
A Diretora de Outorgas, Patrimônio e Políticas Regulatórias Aeroportuárias do Ministério de Portos e Aeroportos apresentou a Agenda Conectar, fruto de amplo consenso e convergência com o setor privado e órgãos como a ANAC e o DECEA. A iniciativa, organizada em três eixos (redução de custos, ampliação de concorrência e segurança jurídica e regulatória), visa fomentar o desenvolvimento econômico, social e logístico através da democratização e maior conectividade do transporte aéreo no Brasil.
Boa tarde, me escutam bem? Boa tarde a todos. Queria agradecer a oportunidade novamente de estar aqui nessa casa. Tem sido um local de... Amplas oportunidades para a gente debater o transporte aéreo, debater o diagnóstico que o Ministério de Portas e Aeroportos tem feito sobre o setor, e as reflexões que a gente tem trazido. Acho que tem uma apresentação que vocês estão subindo, né? Enquanto a apresentação... eu queria fazer uma observação. inicial que... O Ministério de Portos e Aeroportos também é um grande entusiasta da reforma tributária, A gente, todos os setores têm clareza das dificuldades que a complexidade tributária impõe para o desenvolvimento dos negócios, para a melhoria dos negócios no Brasil, do ambiente de negócios. Eu acho que nada do que está sendo colocado aqui por nenhuma das partes é alguma crítica à reforma tributária em si. De fato, e fazendo coro à voz do colega João, o que a gente tem hoje é uma reforma tributária que foi aprovada pela Câmara dos Deputados, pelo Senado Federal, pelo Poder Público, de forma... conjunta, o Poder Executivo participou e propôs a reforma tributária. E a intenção que a gente tem nas reflexões que são trazidas é sempre uma intenção de... fazer uma avaliação de qual é o cenário que a gente encontra hoje. buscar uma... clareza de quais são os efeitos esperados Porque em muitos casos, e a aviação civil definitivamente é um desses casos, às vezes ajustes, não necessariamente no texto legal, mas na condução, de interpretações e de validações dos... do cenário que a gente encontra... Alguma coisa que seja... prévia à identificação dos efeitos, se torna especialmente relevante. Se puder passar. Por favor, o primeiro slide. Obrigado. Deputada, eu vou me esforçar para falar em sete minutos, mas eu já antecipo que é pouco provável que eu consigo. Já está previamente deferido. Bom, então aqui estamos novamente fazendo coro e não vou me debruçar sobre isso, mas eu trago aqui alguns números sobre o que o transporte aéreo faz pelo país e, novamente, acho que todos aqui têm a clareza de que o transporte aéreo não é simplesmente um objetivo de um transporte de turismo de luxo. mas ele realiza desenvolvimento logístico, conectividade, conectividade num país em que tem dezenas de municípios em regiões que... ou são conectadas por hidrovias sazonais. ou por rodovias em ampla deterioração, então em muitos casos, A pauta de transporte aéreo está associada ao olhar de conectividade... do país mesmo, e acho que isso não tem nada mais do que interesse público envolto nessa preocupação. E a preocupação de todos aqui perpassa. esses olhares de interesse público de integração regional, de capacidade de promoção de desenvolvimento econômico e logístico. Os deputados e os prefeitos e governadores dos estados sabem que muitas vezes para conseguir instalar uma unidade Fabril na sua região, na sua cidade, aquela região precisa estar conectada por um voo. e a ausência de voos naquela região é fator decisivo para a escolha dos empresários de não desenvolver negócios nessas regiões. Obrigada. A gente está aqui, claro, numa comissão que o olhar princípio é o turismo, mas a preocupação do Ministério de Portos e Aeroportos vai muito além. do olhar apenas do turismo, sem, claro, reconhecer o papel de potencial de desenvolvimento de comércio e serviços que advêm do próprio turismo em si. Pode passar, por favor. Oh! Esse slide é um slide que a gente sempre traz para evidenciar o crescimento de passageiros transportados no Brasil, que foi testemunhado com a desregulação do transporte aéreo. da década de 2000. A desregulação de oferta e preço, com a possibilidade das empresas aéreas escolherem para onde podem voar e a que preço voar, trouxe para o Brasil um efeito que a gente testemunhou no mundo inteiro, que é de uma ampliação significativa de volume de passageiros transportados. E o que a gente consegue ver nesse gráfico, e ali tem algumas caixinhas que plotam também alguns outros itens que foram tratando de desregulação ao longo desses anos, mas o que a gente vê nos últimos anos é uma aviação civil