da Câmara dos Deputados. Ressaltar que, a partir da página da comissão, todos os cidadãos podem participar de debates interativos online em todos os eventos da comissão. Podem enviar perguntas e, ao final, serão submetidas à mesa para a manifestação dos convidados. O registro da presença dos parlamentares se dará de forma presencial no posto registro biométrico deste auditório. Os parlamentares que fizerem uso da palavra por teleconferência terão também sua presença registrada. Esclareço e peço atenção, por favor, que o tempo concedido aos expositores será de sete minutos. É lógico, levando em consideração a relevância do tema, usaremos sempre o bom senso, para que o tempo possa ser extrapolado, mas pedimos, por favor, se possível, que mantenha dentro desses sete minutos, mas sem nenhuma rigidez, porque o tema é mais importante do que qualquer rigidez aqui nessa audiência. Nesse evento, teremos a participação presencial e virtual de expositores. Após a fala dos expositores, abriremos a palavra dos deputados por ordem de inscrição de três minutos. Agora eu convido... Para compor a mesa, as pessoas que aqui estão presentes, também já temos as presenças virtuais. Para compor a mesa, eu convido, por favor, o senhor Drauzio Barreira, do departamento de HIV, AIDS, tuberculose, hepatites virais, infecções sexualmente transmissíveis, representando o Ministério da Saúde. Muito bem-vindo, querido. Obrigado. Estava com a sua... Obrigado. Convido também a senhora, perdão pelo meu... Holandês será É holandês, né? Convido também a senhora Van der Poen. Plague? representando o grupo de trabalho sobre propriedade intelectual da Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS. Muito bem-vinda. Obrigada. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Convido também a senhora Silvia Pereira da Silva Santos, diretora da Farmanguinhos, representando a Fiocruz. Muito bem-vinda. Obrigada. Obrigado. Obrigado. E... Obrigado. Obrigado. Verdade. Convido também o senhor Gustavo Passos, oficial de Igualdade e Direito, representante do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV-AIDS Unites. Obrigada. Obrigado. E encontra-se em ambiente virtual o senhor Arturo de la Rosa, vice-presidente da América Latina da empresa Gilead Science. Bem-vindo, obrigado por estar presente também, Arturo. Vamos também dar uma salva de palmas para o senhor. Então, para a gente dar início a essa audiência pública, Só reforçando o que eu disse na abertura dela. Hoje, Já há uma medicação... Uma prevenção quase que 100% do HIV AIDS. Nós avançamos no conhecimento... O SUS já tem estrutura para poder... distribuir essa medicação, mas nós temos hoje uma grande barreira, que é a barreira econômica, já que essa medicação é caríssima Há relatos, e nós temos hoje a empresa para poder esclarecer essas dúvidas, de chegar até 150 mil reais. Um valor completamente ilógico para a realidade de países da América Latina e de outros locais do mundo, onde é mais urgente o debate sobre HIV e AIDS. E... Eu protocolei um projeto de lei... para que esse medicamento fique reconhecido, em esfera nacional, por interesse público, que é o primeiro passo para a quebra de patente. Nós defendemos as patentes. Sabemos a importância da patente na lógica científica e a importância dela para o crescimento científico. Mas também sabemos a importância de que a vida tem que estar acima de qualquer questão. E essa audiência pública é o primeiro passo que essa casa dá para a gente buscar caminhos a população brasileira e que o Brasil seja exemplo, como foi na década de 80, mas agora seja novamente exemplo no combate ao HIV e AIDS por meio dessa medicação tão importante. E para a gente iniciar só antes, eu lamento... nós fizemos o convite para a Conitec, que é a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias ao SUS, E lamentamos a ausência da Colitec, que para nós... junto com representantes da empresa, não desmerecer os convidados, todos aqui são muito importantes, mas para o passo que nós queremos dar, a representação da Conitec aqui é fundamental, porque o que nós queremos é o Lena Capavir no SUSS. E não é nós, deputadas federais, a população brasileira, os movimentos sociais e as pessoas que mais precisam, querem o Lina Capavino SUS. Então, fique aqui o meu lamento, mas nós depois faremos um convite e espero que não seja necessário uma convocação para que a Conitec esteja presente na Comissão de Direitos Humanos para debater esse tema tão caro para os direitos humanos brasileiros. Dito isso, estou aqui mais para ouvir. Obrigado a todo mundo que veio. parabéns pelo trabalho de vocês viva a ciência viva o SUS sou grande admirador de todo mundo que está aqui que mostra que a ciência pode transformar a vida e cabe agora a política fazer o trabalho de casa, de que a ciência possa chegar nos mais carentes. Para a gente poder iniciar, Há só uma questão antes. Para a gente poder iniciar, eu convido, por favor, o senhor Gustavo Passos para fazer uso da fala por até sete minutos, lembrando que não há uma rigidez devido à importância do tema. Muito obrigado, Gustavo. A gente se aclame lá.

14 de abr, 17:11
#2
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Boa tarde a todas as pessoas. Obrigado, deputada, pelo convite à Unaids. Eu primeiro vou me autodescrever. Eu sou Gustavo Passos, eu sou oficial de igualdade de direitos do programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV AIDS, Unides. No Brasil, eu sou um homem cisgênero, eu tenho 1,89m de altura, mas também estou sentado, então não parece tanto. Usando roupa, um paletó bege, uma camiseta verde e óculos, cabelo cacheado e barba. Bom... Dando início à minha fala, eu gostaria de... Primeiro dizer que Ano passado, em dezembro, a junta de coordenação do NAIDS aprovou o que será a nova estratégia global para uma resposta à AIDS como ameaça de saúde pública, visando acabar com a AIDS como ameaça de saúde pública até 2030. E essa nova estratégia global traz algumas novidades, algumas diferenças com relação à anterior, sobretudo para... na ênfase na liderança dos países para sustentar respostas nacionais inclusivas e multissetoriais, além da ênfase também na liderança comunitária em todos os níveis da resposta. O Brasil é um exemplo nessas métricas que já estão colocadas para a estratégia global como ela está nesse momento. se mantém na nova estratégia global as metas 95, 95, 95, que, como vocês sabem, são 95% das pessoas... viveram com HIV testadas, diagnosticadas, 95% dessas pessoas em tratamento e 95% dessas pessoas em supração viral. O Brasil já chega nessa cascata em 89% das pessoas diagnosticadas, sendo que dentro da margem de erro esse valor já chega a 95%, então a gente pode considerar que essa primeira meta já foi alcançada também pelo Brasil. E a última meta também já foi alcançada há mais tempo, que já está em 96% das pessoas em supressão viral. E a meta de tratamento, de permanência, de vinculação daquelas pessoas ao serviço, ela não só não avança no Brasil nesse momento, mas ela também está em declínio. E ela é fundamentalmente ligada à estigma e discriminação nos serviços de saúde, o que faz com que, por exemplo, uma pessoa trans vá ao serviço de saúde e não seja tratada pelo seu nome, e decida nunca mais voltar ali. Então, a gente só vai ter acesso a essa pessoa quando ela estiver com um quadro avançado, e ela vai entrar por uma outra linha de cuidado. Então, a gente perde essa pessoa. Então, Dentro desse grande panorama do que é necessário para avançar com a resposta AIDS no Brasil e na América Latina, lembrando também que, embora as mortes relacionadas à AIDS venham diminuindo, ao longo dos anos no Brasil e na América Latina, na América Latina, de uma forma geral, nos últimos 10 anos, há um aumento de 13% nessas novas infecções. Então, a gente está no contexto de uma região em que, diferente de muitas outras aí pelo mundo, as novas infecções aumentam. Então, enquanto a gente está tendo uma resposta eficaz na redução dessa mortalidade, a região ainda... falha um pouco em manter que essas novas infecções acompanhem essa tendência de queda que é a mortalidade. vem apresentando. E aí é justamente dentro desse contexto que essa audiência pública se mostra muito relevante, porque a gente está tratando de uma região que tem uma alta demanda por todas as estratégias de prevenção que possam ser levadas a cabo, e que o quão mais eficazes e mais diversas elas possam ser, mais a gente consegue alcançar essas metas. Obrigado. Hoje a gente já tem várias estratégias de prevenção dentro da cartela de prevenção combinada, que por exemplo é o uso de preservativo interno externo, a prep oral, testagem, a gente tem uma cartela de formas de prevenção que... Se a gente já tem tudo isso disponível, ainda assim, no contexto da América Latina, a gente ainda não consegue reduzir as novas infecções de uma forma significativa, significa que ainda falta algo. E esse algo tem a ver com... uma ampliação da forma com que a gente enxerga a prevenção, no sentido de levar em consideração também o uso, a forma de vida das pessoas, e como elas têm acesso a esses medicamentos, ou como elas podem fazer o uso deles, se ele é acessível, se ele não é acessível, se ele tem uma linguagem acessível de protocolo de uso. Então, a incorporação eventual de um novo insumo de prevenção, vem também nesse sentido de trazer para uma ampliação dessa cartela e gerando para as pessoas a possibilidade de entender qual é aquele insumo que faz mais sentido para a forma com que a pessoa leva suas práticas e também considerando a forma de exposição que elas estão mais suscetíveis. E ainda nesse bojo... Já existem alguns estudos que demonstram que a compra em larga escala dos injetáveis de longa duração, nesse caso o Lena Capavico que a gente está discutindo hoje, pode chegar a 40 dólares a dose. Isso já previsto um lucro, uma margem de lucro para a empresa farmacêutica, isso é um dado publicamente conhecido, de artigos publicados. E o próprio Nides encomendou uma estimativa também, que chegou a um número de, a compra de 1 milhão 303 mil reais. doses poderia reduzir o valor para 77 dólares a dose. Então, isso também é um dado que a gente tem... disponível. Além disso, o tema dos injetáveis de longa duração, sobretudo o LENAKAPAVI, também para o caso específico do Brasil, traz a luz para uma questão que ainda... que ainda se agrava ao longo dos anos, que é a situação da epidemia para, por exemplo, mulheres negras. Porque se a gente olha de uma perspectiva geral, a epidemia, a gente tem avançado muito na resposta. Mas aí quando a gente vai olhar determinadas populações, fazer um recorte dessas populações, nós percebemos que essas desigualdades, já vou concluir, que essas desigualdades fazem com que esses avanços cheguem de maneira desigual a determinadas populações, que é o caso no Brasil das mulheres negras, por exemplo. Então, se a gente está falando de um medicamento que tem eficácia segundo os estudos clínicos de 100% para mulheres cisgênero, a gente está falando de uma janela de oportunidade também para incidir sobre essas mulheres cisgênero negras que têm um agravamento da epidemia ao longo desses anos. Então, falar sobre a incorporação de novos medicamentos de prevenção é também falar sobre como a gente consegue... superar barreiras de desigualdade que ainda são tão fortemente enraizadas na resposta ao HIV no Brasil, mas também na política pública de saúde de uma forma geral. Então acho que é um debate sobre o medicamento, é um debate sobre a incorporação de medicamento, mas é também um debate muito mais amplo de como a gente enxerga a resposta dada às desigualdades sociais e aos determinantes sociais em saúde. E é isso. Obrigado. Obrigada. Obrigado.

