COMISSÃO ESPECIAL SOBRE TRANSIÇÃO ENERGÉTICA E PRODUÇÃO DE HIDROGÊNIO VERDE
Sobre o Evento
A comissão debateu estratégias para a transição energética e o desenvolvimento do hidrogênio verde, focando na construção de uma proposta legislativa coletiva e aprimorada pelo consenso parlamentar.
Professor do Instituto de Biologia da UNICAMP - Instituto de Biologia da UNICAMP
Vocês me ouvem, me... Veja a apresentação. Bom, é... Primeiro, agradecer muito, Arnaldo. Eu vou pedir... O embaixador, fantástico, a iniciativa. Eu vou correr aqui em dez minutos... Tinha preparado para uns 15, mas eu vou... Vamos correr. Pessoal, primeiro, tudo energia e energia se transforma. O deputado Alceu falou aí da coalizão de biocombustíveis, é fantástico. E a energia se transforma, está aqui o Joule, mas o mais importante que a gente tem que enxergar, se a gente segue a energia, a gente compreende tudo. Veja o problema da desigualdade no mundo, que a gente consegue rastrear pela quantidade de energia utilizada. Enquanto o americano utiliza 280 gigajoules por habitante, um africano utiliza 11. E é aqui que tudo se explica. No longo prazo estaremos todos mortos. E é isso, Arnaldo. que faz tão importante a boa política. A gente não toma as melhores decisões, a gente toma as decisões possíveis. Em política é simplesmente fundamental. Bom, pessoal, a energia do mundo é essa aqui. Isso aqui em hexagel é a quantidade de energia que o Sol joga no planeta. e a quantidade de energia que a civilização utiliza. O Sol joga 6 bilhões de vezes a quantidade de energia que nós necessitamos, e a gente tem que ser muito burro para não conseguir converter isso em uma energia útil para a civilização. E aí a gente tem a fotossíntese, que transforma a energia do Sol em glicose, em biomassa, E aí a gente tem um problema que também foi anunciado anteriormente pelo próprio embaixador, que é a falta de capacidade de a gente comparar os biocombustíveis com os combustíveis fósseis. Os combustíveis fósseis, o planeta é uma grande biorefinaria, que em milhões, centenas de milhões de anos, transformou, né? microalga e madeira em petróleo e carvão. Entretanto, agora... A gente tem que utilizar o nosso cérebro para conseguir fazer na superfície do planeta a quantidade de energia que esses milhões de anos... A gente não tem melhor dinheiro. Obrigado. A consequência financeira da extração ao invés de produção é o preço. o custo, por exemplo. Mas um único poço do pré-sal, Tupi, ele gera 2,42 hexajoules de energia por ano. As nossas 380 usinas geram apenas 0,62. Isso faz com que o custo de produção de biocombustível seja no mínimo 10 vezes maior do que o custo do fóssil, porque um é extração, é herança, e o outro é produção, é trabalho. Por que que biocombustível é tão importante? É simples. Pessoal, esse trabalho aqui feito dentro de números da Petrobras mostra o seguinte... cada unidade de energia que gera Um. Um emprego. no uso do combustível fóssil, se essa mesma quantidade de energia for gerada pelo biocombustível, a gente vai gerar 40 empregos. É por isso que o combustível é importante. Isso aqui é Ribeirão Preto. Cidade em crise do café. Chegou pro álcool, chegou a cana. Ninguém mais lembra que foi a cana que fez tudo isso. Bom... Não é coincidência que eu acabo de receber nesse minuto da Autodata, falando da força dos biocombustíveis brasileiros, e aí faz um editorial, fiquei muito honrado. Falando da diferença entre preço e valor, como é que a gente faz para que o valor do biocombustível equilibre o baixo preço do fóssil. É simples. Crédito de carbono. Eu tenho falado... Então, de brincadeira, mas não é brincadeira. A gente tem um RenovaBib e a gente tem que gamificar o RenovaBib. A gente tem que fazer o RenovaBet. A gente está vendo as tragédias que as bets têm gerado no Brasil, e a gente tem que utilizar essa força visceral do ser humano, esse gosto do jogo, para que a gente coloque o Renovabil, né? Numa gamificação, aumentando o valor do biocombustionário. Então, como isso aqui é o roadmap, essa aqui é a nossa primeira parada, credicardio. Qual é a nossa grande oportunidade? A grande oportunidade da gente, pessoal... É a área. Você pode inventar tudo. Área você não inventa. E o Brasil tem área. O nosso arquiteto foi o gado. A arquitetura dos biomas brasileiros foi feita pelo gado, porque a gente não tinha capital, o capital que a gente tinha era o animal, a gente ia tirando os biomas e fazendo pasto. Para vocês terem uma ideia, isso gerou uma baixíssima quantidade de dinheiro que a gente gera por hectare. A Holanda gera 74 mil dólares por hectare. Eles têm tanto problema de falta de área que eles estão fazendo uma cultura flutuante, porque não tem área. Sabe quanto é que ele gera? 640 dólares por hectare. Aqui é a nossa oportunidade, o adensamento produtivo. e