Bernard Fernandes Kusel

Bernard Fernandes Kusel

Especialista de Análise da Operação - Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS)

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24 de mar, 18:23

COMISSÃO DE MINAS E ENERGIA

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Boa pergunta. Isso explica até o motivo do porquê a gente fez o LR Cap ontem. E a questão é isso aqui. A ponta de carga se dá ali entre 19 e 20 horas. A maior parte dessa geração renovável que a gente tem de larga escala, que é basicamente a MGD e também a solar centralizada, ela não gera nesse período. Então, para atender a carga, que é a maior do dia, nesse período de pico aqui, que é às 20 horas, a gente tem que ter outras fontes. Esse que é o problema. E aí para atender esse período aqui, principalmente no período seco, então pega setembro, outubro, em que as vazões estão baixas, a gente não tem água disponível, a gente precisa de geração termoelétrica. E aí muitas vezes essa geração termoelétrica para atender ponta acaba agravando o curtemente, dado que muitas dessas termoelétricas não conseguem partir e desligar, em duas, três horas. Então, para eu conseguir uma térmica para atender o sistema às 20 horas, muitas vezes eu tenho que manter ela ligada por sete dias, por cinco dias. Você pode usar aqui, por favor. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Bom, então, esse está meio abafado, mas vamos lá. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Obrigado. Então, fazer o atendimento à ponta, para garantir que a gente feche o balanço mesmo nesse momento de pico de carga. Obrigado. Obrigado. Bom, então está aqui uma outra figura aqui, que eu também agradeço ao colega do Instituto Ascende, já trouxe uma figura bem parecida, que traz o histórico do curteio no Brasil. Então, como a gente consegue ver, basicamente, em 2021 até meados de 2023, esses valores estão em percentual do potencial de geração das fontes eólicos e fotovoltaicas. Então, até meados de 2023, praticamente era insignificante esse resultado, a ordem de 1%. Legenda por Sônia Ruberti Então a gente tem três grandes marcos que a gente consegue ver nesse... essa figura. Então a gente tem um Um primeiro... descasamento em relação ao histórico que é setembro, agosto e setembro de 2023, que é justamente quando a gente teve aquele grande blackout no Brasil, no dia 15, em que como fruto dessa grande ocorrência A gente acabou identificando que a representação, principalmente das usinas eólicas fotovoltaicas, nos modelos matemáticos que o INS usa para estudar o sistema, estudar a segurança do sistema, eles estavam incompatíveis com a realidade. E aí... Dado esse fato que foi constatado, foi necessário refazer todos os estudos de segurança do sistema, e isso levou a uma revisão dos limites de segurança, e a revisão no sentido de reduzir os limites. E aí os novos limites passaram a representar. representar o real desempenho dessas usinas no sistema, trazendo ali uma segurança. Até que isso fosse feito, em torno de algumas semanas até um mês, foi de fato tomada a medida conservadora, que é botar os limites lá no chão, e aí isso provocou ali, de fato, um problema. um corteio mais elevado, mas em meados de setembro já foi voltado a patamares ali. próximos ao que era antes, mas mais reduzidos. E aí, a partir de 2024, esse descompasso entre o crescimento da geração e o crescimento da transmissão passou a ser mais... representativo, então a gente vê ali nessa figura a elevação das barrinhas em roxo, ali em 2024, né? Então elas são bastante elevadas, isso significa que o principal motivador das restrições em 2024... foram de natureza elétrica