
Boa tarde a todos. Bom, o impacto do custo versus a tecnologia... a gente acredita que a relação benefício-custo é muito alta. As tecnologias estão avançando rapidamente, e principalmente essa que foi mencionada hoje, que é a... A medida do controle da velocidade pela velocidade média, essa é uma medida que pode realmente transformar a realidade do Brasil. E... E o impacto vai ser gigantesco. O nosso custo estimado em 2020 era cerca de 130 bilhões de reais por ano. Esse é um custo dividido entre a sociedade e o governo, porque parte desse custo vai para a Previdência Social, Assistência Social para os hospitais, E parte vai para os próprios cidadãos afetados. Mas... É... A redução da mortalidade, então, ela vai ser proporcional a esse custo. Se a gente reduzir a metade, como é a proposta, da década de ação de segurança a gente vai cair de 130 para 65 bilhões por ano o custo. E a implementação disso, ela tem... várias possibilidades onde Tanto a tecnologia quanto a engenharia vão ser de baixo custo. Tem um estudo do Banco Mundial, que eu não vou me lembrar agora de onde ele... onde eu peguei, mas que ele mostra o seguinte: As principais ações a serem executadas para reduzir drasticamente as mortes do trânsito no Brasil, elas são de baixo custo. Então a gente sabe que tem várias ações que rapidamente podem reduzir o custo. Com relação à segunda pergunta... O IPEA não tem estudos recentes da época do free flow, mas um estudo anterior, a gente já discutia justamente essa dificuldade das populações residentes próximas às praças de pedágio, que tinham que arcar com pedágios caros, sendo que estavam apenas transitando praticamente de uma forma urbana. Eu gostei da provocação e eu vou pensar aqui em trazer esse tema para debate aqui no IPEA para ajudar essa comissão. Obrigado pela exposição.
Boa tarde a todos. É um prazer estar aqui, quero parabenizar essa comissão pela... Grande iniciativa desse debate que está sendo sensacional. Sim. A minha fala vai ser principalmente focada na redução da velocidade, mas eu queria antes contextualizar, a gente fez um estudo há pouco tempo atrás sobre a O resultado da primeira década de ação de segurança no trânsito, que foi uma década combinada pelo mundo inteiro entre 2011 a 2020, e a segunda década na qual estamos agora, 2021 a 2030. Então, o mundo inteiro combinou em reduzir 50% as mortes no trânsito, e o Brasil, nesse primeiro intervalo, na primeira década, na verdade, a gente não deu certo. A gente matou mais 2% do que... na década anterior enquanto o mundo inteiro conseguiu reduzir em 5%. E a gente já estava prevendo que na segunda década, que nós já estamos na metade dela agora, 2026, a gente está perdendo essa guerra. A gente mostrou naquele momento que a gente estava começando a reduzir as mortes na meados da década de 2010 e 2020, mas a gente começava a ter uma curva ascendente. Os dados mais recentes mostram exatamente isso. A gente está começando a perder essa guerra. Na comparação com homicídios, isso aqui é um recorte do ato da violência que a gente apresentou ano passado, a gente vai apresentar a nova versão em maio do mês que vem, mas os homicídios no Brasil estão reduzindo... É um pouco devagar ainda nos últimos anos, só que os mortos no trânsito estão começando a aumentar também lentamente. Então daqui a pouco a gente vai ter mais morte no trânsito do que homicídio. E como falou o colega do Piauí, né? Nós temos aqui um grande problema com as motocicletas. As motocicletas estão matando cerca de 40% dos brasileiros na média nacional. E no Piauí isso é quase 70%. Bom. Para reduzir a mortalidade do trânsito, o Brasil precisa de diversas ações. O Pena Trans é um documento sensacional, mas eu queria destacar aqui algumas. Formação de condutores, a educação e a fiscalização. Mas o mais importante também é o conjunto da obra. Todas as ações vão ser coordenadas. A gente observa no Brasil diversas ações. mas elas não conversam entre si e muitas vezes ela até uma atrapalha a outra. Educar e fiscalizar são duas ações que salvam vidas e são complementares, mas uma não vive sem a outra. Você não consegue formar um bom motorista e fazer com que ele seja educado sem ter uma fiscalização adequada. Aí eu pego um gancho com a fala da Paula, que a fiscalização... ela também precisa ter acompanhado da engenharia. Porque se você cria uma via que estimula a velocidade alta, vai ser muito difícil fiscalizar e você vai precisar de muita fiscalização. Então o redesenho viário também é uma solução sensacional para reduzir morte no trânsito. Já foi falado por aqui, eu queria só mostrar mais essa transparência, que a velocidade maior exige tanto maior tempo de reação quanto maior tempo de frenagem. Então já foi explorado bastante esse tema. Então, a redução da velocidade é sensacional para reduzir mortes. E o mundo inteiro, o mundo mais civilizado, ele já faz isso. Então, a gente tem várias cidades, e cidades grandes, por exemplo, como Tóquio, Londres, Paris, Nova York, que tem velocidades máximas nas vias de 50 km por hora, ou menos que isso. Então, velocidade baixa é possível sim, mesmo para cidades grandes. No Brasil, infelizmente, a maioria das nossas cidades tem velocidades máximas de 60 km por hora ou maior. Eu não tinha colocado na minha transparência aqui os custos, mas o Dante fez a provocação. A gente tem um estudo de custos do trânsito no Brasil, feito em 2020 aqui no IPEA, que naquele ano apurou em cerca de 130 bilhões ao ano o custo do sinistro de trânsito no Brasil. Uma média mundial varia entre 2% a 3% do PIB. Eu não vou entrar nos detalhes, mas os principais componentes são a assistência médica, os danos materiais, os seguros, a própria perda de produtividade, impactos econômicos nas famílias, congestionamentos e o próprio sistema de saúde, principalmente no Brasil, o SUS agora está sentindo fortemente esse impacto. E aí eu queria deixar como mensagem final alguma coisa muito importante. Reduzir a velocidade é uma ação rápida, de baixo custo e resultados rápidos. Qualquer prefeitura pode instantaneamente reduzir a velocidade máxima de suas vias e reduzir. aplicar uma fiscalização rigorosa. Outro ponto importante, os carros brasileiros estão cada dia mais velozes, mais seguros. Entretanto, os pedestres estão ficando mais velhos. A população idosa do Brasil em 2024 se igualou com a população jovem e a gente agora entra na... No sentido oposto, a população mais idosa vai ser a maior no Brasil. As ações de fiscalização são essenciais. E todas as ações precisam ser integradas. E eu queria deixar como essa mensagem final aqui, a mensagem desacelere-se, o bem maior é a vida. Obrigado. Aplausos.
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