COMISSÃO ESPECIAL SOBRE TRANSIÇÃO ENERGÉTICA E PRODUÇÃO DE HIDROGÊNIO VERDE

25 fev. 2026 14:06 às 19:01

Sobre o Evento

A comissão debateu estratégias para a transição energética e o desenvolvimento do hidrogênio verde, focando na construção de uma proposta legislativa coletiva e aprimorada pelo consenso parlamentar.

Status
Concluído
ID: 81025Total: 51 discursos
#50
Presidente da União Nacional do Etanol de Milho - UNEM - União Nacional do Etanol de Milho - UNEM Guilherme Nolasco
Guilherme Nolasco

Presidente da União Nacional do Etanol de Milho - UNEM - União Nacional do Etanol de Milho - UNEM

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Ronaldo, responsabilidade, hein? É... Também agradeço a paciência de todos até o horário avançado. Obrigado. Mas eu acho que, em vez de falar especificamente do etanol de milho, eu gostaria de fazer um... um balanço de tudo que nós vimos aqui, doutor Arnaldo. Eu acho que a gente tem uma grande... oportunidade de escrever um caminho liderado por todo o seu conhecimento, sua capacidade de diálogo e de liderança, junto, com o embaixador André Corrêa do Lago, Até brinquei no lançamento da coalizão que nós conseguimos juntar um lago e um jardim. Então, seremos imbatíveis para falar de economia verde. E eu acho que esse caminho... Ele tem um cardápio de várias opções. O Brasil se passa dos seus problemas que tinham com o bagaço de cana, com resíduos, com o milho no centro-oeste, que havia necessidade até 2017 do governo fazer intervenções de preço mínimo. onde o frete do milho para chegar no Rio Grande do Sul custava mais do que a saca de milho, em 2017. A questão do Proalco, que foi um programa que a transição energética entrou nele, ele foi feito lá pela crise do petróleo em 70, e eu acho que o Camilo trouxe um pouco disso. para hoje... Pode ser que nós temos uma super oferta de etanol para o mercado nos próximos dois anos, como disse aqui o Mário, da Bioenergia. Ao mesmo tempo, somos muito pequenos. juntando o biodiesel, o etanol, o biogás, para uma transição energética da marinha, da navegação e para os desafios que o SAF tem pela frente. Então, acho que o grande desafio nosso é o Brasil aproveitar as suas... externalidades da agricultura tropical, que é isso que está fazendo lugar nenhum do mundo. Se planta soja, milho e pasto no mesmo ano, se produz biodígio, bioetanol, alimento, ração pagado, suíno, aves, peixes, numa economia circular, enorme. atuando nas duas grandes agendas e desafios do mundo, que é a segurança energética e a segurança alimentar. E a gente vai de encontro num painel aqui sobre food versus fio. Eu acho que é isso que é o desafio do caminho... dos biocombustíveis, é mostrar ao mundo as externalidades que a agricultura tropical tem, Isso é equivalência ambiental. Eu não estou preocupado, talvez nós não possamos nos preocupar, André. se o Ardeg vai importar biodígio de algum lugar do mundo. Mas talvez ele vai carbonizar o país. E isso tem que pagar por isso. O etanol americano tem uma pegada de carbono de 51 gramas versus o etanol de milho brasileiro de 17 gramas. E aí, como é que nós vamos nos posicionar no mundo, na IMO, na navegação, onde nós somos tratados como dados de full, como o pior resultado do mundo... aplicado a nós. Nós precisamos fazer que o mundo reconheça nossas características regionais para que a gente possa, através dessa economia circular, né? gerar empregos, gerar inclusão social, gerar impostos, gerar renda. Isso que está sendo feito. O etanol de milho... veio para o Mato Grosso como um nicho de mercado. Porque uma produção de 40 milhões de toneladas de milho, maior que a Argentina, 2 mil quilômetros de distância dos portos, com uma população de 3 milhões de habitantes. É... E isso vai... crescer ainda mais, porque nós temos ainda 30 milhões de toneladas de excedentes exportáveis, nós temos apenas 60% da área de cultivo de soja, plantando milho de segunda safra, nós temos uma topiba inteira que não tem a segunda safra, mas o sorgo mais resistente ao estresse hídrico, vai ser a segunda safra e vai ser transformado em etanol. Nós temos o Rio Grande do Sul com o trigo e o titicale, não é food versus fuel, o trigo que ele vai produzir etanol é o trigo de baixa qualidade, que não dá para alimentação, ou dá para a vaca de leite, ou produz etanol. Então nós temos