com rede completa, que é não ter direito a ressarcimento. Aí, final de 2024, teve uma série de obras relevantes ali que entraram na operação, principalmente ali na interligação entre os Estados de Minas Gerais e Bahia, reforçando ali a capacidade de escoamento do Nordeste para o Sudeste, e aí, em 2025, O que passou a ser mais evidente foi essa penetração intensa da micro e mini geração distribuída. Então a gente passa a ver que a partir de 25, o tamanho das barrinhas em verde, que representam os cortes para a zona energética, em geral são bem maiores do que os roxos. E isso é natural, é consequência direta da expansão da micro e mini geração distribuída. E os estudos prospectivos de 26 em diante mostram que a tendência é que a rede de transmissão se resolva, a gente tem várias obras previstas para serem integradas, mas a micro e mini geração distribuída, em princípio, vai continuar crescendo vertiginosamente. Isso vai levar a um aumento cada vez maior das restrições por razão energética. Então, algumas ações proativas que o operador vem tomando para reduzir o curto-emite, mas diria que a maioria delas são de ordem incremental, de fato não vão reduzir de forma drástica. Então, algumas delas são o aumento de capacidade de transmissão no Nordeste, a implementação de sistemas de espacidade de proteção, os síncronos, que são os falos, para também melhorar algumas capacidades de escoamento. A gente tem os debates sobre o ordenamento da... das restrições, e isso em curso ali na CP45 da ANEL, que já teve três fases, está na fase de fechamento com a diretora Agnes. Então, no ano passado teve o GT Curtainment ali, conduzido pelo Ministério, várias ações ali, vários relatórios produzidos, e aí, nesse âmbito, foram divulgadas pelo INS duas notas técnicas, foram bastante discutidas no setor, uma sobre o diagnóstico do Curtainment e outra sobre os critérios que o INS adota, e aí nessa busca sempre de transparência para mostrar como é que a gente vem atuando nesse processo. e algumas projeções sobre o assunto. Então, a gente viu que 23 e 24 teve um aumento expressivo de restrições de natureza elétrica, 25 a natureza energética já se mostrou mais proeminente, E a projeção para os anos futuros é que as restrições de ordem energética vão ser vão ser o novo normal, vão ser um... estão no sistema agora de forma estrutural, estão fazendo até um balanço de 2025, Apenas três dias de todo o ano de 2025, em que não houve nenhuma necessidade de corte. de geração renovável. Em todos os outros houve pelo menos 1 megawatt de restrição em geração eólico fotovoltaica e a maior parte dela de razão energética. Bom, então, por fim, acho que as soluções estruturais aqui para o... para redução do curtem, a gente são de natureza de fato regulatória, a gente passa por ajuste de tarifa, como muitos colegas já mencionaram, E... os sinais de preço adequados, e aí, de natureza mais técnica aqui, a gente já chegou a enfrentar alguns casos como os colegas trouxeram no dia dos pais, em que a gente chegou em uma situação que não era nem uma questão econômica, chegou em uma questão de segurança elétrica, de fato, em um cenário em que não teria mais onde... Como reduzir geração centralizada, já que estava tudo no mínimo. Então, ampliar aspectos... para que o INS possa ter gestão sobre fontes que hoje a gente não tem, como a geração que hoje está na distribuição, e até mesmo lá na frente, como já foi até discutido aqui um pouco, entrar na restrição física da MMGD, que hoje a gente não tem capacidade física de fazer, mas acho que, dada a expansão, em algum momento pode ser que isso venha a ser necessário. Obrigado, deputado. Obrigada.

