COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS, MINORIAS E IGUALDADE RACIAL
Sobre o Evento
A Comissão de Direitos Humanos debateu a incorporação do medicamento lenacapavir ao SUS como estratégia de prevenção ao HIV. Parlamentares, representantes do Ministério da Saúde e movimentos sociais discutiram a democratização do acesso a tecnologias de ponta, criticando o impacto das patentes e a desigualdade socioeconômica no tratamento da doença.
Mostrando 1 fala de Fabiana de Carvalho neste evento
Ver evento completoMovimento Nacional das Cidadãs Posithivas (MNCP)
Boa tarde. É... Eu cumprimento todos da mesa, os companheiros que estão aqui comigo também. Bom, eu quero dizer que a incorporação do Leno Capavir não é um luxo. É uma necessidade urgente de saúde pública. Estamos falando de pessoas que enfrentam estigma, de pessoas que vivem em situação de vulnerabilidade social, de pessoas que vivem a insegurança alimentar, de pessoas que vivem sofrimento mental. Estou falando aqui, representando mulheres do Movimento Nacional das Cidadãs Positivas, que muitas delas vivem em situação de violência e não têm autonomia para negociar o uso de preservativos. Então, por tudo isso, muitas vezes, essas mulheres não conseguem manter a adesão ao tratamento. dessa forma como ele está estruturado. E quando o sistema não se adapta a necessidade, a situação das pessoas, o sistema falha. Isso é fato. E o Lena Capavir, ele pode possibilitar às pessoas, ele traz uma possibilidade concreta de mudança. Então, se não incorporar essa tecnologia, não ter um custo acessível dessa tecnologia, é, na prática, deixar pessoas para trás. E nós não podemos admitir isso. Então, este tema, hoje aqui, ele se faz necessário e urgente. E nós, enquanto movimentos de pessoas vivendo com HIV e AIDS, enquanto o movimento brasileiro também, de pessoas vivendo com HIV e AIDS, nós queremos muito. Trazer mais dessa pauta e discutir muito mais isso, junto, inclusive, com o Ministério da Saúde. É isso. Obrigada.