que meio caminha de lado, né? Ela teve ali um... Ela e todo o setor econômico do mundo teve o gap da pandemia, mas naturalmente a gente percebe que a gente não testemunha mais esse crescimento significativo da aviação no país. O que significa que junto com isso, e uma coisa não é causalidade da outra, mas... uma coisa carreia a outra, o desenvolvimento econômico e logístico caminha junto com isso. O transporte aéreo, por si, ele tem uma aderência de... de identificação de curva do próprio PIB do país. é... Puder passar, por favor. O que as empresas aéreas conseguiram alcançar nesses anos? E aquele gráfico da esquerda mostra um ganho de ocupação das aeronaves, então as empresas hoje voam com aeronaves muito mais cheias do que voavam no início da década de 2000. conseguindo identificar os mercados que são mais eficientes para a operação, elas conseguem traduzir isso em ocupações melhores das aeronaves, isso se traduz em valores de passagens mais baixas. A curva da direita... É uma curva que mostra o valor... por quilômetro voado ali de receita, e essa curva evidencia como que, no final das contas, ao longo desses anos, a gente teve uma queda do valor... das passagens aéreas. Se puder passar mais um, por favor. Esse próximo gráfico traz uma curva que é muito conhecida no setor O próximo, por favor. que é uma curva que a gente chama da curva da baleia, os senhores também já devem ter visto essa curva diversas vezes. O que ela traz, na verdade, é esse formato da baleia vista de lado, né? é o volume de passagens ali no começo, na altura da cabeça, de passagens comercializadas a faixas mais baixas de preço, né? Então, ali a gente percebe que a gente alcançou um volume maior de passagens sendo transportados por até 300 reais. Ah... Estou sem óculos aqui, mas é em 2024. É isso? Em 2019, perdão, eu estou... Daqui eu não estou enxergando direito. E em 2024 a gente vê esse mercado sendo retomado... após a pandemia. Então, essa curva está se retomando e se... voltando a se configurar nesse volume maior de passagem sendo comercializadas a um preço mais baixo, e a cauda da baleia ali, as passagens mais elevadas ocupando um espaço menor. O nosso desafio do Ministério de Portos e Aeroportos, com a política pública que foi postulada agora em abril de forma bastante assertiva, é aumentar conectividade, aumentar democratização do transporte aéreo. Como é que a gente faz para chegar nesse lugar? Então, por favor. Então A gente testemunhou a inversão da matriz de transporte aéreo no Brasil. Também é um número que é bastante conhecido de todos, mas a gente gosta de trazer, porque é isso que mostra o que está em risco quando a gente testemunha variações de custos, e esses custos podem ser de QAV, tributários, ou qualquer que seja uma fonte deles. O que coloca em risco? O que a gente está vendo colocado em risco? A gente testemunhou em 20 anos a inversão da matriz de transporte interestadual no Brasil. Os passageiros que antes se deslocavam basicamente por ônibus, hoje se deslocam de avião nessas viagens interestanuais... Quando as empresas aéreas migraram de um serviço de luxo para um serviço mais simples e começaram a, de fato, trilhar o que elas conseguiram trilhar de democratização do transporte aéreo. Hoje a gente tem desafios, por favor, próximo, a gente tem desafios para enfrentar e o nosso... O nosso trabalho está nisso, tá? De novo, e aqui eu trago um gráfico plotado de uma forma um pouco diferente do gráfico da IATA. Como é que a gente tira o Brasil... de um número de passagens por habitantes, de viagens por habitantes no ano, que é menor do que um, e é muito menor do que um, e é cerca de 15% mais baixo do que a média da América Latina, vejam bem que a gente não está comparando isso com outros países desenvolvidos, mas estamos comparando com países aqui da região. Como é que a gente tira o Brasil desse patamar para um patamar de número de viagens mais elevados por habitante? E mais do que isso, como é que a gente efetivamente democratiza o transporte aéreo? porque hoje, essencialmente, os passageiros que voam no modo... São passageiros de classe A e B. E isso distorce a percepção de que o transporte aéreo, efetivamente, é um transporte de elite. Ele é um transporte de elite no Brasil. porque a gente ainda tem muito o que desenvolver, e o Ministério de Portas e Aeroportos tem uma agenda de políticas públicas em que, de fato, a pauta tributária é uma pauta relevante, É... que busca se desenvolver nesse sentido, por favor. Eu vou até aqui, coincidentemente, João, tem... Por acaso, mas complementando a sua