PLENÁRIO
Sobre o Evento
O evento concentrou-se na condução dos trabalhos legislativos, priorizando a tramitação da ordem do dia após os trâmites regimentais iniciais.
Deputado
O governador Jerônimo Rodrigues diz que a Bahia é a terra da paz. Eu queria viver na terra da Gerolândia, o estado do governador da Bahia. Mas a realidade, senhor presidente, não tem filtro. Enquanto a propaganda cresce, a base desmorona. São mais de 100 mil assassinatos em quase 20 anos de PT na Bahia. 22 facções criminosas disputando territórios. Todos os dias o que vemos, senhor presidente, senhoras e senhores, é rajada de tiro no bairro da Mata Escura. é roubo no bairro da Graça. é execução no bairro da plataforma. É ônibus pegando fogo em plena Manuel Dias, em plena luz do dia. É policial, senhor presidente, sendo morto, sendo caçado todos os dias. O ano mau começou e já tivemos policiais, dezenas de policiais feridos. viaturas alvejadas e policiais mortos. Hoje, infelizmente, o cabo Glauber Rosa, de 42 anos, foi assassinado com um tiro na cabeça, um tiro de fuzil disparado por um membro da facção criminosa Comando Vermelho. O policial deixou duas filhas, uma delas de 8 anos que acabou de fazer aniversário. que agora vai crescer sabendo que a farda não foi suficiente para proteger o seu pai. Sr. Presidente, segundo informações, este criminoso do Comando Vermelho estava utilizando um fuzil inclusive com telescópio. imagem, imaginem, a Bahia hoje, um policial mais grave do que isso, é punido por trabalhar, por produzir, há relatos constantes de policiais que estão sendo alvo de processos não por cometer falhas, mas por dar resultado, por ser proativo, por combater o crime... E o recado, senhor presidente, é claro, produza menos, confronte menos, apareça menos. Governador Jerônimo vinde a farsa da redução da letalidade policial, mas esconde a verdade. O que está sendo reduzido é a autoridade da polícia. Isso não é política de segurança pública, isso é engenharia da covardia institucional. Hoje o policial sai para a rua sabendo de uma coisa, se agir... será investigado. Se hesitar, pode morrer. O governo vigia o dedo do policial no gatilho, enquanto fecha os olhos para o dedo do criminoso. Criminosos avançam, polícia recua e o caixão fecha. Governador, cada policial morto não é fatalidade, é responsabilidade direta de quem desmontou a autoridade do Estado. O Estado da Bahia hoje parece mais preocupado em reduzir a letalidade policial. do que proteger àqueles que deveriam proteger a sociedade. Lamentava, senhor presidente.