sustentável. replantio de floresta é simplesmente fundamental. A nossa segunda parada, então, pessoal, são as novas biomassas. A gente se acostumou com biomassas como soja, a gente tem muitas outras oportunidades. Pena energia, a gente desenvolveu pena energia, produz cinco vezes mais do que a cana. O agave, olha o tamanho dessa planta, isso dá no sertão. gera a mesma produtividade da cana em terra que não dá mais nada. A Macaúba, um grande programa da SELEN, fazendo para bioquerosina de aviação. E não é só isso. Quem é nordestino com certeza conhece isso. É o licuri, produz duas a três vezes mais do que a soja. É um verdadeiro encoraçado, onde você tem aquela seca violenta que não fica nada, o liquido está aí firme e forte. produzindo muito mais que a soja em áreas que não dá para plantar mais nada. Pessoal, tudo é produto. Tudo é produto. Você tem o sol... fotossíntese gera biomassa. Você tem processo, quando você tem processo, você tem produto. Só que você tem produto intencional, como no caso do etanol, e produto não intencional, como no caso do bagaço. Mas é energia do mesmo jeito, é produto do mesmo jeito. Quer dizer... Resíduo não existe. Eu botei aqui o nome em nação para não ser... mal educado, mas ele é burríssimo. Olha aqui, o que dá para a gente fazer. Isso aqui era o problema do passado, quando o etanol começou, o bagaço era problema. Hoje você faz etanol dois dias, você faz bioeletricidade, você faz, você faz, você faz, você faz, você faz, você faz tudo. Então, a nossa terceira parada, a gente tem que semear as biorefinarias tradicionais. Eu vi uma experiência incrível, o sujeito simplesmente não entendia nada de nada, É investidor. Tu foi a lomozinho da TGT, não? contratou a vinhaça, Foi um gerador de tecnologia, contratou tecnologia, está produzindo biometano, uma grande petroleira compra não só o biometano, como principalmente os créditos. A gente tem que incentivar isso. As biocinarias tradicionais. Biodiesel, extremamente importante, tem que ampliar. essa estruturação. Biocombustíveis avançados, o que é isso? Graças a Deus, graças a Deus, o céu não tem acostamento. E com isso, o avião não terá solução que não seja usar o biocombustível, que é a solução óbvia. Não dá para botar bateria aqui. Bateria é um absurdo. Não dá para falar muito sobre o assunto, mas... Então o fato é que, na realidade, os biocombustíveis são uma bateria líquida, são o sol engarrafado, E o pessoal simplesmente descobriu que se você pegar etanol, pegar lipídios, né? Você consegue fazer essa bateria, uma bateria líquida, renovável. E olha o que acontece, né? hoje em dia com 1.000 caros de aviação. Isso aqui é uma empresa, a Nesk, que não valia um valor de mercado baixíssimo, 1 bilhão de dólares. Começou a produzir 1.000 caros de aviação utilizando... Olha o renovável no norte da Europa. Olha o valor de mercado agora. A gente fazendo a mesma coisa na Rio Grande do Sul, a Petrobras acabou de anunciar que fez, né? Bilkerazane de aviação, fantástico. a gente tem que avançar nessa direção e a nossa grande parada nossa quarta parada são os refilhos que que são os refilhos né você tá com excedente de energia eólica solar no Brasil chega de 25% e a gente tá jogando fora se você joga isso na água hidrogênio separado oxigênio e toda vez que você faz fermentação você produz o O2 para cada molécula de etanol você tem uma de seu O2 Se você pega esse CO2 e junta com esse hidrogênio, pessoal, constrói-se qualquer molécula. Não sei se está dando para ver aí no filminho, mas isso aí é uma molécula de gasolina, biogasolina, sendo produzida a partir disso. Bom... Esse produto que você tiver no CIVEDE E dá para fazer também milquerosene, ou melhor, combustível marítimo, e está havendo uma primeira iniciativa no governo de Pernambuco, fantástico, a gente pegar o CO2 das usinas para produzir metanol. E aqui um artigo muito interessante do Edvaldo Santana falando o seguinte, você está prestes a cometer o torno terrível, quando a política pública vai atrás de facilitar o uso de bateria, bateria metálica, mineração é a pior atividade humana, necessária, e tem que ser mantida no mínimo. Pessoal, Olha a produção do sertão. O sertão são 107... aproximadamente. Chuvas irregulares, devem ter muitos sertaneiros aí, os sertaneiros normalmente são excelentes políticos, São 107 milhões de hectares, isso é duas vezes a Alemanha e uma vez a Grécia juntas, Isso aqui é um sol profundo, isso aqui é um sol do sertão, isso aqui é um agarro. na senna hoz. Obrigado. Uma conta feita por um artigo australiano mostra que por um hectare dá para produzir 7.400 litros de etanol de HV por ano. Em 10 mil hectares a gente produz mais que o dobro do que a gente hoje produz de etanol de cana e uma quantidade imensa de CO2 que dá para fazer a produção de fio. A