GRUPO DE TRABALHO SOBRE CRIMES PRATICADOS EM RAZÃO DE MISOGINIA

5 mai. 2026 15:20 às 16:06

Sobre o Evento

O grupo de trabalho foi instalado para analisar o PL 896/2023, visando a criminalização da misoginia e o combate à violência de gênero. As parlamentares defenderam a necessidade de audiências públicas para debater o impacto da radicalização digital e assegurar uma legislação eficaz contra o feminicídio.

Status
Concluído
ID: 81894Total: 11 discursos
#4
Deputada Ana Pimentel
Ana Pimentel

Deputada

Transcrição automática

Deputada Tabata, quero começar cumprimentando por nos coordenar esse grupo de trabalho que é tão estratégico e fundamental para as mulheres brasileiras e para a democracia no Brasil. O primeiro desafio que nós temos, sem dúvida alguma, é colocar o debate sobre a misoginia publicamente. E essa tarefa deve ser uma tarefa prioritária da Câmara dos Deputados. colocar o tema da misoginia como um tema público. É fundamental a definição do que é misoginia nos espaços públicos do nosso país. E quando nós estamos falando de misoginia, é fundamental a gente dizer que nós estamos dizendo, retratando o ódio que é praticado contra as mulheres no nosso país. O diálogo entre o espaço online e offline tem alterado a dinâmica da violência contra as mulheres. A violência contra as mulheres é uma realidade, nós a enfrentamos historicamente. As mulheres têm várias iniciativas, estratégias, projetos de lei. Nós temos a Lei Maria da Penha, que trata especificamente. Agora, nós temos, de fato, uma novidade. o contorno, a face, as formas como a violência contra as mulheres tem adquirido, tem escalado, em proporções, de fato, assustadoras. Quando nós vemos jovens, aproveito aqui, inclusive, para cumprimentar os jovens que estão aqui fazendo o estágio, é muito bom para a gente receber jovens aqui na Câmara dos Deputados, acompanhando um tema que é tão fundamental para o nosso país, Pelo espaço virtual, nós temos cada vez mais a propagação desse ódio às mulheres, que ele tem contornos específicos. Ele é o ódio, é a objetificação das mulheres, a inferiorização e a animalização das mulheres, praticados cotidianamente, sem quaisquer consequências. vem para o espaço... presencial e faz com que avanços que nós já tínhamos acumulado, a gente tenha que redebater, inclusive nos nossos espaços, aqui... Nos espaços das comissões, é importante a gente identificar como nós, mulheres, que somos deputadas, temos sofrido cada vez mais violências e, de maneira naturalizada... Nós assistimos, deputada Nelly, nós sofremos aqui coisas que são indefensáveis, que nós precisamos explicitar, que a gente precisa explicitar, porque quando fazem isso conosco, estão naturalizando as práticas cotidianas de violência e silenciamento contra as mulheres nos espaços cotidianos da vida pública e do espaço privado. Então, esse GT é absolutamente estratégico. Acho a ideia também de fazer seminários nos nossos estados muito relevante, que cada uma de nós também assuma essa responsabilidade e que a gente saia daqui... com um acúmulo que eu não tenho dúvida nenhuma, que vai ser histórico para o nosso país, para defender as mulheres, atualizando, porque nós precisamos atualizar a Lei Maria da Penha, os dispositivos legais que nós temos hoje, incluindo o tema das redes sociais, para a gente, de fato, proteger as mulheres no início desse ciclo da violência que a gente sabe que hoje está dentro do mundo virtual. Muito bem.

05 de mai, 15:45