COMISSÃO ESPECIAL SOBRE TRANSIÇÃO ENERGÉTICA E PRODUÇÃO DE HIDROGÊNIO VERDE
Sobre o Evento
A comissão debateu estratégias para a transição energética e o desenvolvimento do hidrogênio verde, focando na construção de uma proposta legislativa coletiva e aprimorada pelo consenso parlamentar.
Representante da Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil - APROBIO - Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil - APROBIO
A todos e a todas. cumprimentar aqui a mesa, meu querido Arnaldo, vou tentar ser direto ao ponto e breve, eu fui adaptando, Arnaldo, o que eu ia falar ao longo do dia, ao longo da tarde, porque as coisas foram se complementando e foram muito boas. E não dava para ficar sem o capítulo do iLook, que o André deu uma aula, e é exatamente isso, que todo mundo precisa estar consciente, foi por isso que eu fiz aquele a parte. A Glaucia já fica tão nervosa, foi o que ela falou no final, iLook não é mais ciência, por isso que ela não quis falar, porque ela fala em ciência. Mas, voltando ao meu tema, voltando ao mapa do caminho, e a questão das metas, Eu queria trazer alguns aspectos. O Brasil já desenhou o mapa do caminho. Eu vou um pouquinho mais para trás, porque eu não quero ficar de costas aqui para o André. O Brasil já desenhou o mapa do caminho... e ele vem desenhando, desde 1974, quando o Proálcool começou. Obrigado. Ele vem desenhando, na segunda onda do etanol, ele vem desenhando quando o brasileiro teve a possibilidade e a criatividade de convencer a indústria alemã a fazer o carro flexi. Obrigado. E mais... o híbrido flex. Ele vem desenhando esse mapa do caminho desde 2005, quando começou o programa do biodiesel. E a gente já tem 20 anos, ninguém mais é jovem nessa história. Se a gente olha para isso... e a lei do combustível do futuro consolida isso de uma maneira exemplar, porque ela começou no Executivo, ela veio para o Legislativo, passou por diferentes debates e depois no Executivo foi consolidada numa festa linda em outubro de 2024, com mais de mil pessoas, O mais curioso daquele evento é que no pátio do aeroporto, Todos os veículos que estavam lá podiam usar os produtos que vão descarbonizar os transportes. em todas as categorias, da aviação, às máquinas agrícolas, aos caminhões e aos carros. E o slide, a informação que o Pietro mostrou, ela é ainda mais bonita de ver, porque ele coloca o patém, ele coloca o marco de hidrogênio e a gente olha aqui a riqueza, gente, nós conseguimos passar em uma tarde... por todas as possíveis rotas tecnológicas, de forma agnóstica, que vão descarbonizar... o planeta, e está tudo no Brasil. Aqui não falamos da eletricidade, Mas a nossa eletricidade já é limpa. O que eu vejo que a gente precisa e pode fazer? Obrigado. se a As Nações Unidas, se a ONU tem a ICAO, E aí, cal, legisla para o mundo inteiro... O André já falou dos riscos que a gente já sofre na ICAO, porque a gente começou tarde. Obrigado. Se a ONU tem a IMO, que é do Marítimo, e por causa do aprendizado da ICAO, a gente conseguiu pegar o pé e ainda segurar um pouco o que podia vir a acontecer na IMO, e a delegação brasileira, sob a coordenação do Itamaraty e da Marinha do Brasil, dá um show... Mudou a história, são 60 pessoas unidas, e muitas empresas A gente vê lá na IMA um fenômeno que precisa acontecer dentro do país. Qual é esse fenômeno? Nenhum brasileiro discute na IMU uma tecnologia versus a outra. Os brasileiros discutem Naímo de maneira unificada, com um único discurso, Sobre a coordenação da Marinha do Brasil, sobre a coordenação do Itamaraty. Lá fala-se em biocombustível. Se ele vem do biometano, se ele vem do resíduo, se ele vem do etanol, se ele vem do etanol de cana, do etanol de trigo, se ele vem do biodiesel, da soja... Na IMO, nenhum brasileiro se contesta. Mas aqui no Brasil, nós continuamos nos contestando. Aqui no Brasil, a gente continua pensando de uma forma que é o meu setor versus o outro setor. E eu não preciso, eu não posso, eu não devo falar só em nome da ProBio, por quê? O André já falou, o Donizete já falou. Então, o setor do biodiesel está bastante bem representado aqui. Então, o que eu quero falar, o que eu quero colocar? Obrigado. Se