COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA E DE CIDADANIA

24 set. 2025 07:48 às 11:30

Sobre o Evento

Depoimento da deputada Carla Zambelli na Comissão de Constituição e Justiça, com debates entre diversos deputados.

Status
Concluído
ID: 79322Total: 129 discursos
#81
Deputado Paulo Azi
Paulo Azi

Deputado

Transcrição automática

Um abraço ao Zucco. Bom, em relação às perguntas, primeiro que até agora eles não apresentaram prova alguma, a única prova que eles apresentaram foi a palavra do Delgatti contra a minha. Eu acho que começou o problema todo com o bloqueio das redes, medidas extremas que eles tomaram. Quando que foi que eu percebi mesmo essa perseguição? Quando, acho que foi o Zú que perguntou isso, foi. Foi quando eles começaram essas medidas extremas. Só que esse dia que eles mandaram eu pedir desculpas no Facebook, o Instagram nem era uma rede muito conhecida. E no pânico você não vê mais essa entrevista minha, ela foi deletada do pânico. Você não vê mais esse vídeo em que eu falo que ele foi advogado. das vans do PCC. Então, ali eu pensei que eu estava lidando com uma pessoa que era um bandido. Em relação a ser responsável financeiro da minha família, eu era a base da família. Meu irmão é deputado estadual, hoje ele está, graças a Deus, ele está cuidando do meu pai, da minha mãe, do meu filho. Mas isso porque eu tenho a sorte de ter um irmão deputado estadual, mas se eu não tivesse, foi tirado tudo, né? Assim, eu pedia, eu pedia, eu nem sabia que eu pedindo licença eu teria que sair do apartamento, mas eu perdi o apartamento, eu perdi o salário, não porque eu pedi licença, mas porque ele bloqueou, né? Então, mesmo que eu não tivesse pedido licença, eu teria o salário bloqueado. Eu tinha a vaquinha que ele bloqueou, ele deve ter bloqueado mais de 100 mil reais a minha vaquinha, porque as pessoas estavam me ajudando via Pix, e ele bloqueou todo esse dinheiro. Eu até pedi para as pessoas pararem de depositar. Eu consegui vir para cá graças à vaquinha que eu tinha pego, que eu já tinha tirado, mas ele tirou mais de 100 mil reais. E o Luar Ginaldo era também uma força financeira para mim, porque ele era secretário de segurança de uma cidade e está aposentado, está na reserva, na verdade. Ele não gosta de falar aposentado, está na reserva. Então, com esse valor, a gente se mantinha, mesmo que eu perdesse os meus direitos. Então, a gente estava meio tranquilo de que, vindo para cá, a gente teria o apoio do... Quando ele bloqueou... o dinheiro do meu marido também, aí a gente ficou, graças a Deus, a gente já estava com aluguel pago, mas a gente teve amigos, fizeram uma outra vaquinha, e aí, graças a Deus, a gente conseguiu pagar mais uma parte do advogado, porque a gente não pagou o advogado inteiro ainda. Para vocês terem uma ideia, o governo brasileiro está pagando esses 220 mil, que eu não sei se é euros ou reais. Que se for reais já é alto, né? Se for euros, então, aí passa de um milhão de reais. Com o dinheiro nosso. E o médico também, ele fala com o dinheiro nosso. Pompeu, eu sempre tive muito respeito por você. Você é uma pessoa de esquerda que eu sempre conversei. Houve, tem várias outras pessoas, tem vários outros deputados, ativistas, etc. De esquerda com quem eu converso. A minha irmã é de esquerda. Eu não tenho problema com pessoas de esquerda. Eu tenho problema com mal-caratismo. Eu tenho problema com bandidagem. Eu acho que essa polarização que está acontecendo foi necessária para a população acordar, porque só se falava de pão e circo. Você é um deputado antigo, né? E você sabe que até poucos anos atrás ninguém acompanhava. o seu trabalho de perto, como está acompanhando agora. Tenho certeza que pessoas param você na rua para dizer, eu acompanho você. Antigamente não tinha isso. Você me perguntou, você falou que mais briguei do que lutou. Pode ser, porque realmente não tem muita regra, principalmente lutar contra uma pessoa que tem muito mais poder que você. Eu lutei muito contra alguns ministros do Supremo Tribunal Federal. que não segue regras nenhuma, que dá prisão preventiva, sendo que não está na Constituição, que prende um deputado como Daniel Silveira, num vídeo, ou seja, é uma prova eterna, o vídeo, com crimes que não aconteceram, enfim. Por