PLENÁRIO
Sobre o Evento
A sessão plenária foi marcada por debates sobre segurança pública, com foco recorrente na redução da maioridade penal, além de discussões sobre política externa, gestão da saúde e infraestrutura. Paralelamente, foram realizados procedimentos regimentais para organização da pauta e condução dos trabalhos legislativos.
Deputada
Obrigada deputado Charles que hoje nos preside mais uma vez. Eu subi essa tribuna para fazer algumas reflexões. Porque quando a gente fala, presidente, Em educação inclusiva, Nós temos que lembrar... que ela é parecida com o SUS, deputado Ottoni. O SUS é maravilhoso e a gente tem muito orgulho disso no Brasil, porém, o SUS sozinho, ele não consegue dar conta de todas as pessoas doentes, ele precisa contar com as clínicas particulares, contar com os planos de saúde. A educação inclusiva é assim. Você tem que fazer a inclusão de todos na escola pública? Claro que sim. Porém, a escola especializada é fundamental para formar mão de obras. Deputado Ottoni, nós estamos vivendo uma crise no país. Sabe por quê? Porque o professor não está dando conta. O professor regente tem que se preocupar com a turma. A gente volta e meia está aqui discutindo sobre a figura do monitor Quem é o monitor? Será que é só para levar o banheiro, dar comida? Ou ele é o professor que tem que estar qualificado para dar suporte às crianças que têm... necessidades especiais. Nós precisamos aqui nesse parlamento também, deputado Charles, deixar claro, numa sala de 30, Quantas pessoas eu consigo incluir? Será que eu consigo incluir 10, 15 numa sala de 30? A gente não pode mais brincar e fingir inclusão. A inclusão, deputada Lídice, tem que ser de verdade, tem que ser plena, não é colocar uma pessoa que precisa ter um tratamento. diferenciado numa sala separada, como a gente encontra volta e meia, Isolado porque não tem laboratórios preparados. A escola pública tem que dar conta de tudo, mas ela tem que conviver com todo esse sistema que traz referências seja ela especializada em pessoas com limitações visuais, auditivas, às vezes limitações G movimentação, essas entidades, elas simplesmente, elas formam mão de obra. E aqui, deputado Charles, eu quero destacar e peço que vossa excelência possa prorrogar mais um minutinho. Porque nós tivemos um problema no final do ano passado, Uma confusão de um decreto legislativo que fez com que todas as APAES, todas as pestalozes do Brasil paralisassem as suas inscrições. Foi uma comoção nacional e esse parlamento, em conjunto com o ministro da Educação, conseguiu rever todos esses critérios e agora essa matéria está de novo sendo julgada lá no Supremo Tribunal Federal. Pelo amor de Deus, urge entender Que o Brasil, que é enorme, ele tem que entender que quem tem que escolher o que é bom para o seu filho é a mãe. A lei não pode entrar nessa escolha. A lei pode entrar na omissão dela. Isso é uma decisão da mãe. a forma com que seu filho tem que estudar. Muito obrigada, deputado Charles, mas eu quero dizer que é de nossa responsabilidade não permitir retrocesso numa coisa que é muito cara para nós, mulheres educadoras. que essa convivência, essa malha educacional, ela é fundamental para formar mão de obras, porque quem está lá na ponta, muitas vezes só tem no contraturno uma escola especializada para desenvolver o seu filho. Muito obrigada.