14 de abr, 17:21
#3
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Obrigado, Gustavo, pelas pesquisas, pelos números. números importantes E, sobretudo, quando o senhor faz esse recorte racial dessa... como o senhor usa, epidemia de HIV, quando faz o recorte entre mulheres negras. Então, o debate sobre o acesso ao Lina Capavia, o acesso a essas tecnologias... de prevenção e combate ao HIV e AIDS. Na verdade, quando leva para a esfera do debate econômico, a gente está discutindo quem é mais ou quem é menos humano. que é algo trágico, porque quando você tem o recurso, você consegue toda uma certa tecnologia que a população precária, sobretudo da América Latina, tem uma grande dificuldade de alcançar. Obrigado por trazer e pela militância, pela luta. Convido agora... O senhor Gustavo Passos, para fazer uso da... Desculpa. O senhor Drauzio Barreira, para fazer uso da fala, por favor.

14 de abr, 17:29
#4
Ministério da Saúde Draurio Barreira
Draurio Barreira

Ministério da Saúde

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Deputada, está funcionando? Só uma correção... O Drauzio é meu quase homônimo, mas ele não tem cabelos. Sou Drauzio. Eu vou tirar uma foto com ele para a gente diferenciar. brincadeiras à parte. Eu tenho que falar bem pertinho. Deputada, muito obrigado pelo convite, pela relevância dessa audiência. Quero aqui, para poupar tempo, cumprimentar todos os meus colegas aqui presentes, quem está virtualmente, os representantes também da Guilherme, o Arturo, Rafael. E queria também cumprimentar as pessoas aqui que, na hora que eu cheguei, queria também dizer isso, Aconteceu algo que me tirou um pouco da... normalidade que eu sofri um crime cibernético agora, depois do almoço. Então, quando eu cheguei aqui, eu ainda estava lidando com questões ligadas à delegacia, criaram um perfil fake, com calúnia, enfim. Então, eu estou num momento bem animado. Mas eu queria, retomando a importância dessa reunião aqui hoje, dessa audiência, deputada também, que eu, em respeito à própria ciência, relativizar um pouco o entusiasmo com qualquer droga. seja qual for, seja o Lena Capavir, seja o Cabotegravir, que é outra droga de longa duração injetável, seja uma futura droga que a Merck está produzindo, que é uma pré-pe oral de uma vez por mês. Eu valorizo todas elas, pretendemos no Ministério da Saúde incorporá-las quando possível, quando for factível, mas não há bala... Mágica. Eu quero dar um exemplo da tuberculose, que é uma doença que mais mata no mundo hoje das doenças infecciosas, mais do que o HIV AIDS, que é uma doença que tem diagnóstico há 144 anos, tem remédio... que cura quase 100% dos casos há mais de 70 anos, e continua sendo a doença infecciosa que mais mata no mundo. e tem prevenção, tão boa quanto a PrEP, para tuberculose, naturalmente, e tem vacina, tem a BCG, que todos nós aqui tomamos. No entanto, continua sendo a doença que mais mata no mundo. Então, eu queria também dizer que, tecnologia sem acesso não vale absolutamente nada, porque a gente tem diagnóstico, a gente tem tratamento, a gente tem prevenção, a gente tem vacina, a gente tem tudo para tuberculose e não consegue eliminá-la. Portanto, o HIV não será eliminado com a simples introdução de uma droga nova. É importantíssimo incorporá-la, mas não resolve se a gente não resolver o problema das desigualdades sociais e da iniquidade. Então, dito isso, eu quero dizer que a PrEP, para a gente, no Ministério da Saúde, é uma estratégia absolutamente prioritária. Na nossa gestão de 23, no comecinho, de 23 até 25, conseguimos ampliar 142% o uso da PrEP oral, até 31 de dezembro do ano passado. O que foi, passamos de 55 para 142 mil pessoas. Mas eu queria trazer um dado, e aí, novamente, baseado na evidência científica, que o próprio estudo que mostrou que a Helena Capavia é tão bom o Purpose 1 e o Purpose 2, eles estimaram, na amostra que usou a droga e usou o placebo, para chegar à conclusão que protegeu quase 100% das mulheres na África e que, 99,6% dos outros homens no mundo, inclusive no Brasil, para esse estudo a taxa de infecção era de 2,4%. a média dessas populações. No Brasil, a gente tem uma média de infecção de 0,27%. Então, para a gente proteger a população brasileira toda de não ter infecções... admitindo que as condições do mundo real são iguais às dos ensaios clínicos, o que não é verdade. Mas se todo mundo tomasse direitinho, duas vezes por ano, a injeção do LHPV. A gente precisaria... imunizar 14 milhões e 800 mil pessoas. o que é absolutamente impossível. O Brasil hoje tem, na pré-peoral, 142 mil pessoas. Hoje tem mais, a cidade é de 31 de dezembro do ano passado. Mas veja a disparidade entre o que a gente tem no mundo real, de 142 mil, 150 mil pessoas, e 14,8 milhões de pessoas, para realmente dizer que no Brasil a gente não vai pegar mais HIV, porque todo mundo está... está fazendo profilaxia com o Leandro Capavir. 142 mil pessoas já significam, do orçamento do Ministério da Saúde, do Departamento de HIV e AIDS, 8%. Isso é uma droga que custa... no Brasil, 55 centavos de dólar, e no mundo, 13 centavos de dólar. Portanto, a gente paga aqui mais de três vezes, quatro vezes, o valor que o mundo inteiro paga. Isso para a prep oral, estou falando. A PrEP injetável, a gente sabe o preço do outro produtor, do Cabo Tegravir, que custa 1.200 dólares por ano. Eu estou falando de uma droga que a gente distribui no SUS, que custa 160 dólares e que já contribui com 8% do orçamento do departamento, contra uma que custa 1.200 dólares. hoje é o preço de farmácia do Cabotegravir, e o do Lennon-Cavebir nós não sabemos. Quem sabe tem que assinar um documento para não divulgar. Eu, especialmente, assinei o documento, então eu sei, mas eu não posso falar do preço. Então, o Arturo Della Rosa, a quem eu trato com muito carinho, representante da Guilherme, acho que deve responder a isso, por que A gente precisa ter uma política de sigilo em relação ao preço. Por que não transparência em relação ao preço? do concorrente nós sabemos e já não incorporamos. Inclusive, quero até amenizar a ausência da Conitec aqui hoje, porque não é o momento ainda. o cabotegravir ia submeter... talvez vá submeter a incorporação pela Conitec. E nós, do Ministério da Saúde, dissemos, vocês podem submeter, mas a gente vai votar contra a incorporação, porque o preço que vocês cobram quebraria o sistema. Tá? Não sei... O que dizer do Liana Capavia, porque não podemos falar do preço. Então, outras questões que eu queria levantar são as diferenças. Eu comecei aqui falando das desigualdades sociais, e quero falar aqui do tratamento desigual entre países. Porque o Brasil é considerado, pelo Banco Mundial, um país de média renda. Middle Income Country. A África do Sul também é. A Tailândia também é. E a Gilead fez um acordo com laboratórios indianos e um egípcio Cinco ou seis laboratórios, agora me faltou a memória, Fusana, seis, né? Cinco da Índia e um do Egito, para que esses laboratórios possam vender aos países por 40 dólares por ano. Isso vai ser realidade a partir do primeiro trimestre do ano que vem, em 2027, eles não têm produção ainda. Por que o Brasil foi excluído desse acordo? O Brasil tem a mesma renda que a Tailândia e a África do Sul, mas o Brasil está fora do acordo. Eu só vejo uma razão: Óbvio, comercial. O Brasil tem o SUS. O SUS respeita a Constituição brasileira, que diz que saúde é direito de todos e deveria do Estado. a gente teria obrigação de comprar para todo mundo, o que inviabilizaria completamente o sistema, o sistema único de saúde. Então, concluindo, eu fico pensando... Conversei muitas vezes com o pessoal da Guilherme, a quem eu respeito, e trato com muito respeito, empatia. mas a postura da empresa realmente me causa espécie, porque... o argumento é que não se pode vender por um preço que não se justifique ao produtor americano. Ou seja, o presidente Trump exige que o preço praticado nos outros países seja o mesmo preço praticado nos Estados Unidos, uma vez que o produto é feito lá. Então, A gente está falando da multinacional. A multinacional não tem fronteiras. Os medicamentos que a gente compra de outros laboratórios, não da Guillod, vêm de todos os países do mundo, inclusive daqui. produzidos aqui, mas com royalties para as empresas desenvolvedoras do medicamento. Então, por que não produzir aqui? Acho que o Silvia pode também avançar nessa agenda. Por que não fazer aqui e fazer um preço é factível para o SUS e para a população brasileira. Então, eu vi que já tocou o sinal, eu queria realmente deixar essas mensagens. o quantitativo que nós precisamos. E a gente não pensa que... apenas na população de nicho. A gente entende perfeitamente e queremos expandir para aquelas pessoas que hoje não têm acesso à PrEP. e são, na sua maioria, pessoas extremamente vulnerabilizadas por várias camadas de vulnerabilidade, raça, cor, renda, moradia, estigma, preconceito, Então, são as pessoas... inclusive a população trans é extremamente estigmatizada, e que é uma das menores usuárias percentuais de PrEP, assim como as profissionais do sexo, e assim como várias outras pessoas populações vulnerabilizadas. Então, a gente não quer introduzir, como muitas vezes me foi proposto, para contemplar a população trans ou as profissionais do sexo. Então, a gente vai comprar uma quantidade mínima e tendo... como direito das outras pessoas a usar essa tecnologia, mas não pode ser porque não faz parte daquela população mais vulnerabilizada? A gente quer incorporar em larga escala, mas a gente quer um preço acessível. Obrigado. Obrigada.

14 de abr, 17:30
#5
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Muito obrigada, Draurio, agora fazendo o uso correto da palavra. Desculpa pelo Drauzio. Todo mundo faz. Mas obrigada pelo Ministério estar aqui presente. Não teria como ter essa audiência com todo respeito aos demais convidados, mas a presença do Ministério é fundamental porque a posição... traz uma posição mais macro e também política. Isso é muito importante. E já conversamos outras vezes, parabenizo pelo trabalho. E pela história em defesa da saúde e de combate e prevenção ao HIV. Eu convido agora a senhora Suzana para fazer uso da fala. Muito obrigado. E poderia, por favor, me corrigir como... pronunciar o seu sobrenome. Claro. Muito obrigada, Duda.

