Carlos Cardoso

Carlos Cardoso

Coordenador de Desenvolvimento da Educação em Saúde do - Ministério da Educação

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27 de nov, 16:48

COMISSÃO DE DEFESA DOS DIREITOS DA PESSOA IDOSA

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Agradeço novamente a fala dos companheiros daqui da bancada. O que a gente entende, apesar de saber que atualmente o que a gente está comentando aqui é o âmbito da falta de especialistas especificamente na residência, nos programas de residência médica no Brasil, tem outras coisas também que precisam ser levadas em considerações como por exemplo, a quantidade de residentes em programa multiprofissional, então assim muitas vezes a gente também não tem esse olhar pro multi, pra fisioterapia, pra enfermagem, pra fono, e essas essas profissões especificamente também pro envelhecimento e de atenção à pessoa idosa. O que acontece? Com essa voltado especificamente pro médico, a gente esquece que esse atendimento com essa pessoa idosa ele é multi, então assim, a gente vai precisar desse acompanhamento com o enfermeiro, esse enfermeiro vai ter esse essa residência, essa especialização vai ser fundamentada, ele veio de 1 de 1 instituição de ensino superior que promoveu esse adequada essa adequada formação a esse esse profissional, então tudo isso precisa ser levado em consideração e o cenário escasso que a gente enfrenta atual ele não é alheio à à sociedade que está fora disso tudo. Então como que a gente vai conseguir a valorização da pessoa da da residência médica voltada à geriatria e à genocologia, se na sociedade em si não tem a valorização da pessoa idosa que é o foco, dessa especialidade. Então eu começo AAA fala justamente buscar a valorização da pessoa idosa, em todos os cenários, e aí como a Lígia bem colocou com o programa Saúde na Escola, como a Secretaria de Regulação do Ensino Superior a séries do Ministério da Educação estabelecendo esses parâmetros mínimos dentro das matrizes curriculares pra que todos os formandos os egressos eles tenham vivido, vivenciado essa experiência dentro da graduação, pra que no minimamente ele tenha a vontade de trabalhar com esse público né. E aí obviamente também tem a valorização financeira disso, que bem colocado é público que demanda mais atenção, é público que requer mais especialização, mas que, em contraponto, quando sai da porta pra fora é mundo capitalista que aquela pessoa não vai receber o mesmo valor de alguém que atendeu 4 no mesmo no mesmo período de tempo. Então como que a gente equaliza essa valorização, esse financiamento pra tudo isso? Como a gente vai pagar esse tempo que foi que foi demandado pra especialização desses profissionais? Então tudo isso precisa ser considerado, precisa ser analisado, e o Ministério da Educação, juntamente com a diretoria de educação em saúde e a Secretaria de Ensino Superior, a gente tem se debruçado sobre isso, tem pensado, expectativa, perdão, tem pensado tratativas pra que a gente resolva essa essa mentalidade e assim, claro, levando em consideração que o que a gente faz também é reflexo do que está na sociedade né? Então, são a âmbitos e aspectos que a gente considera, e que a gente precisa realmente colocar todos esses pontos em perspectiva, analisálos, pra que então a gente consiga 1 valorização maior, tanto das residências médicas, residências em saúde e dos profissionais que atuam diretamente com o envelhecimento, que inclusive essa é 1 1 pauta que poderia ser colocada né, por que que é, não, a gente não fala sobre a educação em do envelhecimento, a gente fala sobre especificamente sobre idoso, sobre velho, ainda tem muito isso, a gente tem tentado mudar mas ainda tem esse estigma a respeito do envelhecimento, então, educação no envelhecimento, educação em saúde do envelhecimento, porque como a Valquíria bem colocou, só não vai envelhecer quem morrer antes, então se Deus quiser, todos vão envelhecer. O Ministério da Educação ele permanece aberto ao diálogo, ao debate, às considerações de outros órgãos também como por exemplo a MB, que foi bem muito bem representado aqui, a Sociedade Brasileira de Geriatria e Genotologia, e também o Ministério da Saúde. E espero também que a gente tenha considerado, tenha somado com o debate, e a casa permanece aberta pra, a pasta permanece aberta pra outras considerações. Muito obrigado.