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24 de mar, 18:13

COMISSÃO DE MINAS E ENERGIA

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Obrigado pelo convite para estar aqui hoje, é sempre um prazer estar aqui. estar aqui na casa, compartilhar o Esse tópico é sempre muito especial, é uma discussão que a gente vem fazendo dia a dia lá no Operador. Então, vou trazer aqui algum material para trazer luz aqui, algumas informações sobre o curteirment, que vem sendo discutidas e até... Agradeço o meu antecessor, o colega do Instituto Acende, que trouxe muitos materiais que eu já ia trazer aqui. Então, vamos... Só complementar aqui o que o colega já trouxe. Bom, então, começar aqui com essa figura... que basicamente traz a expansão da geração no Brasil nos últimos 25 anos. E a gente tem algumas informações bastante relevantes aqui. A primeira delas, como alguns colegas já comentaram, é com relação à estagnação da expansão da geração hidráulica. A gente vê praticamente a partir de 2016, a nossa capacidade instalada hidráulica está praticamente a mesma, né? E o outro ponto de destaque é a expansão vertiginosa que vem acontecendo basicamente desde 2020 e muito concentrada aqui nas fontes renováveis, eólica, solar e fotovoltaica. E aí tem um outro ponto de destaque aqui, a inclinação dessa curva da expansão. Então, desde o início dos tempos, a expansão da geração no Brasil era basicamente conduzida pelas instituições setoriais, fazendo os estudos de expansão da geração. E o que a gente vê nos anos mais recentes, principalmente no início da eólica, em meados de 2014, em frente à eólica fotovoltaica, é que a gente passou a ter uma expansão da geração, inicialmente conduzido por migração de consumidores do mercado cativo para o livre, E aí o que isso implica é que a gente não tem carga nova. Então, a gente tem uma expansão da geração para atender carga que está sendo migrada do atendimento pela distribuidora para ser atendido pelo mercado livre. e acaba causando descompasso. Ou mesmo também para a autoprodução. Então, grandes consumidores instalando plantas de grande capacidade para entrar no regime de autoprodução, e isso leva a esse crescimento mais vertiginoso da expansão. E, mais recentemente, com a redução de preço das placas, a gente tem essa expansão intensa da MMGD. E aí, dando um zoom dos últimos seis anos, de 2020 a 2025, a gente pode ver aqui que a expansão da geração renovável cresceu praticamente 71 gigawatts, então em torno de 30% ao ano, enquanto a nossa carga média cresceu 16, em torno de 3,5% ao ano. Então a gente já vê aí um grande descompasso entre geração e carga, e aí o mesmo acontece na transmissão, que também não cresce com toda essa velocidade. E essa Esse crescimento aqui, principalmente de solar, acaba gerando um excedente, principalmente no período diurno entre 9 e 16 horas. E aí, dando um enfoque ali, o que muitos colegas já falaram, que é a MMGD, essa curva aqui é bastante curiosa. Então, em vermelho, a gente tem aqui o crescimento da capacidade instalada em MMGD. Então, no final de 2025, a gente já estava em torno dos 45 GW, e essas curvas tracejadas aqui, são as projeções de expansão oficiais do setor elétrico. Então, a gente vê que elas foram evoluindo aqui, mas os nossos consumidores brasileiros sempre surpreenderam as nossas projeções oficiais. Então, a projeção mais atual, lá do PDE 2035, olhando para 2030, está aí na casa dos 70 gigawatts, mas, considerando que a gente tem sido surpreendido, pode ser que esse número chegue a ficar ainda maior. 30 giga em 5 anos e a carga tem crescido em torno de dois, três médios ao longo do ano. um crescimento de 30 GB de só MMGD e um crescimento talvez de 10 GW médios nos próximos cinco anos. E aí uma curva curiosa aqui, para mostrar o que acontece com a MGD. Então, acima aqui a gente tem duas curvas, uma de carga, que seria essa em preta fixa, e a azul seria o que a gente tem em MGD. Então, o fato é, na nossa residência, de forma simplificada, a gente consome energia o dia todo. Por outro lado, a gente instala a placa solar e a gente só tem sal disponível em parte do dia, 12 horas, às vezes menos, considerando o pico. Então, qual é o intuito do consumidor que instala o MMGD na sua casa? É igualar as duas áreas da curva aqui. Então, a curva em preto tem que ficar igual à curva em verde, que é da geração. E aí, para fazer isso, o que normalmente