14 de abr, 17:40
#6
Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids Susana Van Der Ploeg
Susana Van Der Ploeg

Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids

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Estou aqui com vocês, agradeço imensamente o convite e saldo a importância, parabenizo a importância dessa discussão. Meu nome é Suzana Van der Plur. Eu sou uma mulher branca, eu sou baixinha, estou com os cabelos presos, cacheados, pretos. Acho que ainda estou com um batom vermelho, um blazer preto e uma camisa branca. Por favor, apresentação, se for possível. Bom, É... Hoje eu venho em nome, como coordenadora, do Grupo de Trabalho sobre Propriedade Intelectual da Rede Brasileira pela Integração dos Povos, que é secretariado pela BIA. Eu acho importante a gente trazer a questão do Lena Capavino-SUS como uma ferramenta para prevenção, mas é importante também a gente mencionar que ele é um importante medicamento também para tratamento de pessoas que vivem com HIV multidroga resistente. Então, são pessoas que estão hoje com falha terapêutica, que não têm medicamento disponível, que é o Fostensabir, que não é tão novo assim, ele já é um medicamento antigo, mas foi incorporado recentemente aqui no SUS. E o preço dele também é um absurdo. O fostenzaviru ano está custando em torno de 72 mil reais por pessoa ano. Acho que tem um slide anterior que apresenta as organizações. Como eu falei, o GTP é secretariado pela BIA, são 19 organizações, e eu estou aqui também representando as redes que a gente faz parte. Então, falo também em nome da Articulação Nacional de Luta contra a AIDS, que está presente de Roraima até o Rio Grande do Sul, em nome da Rebripe, em nome da Rede Lã, a Rede Latino-Americana por Acesso a Medicamentos, e um outro consórcio global do qual a gente também faz parte, Por favor. Quem somos? Nós somos pessoas vivendo com HIV, somos usuários do SUS, somos pesquisadores, somos ativistas e defendemos a vida das pessoas, defendemos mais saúde e menos patente, que é uma importante barreira comercial. Por favor, próximo slide. Para isso, nós temos princípios e valores. Nós temos a independência total da indústria farmacêutica. As organizações que compõem o GTPI, eles não recebem financiamento da indústria farmacêutica. Nós defendemos o interesse público e aí parabenizo mais uma vez a deputada Duda por colocar a Olena Capovir como de interesse público. defendemos a cidadania, a qualidade de vida, a solidariedade e a saúde como um direito humano fundamental. E eu poderia acrescentar que a prevenção é um direito humano, o acesso a medicamentos é um direito humano. Por favor, é isso, obrigada. O Lena Kavir expõe as barreiras que a gente tem no acesso. Ele é um medicamento que recebeu financiamento público pela NIH dos Estados Unidos, que hoje teve financiamento cortado. Hoje, depois da administração Trump nos Estados Unidos e com uma agenda anti-LGBT e extremamente conservadora e moralista, então financiamentos para HIV e AIDS, foram quebrados. Ele é uma PrEP semestral, mas com uma possível formulação anual. O custo dele hoje nos Estados Unidos para a prevenção, ele supera os 28 mil dólares e para tratamento 40 mil dólares ano. Mas o custo estimado, como o Gustavo colocou, ele está entre 25 a 40 dólares o ano. A questão é que essa diferença exige uma explicação. E eu acho que a explicação que a gente tem é uma estratégia que a Guilhade já usou anteriormente para a cura da hepatite C, que foi o caso do sofosbuvir, em que a cura da hepatite C, cada medicamento ia custar mil dólares. Mil dólares um comprimido. O custo total do tratamento para a cura da hepatite C custava, a princípio, como a Guilhade colocou, 89 mil dólares. Então, é uma história que se repete, que aconteceu com a hepatite C e que a gente está vendo de novo agora com HIV. A gente tem estudos clínicos que foram realizados aqui no Brasil, mas como o Draurio colocou, o país foi excluído do licenciamento voluntário, que vai viabilizar o genérico a partir do ano que vem por 40 dólares. Então, nós tivemos comunidades vulnerabilizadas ao HIV que participaram nos estudos clínicos e elas não vão ter garantia de acesso nem as... o seu grupo, as comunidades no geral, vão ter a garantia desse acesso a um preço mais barato. E ainda mais grave que uma nova lei de pesquisa clínica, aprovada aqui no Congresso Nacional, acabou... com a continuidade do acesso a tratamento. Então, as pessoas que participaram dos estudos clínicos aqui no Brasil, elas têm um limite temporal agora de cinco anos. Então, acabou o fim da obrigatoriedade, de continuidade do acesso a tratamentos, a medicamentos, enquanto ele for benéfico. Isso é o fim. E a gente teve as resoluções do Conselho Nacional de Saúde sobre pesquisas clínicas, que surgiram justamente depois da exploração dos corpos brasileiros para o medicamento de HIV. Então, o que a gente tem, além desse retrocesso das pesquisas clínicas, a gente tem o uso dos corpos no Brasil e o lucro retido na guilha, sem uma perspectiva de acesso. Por favor, pode passar. Esse é o mapeamento patentário que a gente tem do Lena Kavvi no Brasil, que está agora sob monopólio até 2037. Nós temos três patentes concedidas. Essa primeira patente aqui de 2014, ela se refere a 114 compostos, dentre eles o Lena Kavvi. As outras, a patente de seleção. e o uso do análogo, da ProDroga. A gente fez, em 1º de dezembro do ano passado, uma oposição. O GTP trabalha com oposições às patentes, a gente faz subsídios ao NPI para impedir que medicamentos essenciais ao SUS tenham patentes concedidas e o acesso, por conta disso, seja negado, porque amplia o preço de forma abusiva. uma política muito forte para impedir que patentes de medicamentos essenciais à população fossem concedidas. Então, na Argentina... Já teve rejeição dos pedidos de patentes para o LENA-KPV. Obrigado. E aí a decisão teve como base uma oposição pela organização parceira Fundação Grupo Efeito Positivo na Argentina por falta de novidade e atividade inventiva. Pode passar, por favor. E aí eu trago um caso que é emblemático aqui no Brasil, porque para a gente entender o que são patentes, como ela funciona como uma barreira, esse monopólio, é entender o impacto dele no SUS. Porque o monopólio farmacêutico vai significar um preço alto e um acesso limitado. Então, o caso do Lutegrevin, nós temos 700 mil pessoas em tratamento que necessitam desse medicamento de uso cotidiano. Nós temos patentes no Brasil da Vive GSK. Nós temos um contrato sigiloso, aliança estratégica com a Farmanguinhos. O medicamento, ele segue, por enquanto, né, Silva, completamente importado. Mas o preço, ele é extremamente abusivo e certamente pelos motivos que o Drário colocou, que é o envio de royalties ao exterior. R$ 4,18. Esse é quase o equivalente a um mês de tratamento se a compra fosse feita via fundo estratégico da OPAS. Então, esse é o impacto. E aqui eu trago um artigo que a Luciana, uma das autoras, está aqui, sobre como o Dolutegravir é um desafio à sustentabilidade e como ele consome o orçamento do Ministério da Saúde. Pode passar, por favor. Vou tentar ser mais rápida ainda. Licença compulsória. Licença compulsória é um mecanismo legal e legítimo previsto em acordos internacionais, previsto na lei brasileira. E a gente teve o caso do Efavirenz aqui no Brasil, quando foi enfrentado o monopólio como uma medida soberana, em que entre 2007 e 2012 teve uma economia de mais de 236 milhões de dólares. 2007 foi o ano que foi concedida a licença compulsória, e 2012 é o ano do fim da patente. Houve uma redução de custos e ampliação do acesso. Ficou um pouco desconfigurada, mas aqui eu trago, depois vocês podem ver se ficar no site da Câmara, O discurso do Lula, na época da quebra da licença compulsória, que ele diz que pagamos 1 dólar e 60 centavos quando o medicamento é vendido em outro país a 60 dólares. É uma coisa grosseira, é um desrespeito. Se não tiver com preços justos, não apenas para nós, mas para todo ser humano do planeta, nós temos que tomar uma decisão. Afinal de contas, entre o nosso comércio e a nossa saúde, vamos cuidar da nossa saúde. Por favor, pode passar. Mas qual vai ser a estratégia de acesso? do LENACAPAVI no Brasil. A gente viu que temos patentes concedidas, a gente viu que fomos excluídos da licença voluntária, mesmo com ensaios clínicos. A gente contribuiu de forma científica, institucional e social aqui no Brasil, Mas não há uma definição clara sobre como vai ser o acesso no SUS do Lena Capavir. Qual o preço que ele terá? Haverá uma transferência de tecnologia? Será uma produção nacional? Será compra regional? Vai ter uma licença voluntária com o Brasil? Sob quais termos? Então, são tudo perguntas que talvez o Arturo possa nos responder. Por favor, pode passar. Obrigada. Mas o Draurio comentou aqui de um novo medicamento também, que é o MK8527 da Merck. É uma pílula oral mensal para PrEP com potencial para tratamento, em desenvolvimento, então ainda não está no mercado, mas a gente já tem um custo estimado de produção que foi publicado, que é 5 dólares por ano. Nós temos patentes concedidas aqui no Brasil e o monopólio seguirá até 2045. Isso se o Congresso Nacional não aprovar esse outro PL 5810 de 2025 para ampliar o tempo de monopólio de todos os medicamentos. A gente não está falando de HIV, não, apenas. Então, temos que ter cuidado com a atuação dos lobistas aqui dentro do Congresso Nacional que estão aqui para favorecer interesses privados e não o interesse público. Atualmente, esse medicamento está sendo avaliado em dois estaios clínicos, E o Brasil participa desses ensaios também, o Expressive 11. Então, o que eu trago aqui é que não é uma questão apenas do Lena Kpavi, mas essa prática danosa das empresas vai sobre todos os outros medicamentos. Então, a gente precisa de uma resposta, tanto da empresa, mas também de uma resposta soberana do Brasil. Por favor, pode passar. Interesse público e aí 30 anos do acesso universal. Nós temos a Lei 93.13 de 1996, que garante o acesso universal e gratuito ao tratamento de HIV. Isso não surgiu espontaneamente, isso não foi dado de mão beijada, isso foi uma conquista do povo brevisileiro e das pessoas que vivem com HIV e AIDS, que lutaram por acesso ao tratamento. E essa política vem sendo construída ao longo de 30 anos, com base no direito à saúde e nos interesses públicos. Mas isso exige também decisões políticas diante dos altos preços e da estrutura de mercado que limitam o acesso. primeiros anos de 2000, que a gente precisa recuperar, trazer de volta a memória. Pode passar, por favor. O Brasil já foi referência global em acesso a medicamentos. Nós temos aqui, nós fomos capa do New York Times em 2001. quando a gente implantou produção pública em uma política ativa do Estado. A Farmanguil recebia encomendas diretas do Ministério da Saúde. Houve uma redução de preços nos antirretrovirais de 79%. O Brasil já demonstrou que ele é capaz de agir quando o acesso à saúde está em risco. A questão é que, Já existem os instrumentos legais para isso, o que a gente precisa é de uma política, de uma decisão política. Então, alguns caminhos eu trago aqui para a gente poder enfrentar as situações. A gente precisa entender que as patentes, ela é uma barreira de acesso. A gente precisa fortalecer as diretrizes de exames de patentes e a gente precisa que essas diretrizes envolvam também a importância para o SUS, a importância para a saúde do povo brasileiro. Nós não podemos conceder patentes simplesmente para medicamentos que podem curar o câncer, para vacinas, para HPV. que podem acessar a vacina no HPV, por conta do preço. Por que esse alto preço? Porque a gente está enviando royalties para a Merck. A gente tem parceria público-privada para a produção dessa vacina, mas o custo, o preço dela que chega no SUS segue sendo altíssimo. Então, o que eu estou falando aqui não é só HIV, isso vai para todas as doenças, todas as patologias. E aí, felicito mais uma vez a deputada Duda, nós temos que declarar o interesse público desse medicamento. a gente estudar esse medicamento e iniciar a produção dele aqui no Brasil, e inclusive registrar antes do fim da patente, com o uso da engenharia reversa e da exceção bolar. Nós podemos suspender as patentes diante das políticas abusivas, comerciais, adotadas pelo governo Trump e também extremamente protecionistas. A deputada Duda já comentou. Podemos suspender as patentes dos medicamentos. Nós precisamos, usar a licença compulsória, seja como uma medida legal para ser aplicada, seja no momento das negociações. Nós precisamos de Transparência... contratual, mas é contratual. Nós precisamos usar as capacidades de produção nacional e nós precisamos que as comunidades estejam no centro das decisões políticas, garantindo que as populações mais afetadas tenham voz na implementação. A gente não pode aceitar que o Ministério da Saúde negocia portas fechadas. A gente precisa pressionar e a gente precisa estar junto. E aqui eu trago o nosso grande amigo Juan Carlos, que... E a importância de lutarmos pela cura da hepatite C livre de patentes, que foi o medicamento da Gilead que queria excluir as pessoas da cura da hepatite C. E acho que com isso encerro. E estamos juntos. Mais uma vez, muito obrigada. Desculpa por ter passado o tempo.