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27 de nov, 15:53

COMISSÃO DE DEFESA DOS DIREITOS DA PESSOA IDOSA

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Sou Carlos Cardoso, como foi apresentado pelo deputado, agradeço pela oportunidade de estar representando o Ministério da Educação, mais especificamente à diretoria de desenvolvimento educação e saúde da Secretaria de Educação Superior do Ministério. Afim de apresentação pessoal, eu sou fisioterapeuta de formação, fiz também tenho 1 pósgraduação em gerontologia e também fui cuidador de idosos, então, esse tema pessoalmente ele é bem caro pra mim, assim como também é para o Ministério da Educação, certo? A fim de também 1 áudio descrição, eu sou homem preto, de metro e 90, tenho cabelo trançado, estou vestindo 1 roupa, 1 1 blusa, 1 camisa na verdade rosa, com terno cinza, tá? Então, o que acontece? Atualmente, o nosso primeiro o nosso parceiro de primeira hora é realmente o Ministério da Saúde, nessa questão tanto do levantamento dos dados, foi maravilhoso que tanto a a Lígia colocou quanto que a Priscila também falou, e a gente levando em consideração que a gente precisa 1 população que ela envelheça não com senilidade mas com senescência, ou seja adoecimento envelhecimento saudável. E, assim, levando em consideração o trabalho hoje que a DDS faz que, para além da residências em saúde, levando em consideração a residência médica e a residência multiprofissional, a gente também ainda trabalha com o programa de desenvolvimento da preceptor em saúde, o PRODEP, e a comissão de acompanhamento e monitoramento das escolas médicas, a KAMEN. E a gerontologia, bem como a geriatria, perpassa todas essas esses programas que são tocados pela diretoria de desenvolvimento de educação em saúde. Atualmente, a residência médica conta com 60 programas, sendo 402 vagas autorizadas, e 337 ocupadas. Levando em consideração a residência multi, é programa de gerontologia, e outros relacionados à atenção do idoso são 45. Vagas autorizadas 1018, mais apenas 599 vagas ocupadas. Então esses dados são de hoje, retirados tanto do SISCNRM quanto do Sinar, que são sistemas de monitoramento, acompanhamento, inserção de processos dentro do âmbito das residências em saúde. Qual que é a dificuldade hoje, respondendo pouco das das perguntas que foram levantadas, na residência multiprofissional em saúde? Fazer com que esse vazio seja preenchido das vagas ofertadas para as vagas preenchidas. E aí é onde entra principalmente a educação em saúde, porque como bem colocado pelo pelo colega, a gente não consegue se apaixonar e ter vivência dentro de 1 área se isso não foi colocado na nossa graduação, e se a gente não vê isso no dia a dia. Atualmente a gente vive numa sociedade que passa por processo de, a gente chama, uberização, de terceirização massiva e capitalismo selvagem, e isso faz com que, tenha valor àquela pessoa que gere capital pra sociedade, certo? Então aquela pessoa que, teoricamente entre muitas aspas, não está gerando esse capital, ela não vai ser visada, consequentemente as as pessoas que vão cuidar dessas pessoas também não vai não vão querer se especializar, ter mercado de trabalho específico pra aquilo. Isso é 1 coisa cultural. Levando em consideração também que, tem envelhecimento populacional, é necessário que a gente comece cada vez mais implementar a educação em saúde, considerando que esse envelhecimento populacional ele é sim ponto chave, tanto de mercado de trabalho, quanto também de expansão nas especialidades multiprofissionais em saúde. Dessa forma, o profissional ele vai querer se especializar, ele vai querer atender esse público, e 1 vez que você começa a ter contato com esses pacientes em específicos, você vê o quão vasto e rico aquele paciente, aquela pessoa pode ser pra você. Particularmente eu atendi idosos durante 8 anos após a minha graduação, e só tive aprendizado. Cada dia era 1 experiência diferente, era 1 forma diferente de trabalhar com esses idosos, com essas pessoas idosas, e é imprescindível que isso também seja levado pras outras áreas, que isso também sejam levados pra residências. Esse é dos maiores, eu acredito eu, dos maiores, 1 das maiores dificuldades que a gente enfrenta, essa mudança cultural, essa mudança de mentalidade na sociedade de valorização da pessoa idosa e consequentemente também da valorização do mercado dessa pessoa que vai atender essa pessoa idosa. E é isso que a gente tem trabalhado dentro da diretoria de desenvolvimento, juntamente com a comissão nacional de residência médica, também buscando fazer essa revisão da matriz de competências regularmente, está sempre olhando pra que tanto o médico residente R1 quanto o médico residente R 2, têm em sua formação essa também essa parte de caráter de atendimento de 1 pessoa idosa, que a gente entende as peculiaridades, a gente tem de especificidade de cada pessoa no envelhecimento, só que isso precisa ser trabalhado também dentro da residência. E a Comissão Nacional de Residência Médica tem se debruçado sobre isso, tem trabalhado sobre isso, muito também em voga em relação ao que a a diretoria tem colocado, juntamente com a Secretaria de Educação Superior. Atualmente o que a gente entende de maior relevância, nesse sentido de dificuldade, é realmente essa essa mudança de mentalidade. O Ministério da Educação, juntamente com a diretoria, toda a coordenação de residências em saúde com a equipe técnica, ela se mantém aberta ao diálogo junto com as outras instituições, principalmente com o Ministério da Saúde, que é parceiro de primeira hora, com as entidades médicas também, pra que a gente continue fomentando e educando essas pessoas, assim valorizar a a pessoa idosa na sua totalidade. Muito obrigado. Muito obrigado ao Carlos Cardoso.

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