fala, eu vou trazer... o olhar mais amplo de tributos e não só tributação internacional, por favor. Então, eu vou começar exatamente pelo olhar de aviação regional. O legislador postulou a diferenciação tributária do transporte aéreo regional em 40%, e a aviação regional é de suma importância para o Ministério de Portos e Aeroportos, porque a gente entende o papel e a relevância de alcançar... e de conectar essas localidades que já estiveram muito melhor conectadas no Brasil e que a gente vem... testemunhando uma queda histórica difícil de ser revertida. Tivemos alguns ganhos recentes, mas a gente está muito distante de conseguir alcançar o que a gente já teve um dia. Por que a gente não consegue? Chega lá. Então, se puder, por favor. Quais são as nossas preocupações com a reforma tributária? Já postulou aqui de antemão, que essa ainda não é, nesse momento, a nossa maior preocupação, porque a reforma tributária entra num crescente de transição de cinco anos, que permite... que o poder público entenda os efeitos e faça escolhas Então, já coloco também essa fala aqui de antemão. Mas a nossa preocupação, enquanto Ministério Setorial, é a capacidade do poder público de conseguir analisar todos os setores, ao mesmo tempo da economia, e de fazer todos os ajustes necessários. Qual o destaque que a gente dá para o setor de transporte aéreo? O setor de transporte aéreo não pode ser visto, e acho que eu repito aqui a fala do Pedroso, se não me engano, como um fim em si mesmo. Ninguém voa para voar. diferente de um consumo de, eventualmente, uma refeição ou de um hotel, mesmo que... olhando aqui para o olhar de turismo, mas o transporte aéreo ele leva para outras finalidades, ele leva para o desenvolvimento de logística, para o desenvolvimento econômico, para o desenvolvimento de turismo, e a hora que a gente... sabe qual vai ser a trajetória que a gente vai alcançar e escolhe não fazer escolhas e atuações. Antes disso, a gente corre o risco de alcançar efeitos em todos esses outros setores, de uma forma que a gente não consegue. Então, a percepção é que, sante. Aqui são cálculos. sobre os efeitos da reforma tributária no mercado aéreo doméstico, não internacional. E o que a gente vê nessa figura da esquerda é, de fato, qual é a variação tributária que é esperada no transporte aéreo doméstico, aqui ainda sem aplicação da diferenciação tributária dos 40%. Pode subir, por favor. Eu preciso do gráfico anterior ainda. O que a gente enxerga aqui? Mesmo com os créditos que estão estimados ali em cerca de 8%, e esse setor é um setor que... atualmente ele é muito favorecido por isenções tributárias, o que significa que ele tem muito pouco para ser... numa variação de reforma tributária posterior. A gente tem uma expectativa no mercado doméstico de diferença de impacto tributário de 19% em função das alíquotas de BSCBS, considerando 100% da aplicação das alíquotas. Qual é a ressalva que a gente faz? Essa alíquota média hoje de 8% do mercado doméstico, ela tem variações em cada estado em função da... política tributária de ICMS. Então, tem estados em que a alíquota média é menor do que isso. Quando a gente aplica sobre a alíquota média, vamos colocar aí de 26%, estimada, o diferencial tributário dos 40% da aviação regional, ainda assim a gente caminha para uma variação tributária... superior ao que existe hoje nesses mercados, ou seja, os mercados regionais, mesmo com a diferenciação tributária de 40%, eles ainda vão ter uma majoriação tributária nessas rotas. A gente vai ter uma majoração tributária mais relevante... nas rotas troncais que não fazem aferição desses 100%. Antes de passar para o próximo gráfico, esse gráfico da direita... mostra para manutenção da receita atual das empresas, sem que elas percam receita em função de algum custo absorvido pelo impacto tributário, Enquanto que teria que se variar o preço das passagens aéreas. Fazendo a observação clara, diz que aqui é uma estimativa muito simplificada do valor global, a gente sabe que as empresas fazem... revenue management, e que a gente tem mercados distintos, mas aqui é uma busca de indicativo de quanto que... de uma forma muito simplificada, olhando a variação tributária, o quanto a gente imagina, isso aqui olhando de novo para a aplicação da alíquota de 100%, quanto que as passagens precisam variar para manter a mesma receita das empresas. As empresas brasileiras, ao contrário de empresas de alguns outros países, não têm uma situação financeira em que elas conseguem... e... Não estou aqui, Juliano, querendo fragiliar a percepção das empresas brasileiras, mas