14 de abr, 17:41
#7
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Oi, obrigada, Suzana. Eu que peço desculpa por não ter mais tempo para lhe ouvir, lhe passar, porque é fundamental esse debate e a casa tem alguns ritos, mas obrigado pela... Obrigado. pela contribuição, pela trajetória de luta e pelo didatismo da fala. Foi muito clara, muito potente. E só reforça o que a gente está discutindo aqui. A gente tem uma disputa política. Nós acreditamos que vai ser tensionado, eu me lembro, não... Não tem nada a ver, mas tem a ver que... há uns dois meses atrás, E aí O governo federal decidiu vender três rios na região amazônica. o rio Tapajós, o rio Madeira, e tinha mais um terceiro rio. E aí eu fui ao... ao norte para poder fortalecer a luta dos indígenas contra a privatização. E o governo federal foi no debate, foi a manifestação e disse que era impossível, que já estava dado que ia vender os rios. O MASC poderia suspender para vender daqui a... Depois da eleição. Os indígenas trataram, e o governo estava indo para negociar, mas os indígenas entenderam que ali não era um espaço de negociar, para os indígenas era uma situação de guerra. Eles só sairiam da manifestação se fossem todos assassinados ou dizimados ali. Eles estavam para guerrear. O governo tentou, tentou, tentou e viu que a única forma de barrar o ato era dizimando os indígenas que lá estavam. E o governo recuou. O governo que disse que era impossível, que envolvia vários impactos, impactos econômicos, etc., etc., etc., recuou. Então, a gente sabe que a gente está numa luta política e a história da luta do HIV/AIDS mostra como que essas lutas são árduas e a gente tem avançado com conquista. Então, eu trouxe os indígenas como exemplo, mas a própria luta do movimento já mostra várias conquistas que foram feitas de muito debate, muita manifestação, muita luta e essa audiência vem para se somar e esse debate aqui vem justamente para ser mais uma faísca Porque quando a população entender o que está acontecendo, e a possibilidade que nós temos, e sim com entusiasmo, a gente vai trazer mais pessoas para o debate, eu acho que isso fortalece, e é importante tê-la na luta para dar combustível também, e argumentos para a gente mostrar que o que a gente está disputando e lutando é algo que já aconteceu, a hepatite C já aconteceu no Brasil e outro contexto, e a gente pode retomar no acúmulo de luta. Convido agora a senhora Silvia Pereira para poder fazer uso da fala, por favor. Obrigado.

