COMISSÃO ESPECIAL SOBRE TRANSIÇÃO ENERGÉTICA E PRODUÇÃO DE HIDROGÊNIO VERDE

25 fev. 2026 14:06 às 19:01

Sobre o Evento

A comissão debateu estratégias para a transição energética e o desenvolvimento do hidrogênio verde, focando na construção de uma proposta legislativa coletiva e aprimorada pelo consenso parlamentar.

Status
Concluído
ID: 81025Total: 51 discursos
#30
Presidente da Associação Brasileira da Indústria do Hidrogênio Verde - ABIHV - Associação Brasileira da Indústria do Hidrogênio Verde - ABIHV Luis Viga
Luis Viga

Presidente da Associação Brasileira da Indústria do Hidrogênio Verde - ABIHV - Associação Brasileira da Indústria do Hidrogênio Verde - ABIHV

Transcrição automática

Boa tarde a todos. Muito obrigado, deputado Arnaldo Jardim, à comissão do biocombustível, por convidar aqui a... Associação Brasileira de Hidrogênio Verde. que tem uma... Uma afinidade enorme, na verdade, faz parte dessa nossa solução de transição energética. Fico muito feliz em escutar, deputado, e poder apoiar os biocombustíveis. E o hidrogênio verde, além de ser um irmão, além de ser consumidor, provavelmente fornecedor também, ele está engajado nesse portfólio de soluções que o Brasil tem para oferecer no mundo. Então, quando a gente olha aqui o biocombustível hidrogênio verde, eu digo que o hidrogênio verde é pop também, e está com agro aqui para a gente trabalhar nessas soluções. E Somos gostei muito também do que... O deputado falou anteriormente que somos parte de uma engrenagem. O biocombustível vai estar fornecendo para o marítimo, para a aviação, o hidrogênio verde vai estar junto nisso também, como consumidor. O CO2 biogênico aqui que se falou do ISAF, do imetanol, o hidrogênio verde pode ser um grande consumidor. O hidrogênio verde, enquanto minha apresentação não aparece, o hidrogênio verde pode ser um fornecedor também de fertilizantes. Hoje, os nossos fertilizantes nitrogenados, como vocês sabem muito bem, 90% são importados. importados de zonas em conflito. complexas Então, o hidrogênio verde... é uma promessa para o futuro, para fornecer fertilizantes a preços competitivos. Então, hoje, a gente tem dentro do portfólio da BIO, da Associação Brasileira da Indústria de Hidrogênio Verde, um projeto em Minas Gerais, tratando justamente de fertilizantes. É um projeto que está recebendo apoio, está dentro do PAC, está dentro de vários, do BIP, junto com o BNDES e o Ministério da Fazenda. que está recebendo vários incentivos e estruturações para poder ser viável e fornecer fertilizante aqui no Brasil, just in time. Quer dizer, você não precisa mais esperar ou ter um planejamento muito grande de fertilizante. Enquanto a apresentação não chega, eu vou falando. Imetanol, foi falado aqui do imetanol também. Temos um projeto em Pernambuco. Esses projetos, aliás, são projetos industriais de grande escala. A gente está falando de projetos de bilhões de reais de investimento. Se pegar assim no tamanho do Brasil, a gente tem uma carteira já de projetos com investimentos que chegam a impactar o PIB até 2030 em 200 bilhões de reais. com necessidade de energia elétrica, de renováveis... de 10 de eletrólise e 30 gigawatts, até de 30 gigawatts renováveis. Então, para você ter ideia, cada gigawatt renovável é um bilhão de dólares, mais ou menos, de investimento. Eu gostei muito aqui, quando falou da diferença do petróleo e do agronegócio, que isso daí leva... não só o desenvolvimento em várias regiões, como é o caso do hidrogênio também, em regiões não atendidas. Então, tem um desenvolvimento social quando a gente olha no hidrogênio verde, porque vem das renováveis. Então, você está falando de gente que antes capinava no interior do Nordeste, o que seja, e agora está trabalhando de carteira assinada em fazendas eólicas, solares, ou desenvolvimento de hidrogênio. aí já um pouquinho mais na parte industrial. E não é uma indústria extrativista. Às vezes a gente fala: "olha, o hidrogênio é basicamente... a gente está falando de matéria-prima e a gente não quer ser exportador de matéria-prima". Pelo contrário. O hidrogênio verde é uma refinaria verde. O processo é extremamente complexo para você