Fabiano dos Santos

Fabiano dos Santos

Representante - CSP CONLUTAS NACIONAL

Últimos Discursos

27 de nov, 17:31

COMISSÃO DE LEGISLAÇÃO PARTICIPATIVA

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Mais 1 vez, eu acho que é muito importante fazer de fato registro de agradecimento aí às deputadas Erundina e a Erica Cockai pelo requerimento. Muito importante que esse requerimento tenha sido aprovado aqui nessa comissão e que tenhamos feito esse debate hoje. Eu quero finalizar trazendo 1 reflexão adicional, eu sou servidor da Justiça do Trabalho em São Paulo, né filiado inclusive ao ao Sintrajud, que é o nosso sindicato de lá, do qual eu já fui dirigente, sindicato filiado à cesp com lutas, e também a Fenajufe do qual também sou sou dirigente né que representa os trabalhadores aí do Judiciário federal, e dos ramos que a nossa federação representa o nosso sindicato, é justamente a Justiça Eleitoral. E a Justiça Eleitoral, nesse processo todo que nós estamos discutindo aqui inclusive de defesa do voto popular, ela tem papel fundamental. E todos e todas e todos aqui sabem o quanto ela foi duramente atacada no último período, e ainda assim, o nosso país consegue ter processo eleitoral, que por mais que a gente faça a reflexão né das das debilidades da nossa democracia, a gente pode olhar pro nosso sistema eleitoral e ver que ele não conseguiu ser questionado até hoje. E aí, eu quero trazer aqui 1 preocupação muito grande que faz parte dessa reflexão que a gente está fazendo aqui, que recentemente o Supremo Tribunal Federal ele julgou improcedente a DI 20 e 35, que questionava a possibilidade de flexibilização do regime jurídico único, e permitiu né a partir de agora está valendo qualquer tipo de contratação no serviço público. E aí eu quero trazer pra vocês a reflexão do que que significa sistema eleitoral como o nosso que hoje é tocado por servidores públicos estáveis que tem compromisso não com nenhum político, e sim com A00 estado brasileiro, né, são servidores de estado, né, não são têm estabilidade, não são sujeitos a perseguição EEE demissão, e o que que pode representar a gente precarizar essas relações de trabalho desses trabalhadores e trabalhadoras que garantem o funcionamento desse processo. É 1 reflexão que precisa ficar junto aqui com com as reflexões que já foram muito bem elaboradas inclusive na na nas falas da deputada Erundina, né das pessoas que contribuíram aqui também com o debate, e vamos ter que fazer profundamente essa reflexão do modelo de sociedade que nós precisamos e desejamos né que não é essa sociedade capitalista, precisamos construir 1 sociedade socialista e finalizar reafirmando Glauber fica e prisão para os golpistas sem anistia.

