
A todas e a todos, é prazer estar aqui, cumprimento o Marciano, e em nome dele o restante da mesa dos meus colegas de militância arquivista. Ele ele me provocou, falando assim, você, você não vai falar sobre Botafogo né? Eu eu eu eu, ainda eu ia poupálos né? Oi? Então, aí eu estava ouvindo o Alex, eu falei assim o Alex deve falei pra Layla, o Alex deve ser Botafoguense porque está gritando está rouco né? Devia ter deve ter gritado muito. E eu sou torcedor que eu sofria em silêncio, e continuo agora não sofrendo, mas comemorando em silêncio então eu sou silencioso nas minhas comemorações e nas minhas decepções então, fica aqui 000 registro. Mas assim, eu estive aqui no na, quando vocês abriram esse ciclo inclusive quero fazer 1 crítica sobre o o título do do do evento, né? Que é exatamente o termo ciclo. Eu, eu sou da área de representação e organização da informação então, eu fico muito atento a ao nome, né, da das coisas né? E eu lembro de de filme que vocês devem ter assistido, chamado Na Natureza Selvagem. Vocês assistiram? Assim não? E na 1 das últimas passagens desse filme, falava assim, que ele acaba comendo 1 planta venenosa, e e ele e e esse rapaz ele tinha dado nome pra ele e tinha trocado o nome dele, não é? E aí ele, lendo livro ele descobriu que que que as coisas deveriam ser chamadas pelos nomes que elas têm. E aí, assim ciclo não é bom nome pra o que acontece, o que está acontecendo e o que vai acontecer. Por quê? Aí eu lembro de outro, de 1 outra preocupação que eu, eu sempre tive essa preocupação de ficar vendo, o nome e se aquele nome fazia referência ao conteúdo né? E aí eu assisti outro filme que é filme, é tem título maravilhoso. Só pra vocês terem ideia, 1 vez eu vi o nome de 1 funerária, Alegria alegria, no não corresponde com o conteúdo daquilo né então essa essa só esse tipo de preocupação que eu estava, e aí eu tenho filme que passa que passa na sessão da tarde, filme horroroso, mas é o título mais bonito que eu já vi de filme, que se chama O Primeiro Ano do Resta das Nossas Vidas. Vocês devem ter assistido que alguém em algum momento ficou na sessão da tarde assistindo essas essas esses besteiróis né? Então assim, eu digo deveria se chamar o primeiro ciclo do resto das nossas vidas né? E como fica estranho, eu sugiro aí pra fazer 1 analogia, com debate na área entre modelos de gestão de de de de fundamentação de gestão de documentos, que é o ciclo de vidro E0E0 recordes contínuo, eu sugiro contínuo de debate sobre preservação, ficaria melhor. Não, isso é brincadeira tá? É só pra, não mas não é, é 1 sugestão, mas aí eu queria, eu eu sempre chamo atenção, em relação quando se fala de preservação, nós sempre estamos nadando contra a corrente, não é? Porque filosoficamente, nossa época é 1 época de coisas líquidas, e não de de descartes, e não de preservação. Então toda vez que a gente lida com preservação, a gente já tem, a gente já já parte perdendo de de 7 a não é? Por quê? Porque a sociedade está está está montada, está organizada para a substituição, e não pra preservação. Então assim, o que torna o o trabalho e a proposta de modelo de preservação fundamental pra área. E aí eu gostaria de destacar, e e até fazendo 1 homenagem, a Câmara dos Deputados já já teve 1 grande contribuição pra arquivologia no Brasil, que foi AAA instituição da metodologia de levantamento da produção documental, capitaneado pela dona pela dona Nilza Teixeira Soares. Foi 1 grande contribuição que já deu porque era 1 metodologia inovadora na época, né? E até hoje né? Ela é ela é base, eu trabalho né? Tomando como base esse essa metodologia e hoje nós temos aqui o modelo sendo consolidado que também pode transformar a realidade da arquivologia no Brasil. Então, esse esse esse é registro que eu gostaria de deixar aqui pra vocês, né, da importância, né, eu eu equiparo esse modelo com essa metodologia da década de acho que 80, final de 70, a Vânia está aqui, talvez consiga, mas é isso, 70 80 né? Mais ou menos. Então assim, eu equiparo no mesmo no mesmo patamar. Outro desafio importante que eu que a gente precisa discutir, é que nós temos hoje se falou aqui de grandes volumes documentários, e nós temos grandes volumes documentários sendo sendo produzidos dentro dos sistemas de negócio, não é? E e há 2 modelos né de se trabalhar, trazendo sistemas de negócio pra dentro do sistema de gestão de documentos, e o outro que é levando o sistema de de gestão de documentos pra pra dentro do sistema de negócio. Então isso a gente precisa encontrar aí qual é o melhor