ainda o biogás que vai vir para a indústria do etanol de milho também, como está vindo para a indústria do etanol de cana. Então nós temos um potencial. Ardengue, de crescimento da produção vocacionada de biocombustível, através da agricultura, que isso tem que fazer parte... Não é uma concorrência, não é uma substituição. É fazer parte da transição energética dos combustíveis fósseis. nós precisamos crescer juntos. O mundo não vai ficar livre de petróleo nos próximos 50, quem sabe 100 anos, e nós não temos a ambição A loucura é de achar que faremos isso, mas nós precisamos crescer junto, nós precisamos que a indústria do biocombustível não seja competitiva, não seja um cabo de guerra com a indústria do combustível fóssil. Eu acho que Esse é o nosso desafio. Eu falo lá em Chinope, o que um litro de gasolina, me desculpa, movimenta a economia de Chinope. um litro de etanol movimenta toda uma economia de sinop. E aí, por isso, nós temos ainda os tratores a etanol, os tratores a B100, biodigio 100%, nós temos ainda a avançar como caminhos do futuro dos geradores de energia, para os grandes sistemas de no-break, de data center, que estão vindo para o Brasil, roda de manhã com energia solar, energia eólica, chega à noite, liga o gerador, faz um blend de fontes renováveis de energias com custos diferentes, mas o Brasil pode oferecer essa integração de modais de geração de bioenergia, Ao mundo. Temos o desafio do mercado internacional, do Imo, da SAF, temos, mas ainda eu acho, Arnaldo, Porque o maior desafio nosso é o mercado interno. vindo para a cadeia que eu conheço mais do etanol eu vou dar um exemplo para você Mato Grosso tem 940... tantos milhões de quilômetros quadrados, 3 milhões de habitantes e consome... um milhão de metros cúbicos de etanol. A grande Belém. A região metropolitana tem a mesma população de Mato Grosso e consome 20%, 200 milhões de litros por ano. Então, nós temos uma capacidade... de evolução, de crescimento doméstico. E isso tem que vir a ter lado o quê? A tecnologia. Produzimos... Do passado, sete anos atrás, produzimos 280 litros de etanol por tonelada de milho. Estamos produzindo 450 com a mesma tonelada. A Cana tem esse desafio. Há quantos anos... caminha no crescimento da sua produtividade. Por quê? Se cresce produtividade, diminui custo. Se diminuir custo, eu consigo chegar aonde eu não sou competitivo, com combustível mais barato, e fidelizar um consumidor que não é meu hoje. Pelo contrário, não existe nem bico de abastecimento de etanol nos postos do Nordeste. Mas para eu chegar lá, não é só a consciência e a mudança de hábito. Eu tenho que ser mais competitivo. do que o combustível fóssil que está na bomba. Então, acho que o maior mercado nosso ainda, o maior dever que nós temos, senhor, é o mercado interno. Nós só temos consumo de etanol em seis estados da federação. Seis estados da federação, onde se produz etanol. Esse é o mercado, a reação mais rápida, que pode absorver o biodiesel saindo do mandato, É aquela coisa, como é que eu vou fazer um gerador a biodiesel B100? Onde que eu compro o B100, Camilo? Não tem. Nós precisamos criar um mercado para esse biodiesel. Ele é só mandato. Onde o Blairo abastece os caminhões dele com o B100? Isso não tem que ser transformado no mercado? Então, eu acho que a gente fica aqui com uma grande lição... Uma grande lição... Não podemos deixar de aproveitar da capacidade do André Corrêa do Lago, do embaixador, e a sua capacidade para influenciar os grandes mercados do mundo e posicionar o Brasil, mas talvez... Talvez a curto prazo. a curto prazo, está muito mais nas nossas mãos políticas públicas de incentivo à demanda e ao consumo no mercado nacional. Nós somos um grande país. do que... grandes desafios mundo afora. Então, acho que nós todos juntos, poder público, lideranças. setor privado. A gente tem uma grande agenda comum. sinérgica, de toda uma economia circular, Vamos dividir o carbono entre a soja e o milho. o calcário entre a soja e o milho, trazendo trigo, trazendo o biogás para as indústrias... para que a gente possa fazer como já foi feito, como estilo do futuro, dos biocombustíveis a grande bandeira brasileira de transição energética. Ronaldo. Obrigado. Parabéns por sua liderança, nós seremos sempre aprendizes. e liderados por você. Aplausos.

25 de fev, 18:50