separar a molécula da água. Envolve pelo menos sete a oito estruturas. tanques de armazenagem de dupla parede, a própria eletrólise, é planta de amônia também para poder fazer os nitrogenados e depois fertilizantes. São... tubulações, compressores, equipamentos de alta tecnologia, que são desenvolvidos, muitos deles aqui no Brasil também. Então, a gente já tem uma cadeia para isso, além da cadeia da renovável. Ainda não chegou a apresentação aí, não. Chegou agora. Tá bom. Pronto, posso mudar? Perfeito. Bom, então já falei um pouco da nossa missão, que é desenvolver o hidrogênio verde aqui no Brasil. Então a gente trabalhou muito com o deputado Arnaldo Jardim, que foi o grande, eu diria o ímpar, para ajudar no desenvolvimento do PHBC. a força dele, que todos conhecem, e a maneira de congregar e conseguir soluções que são possíveis Aliás, o possível do Brasil foi muito bom, isso nos ajudou a ter uma lei do hidrogênio hoje, que são poucas no mundo. que dos... permite a desenvolver essa indústria que chega a ter previsões de alguns R$ 7 trilhões de impacto no PIB até 2050, se a gente tiver 4% do market share projetado. Obrigado. Passa aqui. interessante da associação é que a gente representa toda a cadeia. um pouco como vocês falaram dos biocombustíveis. A gente tem desde lá do produtor do equipamento, então a gente viu aqui na FINEP mostrando equipamentos, eletrolizadores, até o ao produtor de energia renovável eólica, solar, o do equipamento desenvolvedor do projeto, E também... dos consumidores Então, você vê aqui empresas como a Vale, como a... a Arcelomital, a Iara de fertilizantes, grandes empresas que estão interessadas nesse tipo de produto. Então, a gente está falando de uma cadeia completa de reindustrialização do Brasil. Voltando ao assunto de matéria-prima, quando a gente vê isso aqui, mostra que é reindustrialização. Não é simplesmente a gente pegar a matéria-prima do chão e ser extrativista. Eu não tenho aqui a quantidade de empregos gerados e me surpreendeu muito a quantidade de emprego. 30 vezes em comparação ao fóssil, eu não tenho esse número, mas é também... uma indústria por ter todo esse supply chain bastante intensiva em mão de obra. E onde esse hidrogênio pode ser utilizado? Esse hidrogênio pode ser utilizado de várias maneiras... Como fertilizantes, a gente falou no fertilizante nitrogenado, que hoje não é competitivo aqui no Brasil. Por quê? Porque o gás natural custa 14 dólares o milhão do BTU, versus 2, 3 dólares na Ucrânia ou que seja da Rússia. Então, não conseguimos fazer o fertilizante aqui. O hidrogênio, apesar dele hoje ainda não chegar à paridade do 2 dólares ou 3 dólares, ele já é mais barato que o 14. E a intenção induzindo essa indústria é que ele chegue nessa paridade em alguns anos. Então temos o imetanol, que aí entra o CO2 biogênico de novo, essa sinergia com o agro. transporte pesado também pode ser usado hidrogênio, vetor energético, logística, química e combustíveis do futuro. A gente falou do ISAF aqui. Quantos minutos? Ah, tá. Bom, quais são os três principais produtos aqui, principalmente olhando o Brasil? É o aço. O hidrogênio pode descarbonizar a indústria de aço, e na verdade você pode fazer o minério de ferro verde aqui. Hoje a gente manda esse minério de ferro para o exterior para fazer beneficiamento. fertilizantes como eu falei e combustíveis variados. Interessante, isso daqui, um slide mostrou anteriormente, falando sobre a parceria público-privada. Se não existir uma parceria pública ou privada, essa indústria não acontece. Por quê? Porque o preço hoje não permite isso. Você tem que induzir, como foi o caso do etanol, você tem que induzir demanda para você conseguir escala e ir diminuindo valores. Mas aqui tem uma notícia interessante. Aqui é o mapa da Europa, que é um dos maiores consumidores desse hidrogênio verde. O de imetanol, de ISAF e tudo. E aqui é sobre a legislação. Quem está em verde é quem está já com a legislação pronta para ter mandatos para absorver esse hidrogênio verde ou os combustíveis. Quintal e Quintal Amarelo, são quem está... no caminho ainda. e em vermelho ainda não começou. O interessante disso aqui é que