temos duas recém-saídas de recuperação judicial, então todos sabemos que as empresas brasileiras estão com uma margem muito pequena para absorção... de novos aumentos de custos. O que significa isso? As empresas não conseguem fazer uma absorção para dentro da sua margem de receita, como eventualmente as empresas americanas conseguem num choque de QAV, na mesma proporção Os aumentos de custos são carreados para o preço das passagens aéreas. Se puder passar o próximo slide, por favor? Esse próximo slide traz quais são as cidades em que a gente vai ter aviação... Então, à exceção das metrópoles que estão aí listadas, e Belém e Manaus, que são a Amazônia Legal, todas as outras cidades... vão ter incidência da alíquota de BS e CBS na íntegra. O que significa isso? 60% dos passageiros são transportados nessa malha que a gente chama de malha troncal, que é a malha que sustenta... uma estabilidade de receita e estrutura financeira das empresas aéreas. Quando a gente tem essa malha troncal comprometida, isso aqui eu estou falando de qualquer indústria que seja uma indústria de rede, a indústria do transporte aéreo é uma indústria de rede, Eu fiz uma analogia simples outro dia, se me permitem, aqui, ainda acrescentar um pouquinho mais ao meu tempo. É diferente de quando a gente olha para um restaurante em que, eventualmente, um aumento tributário da alíquota do vinho não prejudica o consumo do prato, da refeição, porque as pessoas podem tomar um drink, podem tomar um suco, elas têm as alternativas de agregar itens ao seu consumo e manter o consumo da refeição principal. Quando a gente tributa a malha troncal das empresas aéreas, a gente alcança os voos regionais, mesmo que o legislador tenha buscado o mecanismo de diferenciação tributária dos 40%. porque essa demanda vai reduzir, da malha troncal, e não vai ter aeronave para chegar para os voos regionais, porque elas foram retiradas dos voos troncais. Então, qual é a percepção... que o Ministério tem nesse momento. A regulamentação da reforma tributária, tal como ela está posta, é uma regulamentação que ainda enseja, apesar da diferenciação tributária, um risco de... desatendimento de mercados regionais por alcançar de forma indireta esses mercados regionais. Eu não vou me debruçar aqui agora, porque eu vou gastar muito tempo com isso. O Ministério de Portas e Aeroportos fez uma proposta... heterodoxa de regulamentação, da aviação regional, da diferenciação tributária, de forma a tentar minorar os efeitos desses impactos, dessa diferenciação tributária que a gente enxerga. Isso está em avaliação jurídica dentro dos próprios ministérios, deve ser estendida a avaliação jurídica do próprio Ministério da Fazenda. Mas existe, de fato, um olhar de que este item é um item que preocupa o mercado aerodoméstico. Se puder passar, eu juro que no próximo eu pretendo... Pode passar mais um, por favor, não vou falar agora de reforma. Depois, se quiserem, a gente volta em outra oportunidade para falar. de mercado doméstico. Próximo, por favor. Esse é o último slide que dá esse panorama mais amplo de tributação. O que a gente enxerga no transporte aéreo internacional? Essa carga anterior que a gente fala que hoje ela é zero, na verdade, é porque tem tributos menores que incidem ainda sobre o transporte aéreo internacional. Mas não existe hoje uma alíquota de transporte aéreo internacional como a que vem a ser posta. Essa alíquota... que pode vir a ser posta aí até... Aqui são estimativas, porque as alíquotas não estão definidas, em 13,5%, ela se transforma, na verdade, numa alíquota que é o dobro disso, em função da reciprocidade. tendem a agir em resposta, eu vou dizer, quase em retaliação a uma atuação do Brasil no mercado aero-internacional, impondo o mesmo custo tributário. Então, o que a gente está vendo? A gente está vendo aqui que... Na prática, o que existe de crédito para ser retirado desse aumento tributário é muito pequeno, porque hoje já não existe efetivamente uma margem de crédito relevante para ser retirado. Então, na prática, esse tributo incidente sobre transporte aéreo internacional, ele é um tributo que tende a ser perpassado para as passagens aéreas praticamente na íntegra, em função... desse desenho de como hoje é o setor e como se vê. As ressalvas que a gente faz, e coincidentemente, nesse último final de semana. A gente recebeu no Brasil, depois de 27 anos, um evento global da IATO, a IDIM, e estivemos, o Ministério de Portos, eu e Daniel, secretário de aviação civil, estivemos lá por dois dias conversando com cerca de 14 empresas internacionais. E