COMISSÃO ESPECIAL DA POLÍTICA NACIONAL PARA PESSOAS COM AUTISMO (PL 3080/20)
Sobre o Evento
A comissão especial debateu estratégias para a inclusão de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outras deficiências no mercado de trabalho. O foco central foi o fortalecimento do modelo de emprego apoiado, a qualificação profissional e a importância de parcerias entre o poder público, o setor privado e instituições especializadas.
Coordenador-Geral da Secretaria de Inclusão Socioeconômica do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome - Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome
Então a gente é dividido em dois departamentos lá, um de empreendedorismo, que tem detalhes específicos para essa atuação, e o outro de qualificação e intermediação do trabalho da qual eu trabalho. Como é que a gente funciona? A gente trabalha dentro do Ministério de forma sui generis. Como assim? A gente... entre em contrato com as empresas faz um termo de parceria com eles e a partir do momento que eu consigo fazer um termo de parceria com eles, eles disponibilizam vagas de emprego pra gente. Então a gente vai muito naquela premissa que, eu esqueci o nome Não, tui, tui... Flávio. É, Flávio. Do Flávio. Primeiro emprego, depois qualificação. A gente vai exatamente nessa premissa. A gente entende que primeiro tem que colocar ele dentro do mercado de trabalho, depois a gente vem para apoiar ele. Então, a gente tem essa premissa já de longa data. Sim. Na nossa experiência, existem muitas empresas que têm interesse de contratar PCDs. Só que a gente ainda, ao longo desse tempo que a gente tem, bem curto que a gente está trabalhando, a gente já viu que falta, a gente tem alguns detalhes que nós não estávamos preparados. Por exemplo, quando a pessoa vai trabalhar numa empresa... Eu não digo o PCD, é que a gente tem uma classificação dentro do Cadastro Único de várias deficiências. Uma dela é mental, síndrome de Down, mas a gente também tem baixa visão, cegueira e a física, né? da parte física da cegueira a gente já tem algum tempo que as pessoas já trabalham, eu mesmo na era que eu comecei a trabalhar, minha formação inicial em engenharia, na White Martins a gente tinha pessoas cegas que trabalhavam na montagem, na linha de montagem para interruptores e outras coisas mais. Mas quando a gente entra na questão da mental, aí é um pouco mais delicado, porque a gente precisa que lá dentro da empresa as pessoas estejam preparadas para isso. porque o espectro autista é um espectro, então você tem do mais... suave até o mais É. Então, a gente começou a ver que há uma necessidade de... da empresa, está preparada para receber isso e ter esse suporte. Dentro do Ministério, a gente vem trabalhando com o pessoal da assistência para tentar construir alguma coisa nesse sentido. Mas ainda é muito hebrionado, porque a gente... Está começando agora. Obrigado. Então... hoje Por exemplo, se uma pessoa do cadastro único, um PCD, quiser trabalhar, ele é só entrar no MDS, lá no Instagram do MDS, vai ter lá um... que a gente chama de pacotinho de oportunidades. Ele entra, se cadastra lá e a empresa vai chamar ele. E lá ela vai... Já agora, amanhã, se ele quiser fazer isso. Mas a gente tem ainda algumas dificuldades nesse sentido, né, de... Tentamos uma vez uma feira de oportunidade, chamamos as empresas, a gente participou dela, eles vão... contratando, as pessoas vão vendo as pessoas, fazendo a entrevista, mas a gente precisa desenvolver outros mecanismos no sentido de a gente conseguir aportar apoio ao longo do tempo. A gente ainda não conseguiu fazer isso. E... Temos a pretensão de expandir essa atuação que a gente tem, isso aí foi um projeto piloto que a gente fez com uma grande empresa. Infelizmente o diretor dela na final do ano passado saiu, então a gente está esperando entrar um para dar continuidade. Mas a gente vê com muito interesse a questão do pessoal do PCD, especificamente da UPEA. no sentido... da inclusão no mercado de trabalho.




