COMISSÃO DE DEFESA DOS DIREITOS DA MULHER
Sobre o Evento
06/05/2026 - Planos e a agenda estratégica do ministério e as ações do Pacto Brasil
Ministra - Ministério das Mulheres
Muito obrigada mais uma vez e cada... cada parlamentar que aqui falou Obrigado. de fato traz uma contribuição, seja para a gente ter mais convicção ainda do que nós estamos defendendo, como princípios éticos. como aquilo que está na Constituição, como também contribuições dessa que o deputado Ottoni traz aqui. Eu me perguntava para a minha chefe de gabinete, eu, quando assumi o ministério, fui perguntando, eu sou católica, militante de muitas pastorais sociais, fui já na CNBB, já reclamei lá também, tem violência contra as mulheres no meio evangélico? Ela falou, muita. E aí nós começamos a fazer isso. Janja viajou o Brasil falando com as evangélicas, com os evangélicos, enfim. E no dia 30 de maio, eu estarei em Nova Iguaçu, às 16 horas, numa reunião com os pastores, que a Benedita fez essa articulação lá. Quem sabe você pode estar, porque é muito importante para a gente. tem feito, mas uma dessas estratégias é a gente se dirigir a aglomerações. Onde tem gente? Nas igrejas, nos sindicatos, no meio empresarial, nos movimentos sociais, na juventude, enfim, nos clubes de futebol. E também lançamos uma estratégia que é a tenda Lilás, que vai para a rodoviária, que vai onde as pessoas estão, nos e vai ocupando se tem exposições para poder dizer, nós estamos aqui, nós queremos ouvir, nós queremos dialogar com as mulheres, nós queremos entender os processos exatamente daquilo que as mulheres nos falam. Eu tenho vergonha, eu tenho medo, eu tenho medo de ir para casa, mas eu também tenho medo de denunciar, eu me sinto culpada por viver a violência. das realidades para a gente poder tomar as melhores medidas. Então, eu agradeço a sua intervenção, quero muito poder falar, eu não sei... o dia, o horário, mas se eu puder, eu vou, se for convidada, eu estarei lá. É dizer, eu comecei de trás para frente, então dizer que a Erika Cocás sempre diz muito, e ela tem razão, nós investimos quase 90 milhões para reconstituir o 180, porque ele estava descaracterizado, misturado com 100, 156, então não havia como a gente poder aprimorar esse serviço que é tão importante. dizer que a gente fez isso e que ela tem razão da interrupção das casas da mulher brasileira, do aumento de investimento, como eu já disse, que nós fizemos. Dizer à deputada Regiane que, quando a gente viu essa notícia da enfermeira, todos nós, nós nos paralisamos diante de uma situação que é tão lamentável, ainda mais por parte de um parlamentar. procuramos motivar a que as pessoas façam a denúncia, e é claro, como parlamentar que é, é possível que o Conselho de Ética apure essa questão da quebra de decoro parlamentar, se for uma decisão do Senado. Enfim, todas as providências podem ser tomadas. Quando o Sâmia fala de São Paulo, eu volto a lembrar, e ela tocou num ponto muito importante, fala mulheres, nós também temos que falar das meninas. Essa é uma queixa e é uma reivindicação que as meninas fazem. E nós, existe um fórum de meninas, de mais de 400 mil meninas, que a gente tem falado, que a gente viabilizou a ida delas para a nossa conferência, e que elas dizem, nós cuidamos, nós somos cuidadoras de avô, de um irmão acamado, de uma pessoa com deficiência da família, a gente deixa de ir para a escola. Então, a gente precisa também de cuidados. Também temos o programa Asas para o Futuro, que assegura bolsas para que as meninas estudem, estudem mais, tenham mais acesso à ciência e tecnologia, às ciências matemáticas e de engenharias, às STEM. Então, tem várias estratégias que a gente nem conseguiu falar aqui, mas que a política de cuidados é presente, é transversal e tem que estar em todos os lugares, nós não temos dúvida disso. Eu me reuni com o consórcio do ABC, vamos fazer uma casa da mulher brasileira. Se eu não me engano, agora é São Bernardo, é isso? São Bernardo é a decisão do consórcio. São sete municípios e isso foi também já uma manifestação que nós fizemos, assim como as cuidotecas. Eu fui inaugurar a cuidoteca de São Miguel Paulista e eu vi bem ali, como a Érica diz, a importância do significado para as mães, para as mulheres, ter uma cuidoteca, porque é, de fato, uma segurança para elas saberem que elas podem estar naquele espaço, filhos, os seus menores estarão protegidos. Bom, Marina da Silva, sempre essa mulher tão brilhante, tão serena, que nos ensina tanto do ponto de vista daquilo que ela faz poesia com as coisas que são tão sérias nesse país, ela consegue traduzir do ponto de vista do compromisso ético-político, e ela enfrentou o que significa a gente falar de proteção ao meio ambiente. Para muita gente, isso é ofensivo, falar que a gente quer reduzir o desmatamento, que a gente quer cuidar, das florestas. E as mulheres, quando falam com a gente das águas, campos e florestas, elas nos dizem Nós cuidamos das florestas, ministras, nós sabemos cuidar da produção, da agricultura familiar, são as mulheres que estão ali pondo. A maioria dos alimentos que nós temos nas mesas todos os dias vem da agricultura familiar. Por isso, o trabalho do Ministério do Desenvolvimento Agrário, do Ministério da Agricultura, fomos lá na Embrapa comemorar quanta coisa boa e legal a gente voltou a fazer nesse país, de novo, seguindo o ciclo da segurança alimentar e nutricional, da produção, do abastecimento, que muda, que transforma um país. E, por isso, o Brasil, de novo, saiu do mapa da fome. Então, eu