nós, brasileiros, olharmos para essa realidade e percebemos alguns fatores históricos, o Henry Ford criou o motor dele com o etanol de milho, ele era agricultor. O Rudolf Diesel apresentou o motor dele na Feira de Paris, em 1900, com óleo de amendoim. Este transporte começou com biocombustível. E foi o Hock Feller. na altura dos anos 20, fazendo um trabalho geopolítico, que, sob o discurso de dizer que os americanos estavam bebendo muito Ele fez a lei seca porque ele percebeu que, com o Fordismo, iria aumentar a produção e a venda dos carros, E eles iam começar com o etanol de milho. Então, a Lei Seca americana foi basicamente um efeito de lobby para poder garantir que o Texas pudesse vender mais petróleo. E aí O mesmo efeito está acontecendo agora. com os combustíveis avançados que precisam vir, nada contra, com todas as novas tecnologias que precisam vir, e com o que o André já explicou aqui, só que isso pode ser uma trava para nós brasileiros. para a nossa possibilidade de mercado. Se a gente olhar a COP30... A gente teve um fenômeno lá que precisa ser debatido. Os geradores elétricos estavam todos... com o nosso combustível tradicional, que já tem 14 a 15% de biodiesel, o que é ótimo. Mas a gente pode, a gente poderia ter dado um exemplo... de B. 100. e chamados os embaixadores, olha, o nosso Brasil, nossa COP30, roda com o B100. E isto é uma cópia da implementação. Se foi feito ou não foi feito, não é mais problema. E se não foi feito por causa de um receio de que a gente não deva produzir ou não deva consumir petróleo, isso também está errado. O Brasil vive, a sua economia vive fundamentalmente a base de petróleo e a gente tem que ficar feliz por ter o petróleo. por ter o biocombustível. Se a gente aumentasse a mistura, se a gente usasse mais, a gente fala, olha, agora no inverno não tem hidrelétrica, vamos ligar as termoelétricas. Se a gente simplesmente parasse de importar, Olha o diesel refinado para usar. O diesel refinado para usar, o IBP soltou um documento muito bom no final do ano passado, são 18 milhões de litros de déficit que a gente importa. Se a gente simplesmente cobrisse esse déficit, a gente não mexeria em nada na indústria atual, na indústria do petróleo atual. O Pietro já mostrou que essa escala do fóssil deve aumentar. E a gente conseguiria cobrir e fazer um país totalmente independente desse tipo de coisa, sem mandar divisa para fora. Quando a gente olha o que está acontecendo nesse sentido, e quando a gente olha o que aconteceu em Davos... A gente vê... que a transição energética já não é mais tema. O que é tema agora é a segurança energética. E esse tema da segurança energética está virando um tema de soberania regional local, nacional, e cada um está tentando se proteger. Então, a gente vê um retrocesso no discurso da sustentabilidade, a gente vê um retrocesso no discurso dos combustíveis renováveis em todos os sentidos, simplesmente porque as pessoas estão ficando com receio de não ter energia por causa de tudo o que vem acontecendo nesses últimos dois anos, com uma retomada do fóssil. Se eu vou proteger o meu mercado, se eu vou proteger a minha soberania nacional, se eu vou proteger a minha energia, através daquilo que possa ser fóssil ou não, porque daí tanto faz, Por que o Brasil não pode proteger o dele? Por que o Brasil não pode olhar para o seu próprio petróleo, para o seu próprio biocombustível, para todos esses insumos que ele tem, e falar assim, a minha soberania é essa? A minha possibilidade de futuro é essa. Eu nasci em 1961. já tenho sobrinho neto e se eu chegar a 2050 com saúde se Deus quiser eu vou estar com 89 anos de idade o caminho... Arnauto. o mapa do caminho e as metas. não vai ser curto. ele só precisa ser viável economicamente, ambientalmente, E... acima de tudo, socialmente. E a gente consegue fazer isso aqui no nosso país. A tarde de hoje, É um livro para nós. Tudo foi falado. Todas as tecnologias foram faladas. O que nós precisamos fazer agora... E se Deus quiser, com a sua mão... e com a sua coordenação é mostrar para o mundo que o Brasil sabe fazer, consegue fazer, E... ter o Brasil como exemplo, pela nossa soberania nacional. Muito obrigado. Obrigado.