mesmo com os problemas geopolíticos no mundo, Com todos os atrasos que a gente está sofrendo de atraso, Hoje se fala menos de transição energética do que se falava antes, por causa de guerras, tarifas, uma série de motivos que todos conhecemos. Os países de maior interesse, que representam 90% da nossa demanda, estão em verde ou em amarelo. Então, o que significa que as maiores economias estão realmente fazendo o trabalho delas. E por isso que é tão importante, deputado Arnaldo, o seu trabalho, e o seu trabalho futuro, e o trabalho também do do embaixador Corrêa do Lago, que é a gente tem que transformar isso aqui em amarelo e verde. Mas não é que está parado, é que o mundo agora tem outras questões que está lidando também. E o que está acontecendo na indústria de hidrogênio verde particularmente, é que a gente está tendo um atraso nas tomadas de decisão de investimento, porque os projetos estão chegando, ficando prontos, mas você ainda não tem a demanda finalizada. A boa notícia é, mesmo com esse mundo louco que a gente está vivendo, isso daqui está andando. Então, isso aqui mostra esse slide, mostra isso. Vou passar um pouco mais rápido. De novo, reforçando. imetanol ou metanol, como queiram chamar, Tem 267 navios encomendados, deputado. E para o grupo aqui, então, quando a gente está falando daquela questão da demanda, tem 267 navios encomendados para serem produzidos aí nos próximos anos, que vão poder funcionar também a metanol e metanol. Novamente, agora no SAF. Isso daqui são políticas de combustível de aviação no mundo inteiro. está cada um com a sua percentual, começando a adoção. Aqui no Brasil, a gente tem o combustível do futuro de novo, o deputado Arnaldo Jardim, que começa a ser demanda já pelo nosso combustível. Mas mostra que não é só a gente, é o mundo inteiro fazendo isso. E isso daqui, então, quando a gente olha para o Brasil, a gente olha para o futuro, a gente tem que planejar para o futuro. Isso daqui é onde vai garantir a demanda e todo esse trabalho que a gente está fazendo. E aí eu estou falando não só de hidrogênio verde, mas de biocombustível e hidrogênio verde. Então mostra que, aliás, o ISAF só se faz com CO2 biogênico. Né? Então, a gente precisa aqui do agro, aqui, para poder, ou dos biocombustíveis, a gente está juntos, somos irmãos, e por isso que o deputado Arnaldo Jardim foi tão... habilidoso, em colocar, não, não é só biocombustíveis, porque a gente está aparecendo em várias apresentações ali, está falando do hidrogênio, e é o hidrogênio verde que é uma grande fortaleza do Brasil. Bom, aqui é um pouquinho, eu já falei, são os projetos, então a gente está falando de 200 bi nos próximos anos. Não vou me alongar mais nisso, porque já acabou meu tempo. E aqui tem uma lista de projetos, vocês têm essa apresentação. Então, um projeto de até 2030, os projetos que estão sendo estudados, que estão em fase de... análise de viabilidade para chegar em decisão de investimento. O grande desafio aqui é chegar a ter o mandato lá na Europa. para esses projetos se consolidarem. Eles estão chegando num ponto de maturidade que eles agora estão tendo dificuldade até aquilo se formar. Está tudo verde, porque ali vai te dar a demanda de longo prazo. Esses projetos, diferente de talvez do biocombustível, eles só se financiam, só são viáveis com contratos de longo prazo. Eles não competem hoje, nem podem competir, não são financiáveis. com preço esporte ou de commodities. Você tem que ter um mandato com um contrato de 10 a 15 anos para você financiar eles e viabilizar. Bom, aqui é um pouco das leis. Contribuição do mapa do caminho. Então, é... Brasil possui esse amplo portfólio de biocombustíveis e hidrogênio verde para competir com qualquer um no mundo, para liderar essa indústria, o hidrogênio verde pode atender demanda local e internacional porque a gente tem escala para fazer isso né? E o Brasil pode se tornar, como a gente foi mostrado aqui, biocombustível e hidrogênio verde, o maior produtor do mundo, levando para a gente o desenvolvimento... eu acho que histórico, aqui nesse momento, olhando para o futuro do mundo. Bom, muito obrigado. Aplausos.

25 de fev, 17:11