PLENÁRIO
Sobre o Evento
Reunião do plenário com troca de presidências e participação ativa de deputados em breves comunicações e votação.
Deputado
8 minutos. 8 minutos. Deputado Bom Gás, o que é essencial e o que é estratégico, é a educação, é a alimentação. Quem faz isso é o setor privado. O setor público não faz. Mas eu não vim aqui discutir eficiência do setor público com o setor privado. Que eu tenho certeza que quando se procura saúde, educação pra matricular os filhos, quem pode vai pro setor privado. Mas eu vim aqui falar de 1 coisa muito importante. Mas será que eu posso falar? Outra coisa, também não posso falar isso. Deputado Gilberto, você teve 100 e mais de 130000 votos na Paraíba. Quase 130000 votos. Meu colega Marcel Van Haten teve mais de 250 e 50000 votos. E eu fico pensando, eles vieram aqui na tribuna, independente do que falaram, agora são indiciados, indiciados. Eu fico pensando, deputado que está prestando atenção, cada de vocês, o que gostaria de dizer, mas tem receio de dizer? O que cada de vocês gostaria de denunciar, falar, mas tem medo de falar? Porque existe perigo real, 1 ameaça, que esse é o grande perigo da censura. É 1 ameaça para todos os outros. E na cabeça do sensor, é por isso, que a censura é feita, porque ele quer dar 1 lição, aviso, 1 ameaça aos outros. O que é muito triste. Quantas coisas que os parlamentares gostariam de falar, mas por medo não falam. E aí nós temos mais de 130000 do cabo Gilberto, mais de 250000 do Marcel, que apesar de elegerem o representante para ser a sua voz do congresso, daqui em diante talvez não falem tudo o que pensam, por medo, por receio. Ah mas Gilson, o Brasil são 220000000 de pessoas. Você está falando de número muito pequeno. Não é pequeno, porque o direito que está sendo tirado, não é do Gilberto, não é do Marcel, é de todos os brasileiros escutarem entenderem, saberem, qual é a opinião do seu representante. No caso do Marcel, ele fez 1 denúncia. Não se pode mais fazer denúncia. Não se pode mais falar de fatos hipotéticos que precisam ser fiscalizados? Então os deputados não vão mais denunciar, pedir fiscalização, porque senão serão eles os fiscalizados e os denunciados? Será que é esse o o país que nós vivemos? E existe 1 escala, muito triste, de que esse parlamento, e o Brasil deixou acontecer. Primeiro, foi 1 capa de 1 revista. Ah, mas é só 1 capa de 1 revista. Depois é o cidadão comum, o jornalista que é censurado. Ah, mas ele falou besteira. Depois é o deputado fazendo tweet. Depois corta a rede social de deputado. E a escadaria não para. Não, mas vai ser controlada, é só dessa vez. É só em época de eleição. Depois, cancela a rede social inteira. Depois, o deputado não pode falar. Depois dele trabalhando na tribuna é indiciado. Historicamente essa tribuna aqui ela funciona como escudo. O cabo Gilberto e o deputado Marcel estavam trabalhando. Pedir para eles não falar é pedir pra eles não trabalhar. Ah Gilson mas você concorda tudo que o Marcel e o Gilberto falam? Claro que não. Não concordo com tudo. Nem com a forma, nem com o mérito, mas isso pouco importa. Porque ainda que se fala besteira, os eleitores e os brasileiros precisam saber como seu representante e os deputados pensam. Inclusive porque isso é importante em cada sistema democrático eleitoral. Porque, se o parlamentar sobe aqui e fala besteira, fala coisas asquerosas, isso pode ser publicitado, pode ser contratado, pode ser repudiado. Se você proíbe o parlamentar de dizer o que pensa, como vamos saber o que ele pensa? Como vamos saber se podemos ou não podemos votar nele? Nós precisamos recuperar Estado onde se respeita a lei, o devido e 3, ele não admite qualquer tipo de flexibilização interpretativa. Nós temos na quarta série, olha eu sou da época do Aurélio, o artigo 53 utiliza 2 palavras que se chama, inviolável e quaisquers. E são palavras do vocabulário simples. Como que alguém vai relativizar, dar contexto ou 1 interpretação diferente para 2 palavras que constam no Aurélio e na constituição federal. Se nós admitirmos isso, nós estamos admitindo a interpretação de qualquer lei aprovada pelo Congresso. Porque o português não tem mais validade. Qualquer lei pode ser relativizada, pode ser flexibilizada. É isso que nós queremos. Ou nós queremos segurança jurídica? Ou nós queremos a ordem, a aplicação da lei? Ainda que não se concorde com ela. Eu não concordo com inúmeras legislações. Eu não concordo com o crime de descaminho por exemplo. Eu não acho que alguém que traz videogame do Paraguai deva ser preso, mas está na lei. Está na lei. Precisa ser respeitado. Agora, você criar 1 inovação, tanto legislativa, jurisprudencial, afetando o trabalho alheio, fazendo 1 interpretação até do português, é inviável. Quem serão as pessoas que irão concorrer? E essas pessoas se ganharem vão falar o quê? Todo o meu repúdio a esses indiciamentos, que, além de comprometer o nosso trabalho dos parlamentares, retira o dinheiro dos cidadãos e des o objetivo principal da própria polícia, do próprio judiciário, do dos próprios órgãos acusadores que deveriam estar tratando de algo muito mais importante. Olhem quantos mandados de prisão em aberto. Olha a quantidade de tráfico de drogas e estupros e crimes violentos. Será que todo esse arcabouço jurídico estatal de profissionais precisam estar dedicados e focados para. Indiciar o que ou outro deputado fala na tribuna, se é tão errado, se é tão ruim, ele vai sofrer as consequências das besteiras que fala. É sim, sempre foi assim. Em virtude disso, presidente. Obrigado pela gentileza presidente, obrigado.




