COMISSÃO ESPECIAL SOBRE TRANSIÇÃO ENERGÉTICA E PRODUÇÃO DE HIDROGÊNIO VERDE

25 fev. 2026 14:06 às 19:01

Sobre o Evento

A comissão debateu estratégias para a transição energética e o desenvolvimento do hidrogênio verde, focando na construção de uma proposta legislativa coletiva e aprimorada pelo consenso parlamentar.

Status
Concluído
ID: 81025Total: 51 discursos
#44
Diretor da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais - Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais André Nassar
André Nassar

Diretor da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais - Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais

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A Comissão Europeia contratando o ICCT para dar parecer sobre a política deles lá. Bom, obrigado, Glócio. Aí só para falar das METs. Então, hoje, a gente na BIOV, a gente... Evidentemente, está olhando o biodiesel, mas a gente está olhando a cadeia anterior também, que é a cadeia do óleo vegetal. Então, hoje, mais ou menos 55% de todo o óleo de soja produzido, ele vai para a biodiesel. O biodiesel se transformou hoje em um item de adição de valor para a soja brasileira. Isso é muito importante. Agora, a gente processa um terço da soja... Vou falar rapidinho, Arnaldo. A gente processa um terço da soja e dois terços a gente exporta em grão. Qual que é o meu sonho como meta? Que quando chegar lá em 2035, no combustível futuro, a gente esteja processando 40% da nossa soja. Porque eu acho que o combustível do futuro vai levar a uma necessidade de processamento da soja superior ao que a área de soja vai crescer no Brasil. E a gente vai aumentando o percentual de processamento. Isso eu acho muito importante para o país, que é adicionar mais valor para a soja. Então, esse é um ponto importantíssimo. Para chegar lá em 2035, no combustível do futuro, nós temos que dobrar praticamente a nossa capacidade de esmagamento. Então, é bastante investimento que vem aí. Mesmo com todas as competições que tem que ocorrer, o biometano crescendo em pesados, vamos todo mundo junto... nesse crescimento. Então acho que essa é a primeira meta que eu queria trazer, que é a gente conseguir chegar a 40% de processamento da soja, no Brasil, acho que seria um um ganho enorme, porque basicamente a gente passa a adicionar mais valor à soja e os mercados que hoje compram soja em grão estão ficando mais consolidados. Então, a gente precisa... processar mais a soja aqui. E a segunda meta que eu queria falar, por isso que eu ia falar no final aquilo, era que a gente pensasse nessa indústria que está vindo. de SAF, de HVO em cima da rota refa, claro tem a rota do etanol, mas estou falando da rota refa, né? Que ela seja uma indústria que olhe o mercado internacional. Então, a gente tem que cuidar das nossas biomassas, porque se você não cuidar, as indústrias vão ter que limitar algumas biomassa e a pior coisa para uma indústria que quer fazer um produto competitivo é ter que limitar a biomassa que ela vai comprar. E por fim, eu acho que é super importante, isso foi falado pelo Alexandre, foi falado antes, Eu também acho muito importante a gente fazer essa diversificação de biomassa. É muito importante e o nosso setor quer fomentar novas matérias-primas. A soja é importante, sim, mas tem espaço para todo mundo... Tem regiões em que a gente tem outras oleaginosas, a canola, por exemplo, tem potencial no Brasil, a macaúba tem potencial. Macauba, mais difícil que é uma lavoura permanente, mas, isso é outro ponto que a gente tinha que ter como meta, que é a diversificação de matérias-primas para dar tranquilidade... Para o consumidor, como disse o Ardeng, nós temos que olhar o consumidor também. Obrigado, Arnaldo. Obrigado.

25 de fev, 18:21