COMISSÃO DE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

28 abr. 2026 14:13 às 16:29

Sobre o Evento

A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável realizou uma audiência pública para avaliar o primeiro ano de vigência da Lei de Incentivo à Reciclagem. O debate destacou o fortalecimento da economia circular, a valorização dos catadores e os avanços tecnológicos no setor através de benefícios fiscais.

Status
Concluído
ID: 81607Total: 43 discursos
#26
Presidente da ABRERP Luiz Henrique Hartmann
Luiz Henrique Hartmann

Presidente da ABRERP

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principalmente aos componentes da mesa já aqui anunciados. A ABRERP, que hoje é uma das entidades que representa na cadeia, digamos na cadeia do setor da reciclagem, os recicladores de plásticos, uma entidade nova, recente, tem menos de dois anos, mas já com uma massa crítica bastante importante do potencial e das indústrias brasileiras também produtos finais reciclados. Eu tenho uma posição interessante sobre o volume total... hoje, que aqui sempre foi anunciado, inclusive pelo Anderson, de que aproximadamente 90% hoje do que é reciclado passa pelas cooperativas, mas é importante a gente colocar um outro ponto de vista, isso é uma realidade, mas... diretamente à venda na indústria hoje de reciclagem brasileira, está em torno de 11% apenas o fornecimento diretamente da cooperativa para a indústria. A lei traz um fator muito importante que é a capacidade, o desenvolvimento técnico das cooperativas para que possam vender diretamente. Porque hoje o grande problema, muitas vezes, é a falta de recursos da cooperativa e ela passa a depender de alguém que o financia. Se visita uma cooperativa, lá tem três, quatro prensas. Ah, essa aqui é do fulano, essa aqui é do ciclano, essa aqui é do beltrano. Tá, e o que acontece? Quando estraga a prensa, custa R$ 500, aí ele baixa o nosso preço e ele nos... conserta. Então, há uma dependência muito grande hoje e isso tem que acabar. A cooperativa tem que ser autossustentável, ela tem que tratar direto com a indústria, ela tem que ter capacidade de fornecer um produto com uma qualidade que não seja com 40% de perda na indústria, como hoje é a média, 35%, 40%. Então, é muito importante essa lei exatamente para a gente quebrar esse ciclo e trazer o protagonismo com qualidade, qualidade de vida, com... aqui se falou, inclusive, que projetos que possam ter, até creche na cooperativa, quando se visita, se vê uma situação ruim de trabalho, condições poucas são aquelas que conseguem dar uma condição que a gente diria, assim, que... está dentro de um mínimo de receita, está dentro de um salário que é compatível com o trabalho que estão fazendo, e nós somos partidários também. A nossa ideia é de que esse trabalho, muitas vezes... o município dá uma contribuição final do mês para ajudar. Não deveria ser assim. Deveria ser alguma coisa institucionalizada, um pagamento por esse serviço, porque é um serviço que é feito e que, basicamente, a Prefeitura acha que entregando o resíduo lá está resolvido. A cooperativa vai viver disso e a gente sabe que nessa não é realidade. Mas então, parabéns aí pelo trabalho, por todo esse... Ah, e outra coisa que também acho que nós gostaríamos de comentar, Não mudaria nada no processo, e a gente já falou isso, né, Carlos Gomes, se esse percentual de 1% passasse a ser 2% ou 3%. porque praticamente para quem está doando não muda nada. E isso traria uma massa crítica maior de captação, mais facilidade, porque esse é um gargalo muito grande hoje, Nós temos casos de projetos que estão aprovados e que não conseguiram captar ainda. Obrigado.

28 de abr, 15:58