Leticia Sabino

Leticia Sabino

Diretora Presidente do Instituto Caminhabilidade - Instituto Caminhabilidade

Últimos Discursos

06 de mai, 15:45

COMISSÃO ESPECIAL SOBRE ALTERAÇÃO NO CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO (PL 8085/14)

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Obrigada pelas perguntas. Acho que a primeira parte dessa pergunta é muito óbvia, tem mudado muito a sensação de segurança das pessoas nas calçadas quando outros veículos podem... subir nesse ambiente que até então era relativamente protegido, porque a gente precisa lembrar que motos também sempre invadiram esses ambientes, inclusive entradas de estacionamento. de carros, entrada para postos de gasolina, já foram sempre um conflito. Mas a gente precisa sempre diminuir esse conflito e garantir que nesse espaço a prioridade seja de quem está a pé, pelo que eu já trouxe. diferentes corpos e pessoas que usam a cidade a pé e que não são obrigadas a estarem prestando atenção nos outros veículos, muito pelo contrário, tem o seu direito a se distrair e andar da forma que quiser. Então são as pessoas usando outros veículos que geram essa assimetria de poder, que precisam se comportar de forma a proteger quem está perto. Para isso, o que tem acontecido em todo mundo é a proibição total. desses veículos no ambiente da calçada, no ambiente exclusivo de quem está a pé. se recomenda proibir esses veículos E se for usar, descer deles para empurrar. Assim como acontece até mesmo em muitos casos com a bicicleta. Se você vai num calçadão, tem um grande fluxo a pé, mesmo uma pessoa pedalando precisa descer da bicicleta e empurrar essa bicicleta para estar na mesma velocidade de um pedestre. e ser compatível com esse espaço, que acho que é a coisa mais importante. Então, a gente recomenda que não possam usar o espaço da calçada. Mas como por outro lado a gente tem toda uma recomendação de que a cidade tenha cada vez mais vias compartilhadas, que são vias calmas, com o máximo de 20 km/h ou 30, às vezes, É a gente entender. que nesses ambientes compartilhados que mantém a prioridade de quem está a pé, pela velocidade, mas também pelo desenho urbano, que dificulta os veículos a terem outra velocidade e que tem que sempre priorizar. pedestres. Isso acontece muito também nas cidades europeias, que já fazem todos os seus centros com vias compartilhadas. e que tem pouco conflito entre os veículos, porque esse comportamento dos veículos é respeitando as pessoas a pé. Então, acho que esse é o caminho, assim, incentivar vias compartilhadas com velocidade muito baixa, e de preferência, inclusive, se tem um fluxo a pé muito intenso, que precisam descer desse veículo e se comportar e estar também como pedestre. nesse ambiente. E as calçadas, enfim, zonas exclusivas de blocamento à peça, é totalmente proibido. ao menos o que a gente trouxe aqui, quando é um veículo de apoio a uma pessoa com deficiência, com mobilidade reduzida temporária, enfim, outras situações que é diferente de um deslocamento e muitas vezes até um uso recreativo. que é o que a gente vê com alguns desses veículos. Agradeço as respostas e passo agora

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06 de mai, 15:25

COMISSÃO ESPECIAL SOBRE ALTERAÇÃO NO CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO (PL 8085/14)