acontece é que a capacidade instalada de placa solar que a gente instala em casa em torno de quatro a seis vezes o nosso consumo instantâneo. Então, o que ocorre? No pico do sol ali, em torno de 11 até as 13 da tarde, o consumidor que tem o MGD atende a sua carga e de outros cinco consumidores. Então, isso acaba que... influencia na redução da carga que vai ser atendida pela geração despachada, que a gente vai ver logo mais, é um dos principais fatores para um Impactam no curteio, gente. Bom, então, entrando no detalhe aqui do curto eimente em si, agradeço ao colega do Instituto Ascende que já trouxe os conceitos, mas o curto eimente acontece por, basicamente, dois motivos principais. Ou não passa na transmissão, porque a gente não tem capacidade de escoamento, ou a gente não tem carga para alocar toda essa geração de energia. E aí, a resolução 1030 da ANEL, conceituou esse corte por razões elétricas, que não cabem na transmissão, em duas classificações. Então, uma seria a confiabilidade elétrica, que o INS entende que isso ocorre, quando a gente tem a rede de transmissão completa. Todos os ativos de transmissão estão disponíveis, todas as linhas de transformadores estão disponíveis. Nesse caso, a resolução estabelece que não há ressarcimento para o gerador quando isso ocorre. E tem um outro cenário, que é a rede de transmissão está incompleta. Então, a gente tem ativos indisponíveis na rede. A gente tem linhas indisponíveis, tem transformadores indisponíveis. E essa indisponibilidade dá causa a alguma limitação no escoamento da geração. E aí, nesse caso, a resolução 1.030 da ANEL estabelece que há compensação para esse gerador. Então, esse é o nosso cenário atual. E aí, a gente teve, mais recentemente, no final do ano passado, a Lei 15.269, que estabeleceu esse pagamento retroativo, de 1º de setembro de 2023, até a data da publicação da lei, o ressarcimento para os casos de restrições motivados por confiabilidade. Bom, então, vamos lá. Então, só uma visão aqui de como que acontece e por que acontece o curteio. Então, vemos alguns exemplos aqui do Dia dos Pais, que foi muito... colocado na mídia, eu trouxe um exemplo diferente aqui, que é a evolução do balanço de carga no dia do Ano Novo. Então, 1º de janeiro de 1924, 1925, desculpe, 24, 25, 26, e a gente vê como que vem progredindo essa carga que é atendida pela micro, mini geração distribuída, que é a parte parcela em roxo aqui. Então, em 24 a gente já vê que ela é representativa, vem aumentando cada vez mais, e isso acaba ocupando o espaço na carga ali, que é atendido pelas demais fontes, obviamente. E aí o que ocorre é, nesse momento que a gente tem uma parcela muito considerável sendo atendida por micro e minigeração distribuída, as demais fontes precisam reduzir para fechar o balanço, o cargo e a geração, que tem que ser sempre o mesmo a todo instante. E até respondendo a um ponto que o deputado Paulo trouxe, como é que funciona esse impacto para as hidráulicas e térmicas? Então o que ocorre é muito parecido com a eólica fotovoltaica. uma parcela enorme da carga sendo atendida por micro e mini geração distribuída. Então, nesse período do dia, a gente tem que reduzir todas as fontes, inclusive as hidráulicas. Então, se a gente vê em azul aqui a curva da geração hidráulica, ela basicamente acompanha a micro e mini geração distribuída. Então, de madrugada e no final da tarde, ela está elevada. Quando a gente está no período diurno, a gente tem que colocar a hidráulica lá no chão. Então, esse montante aqui da casa, entre 25 e 30 gigawatts, colocar a geração hidráulica. Isso acontece praticamente todos os dias, então a gente acaba tendo uma geração minimizada hidráulica no período diurno, e a gente maximiza no número. nos outros períodos, para fazer o atendimento à carne. Qual é mais cara aí? a mais cara normalmente é a geração térmica. Aqui no caso, nesses períodos, por que a gente está gerando praticamente 8 GW de térmica, se a gente está num dia de carga reduzida? Então parte disso aqui é a nossa geração nucleares, então Angra 1 e 2, em princípio, nunca desligam, não ficam na base ali, isso dá em torno de 2 GW. E a gente tem dentro dessa térmica aqui uma parcela considerável também, que é a geração à biomassa, que tem o seu custo bastante reduzido também. E a gente tem outro fator. pergunta. A gente vê muito

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