COMISSÃO DE DEFESA DOS DIREITOS DA PESSOA IDOSA

27 nov. 2024 12:08 às 14:02

Sobre o Evento

Comissão discute a falta de médicos geriatras no Brasil com diversos especialistas e representantes do Ministério da Saúde e da Educação.

#14
Coordenador de Desenvolvimento da Educação em Saúde do - Ministério da Educação Carlos Cardoso
Carlos Cardoso

Coordenador de Desenvolvimento da Educação em Saúde do - Ministério da Educação

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Sou Carlos Cardoso, como foi apresentado pelo deputado, agradeço pela oportunidade de estar representando o Ministério da Educação, mais especificamente à diretoria de desenvolvimento educação e saúde da Secretaria de Educação Superior do Ministério. Afim de apresentação pessoal, eu sou fisioterapeuta de formação, fiz também tenho 1 pósgraduação em gerontologia e também fui cuidador de idosos, então, esse tema pessoalmente ele é bem caro pra mim, assim como também é para o Ministério da Educação, certo? A fim de também 1 áudio descrição, eu sou homem preto, de metro e 90, tenho cabelo trançado, estou vestindo 1 roupa, 1 1 blusa, 1 camisa na verdade rosa, com terno cinza, tá? Então, o que acontece? Atualmente, o nosso primeiro o nosso parceiro de primeira hora é realmente o Ministério da Saúde, nessa questão tanto do levantamento dos dados, foi maravilhoso que tanto a a Lígia colocou quanto que a Priscila também falou, e a gente levando em consideração que a gente precisa 1 população que ela envelheça não com senilidade mas com senescência, ou seja adoecimento envelhecimento saudável. E, assim, levando em consideração o trabalho hoje que a DDS faz que, para além da residências em saúde, levando em consideração a residência médica e a residência multiprofissional, a gente também ainda trabalha com o programa de desenvolvimento da preceptor em saúde, o PRODEP, e a comissão de acompanhamento e monitoramento das escolas médicas, a KAMEN. E a gerontologia, bem como a geriatria, perpassa todas essas esses programas que são tocados pela diretoria de desenvolvimento de educação em saúde. Atualmente, a residência médica conta com 60 programas, sendo 402 vagas autorizadas, e 337 ocupadas. Levando em consideração a residência multi, é programa de gerontologia, e outros relacionados à atenção do idoso são 45. Vagas autorizadas 1018, mais apenas 599 vagas ocupadas. Então esses dados são de hoje, retirados tanto do SISCNRM quanto do Sinar, que são sistemas de monitoramento, acompanhamento, inserção de processos dentro do âmbito das residências em saúde. Qual que é a dificuldade hoje, respondendo pouco das das perguntas que foram levantadas, na residência multiprofissional em saúde? Fazer com que esse vazio seja preenchido das vagas ofertadas para as vagas preenchidas. E aí é onde entra principalmente a educação em saúde, porque como bem colocado pelo pelo colega, a gente não consegue se apaixonar e ter vivência dentro de 1 área se isso não foi colocado na nossa graduação, e se a gente não vê isso no dia a dia. Atualmente a gente vive numa sociedade que passa por processo de, a gente chama, uberização, de terceirização massiva e capitalismo selvagem, e isso faz com que, tenha valor àquela pessoa que gere capital pra sociedade, certo? Então aquela pessoa que, teoricamente entre muitas aspas, não está gerando esse capital, ela não vai ser visada, consequentemente as as pessoas que vão cuidar dessas pessoas também não vai não vão querer se especializar, ter mercado de trabalho específico pra aquilo. Isso é 1 coisa cultural. Levando em consideração também que, tem envelhecimento populacional, é necessário que a gente comece cada vez mais implementar a educação em saúde, considerando que esse envelhecimento populacional ele é sim ponto chave, tanto de mercado de trabalho, quanto também de expansão nas especialidades multiprofissionais em saúde. Dessa forma, o profissional ele vai querer se especializar, ele vai querer atender esse público, e 1 vez que você começa a ter contato com esses pacientes em específicos, você vê o quão vasto e rico aquele paciente, aquela pessoa pode ser pra você. Particularmente eu atendi idosos durante 8 anos após a minha graduação, e só tive aprendizado. Cada dia era 1 experiência diferente, era 1 forma diferente de trabalhar com esses idosos, com essas pessoas idosas, e é imprescindível que isso também seja levado pras outras áreas, que isso também sejam levados pra residências. Esse é dos maiores, eu acredito eu, dos maiores, 1 das maiores dificuldades que a gente enfrenta, essa mudança cultural, essa mudança de mentalidade na sociedade de valorização da pessoa idosa e consequentemente também da valorização do mercado dessa pessoa que vai atender essa pessoa idosa. E é isso que a gente tem trabalhado dentro da diretoria de desenvolvimento, juntamente com a comissão nacional de residência médica, também buscando fazer essa revisão da matriz de competências regularmente, está sempre olhando pra que tanto o médico residente R1 quanto o médico residente R 2, têm em sua formação essa também essa parte de caráter de atendimento de 1 pessoa idosa, que a gente entende as peculiaridades, a gente tem de especificidade de cada pessoa no envelhecimento, só que isso precisa ser trabalhado também dentro da residência. E a Comissão Nacional de Residência Médica tem se debruçado sobre isso, tem trabalhado sobre isso, muito também em voga em relação ao que a a diretoria tem colocado, juntamente com a Secretaria de Educação Superior. Atualmente o que a gente entende de maior relevância, nesse sentido de dificuldade, é realmente essa essa mudança de mentalidade. O Ministério da Educação, juntamente com a diretoria, toda a coordenação de residências em saúde com a equipe técnica, ela se mantém aberta ao diálogo junto com as outras instituições, principalmente com o Ministério da Saúde, que é parceiro de primeira hora, com as entidades médicas também, pra que a gente continue fomentando e educando essas pessoas, assim valorizar a a pessoa idosa na sua totalidade. Muito obrigado. Muito obrigado ao Carlos Cardoso.

27 de nov, 15:53