Europa não tem CO2. Isso a gente fez, pessoal, um programa Brave, financiado pela Shell, com a Unicamp, e o Senai Sinotec, aliás, uma associação incrível, e a Casa dos Ventos acaba de fazer um spin-off, comprando 120 mil hectares, para começar a produzir etanol de agado. Isso já não é mais ciência, já não é mais tecnologia, já é inovação. Como esteu para sempre, não sei se vocês estão acompanhando, mas a Sal de Arântes vai fazer perfil para a Fórmula 1, já a partir, creio que, do ano que vem. A gente fez um artigo ano passado, ano retrasado, mostrando que, sem dúvida nenhuma, com números, que o carro híbrido, o carro híbrido movido a biocombustível é imbatível em todos os aspectos. Em todos os aspectos. Então, isso aqui é para sempre. O BNDES acaba de lançar esse estudo excelente. Os números não mentem. A gente fez uma coisa muito parecida para o biometano. Nada bate o motor a biometano, mesmo o motor tradicional. Então a gente não precisa importar problema, bateria, ônibus a bateria, ônibus a biometano, a gente produz em qualquer lugar do Brasil, como o deputado Alceu falou anteriormente, e a gente movimenta isso com alta tecnologia, fazendo a nossa indústria, impulsionando a nossa indústria. Publicando também um artigo sobre isso, quer dizer... É inúmeros, não é conceito, não é ideia, não é blá blá. É um impulso para a indústria, temos a Marco Polo, temos a Tupi, temos... Então, a quinta parada é a biomotorização, que é o que vai puxar. Mas, pessoal... Conversa de flutu versus fio é conversa de barreira de entrada. Isso não existe, isso é bobagem. A gente vai ter uma palestra sobre isso daqui a pouco. Olha o PIB per capita. Isso aqui é um absurdo, que não pode mais acontecer. Na realidade, meu pai é sertanejo. Se hoje eu estou aqui é porque ele um dia teve que sair do sertão. Isso gera desequilíbrio. O negócio é esse aqui. Se eu tivesse que botar em uma frase, é Biofil for Food. E a chave é o desenvolvimento potencial humano. É bobagem alguém imaginar que você, a 40 graus de temperatura, 30 graus de temperatura no misturado, vai aprender alguma coisa. Não vai. Antes de qualquer coisa, a gente tem que botar ar-condicionado na nossa escola. Isso aí também não é simplesmente uma ideia. Olha a temperatura que está aí. Desligue o ar-condicionado. Quero ver se alguém vai ficar aí e se alguém vai prestar atenção a alguma coisa ou raciocinar sobre qualquer coisa, que não seja tomar uma cerveja ou tentar ver se ainda pega um bloco de carnaval. O fato é que isso não é simplesmente a minha ideia. Na forma, está aqui o patriarca de Singapura dizendo o seguinte... a maior versão da humanidade é o ar-condicionado. Depois que eles botaram ar-condicionado, se transformaram num país menos desenvolvido que o Brasil, a quinta potência de inovação do mundo. ar condicionado é prioridade. Então pessoal, eu andei bastante agora no sertão, vi novas escolas, me deixou muito feliz. Veja isso aí. O pavimento do mapa do caminho é esse aqui. Educação. E nós não estamos sozinhos. Olha a África. O aumento da população mundial, pessoal, vai se dar na África. Quando a gente olha o Brasil, e eu cheguei a falar aqui, a gente deve ter 200 milhões de hectares, A África tem 550 milhões de hectares disponíveis para o plantio de cana. Eu tive essa semana, na segunda-feira, uma reunião importantíssima com um dos maiores senhores da Europa, do mercado de motorização, eu não posso dizer o nome, Ele está querendo levar isso para a África, o agave para a África. Pessoal, se a gente leva o agave para a África, ao invés de miséria, de exportar miséria para a Europa, a gente exporta biocombustido e faz a motorização da biocombustida. Esse senhor me diz o seguinte, a gente consegue botar 300 milhões de novos carros Nervo. E agora eu vou receber uma delegação do México, que é interessante, é o HV mexicano e eles estão vindo aqui para a gente ver, para ver nossas soluções, o pedido do MMA. Então a gente tem hoje no mundo três crises, uma é a crise da mudança climática, a outra crise ambiental e a terceira crise da desigualdade, que para o Brasil isso não é crise, o Brasil são oportunidades. E Arnaldo, a fórmula da prosperidade, na minha visão, é essa aqui, sabe? Educação acima de tudo. a união de cientistas que fazem ciência, que fazem descobertas, com inventores que convertem descobertas em tecnologia, que não adianta nada se não tiver um empreendedor, que torna inovação e que não vai conseguir funcionar se não tiver o político, se não tiver a política pública adequada. Então... é a fórmula que eu enxergo para a nossa prosperidade, é o mapa do caminho que é muito fácil de desenhar o que a gente tem agora aqui. Aliás, Arnaldo, Por causa de pessoas como você, a gente já está executando. Pessoal, muito obrigado. Passei uns três minutos. Muito obrigado.