14 de abr, 17:56
#8
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Boa tarde, por um minuto, quase boa noite a todas as pessoas. É muito gratificante estar aqui e cumprimento os meus colegas presentes, aos que nos acompanham virtualmente, e também a mesa repleta de pessoas que... não só defendem a causa, mas que traz a importância da discussão ampliada. Cumprimento a deputada Duda pela... Coragem pela ousadia e paciência. pela necessária pauta de trazer aqui a implementação, porque esse é o nome, implementação de um medicamento que pode, sim, continuar trazendo qualidade de vida e salvando a vida de muitas pessoas. Eu vou compartilhar com vocês uma pequena apresentação, que já está aqui na tela. Para não ficar de costas aqui para o meu colega Drauri, eu vou acompanhada aqui Tá bom, pessoal? Bem, eu represento aqui a Fundação Oswaldo Cruz, que é uma instituição pública estratégica de Estado para a ciência, tecnologia e inovação para a saúde. Pode passar, por favor. Nós somos uma instituição centenária... em que nós vivemos da ciência e da saúde, e nós somos, sim, um alicerce, não só do Sistema Único de Saúde, preservando toda a sua universalidade, seus princípios, mas também como eixo potente do complexo econômico industrial de saúde, não só na produção de medicamentos, mas desenvolvimento também de novas tecnologias para o uso em saúde. a saúde. E o nosso compromisso é com a diversidade e a equidade. Pode passar, por favor. A nossa presença nacional enquanto Fiocruz, nós estamos em vários estados, nós estamos representados em todos os biomas. Isso nos dá uma capilaridade não só na ciência, mas na tecnologia e no conhecimento, na capilaridade de tudo que nós precisamos. conseguimos captar e desenvolver junto com a população brasileira. Pode passar, por favor? Obrigado. Nossas áreas de atuação, a gente tem aqui a produção e inovação científica e tecnológica em saúde, promoção da saúde e prevenção de doenças, saúde global e relações internacionais, em que a gente também tem escritórios fora do país, educação, informação e comunicação em saúde, pesquisas e coleções biológicas. Isso compõe o ecossistema Fiocruz. E dentro desse ecossistema estamos nós, Farmanguinhos. Farmanguinhos é uma das unidades produtivas da Fundação Oswaldo Cruz. Nós temos dentro da Fiocruz, na linha produtiva, Farmanguinhos, que produz medicamentos de origem sintética pela produção de medicamentos biológicos, de biofármacos, que são as vacinas e kits diagnósticos. Como o Drauri falou aqui, a gente precisa fechar o ciclo, não precisa só tratar as doenças, a gente precisa identificar elas através do diagnóstico, a gente precisa ter a medicação, o medicamento adequado para o tratamento, a gente precisa ter a prevenção, não só através das vacinas, mas todos os meios, e a gente tem que ter a vigilância, justamente para não acontecer casos, erradicação de doenças no nosso território nacional que agora ressurge, por exemplo, como o sarampo. Pode passar, por favor? Nesse ano, Farmanguinhos completa 50 anos, dentre eles 40 a gente empreende e produz medicamentos para atender a política de enfrentamento do HIV-AIDS. Eu estou aqui como diretora, representando 2.300 trabalhadores, sou servidora, do Brasil, vou colocar assim, servidora pública. Estou lotada na Fundação Oswaldo Cruz, sim, mas sirvo para o nosso bem comum. Lembrando que... dever do Estado e direito de todos nós à saúde. E como eu sou tecnologista, mas eu me sinto pesquisadora, eu me sinto envolvida na ciência e na tecnologia aplicada ao nosso país. E Farmanguinhos está localizada, a nossa fábrica de medicamentos está localizada no Rio de Janeiro, mas a gente está dividido em quatro campos, todos no Rio de Janeiro. em Jacarepaguá, dentro da Cidade de Deus, em que nós estamos situados há 22 anos. Era a antiga fábrica da Glaxo, foi adquirida pelo governo. Nós saímos do campo de Manguinhos e fomos produzir medicamentos em grande escala em Jacarepaguá. Ampliação ao acesso a medicamentos é a nossa... nossa missão. Então, como já foi colocado aqui, muito bem reforçado por todos os meus colegas, ampliar o acesso é o diferencial. produtores públicos de medicamentos, entendendo e aproximando do nosso maior demandante, que é o Ministério da Saúde, porque o nosso objetivo é a produção nacional. Nós atendemos calamidades a nível mundial, já aconteceu isso diversas vezes, mas o nosso objetivo de existência, além de regulação de preço de mercado, é acesso a medicamentos, é oferecer tecnologias, é oferecer o novo enquanto ele é novo. entende a necessidade das patentes, mas a gente entende que o acesso é prioritário. Obrigado. Pode passar, por favor. Bem, gente, aqui é um exemplo recente de uma ação que nós tivemos referente ao tacrolimo, que é o imunossupressor, em que a produção foi totalmente oficializada como nacional, inclusive o IFE, o insumo farmacêutico ativo, que compõe boa parte do medicamento, que é o que faz a ação principal no nosso organismo, em que ele foi incorporado através de ações nossas, juntos, sim, com um parceiro privado nacional, de fazer aqui e reduzir a dependência de importação de medicamentos e de insumos. Por favor. Bem, Farmanguinhos, até como foi compartilhado por Suzana, a gente tem um histórico, sim, e com muito orgulho na produção de medicamentos antirretrovirais. A doutora Eluã, que estava ali representada... Que tenso. Eu peço, por favor, alguns minutos a mais de desculpa. É quando a gente fala do que a gente gosta, a gente se empolga. Peço desculpa, mas vou controlar o tempo. A doutora Eluã, que apareceu ali, ela foi diretora do Instituto de Tecnologia em Fármacos. E eu fico muito grata de vê-la representando farmanguinhos. Porque se eu conseguir estar hoje onde eu estou, foi porque veio uma mulher também diretora antes de mim, e teve ousadia de enfrentar políticas, que é o que a gente está fazendo aqui hoje na nossa conversa, trazendo para o debate a necessidade do acesso de medicamentos que podem e devem salvar vidas, mas precisam estar disponíveis. Bem, aqui é só uma representação, para eu ser breve, fiquei nervosa com a questão do tempo, peço desculpas, 56%, como eu disse, como o nosso carro-chefe, vou chamar assim, nossa capacidade Fabril é dedicada ao Ministério. Dos medicamentos que compõem hoje o Coquetel, vou chamar assim, que estão disponíveis para tratamento, 10 deles Farmanguinhos, que é o produtor. Nós entregamos de 22 a 25, 1.4 bi de unidades farmacêuticas. Nós somos, sim, o laboratório oficial, o maior laboratório oficial produtor de medicamentos antirretrovirais do nosso país. E a gente quer continuar oferecendo não só em quantidade, mas também em qualidade de tecnologia e acesso a medicamentos. Nós temos quatro parcerias de desenvolvimento produtivo ativas, de... As parcerias vêm como política e nos auxiliam, enquanto laboratório, a incorporar essa tecnologia e trabalhar enquanto plataforma. Ou seja, se a gente incorpora uma tecnologia de antirretroviral, a gente tem possibilidade de transformar isso em uma plataforma de antirretrovirais. Nosso segundo carro-chefe... Pode passar, por favor? Nosso segundo carro-chefe são os tuberculostáticos para o tratamento de tuberculose, como bem colocou o Draurio aqui. nós não queremos ser reconhecidos como copiadores de tecnologias, copiadores de método dos outros, mas farmanguinhos, além de produzir medicamento, a gente também desenvolve, a gente entrega para a sociedade, desenvolvimento tecnológico de novos medicamentos, principalmente, agora o nosso braço é para medicamentos de uso pediátrico, oncológicos e tuberculostáticos, tem esse o nosso foco. para atender o SUS. Farmanguinhos existe para atender o Ministério da Saúde. A gente não tem no nosso portfólio, a gente não tem na nossa carteira medicamentos que não são exclusivamente entregues para o Ministério da Saúde. Nós temos 33 medicamentos registrados que nós podemos produzir, do qual 28 deles a gente entrega mensalmente para o Ministério da Saúde lá no DELOG. A gente entrega esses 28 medicamentos. da classe de... Hades, outras ESTs, antivirais, tuberculose e hepatites. Dez são do que a gente chama de componente estratégico, porque a gente também assiste às doenças tidas como negligenciadas, malária, doença, vitaminas, antihomínticos, parasitose, tuberculose e componente especializado também. Ou seja, farmanguinhos têm investido em tecnologias de medicamentos de maior valor agregado. Por favor. Dentre eles, os imunossupressores, que eu mostrei na foto ali para vocês. Bem, do nosso portfólio de antirretrovirais, está aqui, eu cito para vocês os 10, da qual o efavirense e a nevirapina, para esse ano a gente não teve demanda, mas os outros são empregados para o tratamento do SUS, de acordo com o protocolo do Ministério da Saúde. É nossa função também, é nossa missão, prospectar novas tecnologias, novos medicamentos. Hoje, a nossa fábrica, a nossa estrutura é para cápsulas de medicamentos orais, enfim, comprimidos. Mas a gente também tem investido em novas tecnologias e em entros injetáveis. Por isso que a gente está aqui nessa mesa, não só discutindo o acesso, mas dizendo que a gente também quer estar na vanguarda de tecnologias que são e que podem salvar vidas. Pode passar, por favor? A gente trouxe rapidamente o número que a gente ficou em formato tabela, eu peço desculpas, mas como gráfico ficaria um pouco confuso pela quantidade, essa apresentação vai estar disponível para vocês, do quantitativo que nós entregamos, principalmente do componente para tratamento HIV AIDS anualmente para o Ministério da Saúde. Suzana, pode passar por favor, Suzana compartilhou a questão do preço de um dos nossos medicamentos, Dei a boa notícia brevemente aqui para ela, de que a gente hoje já não depende... tanto da importação como era, porque o Dolutegravir veio de uma aliança estratégica com a GSK Vive, e passamos por uma etapa de internalizar, e não é fácil... Não é trivial lidar com a tecnologia das empresas privadas, principalmente para um laboratório oficial. A gente hoje consegue vir aqui e dizer para vocês que nós temos estrutura e nós temos profissionais capacitados para, mas é um caminho muito dificultoso. Então, a questão do Dolutegravir, eu compartilhei brevemente, a gente deu entrada no desvínculo, que é desvínculo da empresa privada, para que a gente já comece a produzir por nós, por nossa conta Farmanguinhos. Esse é o Dolutegravir. E a importância do que Suzana também traz, eu corroboro, da gente ter um bom monitoramento e a gente trazer para o nosso campo técnico, da gente estreitar relações, no caso aqui com o meu demandante, que é o Ministério da Saúde. Porque Suzana trouxe o valor de 4 e alguma coisa do Dolutegravir, e hoje a gente já falou do Dolutegravir no acesso de R$ 2,95. Não chegou aos 70 e poucos por cento, mas já está quase 60. o comparativo, mas, assim, eu acredito que a importância do espaço, do debate. Por isso que é importante a gente trazer para essa mesa, porque a gente tem capacidade de produzir, e a gente, por muitas vezes, diz que a gente fomenta, vamos induzir a política, mas a gente precisa do apoio de vocês que estão aqui para que a gente consiga, lá na produção, lá na Cidade de Deus, transformar o que vocês têm colocado aqui, entendido como política de Estado, e, mais uma vez, eu repito, sem querer ser repetitivo, mas no sentido de oferecer o novo enquanto é novo. A indústria farmacêutica muda muito rápido no protocolo dos tratamentos, então a gente precisa estar atento a isso. Eu trouxe para compartilhar com vocês as PDPs, parcerias de desenvolvimento produtivo, elas têm etapas a serem vencidas, elas têm fases, e a gente, Farmanguinhos, é o laboratório que tem o maior número de PDPs número de PDPs finalizadas em fase 4, que são aquelas que a gente já produz por nós. A gente tem aí os antirretos que estão nessa... Nessas fases distintas que eu trouxe para compartilhar com vocês. Por favor. Referente à questão de transferência de tecnologia, como eu disse, farmanguinhos também tem o dever de prospectar novas tecnologias. E aí eu coloco a questão do acesso, e aí não... Parte por nós ser com parceiro A ou parceiro B. Nós não temos preferência de parceria, nós temos preferência de internalizar uma tecnologia que seja possível, que seja factível, que seja execuível dentro do prazo necessário para que essa tecnologia seja oferecida para a sociedade enquanto ela é nova. Nós iniciamos um diálogo com a Guilherme ainda em uma gestão anterior. que me... Deixa eu dar um parênteses, eu tenho seis meses de diretora lá em Farmanguinhos, mas eu tenho esse histórico de que já se conversa com a Guilherme nessa prospecção dos medicamentos injetáveis há bastante tempo. Então, por... No mínimo, uns três anos já vem nessa conversa com outra gestão. Quando eu assumo, uma das minhas primeiras ações foi verificar, junto com o Ministério, qual era o interesse dessa tecnologia para que a gente pudesse avançar ou não em novas tratativas com a Guilhide. E sempre colocando com muita transparência e respeito, o Arturo tem a oportunidade de vir aqui na sala pela primeira vez, mas com os representantes que eu dialoguei, da necessidade do acesso e do preço. acessível para que a gente ofereça tecnologia enquanto ela é nova para a sociedade. Mais uma vez, me fazendo repetir. Farmanguinhos tem um memorando de entendimento assinado em que a proposta é, olha, Guilhadi, vamos conversar sobre tecnologias, Lena Capavira ou qualquer outro que vocês tenham que seja disponível para tratamento do HIV AIDS, desde que a gente tenha aval e concordância do desenvolvimento produtivo ou outra metodologia que seja aplicável. E aí Como eu disse, Farmanguinhos tem outros processos finalísticos. A gente não só produz medicamento, a gente também tem uma linha de pesquisa. Essas são as linhas de doença de chaga, leishmania, malária, AIDS também. Enfim, está aqui compartilhando. Na verdade, eu estou compartilhando um pedacinho da gente com cada um de vocês, porque nós também temos pesquisadores que estão voltados para desenvolver medicamentos e novas terapias nessas linhas de pesquisa. Obrigado. E Farmanguinhos também forma profissionais no Brasil e no exterior, através de programas voltados à indústria farmacêutica. Lato Senso, Instituto Senso, Escolas de Verão... alunos de iniciação científica. Então, compartilho aqui também nesse espaço o que é um pouquinho da gente farmanguinhos para todos vocês. Eu agradeço a oportunidade e o tempo, e eu reforço que o nosso objetivo é, sim, continuar sendo referência na produção de medicamentos, sim, continuar atendendo aos princípios e diretrizes do SUS, e prevalecendo sempre o princípio do acesso. Obrigado. Obrigada. Obrigado. Obrigado.

14 de abr, 17:59
#9
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Parabéns pelo trabalho e obrigada fundamental a sua participação nessa audiência. Antes de nós irmos para o próximo convidado, só dizer que nessa audiência... aqui presentes algumas organizações... E, para a gente dar continuidade, as organizações que quiserem fazer uso da fala... por até três minutos, por favor. Nós temos... Tiago, levanta a mão, por favor. É só se inscrever com o Tiago, e as organizações poderão fazê-lo, porque... e vai para as organizações e voltamos aqui com a despedida de cada organização. E, Drauzio, toda a minha solidariedade pelo episódio que o senhor passou, de ser vítima de um crime virtual, essa comissão está à disposição. e o que for necessário, porque é terrível passar por isso, só quem passa sabe como que é. constrangedor e afeta a nossa saúde mental, etc., Mas conte com a gente, tá? Isso é muito importante para a gente. Gostaria de convidar agora... o senhor Arturo de la Rosa, que é o vice-presidente da América Latina da empresa gira de que É o foco do grande tema aqui dessa audiência pública. Muito obrigada, senhor Arthur, por estar aqui conosco. Estamos ansiosos para ouvir e, se possível, algumas questionamentos ou indagações que foram feitas, por exemplo, o fato do Brasil ter sido excluído da licença voluntária. Se o senhor puder trouxer a sua fala, algumas questionamentos que aqui... foram feitos, se tiver na sua alçada, lógico, serão bem-vindos. E muito obrigado, seja muito bem-vindo a essa casa, que é uma casa que tem um interesse muito grande em estabelecer o diálogo com a Gilead, para a gente produzir política pública de qualidade do Brasil. A falha está com o senhor.