a fala de todas elas é... A gente tinha planos de expansão do transporte aéreo internacional no Brasil, mas as incertezas que hoje a gente enxerga para os próximos anos impedem a gente de conseguir aprovar nos nossos bordes a alocação de mais aeronaves no mercado brasileiro. O que são essas incertezas? A gente não sabe o que vai acontecer com a implementação desse tributo. E aqui eu coloco uma ressalva, e vou colocar essa ressalva, coloquei no transporte aéreo doméstico, a gente está tentando fazer uma construção conjunta com o Ministério da Fazenda de uma construção heterodoxa de regulamentação. Em todos esses itens aqui, a gente está com iniciativas conjuntas de tentar fazer uma construção de saída de um olhar diferente do que necessariamente pode vir a acontecer. Mas é importante que todos entendam qual é o cenário vigente, caso a gente não consiga alcançar essas saídas diferentes. No transporte aérea internacional... Existe essa preocupação de uma eventual retaliação e quase um aumento de 25% nos preços das passagens aéreas. Isso afeta naturalmente a demanda, reduz oferta e as empresas não conseguem hoje... aprovar nos seus bords aumentos de aeronaves no Brasil, enquanto elas não têm clareza de que esse aumento tributário não vai acontecer. porque no final das contas é esperado, na verdade, com esse aumento tributário que está previsto para janeiro de 2027, e aqui eu coloco uma diferença em relação a regulamentar... a reforma tributária do mercado doméstico, a gente não tem aqui essa... essa grande margem de manobra de crescimento da alíquota. Então, aqui é uma preocupação... para nós, mais urgente do que a própria regulamentação da reforma tributária, porque a gente não tem esse espaço de atuação de tempo. E já em janeiro a gente pode ver essa alíquota começar a ser aplicada e os efeitos dela já virem imediatamente para o mercado. Na verdade, os efeitos já estão sendo vistos, as empresas já estão escolhendo não expandir operações no Brasil. Mas, para além disso, elas podem vir a reduzir a oferta de serviços internacionais, E passei correndo por aquele primeiro slide, a gente tem um dado lá no primeiro slide, que é... Crescimento do Rio Grande do Norte de turismo em função de novos voos internacionais. É... Em função desses novos voos, agora no ano passado, o turismo cresceu, acho que 54%. no mercado doméstico, em Rio Grande do Norte. Então, a gente mostra como que O que a gente está correndo risco de impactar quando a gente escolhe... o que a gente escolhe. No final das contas, escolhemos juntos, porque aqui estamos juntos, Poder Executivo e Legislativo, na situação em que estamos. Então, a intenção aqui é fazer essa reflexão para avaliar quais são os passos que o Poder Público vai escolher seguir. Ainda dentro da reforma tributária, a gente tem imposto seletivo sobre aeronaves. Esse imposto seletivo, que é o imposto do pecado, veio trazer o olhar de que aeronaves são bem a ser evitados. Então, isso acho que comunica muito sobre o que o poder público brasileiro enxerga, sobre qual é a finalidade do transporte aéreo. Independente dos impactos ambientais, isso... É de uma clareza muito grande sobre como a gente ainda enxerga o interesse público associado à prestação do serviço aéreo. A gente está buscando... uma interpretação, isso ainda não está regulamentado, de trazer para aeronaves de melhor desempenho de sustentabilidade a isenção ou alíquota zero desse imposto. Mas mesmo essa interpretação... que é um pouco mais benéfica do que simplesmente a líquida que hoje acho que está esperada, em torno de 6%. Não sei se o João tem... valores, são valores que eu escuto, não sei se é isso mesmo, As aeronaves de menor porte, ou seja, essas aeronaves que efetivamente atendem esses mercados regionais de pequeno porte, não estariam alcançadas por essa isenção. Então, acrescente-se às questões tributárias que a gente já está trazendo, essa preocupação do imposto seletivo no mercado subregional, aquele mercado que é atendido por aeronaves pequenininhas, que as passagens já são caras e que a gente vai ver... Vai testemunhar esse aumento tributário incidindo sobre elas. Trago aqui, fora da reforma tributária, mas o impacto que para a gente também, do Ministério de Portos e Aeroportos, é muito preocupante, Imposto de Renda sobre Lígitos de Aeronaves, é uma pauta que vem desde 97, não é uma pauta nova, não é uma culpa do atual governo, nem nada assim, mas efetivamente a gente tem... ainda a previsão de aumento dessa alíquota para 15% em janeiro de 2027, Então, talvez esse slide seja o slide que mais