COMISSÃO DE DEFESA DOS DIREITOS DA MULHER

18 mar. 2026 14:34 às 17:13

Sobre o Evento

A reunião da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher foi marcada por intensos debates sobre a condução regimental dos trabalhos. Parlamentares divergiram quanto à admissibilidade de requerimentos, acusando a presidência de seletividade e cerceamento, enquanto a gestão defendeu a aplicação de critérios técnicos. O evento também abrangeu temas urgentes, como a proteção de crianças, casos de violência e o desaparecimento de uma brasileira no exterior, em meio a cobranças por maior isonomia e transparência nas pautas da comissão.

Status
Concluído
ID: 80841Total: 60 discursos
#29
Transcrição automática

Eu quero dizer que é muito bom que a gente consiga chegar num ponto em que a gente sabe que vai ter um diálogo posterior para que os projetos dessa comissão possam caminhar. É muito importante que os projetos dessa comissão caminhem porque nesse exato momento o Brasil vive um aumento do feminicídio e a gente vê a organização de grupos que propagam ódio às mulheres nas redes sociais. Então a gente tem muito trabalho a fazer aqui porque as mulheres brasileiras estão morrendo, estão sendo estupradas E quando não estão nesse tipo de situação, estão debaixo de violência psicológica, assédio moral, abuso, enfim, são tantas violências que nos atravessam no cotidiano, inclusive como parlamentares aqui. Então, eu quero dizer que bom que a gente vai ter essa conversa posterior para que os trabalhos dessa comissão possam andar, mas não tem como não dizer que o debate que está acontecendo aqui é um debate pedagógico para essa sociedade. requerimentos importantíssimos, como, por exemplo, os das trendes misóginas nas redes sociais, porque não tem acordo, porque tem um outro requerimento, por exemplo, que requer aplausos para um... Senhor, né? ratinho, que disse as coisas que disse. Coisas discriminatórias, coisas LGBTfóbicas. Então é muito pedagógico que a gente também denome as coisas aqui nessa comissão. Aqui é a comissão da mulher. Dizer que... A deputada Erika Hilton não pode ocupar esse espaço. Por questão... A, B, útero ou sei lá o quê, são falas discriminatórias, são falas transparais, É, desorganiza e atrapalha o combate à violência, inclusive as mulheres trans, quando a gente quer moção de aplauso para um cara que está questionando algo absurdo. Isso é violência, isso é discurso de ódio, isso é discriminação, isso é transfobia, isso é LGBTfobia. Não existe nenhum entrave institucional para que a deputada Erika Hilton ocupe essa cadeira, inclusive com projetos que vão nos ajudar a sair dos índices de violência que a gente está vivendo. Então é preciso dizer com todas as letras como a gente vai caminhar para um futuro, preconceituosas e fomentando estereótipos que a gente tanto luta para combater através da nossa luta por educação para as relações de gênero, por educação para as relações É... e que a gente possa conviver entre os gêneros de forma saudável, como é que a gente vai avançar quando a gente tem esse tipo de mentalidade, inclusive ocupando essa comissão. Quero também dizer que esse requerimento de aplauso para as falas transfóbicas do Ratinho foi feito nessa comissão por um homem. na comissão da mulher, um homem aplaudindo outro homem que está... propagando violência em nível nacional a uma mulher que ocupa por direito eleita o seu direito de ocupar o poder, de liderar e de presidir comissão nessa casa. Então, isso precisa ser dito, isso é pedagógico para essa sociedade, e a gente precisa avançar, sim, nesses debates. Debates. Lamentável que a gente não possa votar os requerimentos, discutir os requerimentos importantes, como, por exemplo, o de combate à misoginia digital. Muito obrigada.

18 de mar, 16:06