14 de abr, 18:17
#10
Gilead Sciences Arturo de La Rosa
Arturo de La Rosa

Gilead Sciences

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Muito obrigado, Dr. deputada. Eu vou me descrever rapidamente como você me convidou no começo. Eu sou um homem sem gênero E... Só um minutinho, Arturo, por favor. Se acaso puder aumentar... Ah, já está pedindo aqui. Pode continuar, desculpe-me. Vou aumentar o volume daqui. Pode continuar. Perfeito. Só queria me descrever rapidamente. homem cisgênero, 46 anos, latino, mexicano de origem eu tive o privilégio de viver quatro anos no Brasil, O Brasil tem um espaço muito especial no meu coração. Hoje eu estou com essa responsabilidade de liderar a Guilherme na América Latina. Eu estou com os cabelos já bastante brancos, Acho que na câmera não dá para perceber. porém sou baixinho, 1,65m e eu estou com uma camisa branca com pontinhos. Deputada, queria agradecer muito. a você por essa audiência. Eu queria também agradecer e reconhecer uma coincidência muito grande que eu encontro com você e o nosso fundador. O nosso fundador, o doutor... Michael Riordan. e um doutor que muito jovem, idade de 27 anos na década dos 80, decidiu deixar tudo, largar tudo, para criar essa companhia com nove cientistas tentando atacar o principal problema de mortalidade da época, que foi o AIDS. e que era uma coisa que não era sexy, não era... Se você queria ser um cientista reconhecido naquela época, não era o AIDS que era a coisa para estar. Essa é a coincidência, trabalhar por essas populações vulneráveis que muitas vezes são esquecidas. e que eu acho que nesse sentido tem muita... muita coincidência com o que você está fazendo. Quero agradecer também a todos os convidados, pelo respeito na troca de posicionamentos, mesmo que divergentes, sempre com respeito nesse mundo que parece hoje muito polarizado, eu acho que é muito importante poder manter diálogo e conversa respeitosa. A Guilherme... deputada e todos os convidados. A Guilherme de hoje é líder na luta contra o HIV. A Guilherme realmente foi a primeira companhia a entrar a ser um tratamento de de PREP, E hoje, essa inovação que eu e o Eliné Capavir, venha a complementar o que já funciona e o que já existe. Simplesmente para dividir com vocês, e a deputada falou no começo, o produto já tem aprovação regulatória no Brasil, O Brasil foi o primeiro país do mundo depois dos Estados Unidos, em ter um submetimento regulatório. Hoje, estamos no procedimento de precificação com a CEMED. A própria CEMED... tem respondido que o prazo dessa precificação vai ser, vai finalizar em junho desse ano. E daí o seguinte passo é para nós ir, com a Conitec para poder fazer essa avaliação do custo-benefício. De ponto de vista pública, hoje, Nós achamos que o LENAKPavir trata-se de uma ferramenta estratégica para acelerar as metas de eliminação da epidemia até 2030. E por que eu falo? a palavra especificamente estratégica. Eu quero também parabenizar o Dr. Draurio, porque o Departamento de HIV tem feito coisas maravilhosas. Já falou, Gustavo, de quanto o Brasil está bem na frente. das metas da Unites para poder realmente avançar nessa briga contra o HIV, E eles têm feito isso de um jeito muito eficiente. E uma dessas eficiências tem a ver com a própria oral. o Lina Capavir, não substitui a preporal, Eu acho que a Lena Capavira ajuda a superar desafios estruturais de adição e persistência que tem muitas dessas populações vulneráveis. Populações que moram muito longe de serviços de saúde, populações que enfrentam muito mais estigma que outros. Então, não significa que a pré-piral não funcione, o próprio doutor Drauri falou disso, eles têm feito um trabalho muito bom em muitas cidades do Brasil para poder controlar as novas infecções com pré-piral e o Lena Kapavir, tem que ser utilizado justamente para poder resolver o problema de longo prazo e poder acabar com essa epidemia de 2030. Hoje, a Silvia, que é um prazer, Silvia, conhecer você mesmo que virtualmente, tem exatamente um memorando de entendimento com a Fiocruz, para poder e essa é uma resposta clara a guíliade quer trazer produção local ao Brasil. E não só isso. a Guilherme de Latinoamérica tem permissão por parte da corporação para avaliar produção local no Brasil para consumo na América Latina toda e dizer não somente uma produção para mercado local, mas também para uma exportação de produto farmacêutico fabricado no Brasil de uma molécula inovadora. E... desde o ponto de vista de e o que temos feito e com departamento do HIV com a equipe do Dr. Draurio quem eu quero repeter tem sido uma pessoa muito muito paciente com a gente muito aberto para poder nos colocar esses desafios na frente para falar claramente do que tem que ser feito nos... temos justamente estudado como poder trazer soluções para o Brasil junto com essa produção local da mão da Fiocruz e também junto com a OPAS. Estávamos olhando um exemplo de alguns produtos que às vezes ficam mais baratos na OPAS, Nós não queremos que esse seja o ponto. o preço para a América Latina toda precisa ser igual Isso tem que ver com equidade e por isso que também a Guilherme tem já há mais de um ano engajado a OPAS para também poder trabalhar em como trazer acesso de Helena Capavir para a América Latina e o Caribe inteiro. a guilha de desenvolver estratégias de acesso diferenciado para diferentes contextos. Nesse sentido, esse acordo de licenciamento voluntário foi estruturado não somente para países com os recursos mais limitados, mas também com uma outra variável que era recurso limitado, porém também uma carga muito alta... de HIV, E... Hoje, Nós, meu time... como executivos e gerentes da Guilhadi, estamos tendo que navegar por cenários muito desafiadores internacionais, cenários de novas políticas de precificação internacionais, e cenários de necessidade muito grande em vários países do mundo. Mesmo assim, eu queira simplesmente, deputada, encerrar minha participação. falando que nós reafirmamos o nosso compromisso para desenvolver soluções que viabilisse um acesso a essa inovação no Brasil. Nós achamos que não é uma bala de prata, mas realmente é um produto inovador que pode trazer uma solução para aqueles desafios claros que hoje a pré-pioral não consegue tocar. Nós vamos continuar trabalhando com o departamento do HIV. Nós vamos continuar trabalhando com a Fiocruz para avaliar essa produção local para poder eventualmente convertir o Brasil no líder de produção de Helena Capaviro para a América Latina toda, e vamos continuar também trabalhando com a OPAS, para poder levar muitas das inovações do Brasil, de como tem sido feito o programa de briga contra o HIV, para levar para outros países da América Latina, porque nós achamos que o Brasil... e claramente é um líder me saluta. Muito obrigado e fico à disposição. Obrigado. Obrigado. Muito obrigado.

14 de abr, 18:19
#11
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Obrigada, Sr. Arturo de la Rosa, representando... A empresa Gillet Care... um dos epicentros do debate que nós estamos fazendo aqui. Para a gente dar continuidade à... audiência, nós tivemos inscrições de organizações que aqui estão, que são fundamentais para essa luta, foram sete inscrições, e também nós temos uma questão de tempo, é da casa porque hoje serão votados os projetos e também dos convidados que aqui estão é aí nós faremos assim até três minutos por favor para cada organização. Então, 3, 7, 21. Voltamos para a mesa para que nós possamos nos despedir. Tudo bem? De acordo? Então, eu recebi aqui, deixa eu só... Pegar os nomes, por favor. Então, gostaria de abrir a fala para Cléo Araújo. Se apresente, por favor, e diga a organização, meu bem. Obrigado. com a paciência. Obrigado. Voilà. A qual foi?

14 de abr, 18:28
#12
Rede Nacional de Travestis e Transexuais com HIV (RNTTHP) Cleo Araújo
Cleo Araújo

Rede Nacional de Travestis e Transexuais com HIV (RNTTHP)

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Boa tarde, deputada. É uma honra estar aqui com a senhora e com os meus colegas de movimento social. Uma honra, doutor Draulio. Sinto-se abraçado. A gente sabe que o carinho que o senhor tem e que nós temos pelo senhor. Só é maior do que esses fake news, tá? Então, sinta-se abraçado. Eu falo aqui em nome da Rede Nacional das Mulheres Travestis, das Mulheres Transsexuais, dos Homens Trans, que vivem e convivem com HIV e AIDS. E aí Nós trazemos na nossa pauta a marginalização dos nossos corpos, assim como a deputada vive todos os dias aqui nessa casa, a marginalização dos nossos corpos, as nossas imagens femininas. E é importante que a gente traz, quando palavra, quando uma rede nacional, a... Ah... A quebra de patentes... Eu demorei para falar porque eu tenho que achar palavras certas, porque eu não estou aqui falando como Cléo Araújo, eu estou falando como uma rede nacional. E é importante quando a gente fala do tema quebra de patentes, isso em todos os âmbitos, deputada. Obrigado. é a gente lembrar que precisamos que o governo mesmo sendo um governo nosso de esquerda ele tem que olhar para pesquisa como objeto que salva vidas. Tem que olhar e investir na pesquisa com mais seriedade. Então, espero que quando a Rede Nacional, a nossa maior reivindicação... Peço licença aqui para as meninas... A nossa maior reivindicação... Falar de quebra de patentes é bonito. Mas é importante falar... da importância do objeto da pesquisa. Porque só assim a gente vai conseguir quebrar a patente e só assim vamos conseguir... que a pesquisa continue novos medicamentos. E queremos, sim, A cura. contra o vírus HIV. Isso, Camila? que a Camila me disse hoje: "Cleo, eu não escuto mais nos ambientes que fala de HIV, sobre a cura ao nosso... problemas de saúde. Então nós queremos sim a cura já. E é a cura já que nós queremos, e queremos com a quebra de patentes, com o governo brasileiro, olhando uma pesquisa como objeto de seriedade. Obrigado e gratidões. Obrigada. Obrigada. Obrigado.

14 de abr, 18:29
#13
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Obrigada, Cleo. Parabéns pela luta. Sou uma fã e admiradora sua. Convido agora a Camila Lima, da Unites Pesquisa. Camila? Olá, boa tarde.