preocupa o Ministério de Portos e Aeroportos no curto prazo, sem prejuízo da preocupação com a reforma tributária do mercado doméstico, porque são impactos tributários... que trazem uma majoração de custo, que se soma a um contexto macroeconômico muito crítico, que é o aumento do QAV, em que as empresas aéreas já estão tendo que lidar com isso. Sem medidas de mitigação de custo, né? Então, assim, a... O aumento do QAV, essencialmente, que está transferido para o custo das empresas aéreas, vai ser passado para o preço das passagens aéreas. É uma escolha, de novo, também uma escolha do Poder Legislativo, quando a gente não tem medidas que endereçam custo, A gente tem medidas que endereçam o fluxo de caixa, o que a gente está fazendo é diferindo no tempo o impacto desse aumento de custo. Não sei se a BR tem estimativa do último mês, os três meses que eu tinha estimativa acho que estavam em 1,6 bi... que vão ser dissolvidos nas passagens aéreas nos próximos meses. Então, a gente já tem uma pressão de preços em cima das passagens aéreas em função do que haver... A gente tem esse cenário aí para frente e acho que todos somos consumidores, todos já compramos passagens aéreas na vida e sabemos que a gente consegue comprar uma passagem aérea com 12 meses de antecedência. O que significa isso? As empresas aéreas já têm que estar se preocupando com esse cenário aqui, porque elas já estão vendendo as passagens que vão ser tributadas dessa forma ano que vem. Então, a gente enxerga com um delay, a ANAC recebe o preço das passagens comercializadas com 30 dias de diferença, A gente ainda não consegue enxergar toda a variação de preço que está vindo, mas a gente tem clareza de que a gente vai testemunhar nos próximos meses um aumento... que a gente entende que não é pouco significativo dos preços das passagens aéreas. E o Ministério de Portos e Aeroportos tem um interesse muito grande de agir exatamente em sentido contrário. E aí entendam que não é uma crítica a tudo que está estabelecido. mas acho que é importante que a gente tenha clareza das informações com que a gente está lidando para que a gente possa tomar decisões uma ressalva que a gente faz adicionalmente. É que uma vez que a gente tem no mundo inteiro hoje, empresas... mesmo com ainda o choque do KV, empresas que estão tentando ampliar sua frota de aeronaves. Então as empresas, não só as brasileiras que estão aí na fila para conseguir comprar as aeronaves, As empresas estrangeiras no mundo inteiro tinham planos de expansão... O choque do QAV, espero que seja conjuntural, apesar de ter ainda se comprometido um pouco mais nos últimos dias, mas a gente ainda espera que seja conjuntural, ou seja, que essas empresas busquem uma expansão do transporte aéreo, No curto prazo, logo depois que se reestabelecer a precificação de que haver como antes. O que significa isso? Que se a gente começar a perder aeronaves do Brasil, em função de choque... e aí eu vou chamar de choque de custos, seja que é a V, seja tributo, seja o que for... em função, o choque de custos vai reduzir demanda, reduz oferta, as empresas têm que se desfazer de aeronaves, porque não vão ficar voando aeronaves vazias, de novo, elas só conseguiram alcançar os valores das passagens que estão hoje. em função daquela ocupação de aeronaves que lá naquele primeiro slide eu mostrei, como está alto, ganho de eficiência de operação no final das contas. Obrigado. Se a gente começa a se desfazer de aeronaves, essas aeronaves são absorvidas pelo mercado global. E a gente vai... Uma vez que a gente resolva tomar decisões e fazer alguma coisa, a gente vai testemunhar alguns anos para conseguir ver as empresas aéreas brasileiras reaverem aeronaves... para serem operadas na malha. A nossa principal preocupação, claro, sem prejuízo de nos preocuparmos com as rotas entre os capitais, mas é de fato com conectividade. Conectividade da região norte é uma coisa que nos preocupa muito. e tudo o que vem em função da integração regional, que vai muito além de turismo, sem prejuízo à própria Comissão de Turismo, mais de negócios, serviços, saúde, enfim, desenvolvimento de empresas e tudo que a gente já sabe que são regiões que têm mais dificuldades. Então, a nossa preocupação hoje é de... tornar claro, inclusive, para o Congresso, que votou a reforma tributária, qual é o cenário que a gente enxerga na aviação civil, para que, eventualmente... a gente busque caminhos alternativos... se entenderem que esses caminhos alternativos endereçam... um interesse público. É isso.
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