exemplo, eu... Você falou que ia fazer pontes, né? Eu sempre fiz muitas janelas, muitas pontes. Eu saí de zero pessoas para hoje, eu tenho mais de 11 milhões de pessoas na minha rede social, dentro e fora do Brasil. Onde eu vou no Brasil querem tirar foto comigo, então eu acho que eu abri muitas janelas, fiz muitas pontes. Fiz pontes com direita, com esquerda, com centro. Quando eu acho que é para governar, para fazer a coisa certa, não interessa com quem sabe fazer. Se a coisa é certa, pode ser com a esquerda, pode ser com a direita. Mas, assim, o que acontece? Não dá para negociar, por exemplo, com o ministro do STF, que vai no comando vermelho, sem segurança praticamente, e fala com o comando vermelho. Isso daí não é briga. Não existe regra nessa briga. Isso é uma luta que a gente tem contra o comunismo. Por que eu escolhi a Itália? Quando eu fui para os Estados Unidos, eu fui fazendo um tratamento, porque eu tenho várias doenças raras, que, inclusive, acho que estão aí nos arquivos, vocês podem ver. Eu escolhi a Itália porque, quando eu estava nos Estados Unidos, eu pensei em pedir asilo. Por que eu falei que estava fora? Porque eu tinha saído do Brasil várias vezes. Se vocês forem ver, vocês devem ter acesso a isso. Eu fui para a Coreia, acho que 20 dias antes. Fui num evento representar o Brasil num evento mundial de 194 países. E eu sempre fui de avião e tal, normal. Dessa vez, eu acabei falando que eu estava nos Estados Unidos e que eu ia pedir licença e sair, porque eu soube que ele não ia aceitar o meu recurso e que ele ia transitar em julgado o meu caso. Eu soube por amigos isso e foi o que ele fez. Ele não aceitou recurso e está em julgado. E aí eu pensei, bom, eu estou aqui nos Estados Unidos por causa de um tratamento de saúde, que inclusive estava indo muito bem nos primeiros dois meses que eu fiquei aqui. Mas aqui na prisão eu não posso trazer os meus remédios. Eu tenho que tomar o remédio da prisão e está piorando muito o meu caso. Muito mesmo, onde eu não consegui andar praticamente. Eu escolhi a Itália porque eu sou cidadã italiana. Lá nos Estados Unidos, quando chegasse no ponto... Eu pedi asilo, né? E pediria asilo. No dia seguinte que eu falei que estava lá, que me deu prisão preventiva, eu pediria asilo. Eles me dariam um asilo, porque é automático lá. Você não fica presa com asilo nem nada. Só que depois, quando fosse para ir para a corte, para demonstrar o porquê do asilo, eles iam perguntar, mas por que você não foi para a Itália, ao invés de vir para cá, já que seu segundo país é a Itália? Quando eu soube disso, que eu não poderia escolher os Estados Unidos, porque eu tinha uma segunda pátria, que é a Itália, aí eu vim para cá porque eu imaginei que aqui eu estaria, pelo menos, segura com relação ao Alexandre de Moraes, que, inclusive, já veio aqui, já foi até o ministro da Justiça, assim como Gilmar Mendes também já esteve aqui e tentou reunião com o ministro da Justiça. Eles estão tentando, não só através da embaixada, mas os ministros estão vindo aqui e estão visitando o governo italiano para tentar me estragitar. Não cumpro prisão na Itália. O que está acontecendo agora é esse processo aí, para ver se foi legal ou ilegal, no sentido de que mantenha ou não a condenação. Desculpa o português, faz tempo que eu não estou falando português. E na Itália, eles estão vendo se o processo foi legal ou ilegal. Se foi ilegal, e a gente tem pelo menos sete pontos de ilegalidade no processo, que a gente já citou aqui, não vou ficar me repetindo, eu sou uma pessoa livre aqui na Itália. A prisão, na verdade, é só para garantir... A não fuga, porque a embaixada brasileira, esse advogado, etc., eles colocaram vários empecilhos para dizerem que eu posso fugir, mas eu não quero fugir daqui. Aqui está a minha esperança, né? Em relação ao ASTF, Pompeu, o ônus da prova não é meu, né? Eu acho que, eu vi que você, por exemplo, na primeira vez, você foi o único que participou das sessões. Teve uma vez que foi por celular, que eu acho que você não conseguiu assistir tudo. O único que eu digo da esquerda, tá? Perdão. No STF, eles me colocaram como culpada sem nenhuma prova. E o ônus da prova não é meu. Eu não preciso provar que eu sou inocente. Eu só preciso ser inocente