PLENÁRIO
Sobre o Evento
A sessão plenária foi marcada por intensos debates sobre segurança pública, política econômica e o sistema judiciário. Parlamentares discutiram a urgência de reformas no setor de segurança, criticaram projetos de anistia e divergiram sobre as medidas de controle de preços e a gestão administrativa do país.
Deputado
Gente, chega a ser inacreditável escutar que a Copa em 2014 melhorou o social, melhorou os transportes, não são o que os indicadores dizem e não é a própria percepção da população. E eu digo, aliás, por São Paulo, quem não se lembra das várias promessas, tanto para as Olimpíadas como para a Copa, até agora estou esperando. o trem bala ali de São Paulo até o Rio de Janeiro, que até agora a gente não viu. Aliás, foi criada toda uma estrutura para isso. e ficou só na promessa, Outro ponto, falou-se aqui sobre movimentação da economia. Nem em 2014 viu-se uma movimentação significativa da economia e Copa Feminina de Futebol, segundo a própria FIFA, não dá lucro. Isso é o histórico que a própria FIFA coloca. Então, se a masculina que movimenta muito mais público, que movimenta muito mais torcida em 2014 já não deu um crescimento significativo, a feminina que a própria FIFA coloca, que nunca deu lucro, não é a minha opinião, não é a minha vontade, isso é um dado fático que a própria relatora admitiu que a FIFA tem esse histórico sobre a Copa Feminina, e a gente ainda fala aqui de passar 15 milhões de reais para 40 atletas. Gente, isso seria muito melhor revertido para reajustar o Bolsa Atleta, para distribuir entre categorias de base, mas não, a gente está falando de 15 milhões de reais. para 40 atletas que nem estão mais em atividade... um grupo não ganhou premiação nenhuma e o outro ganhou bronze. Então, assim, gente, não é razoável a gente fazer essa discussão aqui. a gente está falando de um valor muito grande de dinheiro que poderia ir para um número muito maior de atletas, A gente está falando mais uma vez... de criar uma legislação especial, específica, mais benéfica para a FIFA do que é para o trabalhador brasileiro, do que é para o empregador brasileiro. Então, a gente mantém, e eu repito o argumento que eu coloquei inicialmente, né? A relatora rebateu falando: ah não, não temos que ter preocupação com as mudanças na lei trabalhista, porque tem prazo para começar e tem prazo para terminar. Mas, espera aí, se vocês entendem que a CLT é boa, ela é boa o tempo todo, em todas as ocasiões. Quer dizer que existe um período em que não. Gente, vamos suspender aqui um tempinho e dizer que domingo pode trabalhar sem ter remuneração adicional, que feriado pode trabalhar sem ter remuneração adicional. Somos contra a escala 6x1, mas veja, gente, para a FIFA pode, para a FIFA está liberado, para a FIFA não tem problema. Então, assim, realmente fica difícil de sustentar alguma coerência de discurso. Se de fato vocês defendem, tese que eu não acredito, que eu não defendo, mas vocês acham que essa LT é a melhor coisa do mundo, que fomenta a economia, que fomenta o emprego, por que na época da Copa aí já não gera emprego? Por que na época da Copa aí já não é boa pra contratar? fica uma situação complicada de defender, né? Quando não se tem incoerência, você precisa ficar inventando malabarismos retóricos para defender uma posição injustificável. O encaminhamento é não, presidente.




