
E senhores. África encontrase numa encruzilhada enfrentando simultaneamente desafios e oportunidades. O rápido crescimento da nossa população. A urbanização e o aumento de apresentam ambiente promissor e desafiante para o desenvolvimento económico. No entanto este crescimento deve ser abordado com 1 forte ênfase na sustentabilidade para evitar o agravamento da degradação ambiental e das alterações climáticas. Que legado então pretendemos deixar para as gerações futuras no âmbito do desenvolvimento sustentável. Definida a agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável pelos estados membros das Nações Unidas com os seus acete objetivos nós não ficamos no muro. Abraçamos a agenda 30 30, incorporando, anulando desenvolvimento nacional, que assenta em 2 pilares fundamentais, a valorização do capital humano com foco na educação e na saúde, e a segurança alimentar com foco na agricultura, modernização das infraestruturas, de apoio à produção, desenvolvimento de ecossistema resilientes às alterações climáticas, e está sustentável de recursos hídricos e florestais. Tudo isso demonstra que estamos preocupados com as pessoas, com o planeta e com o ambiente. Preocupamonos com as pessoas, e consideramos que a sociedade vai afirmarse pela solidariedade com os outros, Preocupamonos com o planeta porque é a casa que nos acolhe. A o nosso agir hoje não deve prejudicar as gerações futuras. Preocupamonos com o meio ambiente porque as necessidades de industrialização e desenvolvimento econômico não podem ter o alto custo que se tem traduzido no desmatamento das nossas florestas e nos efeitos da seca no sul de Angola. Excelências é momento de agir e agir rápido, por isso temos adotado as energias limpas como fator de desenvolvimento, sendo que mais de 70 por 100 da energia que remove o país já é renovável. Adotamos a agenda da transformação digital, mas ainda falta fazer muito para a inclusão das mulheres e dos jovens na economia e para promover a geração de empregos sustentáveis. 70 por 100 da população ganhou acesso aos serviços básicos de saúde devido à expansão e modernização do sistema de saúde. Também está em expansão gradual a rede de distribuição de água e saneamento básico. Temos consciência dos desafios que que o nosso país enfrenta para a estabilidade macroeconômica e para assegurar o pagamento das dívidas externas. Mas isso não deve descurar os programas de apoio social aos mais pobres e vulneráveis. Porque a situação do desemprego jovem ainda apresenta níveis elevados no meu país. Gostaria de falar sobre o Coenda que significa caminhar numa língua nacional de Angola, que é programa transferência de renda à famílias pobres e em vulnerabilidade que está a ser implementado pelo Governo da Angola e o Banco Mundial, e que já beneficia milhão e 100000 agregados familiares desfavorecidos e em situação de vulnerabilidade e de pobreza. A adequação de qualidade, a formação profissional para os jovens, devem ser 1 prioridade para todos. Ao nível do parlamento temos reprovado leis e discutido políticas públicas cada vez mais inclusivas e adequadas aos interesses da população exigindo do governo que haja o aumento das receitas para os programas ligados ao desenvolvimento sustentável. Este ano realizouse o segundo fórum de escoltação da sociedade civil para o orçamento de estado do ano de 2025. Em outubro passado representantes da sociedade civil estiveram no Parlamento para discutir e debater o quadro legal e avanços da medicina na luta contra o veia HCida. E os diversos partidos políticos realizam consultas e encontros com eleitorado, tenta em vista 1 ampla ocultação pública para melhor tomada de decisão. Assim, minhas senhoras e meus senhores, termino dizendo que a promoção desenvolvimento sustentável não é apenas 1 meta, mas deve constituir compromisso social e forte, e 1 caminhada sem retorno, para o bemestar social e futuro socialmente justo para as nossas gerações do amanhã. Muito obrigado. Com a palavra.
Dos parlamentos senhoras e senhores, os meus agradecimentos pela oportunidade de poder falar perante vós. Eu sou a primeira presidente do parlamento do meu país, o que representa 1 evolução significativa e inédita no histórico parlamentar de Angola. O parlamento angolano tem 87 deputadas, apresentando nível de representatividade de 39.5, 0.5 sendo as comissões de defesa e segurança bem como a de economia e finanças presididas por mulheres. Estando o nosso país classificado na vigésima quinta posição no ranking parlamentar mundial. Senhoras e senhores o meu país tem 2 particularidades interessantes. A primeira é que as mulheres constituem 50 e por 100 de 1 população estimada em 36000000 de habitantes sendo 30.4 por 100 das mulheres fiadas por mulheres. A segunda é que é dos países mais jovens do mundo, com 1 média de idade 17 anos e 1 taxa de natalidade das maiores do mundo de 4 filhos por mulheres, o que nos leva a grandes desafios no tocante à educação das meninas e adolescentes e à garantia dos cuidados básicos de saúde e de proteção social. Angola definiu a política nacional para igualdade e equidade do género, que visa garantir 1 maior equidade de oportunidades, direitos e responsabilidades entre mulheres e homens. O Flávio introduziu o orçamento sensível ao género que representa compromisso sólido de promoção da transparência e da equidade entre os género. Senhoras e senhores, considero oportuno fazer alguma referências ao papel da mulher africana na tomada de decisão. Em quase todo o continente africano na zona rurais ainda existem barreiras ao exercício da cidadania por motivo de cultura e tradição que impedem o acesso das mulheres à educação escolar e à qualificação técnica ou profissional o que tem profundo impacto negativo sobre as gerações futuras. E nos casos em que as mulheres ocupam cargos de liderança, têm de lutar contra os estereótipos do género que consideram por exemplo que a mulher que acendeu aquele cargo não o fez por mérito próprio. O que podemos então nós fazer para transformar a realidade em Angola e noutros países africanos que enfrentam os mesmos desafios é crucial a aprovação de leis de paridade que introduzam cotas de género nos cargos de nomeação política e administrativa tanto a nível local quanto na liderança das grandes empresas estatais e em setores estratégicos. É igualmente essencial estabelecer mecanismos robustos de implementação da regras zebra que é 1 sequência alternativa que garante a presença equitativa de homens e mulheres nas listas partidárias. Também considero importante a existência de programas de capacitação para que as candidatas mulheres possam desenvolver as suas capacidades de liderança e de gestão de campanhas eleitorais. E isso pode ser feito, estabelecendo nas leis e regras do financiamento eleitoral, a obrigatoriedade dos partidos destinarem 1 pequena percentagem de fundos para os programas de formação eleitoral e de distalitices. Também é importante a criação de incentivos para a contratação de mulheres em setores vistos com maioritariamente masculinos e o setor público nos nossos países pode liderar essa mudança, incentivando a entrada feminina em áreas como engenharia, matemáticas, política e segurança nacional. Nessa matéria é importante contarmos com o apoio internacional no financiamento de bolsas de formação para jovens e meninas de países em desenvolvimento e no fortalecimento de programas de formação técnica voltados para as mulheres. Em suma devemos capacitar as mulheres com recursos necessários para transformar os seus sonhos em realidade permitindo assegurar o nosso direito a ocupar lugares nos órgãos de decisão e na promoção e preservação da paz. São ameaçada nos nossos dias. Precisamos de continuar a usar a nossa voz e trazer as meninas jovens e adolescentes ao nosso lado para que não apenas sigam mas construam os seus próprios caminhos. Termino recordando a antiga presidente da Libéria, prémio Nobel da Paz em 2011, Ellen Johnson, que disse que o tamanho dos seus sonhos deve ser sempre exceder a sua capacidade de alcançálos. Se os seus sonhos não te assustam Muito obrigada senhora.
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