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27 de nov, 16:48

COMISSÃO DE LEGISLAÇÃO PARTICIPATIVA

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Todas a todos e todos que nos acompanham tanto aqui no no plenário quanto pela pela transmissão ao vivo. Esse aqui é momento sem dúvida muito importante né eu acho que essa discussão aqui ela vem em contexto de 1 série de situações que acontecem que provocam a necessidade de 1 reflexão sobre a nossa democracia. Eu acho que é importante a gente reconhecer os muitos avanços que nós tivemos a partir de lutas duras que a classe trabalhadora travou, mas é importante a gente reconhecer também que nós não vivemos efetivamente em 1 democracia plena. Não tem como a gente dizer que vivemos em 1 democracia plena quando a gente olha a desigualdade, quando a gente olha AA00 sofrimento que 1 parte da população experiencia no dia a dia, a opressão que setores da nossa sociedade sofrem cotidianamente, então temos muito ainda a superar pra se pra pra que possamos conquistar 1 1 democracia plena, e sabemos inclusive que o atual modelo de sociedade que nós temos não vai proporcionar essa essa democracia plena. Por isso, as nossas lutas continuam, as nossas lutas elas não chegaram a estágio terminal, ela nós estamos em processo contínuo de lutas que precisam avançar muito mais, mas a gente tem que lutar pra que não tenhamos retrocessos. E aí, fazer a discussão da defesa do voto popular é 1 questão central pra gente compreender o momento em que nós estamos. Momento em que essa essas falhas da nossa democracia, são escancaradas, e nos provocam a necessidade de fazermos 1 reflexão, e de percebermos que precisamos fazer lutas e enfrentamentos pra defender, ferrenhamente esses avanços que nós tivemos, e pra que a gente possa continuar avançando. Aí eu acho que não tem como a gente não discutir todo esse processo golpista em andamento, né? E e nós da CSP Conlutas temos 1 posição muito firme de que precisamos colocar na prisão os golpistas, né, que nós precisamos, sem anistia pra golpistas, e que a gente precisa né, superar esse processo, porque enquanto isso não acontecer, o processo está em curso, o processo golpista está em curso enquanto nós não colocarmos ponto final nesse processo golpista. E vejam bem, a gente não acha que é o fim desse processo que traga né punição pro pros golpistas, nós vamos estar já na na plena democracia, longe disso, mas nós vamos poder continuar lutando porque o que queriam era que nós não pudéssemos mais lutar, é isso é o que estava em jogo naquelas naquela tentativa de golpe do 8 de janeiro e agora com todos esses detalhes que tem vindo à tona e que fazem com que tenhamos 1 posição clara, temos cadeia pra Bolsonaro e pra todos os golpistas. Essa é 1 posição da nossa central que a gente traz aqui publicamente e fazemos a defesa e achamos que precisamos lutar por isso, né, porque não é apenas 1 1 mera questão de discurso, a gente precisa traduzir isso em lutas na nossa sociedade. E acho que 1 outra dimensão que que fica escancarada agora, que a gente já convive cotidianamente né, com que AAA gente vê por exemplo, vários elementos assim que demonstram o quanto que a nossa democracia não é tão democrática, por exemplo, em distribuição de fundo eleitoral, de tempo de televisão, aonde se criam cláusulas de barreira pra que quem está no poder permaneça e quem quer fazer 1 luta pelas demandas da classe trabalhadora, tenha muita dificuldade de chegar a a ocupar alguma posição dentro das nossas estruturas. E aí a gente vê a tentativa de se atacar mandato que se coloca a serviço das pautas, né? Quem acompanha o mandato do do deputado Glauber Braga sabe o quanto é mandato que se coloca de fato a serviço de demandas que são trazidas né, e de demandas populares, então isso é muito importante. E aí essa farsa é exposta novamente, porque quando mandato se coloca nessa defesa intransigente, se recusa a ceder ao processo de negociatas, se recusa AAA fazer, a a recuar frente posições duras que precisam ser tomadas e que que precisamos dar voz, inclusive nesse espaço aqui, é perseguido, estentase anular o mandato. Porque o que nós temos hoje em curso é 1 tentativa de anular mandato que está a serviço da classe trabalhadora, e isso nos dá também 1 perspectiva de luta que nós precisamos travar, porque não é possível que a gente vá aceitar que quando a a gente consegue traduzir as demandas da classe trabalhadora em mandato combativo, esse mandato seja anulado. Nós não podemos permitir isso, porque se isso, se essa moda pega, aí a o que nós vislumbramos hoje de democracia, que como eu falei não é 1 democracia plena, mas que nos dá rumo daquilo que nós precisamos perseguir, aí a gente está abrindo mão completamente dessa possibilidade. E aí a ditadura se instala sem o golpe, sem o golpe militar, sem o ela se se instala né por meio de de processos institucionais, né e a gente então tem que fazer enfrentamento muito duro a isso que está em curso. E aí nesse sentido a CSP Consultas também se coloca né, em em unidade inclusive com com todo mundo que estiver disposto a lutar pra fazer os enfrentamentos, e a gente acha inclusive que os enfrentamentos eles precisam olhar a realidade concreta, a gente vem né, já fizeram aqui apanhado 1 série de ataques que a classe trabalhadora vem sofrendo, né, na forma de diversas reformas trabalhistas, previdenciárias, e agora tentase fazer 1 reforma administrativa, tudo isso pra retirar direitos da população. E a gente acha que a única coisa que pode barrar essa onda de de retirada de direitos da classe trabalhadora é processo de luta, é processo de mobilização da nossa classe nas ruas, né, e que seja construído em unidade com absolutamente todo mundo que quiser lutar. Então a CSP com Lutas ela se coloca na na nessa defesa, né na na na a gente faz essa essa dura condenação a essas tentativas golpistas, fazemos a defesa muito firme do mandato do deputado Glauber, e nos colocamos numa posição de que nós temos que construir na nossa sociedade lutas concretas que enfrentem esses ataques. A gente viu recentemente 1 mobilização em torno do enfrentamento à escala 6 por buscando se estabelecer condições de vida pro trabalhador e pra trabalhadora, e nós achamos que essa luta tem que se traduzir de forma concreta. A gente acha que é muito importante as movimentações que foram feitas aqui dentro do Congresso Nacional, inclusive com a apresentação de 1 PEC, mas nós sabemos que elas não irão prosperar essas medidas se nós não tivermos processos de luta concretos, como agora por exemplo os trabalhadores da PepsiCo se colocam dispostos a fazer pra enfrentar concretamente com luta e mobilização esse sistema. Então, é isso companheiros e companheiras, eu acho que nós temos muito caminho de luta muito duro pela frente, temos que enfrentar o arcabouço fiscal, a tentativa de reforma administrativa, todas as retiradas de direito, precisamos enfrentar essas reformas nefastas que já foram realizadas, né, mas a gente precisa fazer isso com processo de mobilização, e não permitindo nenhum retrocesso nessa trajetória. E é por esse motivo que a gente fala com muita segurança aqui, que Glauber fica e falamos também que precisamos de prisão pra Bolsonaro e todos os golpistas. É isso e vamos à luta.

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