COMISSÃO DE DEFESA DOS DIREITOS DA PESSOA IDOSA
Sobre o Evento
Comissão discute a falta de médicos geriatras no Brasil com diversos especialistas e representantes do Ministério da Saúde e da Educação.
Coordenador de Desenvolvimento da Educação em Saúde do - Ministério da Educação
Agradeço novamente a fala dos companheiros daqui da bancada. O que a gente entende, apesar de saber que atualmente o que a gente está comentando aqui é o âmbito da falta de especialistas especificamente na residência, nos programas de residência médica no Brasil, tem outras coisas também que precisam ser levadas em considerações como por exemplo, a quantidade de residentes em programa multiprofissional, então assim muitas vezes a gente também não tem esse olhar pro multi, pra fisioterapia, pra enfermagem, pra fono, e essas essas profissões especificamente também pro envelhecimento e de atenção à pessoa idosa. O que acontece? Com essa voltado especificamente pro médico, a gente esquece que esse atendimento com essa pessoa idosa ele é multi, então assim, a gente vai precisar desse acompanhamento com o enfermeiro, esse enfermeiro vai ter esse essa residência, essa especialização vai ser fundamentada, ele veio de 1 de 1 instituição de ensino superior que promoveu esse adequada essa adequada formação a esse esse profissional, então tudo isso precisa ser levado em consideração e o cenário escasso que a gente enfrenta atual ele não é alheio à à sociedade que está fora disso tudo. Então como que a gente vai conseguir a valorização da pessoa da da residência médica voltada à geriatria e à genocologia, se na sociedade em si não tem a valorização da pessoa idosa que é o foco, dessa especialidade. Então eu começo AAA fala justamente buscar a valorização da pessoa idosa, em todos os cenários, e aí como a Lígia bem colocou com o programa Saúde na Escola, como a Secretaria de Regulação do Ensino Superior a séries do Ministério da Educação estabelecendo esses parâmetros mínimos dentro das matrizes curriculares pra que todos os formandos os egressos eles tenham vivido, vivenciado essa experiência dentro da graduação, pra que no minimamente ele tenha a vontade de trabalhar com esse público né. E aí obviamente também tem a valorização financeira disso, que bem colocado é público que demanda mais atenção, é público que requer mais especialização, mas que, em contraponto, quando sai da porta pra fora é mundo capitalista que aquela pessoa não vai receber o mesmo valor de alguém que atendeu 4 no mesmo no mesmo período de tempo. Então como que a gente equaliza essa valorização, esse financiamento pra tudo isso? Como a gente vai pagar esse tempo que foi que foi demandado pra especialização desses profissionais? Então tudo isso precisa ser considerado, precisa ser analisado, e o Ministério da Educação, juntamente com a diretoria de educação em saúde e a Secretaria de Ensino Superior, a gente tem se debruçado sobre isso, tem pensado, expectativa, perdão, tem pensado tratativas pra que a gente resolva essa essa mentalidade e assim, claro, levando em consideração que o que a gente faz também é reflexo do que está na sociedade né? Então, são a âmbitos e aspectos que a gente considera, e que a gente precisa realmente colocar todos esses pontos em perspectiva, analisálos, pra que então a gente consiga 1 valorização maior, tanto das residências médicas, residências em saúde e dos profissionais que atuam diretamente com o envelhecimento, que inclusive essa é 1 1 pauta que poderia ser colocada né, por que que é, não, a gente não fala sobre a educação em do envelhecimento, a gente fala sobre especificamente sobre idoso, sobre velho, ainda tem muito isso, a gente tem tentado mudar mas ainda tem esse estigma a respeito do envelhecimento, então, educação no envelhecimento, educação em saúde do envelhecimento, porque como a Valquíria bem colocou, só não vai envelhecer quem morrer antes, então se Deus quiser, todos vão envelhecer. O Ministério da Educação ele permanece aberto ao diálogo, ao debate, às considerações de outros órgãos também como por exemplo a MB, que foi bem muito bem representado aqui, a Sociedade Brasileira de Geriatria e Genotologia, e também o Ministério da Saúde. E espero também que a gente tenha considerado, tenha somado com o debate, e a casa permanece aberta pra, a pasta permanece aberta pra outras considerações. Muito obrigado.




