COMISSÃO ESPECIAL DA POLÍTICA NACIONAL PARA PESSOAS COM AUTISMO (PL 3080/20)
Projeto amplia inclusão de pessoas com autismo no mercado de trabalho e moradia
Sobre o Evento
A Comissão Especial debateu o Projeto de Lei 3.080/2020, focando no aprimoramento da política nacional para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Os parlamentares e convidados discutiram estratégias de inclusão no mercado de trabalho, a implementação de moradias assistidas e o combate ao capacitismo nas instituições públicas e privadas.
Mostrando 2 falas de Pedro Lucas neste evento
Ver evento completoResumo da participação
O representante do Núcleo do Autismo da UnB defende políticas públicas baseadas na Convenção Internacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência, com foco no modelo biopsicossocial e na participação ativa de autistas. O orador critica práticas terapêuticas de conformação comportamental e aponta a presença de capacitismo estrutural em ambientes que negligenciam a acessibilidade em favor do conforto neurotípico.
Representante do Núcleo do Autismo da UnB - Núcleo do Autismo da UnB
O Representante do Núcleo do Autismo da UnB defende a importância da prioridade na fala e da previsibilidade para pessoas autistas em audiências públicas. Argumenta que a Política Nacional voltada a esse público deve ser fundamentada na Convenção Internacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência, com foco no modelo biopsicossocial, rejeitando que diagnósticos clínicos sejam usados para restringir direitos. Destaca a necessidade de uma educação inclusiva, plural e interdisciplinar, criticando formulações ambíguas que possam permitir segregação, e reforça que a construção de políticas públicas deve ser feita com a participação ativa das pessoas autistas, garantindo dignidade, acessibilidade e participação social plena.
Representante do Núcleo do Autismo da UnB - Núcleo do Autismo da UnB
O representante do Núcleo do Autismo da UnB critica a cultura de forçar pessoas autistas a se adaptarem a ambientes hostis, exemplificando com sua experiência negativa em academias de ginástica. Argumenta que as práticas terapêuticas atuais focam excessivamente no condicionamento e conformação comportamental em vez de realizar mudanças estruturais no ambiente ou nas relações. Ressalta que a fala do Secretário de Esporte reflete um capacitismo estrutural e recorrente, que negligencia o bem-estar dos autistas em prol do conforto de pessoas neurotípicas.




