COMISSÃO DE SAÚDE

10 dez. 2024 11:16 às 14:57

Sobre o Evento

Comissão de Saúde discute políticas para doenças raras e autismo com diversas autoridades e especialistas. Reunião aborda diagnósticos e intervenções.

#21
Professora e pesquisadora Flávia Marçal
Flávia Marçal

Professora e pesquisadora

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Eu eu penso também doutora que 1 coisa importante, é sempre além de toda essa questão da análise do comportamento que é 1 prática baseada em evidência mas nós temos outras práticas baseadas evidências, por exemplo como a integração sensorial que já tem reconhecimento técnico. Então é claro que a gente fala muito da análise do comportamento porque o conjunto de evidências levam a a questão da análise do comportamento mas é sempre importante também lembrar que independente da prática baseada em evidência que seja escolhida tanto pela família quanto pelo usuário né se ele tiver condições de manifestação à vontade, e pelo profissional, sempre é importante que haja planejamento terapêutico singular, então esse é ponto isso está previsto na legislação é direito de todo paciente, então é muito importante que esse esse plano terapêutico singular ele seja apresentado pra família pro usuário, porque independente de qualquer linha que você siga, se você não tem esse plano terapêutico singular, se você não tem planejamento de como vai ser aquela intervenção terapêutica, muito dificilmente você vai ter resultado e vai conseguir fazer esse acompanhamento então, aqui é 1 dica até anterior né? Independente da prática baseada que seja em evidências que seja escolhida, é muito importante que essa prática ela venha a partir de plano terapêutico a partir de estudo de caso, né 1 avaliação que sempre considera esse outro ponto importantíssimo, que eu sempre falo, lei brasileira de inclusão que trata das necessidades habilidades e potencialidades eu falo isso em todas as palestras, porque a gente continua percebendo muitos profissionais que quando entregam plano terapêutico só falam tudo aquilo que aquela criança ou que aquele adolescente ou aquele adulto com autismo não vai fazer, né? E muitas vezes não conseguem enxergar que as pessoas com autismo também têm habilidades e também têm potencialidades assim como todas as pessoas com deficiência, então todas essas bases que eu estou falando também tem fundamento legal eu sou 1 advogada eu não sou profissional da área da saúde nem da educação, então eu sou 1 advogada então todos esses fundamentos vocês vão encontrar na legislação brasileira como direitos das pessoas com deficiência em relação às intervenções terapêuticas.

10 de dez, 15:19