14 de abr, 18:31
#14
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Lá Lima, da Articulação Nacional de Luta contra a AIDS, a ANAIDS. A ANAIDS está aí na frente. Eu gostaria de parabenizá-la, deputada, por essa pauta, que é de extrema importância. Nós, Movimento Social, o doutor Drauri, que sempre está nos acompanhando, nos ouvindo, com as nossas demandas, as nossas organizações sociais. E hoje a gente vê a importância da implementação desse remédio e o avanço para a cura, Nós temos hoje alguns pacientes e pessoas que vivem com HIV que ainda não tem mais a chance de tomar esses medicamentos. E para eles podem ser uma proposta e um avanço e uma expectativa de vida. Então, é muito importante a senhora trazer essa pauta. O SUS é único, ele é nosso. E vamos sim juntos alcançar a cura, quebrar essas patentes e fazer com esses medicamentos alcance a todas as pessoas que vivem com HIV a esse remédio, pois hoje a desinformação atrapalha muito o nosso trabalho na luta contra o HIV. Muito obrigado a todos que estão presentes nessa mesa. Obrigado.

14 de abr, 18:32
#15
Transcrição automática

Obrigada Camille, parabéns pela Anaides. pela militância e luta. Convido agora o José Cândido. Obrigado. Obrigado. Tá ligado. Eu aperto de novo. Vigô.

14 de abr, 18:33
#16
Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV ou Aids (RNP+) José Cândido
José Cândido

Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV ou Aids (RNP+)

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Boa tarde a todos e todas e todas. Parabéns, deputada, por trazer um tema tão importante, que é sobre... incorporação da Alenha Capapavi, no SUS, e trazer também a importância dessa discussão que nós... Além de trabalhar na perspectiva de prevenção, que nós consigamos levar para o tratamento das pessoas que vivem com HIV. É som... Esqueci de me apresentar. Eu sou um ativista, uma pessoa que fiz com HIV desde 2000. Há 26 anos também no ativismo, no movimento de luta contra a AIDS. Sou membro da RNP Brasil, sou da Arte TB... E também do... esqueci, esqueci... do GTPI, né, junto com Suzana. São tantos espaços que a gente fica um pouco esquecido. Mas é importante trazer essa discussão, porque... Eu acho que já passou do tempo de nós quebrarmos patente. Faz muitos anos que a gente não consegue quebrar uma patente. Então, essa audiência é importante para quem traga essa discussão. Quebra de patente já. Obrigado.

14 de abr, 18:33
#17
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Cândido, convida agora o Rodrigo Pinheiro. Bom...

14 de abr, 18:35
#18
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Bom, boa tarde a todas as pessoas. Agradecer à deputada por puxar essa pauta, é uma pauta prioritária para nós do movimento social. Eu sou o Rodrigo Pinheiro, sou do FOASP e também pertenço à Naitis. Eu quero começar sobre a Conitec, concordando com a deputada e discordando do Draugio sobre a questão da participação, justamente por uma questão que você falou de preço e que o Arthur também falou do preço se mede. O preço se mede, ele é dominado pela indústria farmacêutica. possa de preço para poder ser apresentado, inclusive discutido dentro da Conitec. Isso precisa ser mudado. Se a gente vai trabalhar com a questão do preço se mede, junto com a Conitec, já haviam preços altíssimos apresentados pela indústria farmacêutica, a gente não vai avançar. Então, acho que a gente precisa estruturar essa questão de apresentar. Eu acho que o GTPI é um parceiro fundamental que pode alguns medicamentos, e acho que na grande maioria, de fazer uma contraposição em relação a isso. da CIMED também, de poder apresentar e fazer essa contraproposta. A gente precisa avançar nisso, nessa primeira questão. A segunda questão, a gente está na véspera de uma conferência internacional de AIDS, acontecendo aqui no Brasil, e a gente vem cobrar uma posição do governo brasileiro. A sociedade civil tem feito sua parte, e isso tem feito não só aqui no Brasil, mas mundialmente, que essa questão da resposta de um preço mais baixo do Renan Capavir é mundial. Vai ter uma resposta da sociedade civil cobrando um preço mais baixo, mas eu acho que o governo brasileiro precisa apresentar sua proposta. para falar, esperando a questão do preço, essas outras questões. Eu não vejo o licenciamento compulsório como uma proposta negativa, mesmo no momento de eleição, eu acho que é uma resposta, tanto nacional pelo acesso à sustentabilidade, e de você dar oportunidade à pessoa acessar o medicamento, como uma resposta mundial, porque o mundo não está acessando o reino da Capavir. Eu acho que o Brasil tem esse compromisso pela conferência, de ser aqui no Brasil e de dar essa resposta. Então, eu queria colocar essa questão aqui junto para o Ministério da Saúde, do governo nas vésperas da Conferência Internacional de AIDS. Muito obrigado

14 de abr, 18:35
#19
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Bom, convido agora... Clédson, da Coalizão Mais Brasil. É...

14 de abr, 18:37
#20
Coalizão +Brasil Cledson Sampaio
Cledson Sampaio

Coalizão +Brasil

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Boa tarde, deputada. Boa tarde a todas as pessoas. Primeiro, solidarizar o Dr. Drauro, acho que nesse momento Todo apoio, todo abraço é merecido, todo o nosso respeito. E dizer, deputada, que para a gente é de suma importância, não pegue como ofensa, mas eu senti muita falta... de algum membro desses movimentos sociais estarem na mesa também, e de um usuário, né? Porque a gente fala muito da questão da centralidade do cuidado no usuário. E o Gustavo trouxe muito isso e a Suzana também. Então, o que a gente também tem em outros espaços... o usuário ou alguém desses movimentos sociais sentado na mesa... pela nossa própria vivência nos territórios. A senhora esteve em Belém do Pará há pouco tempo, visitou algumas ilhas, como a Ilha do Cumbu, e a senhora vê essa questão do distanciamento do nosso usuário com a política pública. Muitas das vezes impedida por uma travessia de um rio. Então, dizer para vocês que a gente fica feliz, mas... é Tem tecnologias que a gente diz que é nova, mas já se torna velha dentro do nosso debate do movimento social. E essa tecnologia já é uma. E a gente precisa também fazer o reflexo das novas tecnologias, das outras tecnologias do nosso território. Por que hoje a PrEP... em comprimido muitas populações ainda não acessam, como a população de travestis e transexuais. A população tem para acesso, mas o próprio território não oferta essa nova tecnologia para certas populações. E a gente tem que chamar a Conais e a Coseme para esse grande debate também, dentro do nosso território, porque se a gente pegar os dados de acesso do Ministério da Saúde... a PrEP do que poderia já ter avançado, a gente teve pouco avanço. E quando a doutora Dória coloca, até falei aqui, companheira Mauri, que os dados de dezembro de 2025... pode ter avançado, mas também pode ter retrocedido. Porque muita gente sabe que a questão da perda de segmento de tratamento do HIV e da PrEP dá uma perda muito grande. Então, só a gente olha para o relógio que é meio... amedronta o nosso tempo de tanta coisa que a gente quer colocar. Mas dizer, deputada, é que não se esgote aqui esse debate. que o Conselho Nacional de Saúde também esteja dentro desse debate, porque existem coisas de gestão do governo que a gente elegeu para estar no poder e que não passa muitas vezes por nós, ou às vezes contrair a decisão do próprio movimento social que tanto o apoiou. mas que esse debate não se esgote e venha cada vez mais para dentro dessa casa e que envolva outros atores também. Muito obrigado. Aplausos. Obrigado.

14 de abr, 18:37
#21
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Eu que agradeço, Clédio. Com certeza o debate não se esgota, o debate continua e outras audiências faremos. E obrigada pela provocação positiva. Lógico que os movimentos sociais têm que estar aqui presentes, não só presentes, mas também sentados aqui à mesa. A gente tem sempre uma limitação que a Câmara... Isso não é uma justificativa, tá? É uma explicação. A Câmara pede poucos... poucos convidados. Nós primeiro optamos por esse formato, mas faremos outros e conto com a sua construção para a gente construir juntos esse essa audiência, tá bom? Convido agora João Cavalcante Obrigado. Obrigado.

14 de abr, 18:40
#22
Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV e Aids (RNP+) João Cavalcante
João Cavalcante

Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV e Aids (RNP+)

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Boa tarde a todos e todas e todas. Eu sou o João Cavalcante, estou aqui hoje representando a Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV e AIDS aqui no Brasil. Para quem não sabe, nós somos a primeira rede de pessoas vivendo com HIV. Eu sou uma pessoa que vive com HIV há nove anos e trago parte dos meus outros companheiros dentro do movimento social. e vê. e outras comorbidades que vêm acarretando aos nossos corpos, além disso. Acho muito importante, pertinente a pauta desse novo medicamento. Gostaria de agradecer a essa mesa por esse embate importante dentro da luta do movimento. É importante a gente lembrar que as menorias precisam, sim, de novas tecnologias, mas também não podemos esquecer do acesso aos nossos corpos. Eu vivo com HIV há nove anos e estou envelhecendo. envelheceram e morreram em decorrente da AIDS. Então, é lembrarmos dos nossos corpos e trazer a gente sempre para os debates. Só assim a gente consegue construir uma pauta positiva dentro do movimento de HIV e AIDS aqui no Brasil. Só isso. Muitíssimo obrigado.

14 de abr, 18:41
#23
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Muito obrigado, João. Convido Fabiana, do Movimento Nacional das Cidadãs Positivas.

14 de abr, 18:42
#24
Movimento Nacional das Cidadãs Posithivas (MNCP) Fabiana de Carvalho
Fabiana de Carvalho

Movimento Nacional das Cidadãs Posithivas (MNCP)

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Boa tarde. É... Eu cumprimento todos da mesa, os companheiros que estão aqui comigo também. Bom, eu quero dizer que a incorporação do Leno Capavir não é um luxo. É uma necessidade urgente de saúde pública. Estamos falando de pessoas que enfrentam estigma, de pessoas que vivem em situação de vulnerabilidade social, de pessoas que vivem a insegurança alimentar, de pessoas que vivem sofrimento mental. Estou falando aqui, representando mulheres do Movimento Nacional das Cidadãs Positivas, que muitas delas vivem em situação de violência e não têm autonomia para negociar o uso de preservativos. Então, por tudo isso, muitas vezes, essas mulheres não conseguem manter a adesão ao tratamento. dessa forma como ele está estruturado. E quando o sistema não se adapta a necessidade, a situação das pessoas, o sistema falha. Isso é fato. E o Lena Capavir, ele pode possibilitar às pessoas, ele traz uma possibilidade concreta de mudança. Então, se não incorporar essa tecnologia, não ter um custo acessível dessa tecnologia, é, na prática, deixar pessoas para trás. E nós não podemos admitir isso. Então, este tema, hoje aqui, ele se faz necessário e urgente. E nós, enquanto movimentos de pessoas vivendo com HIV e AIDS, enquanto o movimento brasileiro também, de pessoas vivendo com HIV e AIDS, nós queremos muito. Trazer mais dessa pauta e discutir muito mais isso, junto, inclusive, com o Ministério da Saúde. É isso. Obrigada.

