CENTRO DE ESTUDOS E DEBATES ESTRATÉGICOS

24 mar. 2026 17:22 às 19:23

Sobre o Evento

O evento debateu o Plano Nacional de Juventude, enfatizando que a saúde mental é indissociável de questões socioeconômicas, estruturais e territoriais. Especialistas e parlamentares destacaram a influência do racismo, do patriarcado e da precarização na vulnerabilidade de jovens negros, indígenas e quilombolas, defendendo políticas públicas interseccionais que integrem saberes ancestrais, garantam direitos territoriais e combatam desigualdades históricas.

Status
Concluído
ID: 81257Total: 41 discursos
#28
Professora da Universidade Federal do Pará e Líder quilombola da Ilha de Marajó - Professora da Universidade Federal do Pará e Líder quilombola da Ilha de Marajó Maria Páscoa Sarmento
Maria Páscoa Sarmento

Professora da Universidade Federal do Pará e Líder quilombola da Ilha de Marajó - Professora da Universidade Federal do Pará e Líder quilombola da Ilha de Marajó

Transcrição automática

Olá, boa noite. Então, a pergunta... Muito importante, Marina, sobre... quantos profissionais, e a gente se tem estudos sobre isso, em relação aos profissionais quilombolas nesse campo. É uma... É um evento muito recente a presença nossa nos centros de formação. Até pouco tempo atrás, nós contávamos em uma mão os doutores e doutoras quilombolas. porque não havia políticas públicas, somente em 2023, com a nova lei de cotas, que o contingente quilombola foi considerado sujeito das cotas, e a partir de uma ação muito forte da deputada Dandara, e estive numa das conferências aqui, para fazer essa defesa da necessidade, nós tínhamos apenas 0,2% do contingente quilombola nas universidades. Então, esse é um dado muito importante, muito recentemente que a gente chega, a gente ainda está lutando por garantir educação básica nos nossos territórios. Então, avançar nesse campo... da pesquisa e do desenvolvimento de políticas públicas é bastante recente. a proposição da Política Nacional de Saúde Quilombola, Ela esteve muito articulada A pessoa de graça Epifânio na CONAC ao Matheus Brito, Ana Leia Moraes do Pará, doutora, médica, né? Médica, Matheus Brito, da área da nutrição. E... e a Graça uma ativista do direito quilombola à saúde. Então, nesse sentido, enquanto pesquisadora quilombola e nesse momento, até julho de 2026, estar Tô! diretora de Relações Internacionais da Associação Brasileira de Pesquisadores e Pesquisadoras Negras, e a gente tem um campo de pesquisa lá, que saúde da população negra, e a gente tem... estudos a gente tem publicados dentro da nossa revista da BPN. que relatam um pouco dessa história da inserção das pessoas negras nesses campos do conhecimento. mas é um campo realmente de muito recente da nossa presença nesses lugares e ainda carecemos de dados para sustentar... essas políticas públicas que efetivem, mas uma das questões que a gente coloca aqui como muito pertinente, muito necessárias, principalmente nesse momento de ataque à política de cotas nas universidades e a política de cotas no serviço público, é necessário que a gente faça esse debate aqui também, e da importância... da nossa presença, da gente estar pensando política pública no Brasil juntamente com o Estado brasileiro. E, portanto, a gente precisa defender e defender de forma muito incisiva as cotas no nosso país.

24 de mar, 19:04