e não ter nenhuma prova contra mim. Eu tenho uma prova pós-facto. E tem uma pessoa que é um maluco, que mente muito, né? Mentiroso, já até a Polícia Federal chama ele de mentiroso com o Tomás, falando que eu estou culpada. Em relação a outra oportunidade, Pompeu, se eu pudesse voltar no dia em que eu estava um dia antes da eleição, eu estava almoçando com o meu filho, e que cinco homens me... começaram a cuspir em mim, me xingar e etc. E aquele dia tinha um policial comigo, o policial caiu no chão e disparou a arma. Quando eu, naquela confusão, eu estava perto do meu filho, que tinha 14 anos na época. Eu peguei e olhei para o meu filho para ver se o tiro foi nele. Não tinha sido nele. Aí eu olhei e vi o policial caído no chão. E eu achei que o policial tinha sido atingido. E aí foi quando eu saquei minha arma para garantir que aquela pessoa fosse presa, caso ele tivesse atirado no policial. Eu fiz isso de acordo com o código 301, 302 do Código de Processo Penal, que qualquer um do povo pode prender alguém em flagrante delito, que esteja em flagrante delito. Isso eu estou falando de memória, deve ter mais coisa. Aquele dia... Eu não cometi nenhum crime, porque minha arma, eu tinha porte de arma federal, eu não estava perto de nenhuma escola, e aquele homem cometeu um crime político contra uma mulher. Cuspiram na minha cara, me jogaram no chão, xingaram meu filho, me chamaram de prostituta. Aquilo é violência política. Se fosse uma mulher da esquerda, todo mundo colocaria ela como vítima. A polícia do estado de São Paulo me colocou como vítima. Eu não sei por que nem como, aliás... O Alexandre Talhaferro explicou como o Alexandre de Moraes pediu um relatório sobre isso e ia levar para ele, ele ia puxar para ele. Como ele não pôde puxar para ele, o Gilmar Mendes puxou para ele o processo, dizendo que o processo era eu como deputada, não estava como deputada naquele momento, estava almoçando com meu filho um dia antes da eleição, porque no dia seguinte eu tinha que votar. Mas se eu pudesse votar atrás, eu ficaria no hotel. almoçando com o meu filho, não participaria daquilo. Isso você pode ter certeza, porque é um dos meus grandes arrependimentos da vida, eu sinto uma culpa muito grande, principalmente depois de ouvir o presidente cogitar de que isso poderia ter sido culpa minha, a perda da eleição, apesar de que eu acho que não foi, eu acho que foi o que o Taneiro Ferro falou, mas eu reveria meu comportamento. Em relação ao coronel Meira, Realmente, Delgate é figura central. Ele foi a pessoa que derrubou a Lava Jato, praticamente, e ele disse para mim sim, eu já respondi essa pergunta, acho que foi para o meu advogado, ele estava com raiva porque o Lula não tinha pedido, não tinha dito obrigado para ele, não tinha dado nenhum dinheiro para ele, então ele queria se vingar. E, na verdade, ele não falava tanto em se vingar, ele falava mais em se redimir, é diferente. Ele usou muitas vezes a palavra redimir. Na CPMI, ele ficou logado durante vários anos. Ele disse que ele desfez o ano em que ele logou no CNJ, mas na verdade ele estava logado no CNJ desde 2020. Então, assim, isso foi muito antes de eu saber. Outra coisa, o crime que ele cometeu foi em janeiro de 2023. Ali, mesmo que eu tivesse dado uma ordem para ele, não serviria mais de nada, porque o Lula já estava na eleição, já tinha ganho. Eu fui a primeira deputada a escrever que eu faria tudo para ser oposição a Lula. Então, assim, já não tinha mais sentido. Ele fez porque ele quis fazer, ele fez da cabeça dele. E o próprio advogado falou isso numa entrevista, de que ele gostava de fazer as coisas e mostrar que fez. Só que eu acredito que ele fez um acordo com alguém para dizer que eu, e eu acredito que essa pessoa tenha sido Alexandre de Moraes, para dizer que eu fui a mandante porque o Alexandre de Moraes nunca conseguiu nada. Ele abriu minhas contas quatro vezes. Meu fiscal bancário, telemático, telefônico, ele abriu quatro vezes meus sigilos e nunca encontrou nada. Ele precisava de um outro crime e ele queria um crime. que desse para colocar na Interpol. Então, ele colocou um crime de invasão com perda financeira, sendo que nunca teve perda financeira em algum lugar, presidente. Agradeço. Por favor, deputado.

24 de set, 12:44