não tenho dúvida, e a Marina nos dá esse entendimento do que nós temos que trabalhar. Quando ela fala do ódio e da incapacidade dos homens, por isso também, esse mutirão, esse movimento, para a gente mudar uma chave e dizer, não são as mulheres que morrem, são os homens que matam as mulheres. É com meninos e homens que nós temos que conversar. E nós temos tido também, pelo projeto com a educação, essa perspectiva de trabalhar muito em toda a formação. que começa no ensino básico, e dizer, inclusive, que quando... Por isso, quando a Marina fala dessa participação, dessa articulação com todas as demandas e que a questão ambiental é central, é mesmo, porque ela também é transversal, porque ela também nos dá uma leitura de proteção às mulheres, porque são as mulheres as mais afetadas e são as mulheres negras, as mulheres periféricas, que reclamam a violência e que reclamam essa apartação que existe. Quero lembrar ainda que a Luciana falou para encerrar, que ela foi falando da situação, da defesa do piso nacional. Nós, para escrevermos o Plano Nacional de Política para as Mulheres, estamos recorrendo a todos os planos existentes, porque, como é transversal, nós temos que assegurar que no plano, que o Plano de Política para as Mulheres esteja linkado com o Plano Nacional de Educação, com o Plano Nacional da Saúde, com o Plano Nacional de Direitos Humanos, com o Plano Nacional de Povos e Comunidades Indígenas, com o Plano Nacional de Igualdade Racial, com o plano das demandas que as LBTs, que todas, todos os grupos e os nossos fóruns estão trazendo. Isso é decisivo para a gente acertar. E aí dizer que o presidente Lula tem absoluto compromisso com a educação integral nesse país. assim como já se ampliou, que isso tem que ser um cenário para que esta Casa também aposte nisso, também fomente, também aprove toda a legislação que dê a condição, de fato, da educação integral e de tudo aquilo que chegue nas instituições, nos serviços de educação, de formação, Nós não podemos ter analfabetismo nesse país, não tem razão disso existir. E quando uma mulher deixa de ser analfabeta, ela diz, agora eu sou livre, agora eu sou mais livre, agora eu tenho mais autonomia. Mulheres e homens que nós queremos alfabetizados e participantes... como protagonistas do nosso país. Então, eu quero encerrar aqui, deputada Érica Hilton, agradecer demais a possibilidade de eu estar aqui. Eu volto sempre, sempre, sempre que for convidada, convocada, seja o que for, porque a gente que é agente público, nós não temos que ter nem receio, nem medo, nós temos que ter muita maturidade, muita franqueza, muita lealdade ao projeto que a gente assume. E o projeto... deste governo democrático que é comandado pelo presidente Lula, é um projeto que, felizmente, é respeitado pelo mundo. Qualquer lugar que a gente vai, o presidente Lula é citado como exemplo de um líder mundial hoje. E é nisso que nós apostamos. Nós queremos que a América Latina, a Caribe, nós queremos que a África, nós queremos que todos os continentes sigam as trilhas que nós estamos construindo e uns aprendendo com o outro. O presidente diz: "Vocês jamais levem receita, vocês troquem, vocês aprendam com os outros". Nós temos sempre que aprender com os outros. E quando a gente vai para um estado e município, também tem sido essa a nossa atitude. Então, eu quero agradecer a oportunidade, dizer que nós estamos absolutamente à disposição, que nós esperamos que a nossa listinha de leis aqui seja, de fato, tramitada, aprovada e que os movimentos sociais estejam juntos, porque não há dúvida de que a participação, a pressão, a reivindicação, isso altera a própria visão, que os parlamentares e as parlamentares têm de determinados temas e determinados assuntos. Isso é democracia. E viver a democracia, como o presidente Lula diz, é a gente acordar todos os dias e dizer com quem eu vou conversar hoje. Quem eu vou escutar hoje? O que é que nós vamos construir coletivamente hoje? Isso é democracia. E esse espaço foi um espaço democrático, que eu me sinto muito honrada, feliz e muito responsável, junto com toda a nossa equipe que está aqui, que está lá no Ministério, tocando a vida e a nossa rotina, mas que a gente tem muita alegria, tem muita satisfação, de sonhar, de desejar e de esperar. que esse espaço do parlamento, e do executivo e do judiciário, todos os poderes cumpram o que é. como o sentido da humanidade maior. Nós temos que construir esse sentido de horizonte comum. E aí, nós temos que deixar para as próximas gerações tudo aquilo que a gente está sendo capaz de fazer hoje. E não é hoje, e não é o discurso de ódio, é o discurso de paz, é o discurso de solidariedade, é o discurso de igualdade. Não tem sentido. Um dia, meu netinho perguntou: "Vó, por que na minha escolinha eu não tenho nenhum amiguinho negro?" E aí eu pensei: "Puxa vida, como é que eu vou explicar racismo para uma criança de cinco anos. Então, a nossa luta ainda é muito árdua. Quem escravizou o seu povo, provavelmente nunca vai cumprir, nunca vai pagar. essa dívida social. Isso em relação a todas as discriminações. Assim que a Érica assumiu, nós imediatamente nos solidarizamos, porque a gente sabe da tua luta. e da tua responsabilidade, do teu compromisso com a vida dos brasileiros e brasileiras. E é só isso que importa, é que você... assumindo essa liderança, cumpra aquilo que se espera de uma comissão que defenda os direitos das mulheres e de todas as mulheres desse país. Obrigada, viu, Érica? Obrigada, gente. Obrigada pela atenção.




