Luís Barbosa

Luís Barbosa

Coordenador de Articulaçã oe Redes - Observatório do Marajó

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27 de nov, 13:09

COMISSÃO DE MINAS E ENERGIA

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Na exploração de ataca ao povo na verdade, e a gente exige respostas adequada com orçamento para pastas socioambientais e programas de autonomia e para 1 transição energética justa. Ou será que vamos permitir que a COP da Amazônia aconteça enquanto a gente autoriza? Ou vocês autorizam a exploração de petróleo na porta do Amazonas? Esse debate é super importante pra gente também. Muito obrigado pelo espaço. Obrigado.

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27 de nov, 13:01

COMISSÃO DE MINAS E ENERGIA

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Dessa audiência acompanhando aqui virtualmente e também no plenário. Eu sou Luís Barbosa representa aqui o Observador do Marajó como sociedade civil, é 1 organização que atua no arquipélago do Marajó no Pará, com ações e projetos de fortalecimento das lideranças ribeirinhas e quilombolas, promovendo e discutindo agendas do bem viver, justiça climáticas e defesa socioambiental pensando nos comunitários. O tema aqui que estamos discutindo ele é superimportante especialmente pra nós que vivemos e trabalhamos na Amazônia. A proteção dessa região vai pra além da questão ambiental, mas 1 questão de justiça social, de preservação da nossa cultura, e também a segurança de gerações. Amazônia também eu gostaria de aproveitar pra respeitosamente mais discordar o que foi dito aqui no início dessa audiência, de que a gente, aliás que a região amazônica é 1 das religiões mais pobres né? Na verdade o que a gente tem é verdade 1 das regiões mais desiguais né e o que muitas vezes foi perpetuada por grandes projetos né com promessa de de desenvolvimento e etcétera. Pra começar, é fundamental que as comunidades tradicionais do Iokoque sejam ouvidas e respeitadas dentro desse processo né, considerando o que já foi feito mas o que ainda pode ser considerado. Esse projeto também ameaça toda a imagem Equatorial se a gente for ver os temas blocos além de 59, que vai desde o até o Maranhão, passando por diversos territórios e a gente fala muito, a gente ouve falar muito na questão técnica mas é importante a gente falar quais são esses território né? É os curju é o Baileque é toda a costa do Marajó ou até outros territórios do Pará e do Maranhão também. Nós trabalhamos com comunidades tradicionais do Marajó, que é a maior unidade de conservação da Amazônia, aposta por 17 municípios acredito que muitos de vocês conhecem, e a região tem 4 reservas estativistas e várias comunidades quilombolas ribeirinhas e etcétera. Além de diversos monguizares, rios igarapés, lagos e 1 rica biodiversidade. Graças a pesquisas arqueológicas, sabemos também que a ocupação cubana do Marajó é de 4000 anos, quando as populações tradicionais produziram para além de cerâmica, né, mas de todo 1 identidade sociocultural a ser preservado. A palavra Marajó vem do Marajó, que é 1 língua da língua nativa, do qual populações habitavam, né, e que significa barreira do mar. Habitavam muito para além de 88 para fazer referência. Na verdade, você a maior, o maior que pega o fluvron marítimo do mundo, é de fato 1 grande barreira natural entre o oceano né e o território do Brasil. Recentemente, aproveitando, os técnicos do IBAMA já reforçaram a importância de manter essa negativa da exploração do estudo né, pra pra 59 e. Pelo à presidência do órgão brasileiro e o próprio governo né, com a defesa da sociobiodiversidade que a gente entende nesse momento, seja a permanecendo a negativa pra preservar a integridade ambiental da região. O Brasil tem potencial de gerar energia limpa e a gente observa muito isso nos discursos políticos né mas se a gente for ver o orçamento destinado à exploração de combustíveis fósseis é muito superior ao destinado a transição energética então acho que a gente tem problema aqui em relação a esse entendimento. Então insistir na indústria de combustíveis fósseis pode colocar o Marajó e grande parte da Amazônia submersos com base no que foi falado antes né? E se vocês permitir a exploração de petróleo isso pode acontecer em algumas décadas. Devemos estar preocupado aqui com a questão da adaptação climática e questões que já atingem diretamente o território que a gente pisa hoje, principalmente quem vive aqui na Amazônia que sente no cotidiano as diferenças dos territórios e dos maretórios. Então, o Marajoz que é excelente excelente exemplo assim de território e maretória que é composto e também é influenciado pelas marés pra quem fala na distância entre o território AA0 litoral e os blocos a ser estudado, devia também considerar a questão das marés do Rio Amazonas até aquilo que não se tem de fato estudo a ser considerado. Então acho que a gente acredita que, o político que se importa com o Marajó não deve ser a favor da exploração de petróleo na porta do Amazonas, e é até irônico dizer que o dinheiro ficaria nos território né para desenvolver esses território que são considerados de 1 região pobre, se sequer há comprometimento na defesa com esses territórios, né, na própria existência, de fato, verdadeiramente. Então essa essa casa deveria estar propondo o investimento em política de adaptação e mudança climáticas que e não promessas que faziam há 50 anos atrás e que ainda o nosso ver não conversa com a realidade do nosso território das nossas comunidades hoje Pra gente é projeto ultrapassado sim, além de ser muito de cima pra baixo. Então, a falácia do discurso de que a exploração de petróleo na porta do Amazonas é para gerar desenvolvimento na região, é é muito contraditória né não levou para Coari no Amazonas não levou para Macaé do Rio de Janeiro e aí vai levar para o Iapoque vai levar para o Iju vai levar para o Marajó tendo por por base aqui os territórios, falando exatamente os nomes, quem é afetado e quem seriam beneficiados. Na verdade o que chega nos territórios é o aumento do desmatamento, ocupação desordenada, privilégio de terra e conflitos territoriais que ameaça as comunidades as lideranças locais a gente tem exemplo inclusive citado e a violência contra crianças e adolescentes especialmente mulheres femininas né A a poluição dos territórios também e os impactos vão pra além daquilo que se se pensa como impacto direto, mas toda a logística que acontece inclusive antes desses grandes estudos e esse sistema ser instalado. A promessa a promessa de desenvolvimento nesse sentido da exploração é já é conhecida né por por quem estuda, quem pesquisa e principalmente por quem vive no território. Promete trabalho e progresso e atrai pessoas sem oferecer muitas vezes a qualificação, e deixam as cidades sem infraestrutura e serviços adequados né e a gente já sabe o resultado mas imagina como seria em outro território. Muitos ficam sem oportunidade, recorrendo à informalidade e à ilegalidade, fazendo com que aumentem muitas vezes a violência nesses territórios, e muitas vezes são os senhores quebrandom dizendo que territórios estão mais violentos e que precisam de outras legislações quando que a origem é a própria desigualdade sendo reforçada por grandes projetos. Então, encaminhando esse modelo para o nosso ver é fazendo né e aumenta as desigualdades e não atende a todos. Em várias faixas da Amazônia, comunidades foram cortadas para passar de energia né que a gente chama os milhões deste meio de florestas e gerando violência enquanto que muitas comunidades, quase milhão de pessoas são ainda estão no escuro então, trazendo também pela sua perspectiva da energia né, 1 política energética para os territórios, não pode coexistir, com a circulação de petróleo em planos 2024, quase 2025 já. O que quer que a gente, como que a gente quer garantir de fato Luiz Barbosa. Segurança. Luiz Barbosa, só minutinho por favor.

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