14 de abr, 18:42
#25
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Muito obrigada, Fabiana. Muito obrigado aos movimentos. E a gente vai para a parte final da audiência, para que cada pessoa convidada possa fazer uso de possíveis... com a concisão, para a gente poder finalizar a audiência. Então, começo... pelos convidados que aqui falaram. Gustavo, por favor. Obrigado. Obrigada. Obrigado. Obrigado. Obrigado.

14 de abr, 18:44
#26
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Agradecer à deputada pelo convite feito ao NADES para participar dessa mesa. Eu acho que nós seguimos como parceiros da sociedade civil, porque o mandato do NADS é centrado nas pessoas. Então, não só... servimos a uma população afetada pela epidemia de HIV/AIDS. Então, a gente está aqui por conta da sociedade civil e a favor dela, pelo acesso tanto ao... insumos de prevenção, como a Lena Cavalviu, como outros, mas também pelo novos medicamentos, em comparação de novos medicamentos. Enfim, de uma forma geral, eu queria agradecer e a deputada por liderar essa pauta aqui na Câmara. Suzana

14 de abr, 18:45
#27
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Obrigada, deputada.

14 de abr, 18:45
#28
Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids Susana Van Der Ploeg
Susana Van Der Ploeg

Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids

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Alô? Mais uma vez, agradecer também a presença de todos os movimentos sociais que estão aqui presentes. Mais uma vez, eu sou Suzana, eu faço parte da Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS, que esse ano, para 40 anos, foi fundada pelo Betinho, junto com o Herbert Daniel. Nós fazemos parte também da AIDS e de outras redes de pessoas que vivem com HIV. social, sociedade civil, inclusive, fico muito feliz de encontrar Camila, ver a Cleo, o Cândido, pessoas que eu estive junto no 21º Vivendo, o Encontro Nacional das Pessoas que Vivem com HIV e AIDS, lá no Rio de Janeiro. Então, é um prazer estar aqui. Eu quero reforçar a fala de todos que agora, ao final, pegaram a importância da Conferência Internacional de AIDS, a importância de a gente falar cada vez mais da licença compulsória, da quebra de patentes, legítimo e legal, está na lei, está em acordos internacionais, não é nada radical, é também uma questão sobre patentes e acesso à saúde. Lembrando que essa barreira, talvez trazer aqui a fala da Fabiana, a barreira da patente, ela não envolve apenas o acesso final, mas envolve também as pesquisas que são conduzidas aqui no Brasil. Então, nós temos pesquisas de implementação que serão conduzidas aqui no Brasil, É importante a gente ter dados sobre mulheres brasileiras, mas como a pesquisa será feita com doação da Gilead esse grupo foi excluído dessas pesquisas. E um ponto, talvez o que a gente mais tem agora são novas perguntas. A gente teve a fala do senhor Arturo, mas a gente não ouve, não teve esclarecimento sobre qual vai ser o preço para a América Latina e o porquê de uma região que a incidência está aumentando de HIV foi excluída desse acordo de licenciamento voluntário para acessar um genérico mais barato. sigilosa. Mais uma vez, só reforçando e agradecendo a importância de a gente seguir no debate. E estamos juntas. Obrigado. Obrigado.

14 de abr, 18:45
#29
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Silvia. Bem, pessoal, é

14 de abr, 18:48
#30
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Reitero aqui o meu agradecimento. por participar desse momento, dessa discussão. Cumprimento mais uma vez o Gustavo, a Suzana, o Draurio, o Arturo, virtualmente, a todos vocês, membros da sociedade, que estão aqui, que movimentam e que nos motivam e que nos envolvem na produção de medicamentos de qualidade e efetividade e oferecer novas tecnologias. E a deputada, por trazer esse tema para a gente, que é reflexivo e que é necessário nesse momento, principalmente quando a gente vai viver uma conferência de AIDS, a gente fala de eliminação da verticalização da transmissão do HIV de mãe para filhos, através também dos medicamentos. Então, essa pauta precisa ser contínua, não só para vocês que vivem com AIDS, mas para nós que estamos na saúde. A gente preserva a ciência, nós estamos aqui à disposição do serviço público, que é de todos nós. Acho que é importante reiterar essa fala, colocar farmanguinhos mais uma vez à disposição, de todos vocês. lá na fábrica. Até convidei a Suzana e falei, vai lá ver, por favor, porque é muito importante vocês verem que nós construímos juntos essa estrutura que é pública e que é de todos nós. Obrigada. Obrigado.

14 de abr, 18:48
#31
Ministério da Saúde Draurio Barreira
Draurio Barreira

Ministério da Saúde

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Tabii ki diyeb... Agradecer a todas as manifestações de solidariedade, a deputados, companheiros do Movimento Social. Ve vou aqui comentar duas perguntas objetivas que o Rodrigo fez. ve İzlediğiniz için teşekkür ederim. İzlediğiniz için teşekkür ederim. İzlediğiniz için teşekkür ederim. Bir sonraki videoda görüşmek üzere. İzlediğiniz için teşekkür ederim. Bir sonraki videoda görüşmek üzere. Bir sonraki videoda görüşmek üzere. İzlediğiniz için teşekkür ederim. Bir sonraki videoda görüşmek üzere. O medicamentos de prevenção, eles precisam ser mais baratos que os medicamentos de tratamento. -Buyla, bu konuda, bu konuda. -Buyla, bu konuda, bu konuda. -Buyla, bu konuda, bu konuda. -Buyla, bu konuda. ve bir Aids. Yani 42:1, bu da bir preveliçinin üstü. Bu bir sorun. Ve bu sorun. Bersanez çok açık. Biz de bu prefi alınmaktadır. Biz de bu prefi alınmaktadır. Biz de bu prefi alınmaktadır. de tratamento. ve o mesmo prenses que a gente paga hoje, e não tem justificativa para não ser. İzlediğiniz için teşekkür ederim. ve bu tarzı bilgi veren, İzlediğiniz için teşekkür ederim. ve Merk'in. Eski. Yani, bu konuda, "Yakı M.K.A. M.K.A. M.K.A. Ve bu konferençlar, ve bu konferençlarla ilgili bir konferençlar, ve bu konferençlarla ilgili bir konferençlarımız var. Como vai ser... İzlediğiniz için teşekkür ederim. Ne? ve, portanto, biz de bir sinalizasyon positifizyazı bir sinalizasyonu. İzlediğiniz için teşekkür ederim. Bu bir anayla, çok fria ve çok kuruyoruz. A Conferência do Rio pode ser um marco Obrigado pelo convite e a oportunidade de discutir com todos vocês aqui. Aplausos.

14 de abr, 18:50
#32
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Bütüboğa fala. Gülüşmeler. Gülüşmeler. Arturo, por favor. Altyazı M.K. Evet.

14 de abr, 18:53
#33
Gilead Sciences Arturo de La Rosa
Arturo de La Rosa

Gilead Sciences

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Simplesmente transmitir o meu agradecimento, diputada, pela... pelo convite, e pela luta que você faz... pelos mais vulneráveis. Para mim isso é pessoalmente importante. Eu... Quero também transmitir que meu time e eu E... trabalhando hoje na Guilherme nesse entorno com um monte de incertezas, e com um monte de desafios internacionais. Hoje estamos comprometidos, quero... recolocar nosso comprometimento com encontrar soluções para o Brasil através de colaboração. colaboração com o departamento de HIV, com pessoas brilhantes como o Dr. Draul. com instituições como a Fiocruz para poder fazer realidade essa produção local no Brasil. com instituições regionais como a OPAS para poder trazer soluções para toda a América Latina, muitas delas aprendizados que foram feitos pela liderança brasileira na luta contra o HIV, e também em colaboração com essa comissão que você está presidindo, para continuar fazendo dos nossos países e dos nossos governos governos e países mais humanos. Muito obrigado de novo pelo convite. Obrigado.

14 de abr, 18:53
#34
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Obrigado, Arturo. E estamos chegando ao final da audiência. Eu não vivo com HIV, Então, peço qualquer desculpa se tiver cometido algum deslize na linguagem, mas abraço essa luta desde quando eu era vereadora. por entender primeiro que é uma luta por justiça social, por entender, segundo, que a trajetória de luta do movimento contra HIV e AIDS, tem muito a ensinar para as lutas sociais no país. E por entender também que eu sou uma travesti e nós não podemos tolerar ou naturalizar viver num país em que pelo menos 40% das travestis estão com HIV. Nós não podemos tratar como normal a cada duas travestis que a gente vê... Uma, pelo menos, está com HIV. Isso eu faço uma provocação ao Ministério da Saúde. Vamos terminar agora o mandato, o governo Lula deve ser reeleito. Mas a provocação que faço é, se conseguimos, se a gente consegue nos próximos quatro anos, reduzir 41%, para 35%. Se a gente conseguir, como eu já fiz essa provocação para o governo Lula, que hoje em Belo Horizonte, segundo a UFMG, 91% das travestis não concluíram o ensino médio. Se a gente conseguir diminuir para 89... Hoje nós temos 90% das travestis na prostituição... Sempre quando eu conto com o presidente Lula, eu falo, Lula, vamos reduzir para 87%. Então são sonhos que eu tenho. Que a gente consiga reduzir de 41% para 35%. Fica a sugestão de meta para o Ministério da Saúde. E a Quinto Culena Capavir tem um papel fundamental... nessa realidade, e quando vamos discutir população LGBT, pessoas, as trabalhadoras sexuais, são outros dados também que são dados preocupantes. E tenho muito orgulho de ter protocolado o projeto de lei para considerar o LENA-KP-A-V de interesse público. E nós vamos ter uma grande conferência para poder discutir, lutar, para que, de fato, esse Congresso Nacional aprove, porque aprovou a urgência do Monjaro como interesse público. E nós queremos que seja aprovado por interesse público também o Lênin Capavir. É esse o debate político que nós temos que fazer. Nós não queremos um SUS... Refém do mercado. Nós queremos ler a Capavir no SUS e queremos vida acima das patentes. Muito obrigado a todos. E, nada mais havendo a tratar, declaro encerrada a presente reunião. Antes, convocando os senhores e senhores deputados para a reunião deliberativa, que acontecerá amanhã, 15 de abril, às 14h do mesmo auditório. Obrigado, gente. Obrigado.

14 de abr, 18:54