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Deputado, agora me escuta bem? Te escuto bem, te vejo bem. Nítida voz, pode usar durante cinco minutos a palavra toda sua. Ótimo, obrigada. Bom, então, boa tarde, deputados e deputados, também demais colegas de mobilidade que já estão que se fizeram aqui, é uma honra participar dessa audiência. colaborar com um tema que para a gente é tão relevante, mas é tão relevante para toda cidadã e cidadão que circula na cidade, que quer ter o seu direito básico garantido. Eu represento o Instituto Caminhabilidade, uma organização sem fins lucrativos, especialista em promover cidades que prioriza o deslocamento a pé. Ou seja, que garanta a nossa legislação, seja o CTB, a Política Nacional de Mobilidade Urbana, que priorize sempre as pessoas que estão se deslocando a pé. e mais recentemente inclusive que atua em conformidade com os compromissos e legislações climáticas também que o Brasil assumiu nos últimos anos. Eu vou trazer alguns dados, algumas reflexões, vai comemorar bastante com os colegas também aqui que já falaram. Mas acho que a primeira coisa para falar que tem a ver com novos veículos que chegam e estão inseridos é que apesar de tudo isso, Ainda a principal forma de deslocamento nas cidades brasileiras é o deslocamento a pé. A gente tem as pesquisas de origem destino na nossa cidade, que sempre mostra que a proporção dos deslocamentos a pé é maior que todos os outros veículos. e que mesmo as pessoas que se transportam de transporte público vão começar e terminar os seus deslocamentos a pé. Então, qualquer mudança que a gente vai fazer no código de trânsito, em alterar a lógica da cidade, a gente precisa sempre lembrar disso e priorizar esses deslocamentos. Também já foi trazido aqui o artigo 29 do CTB, que fala como os demais veículos precisam todos proteger os pedestres, nesse ambiente. e a gente precisa atualizar realmente a nossa legislação, a partir de um pensamento mais atual, que a gente sabe que Toda essa proteção a quem está a pé e quem está de bicicleta e agora, enfim, até com os veículos autotropelidos, ela é garantida não só pelo comportamento das pessoas, mas também pelo desenho das ruas e essa combinação de fatores que deixam a cidade que é mais acolhedora e mais amigável efetivamente para as pessoas. E o grande problema que a gente tem é que a gente está entrando esses novos veículos em uma cidade que é pouco preparada para pessoas. seja qualquer modo que essas pessoas estão. Ela é totalmente despreparada para isso. Então, a gente precisa... pensar se na hora que a gente quer inserir, né, esses novos veículos que já estão inseridos, mas o que a gente deseja com eles, que a ideia deles é tirar os veículos motorizados, os poluentes, os carros, fazer com que as pessoas se desloquem de forma que seja menos poluente, mais devagar. Hum... e também, enfim, com veículos que são menores, a gente precisa acompanhar o desenvolvimento da nossa cidade para isso. Então não faz nenhum sentido a gente continuar com uma distribuição diária, que é muito maior para carros, e para motos, enfim. do que para os veículos ativos, principalmente para o deslocamento a pé e para o deslocamento por bicicleta. Então, a gente precisa trabalhar essa redistribuição. E o CTB tem muito a ver com isso, porque é o próprio CTB onde define quais são os tipos de vias urbanas que a gente tem na cidade. Então, o CTB que fala que as vias urbanas a gente tem uma via de trânsito rápida, uma via arterial, via coletora e via local, Como se só existisse esses quatro tipos, e depois define o que pode acontecer em cada um desses quatro tipos de via. É um modelo muito engessado. que também não acompanhou os novos desenhos de rua que a gente tem. Então, por exemplo, A gente tem ruas compartilhadas, a gente tem calçadões, a gente tem outras modalidades que não são acolhidas pelo Código de Trânsito. Além disso, em vários outros países e outras cidades, a gente já entende, já foi entendido que vias de trânsito rápido não podem estar dentro do perímetro urbano. Então, fazer essa alteração também pensando em como a gente insere novos veículos no ambiente urbano é extremamente importante. Então, a gente precisa pensar muito como o Código de Trânsito fala sobre o espaço, e não só sobre o espaço onde esses novos veículos vão estar inseridos, mas como a gente quer distribuir o espaço na nossa cidade, porque... Vão surgir novos veículos a todo momento e a gente precisa ter uma cidade que é preparada para receber esses novos veículos que vêm em uma velocidade mais rápida do que a regulamentação, Tiki... consiga colher de uma forma que eles não sejam uma ameaça, para quem está a pé e para eles mesmo, porque os outros veículos estão muito rápidos. Então, além de a gente pensar em espaço, Uma das coisas mais importantes que foi já falada aqui pelos colegas é a gente pensar nas velocidades máximas no ambiente urbano, e as velocidades que a gente quer, qual é a cidade que a gente quer, em que velocidade. E aí, eu gosto muito de ressaltar, eu estive em um evento internacional recentemente, que fez um levantamento das velocidades máximas urbanas em toda a América Latina e no Caribe. E a gente passou muita vergonha Porque só o Brasil, do lado de Barbados, Jamaica e Panamá, permite 80 km/h dentro do ambiente urbano. todos os demais países da região tem uma máxima de 50 km/h ou até vários países 40 km/h. que é muito mais adequado quando a gente pensa em toda a complexidade do que acontece no ambiente urbano. Isso porque eu acho que é muito importante para a gente, como organização que fala dos deslocamentos a pé, principalmente, a gente lembrar que Quando a gente está falando de deslocamento a pé, principalmente a gente está falando de crianças que se deslocam na cidade, as crianças têm comportamentos imprevisíveis. e ela tem que ter direito até comportamentos imprevisíveis a poderem correr, nesse espaço que é segura, poderem parar no momento que elas querem parar sem correr nenhum risco. e também porque todo deslocamento de cuidado que atualmente é... principalmente feito por mulheres, que é cuidado com outras crianças, com outras pessoas idosas, com pessoas com deficiência, também acontecem a pé. e precisam dessa segurança no ambiente urbano, que atualmente não é garantida. seja no momento de atravessar, seja no momento de estar nas calçadas que estão insuficientes e muito ruins Então, é extremamente importante que a gente não normalize a nossa cidade como está, e tente adequar novos veículos para se comportarem nela, mas sim que a gente crie uma cidade que tenha comportamento que induza comportamentos mais adequados para as pessoas. E aí eu acho que eu queria finalizar com isso, porque as duas frentes que o CPB precisa olhar mais, é a regulação dos tipos viários que a gente quer no ambiente urbano, entendendo a complexidade e criando novas modalidades, inclusive Por exemplo, zonas de baixa emissão, que também tem outra. relação com o espaço público e também e principalmente isso é, enfim, política zero que já deveria estar acontecendo, que é a redução das velocidades no ambiente urbano. Obrigada. Obrigado.

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06 de mai, 15:06

COMISSÃO ESPECIAL SOBRE ALTERAÇÃO NO CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO (PL 8085/14)

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Olá, gente, meu irmão, estou ocupado de lado. É bem, é uma verdade, falando, tem uma história de nada. É uma honra poder participar, um debate muito lindo, muito lindo, muito lindo. Eu tenho... A estabilidade de organização sem fins lucrativos, que é a STCL que promova a cidade, que é o deslocamento apés. que estejam priorizados no ambiente urbano, ou seja, que a gente tenha cidades que vão em conformidade com a nossa legislação, com o CTB até então, e espero que com essa... também E qual... Obrigado. Sim, eu vou dizer isso. Obrigada. os acordos e mais ou menos. Letícia, sua internet está ruim. faz uma nova conexão Eu vou passar para as perguntas até a gente fazer uma nova conexão para você.

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