caminho, né? Né? Isso é 1 questão que que que é importante, né, que a gente vai precisar debater. E eu gostaria de citar também, Marcelo, artigo, o título de artigo, ah de 1 australiana foi publicado aqui na revista Acervo em 2015, que o título do artigo é o seguinte, fazer o mesmo não vai funcionar, entendeu? Então em que ela discute na Austrália a passagem do recorde manual pro recorde digital. Record Keeping não dá pra fazer 1 tradução exata pra gestão de documentos, tá? Mas é a gestão de documentos mais a administração de arquivos, está bom? Os canadenses tentaram fazer isso mas com outras bases, com a artística integrada, mas ali tem tem outros conceitos que que que estão presentes. Então, o mundo digital, ele tem demonstrado que fazer mais do mesmo, não servirá pra avançarmos. Tanta citação quanto o título revelam a necessidade de reinvenção, de inovação, de monitoramento contínuo e de repensar constante da nossa teoria e da nossa prática. E aí eu também cito aqui outro australiano que eu tenho lido muito, tenho gostado muito, chama Adrien Kunningham. E ele entende que a teoria arquivista é marcada pela rigidez na aplicação de ideias específicas. Para ele, embora conhecimento profundo da teoria, da prática e da história, de nossa disciplina seja essencial, a tendência de operacionalizar esse conhecimento como regras rígidas e certezas implacáveis, muitas vezes restringe a inovação, e o questionamento e nos cega para as oportunidades e realidades atuais. Então e aí a a Julie Maclo também faz ela fala de fala de problemas perversos né? E o problema da preservação digital é problema perverso. O que e o que a gente precisa é transformálo num problema simples, não é? Isso. Então, eu considero que vocês, vencerem esses problemas com esse modelo, E e assim só tenho a a parabenizar. E aí, o o Hélio falou sobre a questão, 1 desafio de da de usar inteligência artificial na classificação, nesses grandes volumes documentários a gente precisa lançar mão de de de 1 maior sofisticação nos no nosso instrumental. E aí só pra deixar claro assim, na academia a gente não está, desatento a essa questão, tanto que eu acabo de orientar 1 menina que que construiu algoritmo a partir de 1 de de treinamento desse algoritmo, com 1 documentação classificada, ela treinou esse algoritmo, com 1 classificação já já classificada, e aplicou numa documentação que não estava classificada. O índice de acerto foi de 95 por 100. Então é muito alto, ou seja, o que significa? Ela, claro que ela fez num num numa mostra pequena, controlada e tal. E agora eu estou orientando rapaz na na, rapaz é modo de dizer tá? Que ele está ele está trabalhando com a construção de algoritmo que vai vai interpretar o documento pra poder classificálo, entendeu? Então é 1 outra é 1 outra linha de de de pensamento. Então assim, só queria deixar pra vocês assim, nós estamos atentos a essas a essas necessidades e eu acho que é o grande papel da da da universidade, não é? Oferecer soluções, né? Ou metodologias pra que a gente possa intervir na na realidade e aí, tem a ver com a nossa própria área, a nossa área é 1 área aplicada, ou seja, nós temos problemas e precisamos resolver esses problemas. Então, eu acredito que a gente tenha dado, tenha dado algumas contribuições, talvez não do tamanho né que a gente vê hoje na câmara mas, pra que a gente consiga resolver essas questões que estão aí, né sendo colocadas pela realidade não é? E a realidade é muito maior do que aquela que a gente vê né então assim se a gente bobear ela atropela a gente né? Então, fica aqui então parabéns, eu fico eu fico feliz de estar aqui na na no encerramento desse ciclo que eu critico, né? Porque eu acho que é contínuo, né, de debates porque esse debate não não não se não se encerra aqui, e não vai se encerrar no próximo ano nem no ano seguinte porque, como alguém disse agora não não lembro exatamente quem foi, a cada momento a gente está sendo atropelado por novas novas tecnologias, novas novos formatos, e a gente vai ter que estar, e eu acho que a única do jeito que tem a gente tem que também às vezes se antecipar pouco né? Ao problema, antes de né? Então fica aqui meu agradecimento, a honra de estar aqui presente nessa mesa, com arquivistas tão famosos, não é? Eu não sou arquivista do o o Zé Raimundo, é é, mas eu eu não não sou, mas isso não não não vejo não é 1 falha de caráter tá? É 1 é só 1 trajetória de formação, está bom? Então abraço a a todos e a todos e obrigado novamente.
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