GRUPO DE TRABALHO SOBRE CRIMES PRATICADOS EM RAZÃO DE MISOGINIA
Grupo de trabalho articula endurecimento contra misoginia e ódio na internet
Sobre o Evento
O Grupo de Trabalho sobre Crimes de Misoginia debateu a urgente necessidade de criminalização do discurso de ódio e da violência contra a mulher, tanto no ambiente digital quanto no presencial. Especialistas, parlamentares e sociedade civil discutiram falhas na proteção de vítimas, os impactos da radicalização online e a necessidade de alinhar medidas punitivas a estratégias educativas e de prevenção cultural.
Mostrando 4 falas de Dolores Aronovich Aguero neste evento
Ver evento completoResumo da participação
A Professora da Universidade Federal do Ceará denuncia a persistência da violência de gênero e o recrutamento de jovens por grupos misóginos na internet, alertando para a conexão desse cenário com o incentivo a massacres escolares. Defende que, além da aplicação das leis existentes, é fundamental promover a regulamentação das plataformas digitais e políticas educativas que combatam a misoginia de forma ampla.
Professora da Universidade Federal do Ceará - Universidade Federal do Ceará
A Professora da Universidade Federal do Ceará relata a perseguição sistemática sofrida por grupos misóginos na internet ao longo de mais de uma década, incluindo ameaças de morte, assédio judicial e a criação de sites falsos para difamação. Destaca a criação da Lei 13.642/2018, conhecida como Lei Lola, que atribui à Polícia Federal a competência para investigar crimes de misoginia na rede, ressaltando a importância do combate a essa violência e sua conexão com o incentivo a massacres escolares.
Professora da Universidade Federal do Ceará - Universidade Federal do Ceará
A Professora da Universidade Federal do Ceará - Universidade Federal do Ceará defende que a aprovação de leis é insuficiente para erradicar a violência contra mulheres e meninas. Argumenta pela necessidade de regulamentação das plataformas digitais, que lucram com a disseminação de discurso misógino. Aponta a importância da educação sobre gênero e sexualidade nas escolas, criticando o desmonte promovido pela gestão anterior, e enfatiza a urgência de medidas concretas para combater a misoginia online e offline, ressaltando que a defesa da liberdade de expressão não deve ser utilizada para perpetuar a violência.
Professora da Universidade Federal do Ceará - Universidade Federal do Ceará
A Professora da Universidade Federal do Ceará - Universidade Federal do Ceará discute a efetividade das leis e a importância de políticas educativas para combater a violência e o recrutamento de jovens na Internet por grupos que promovem massacres em escolas. Ela destaca a relação entre a misoginia online, grupos de ódio e o incentivo ao suicídio e ao extermínio de minorias, incluindo mulheres políticas e pessoas trans. Defende a necessidade de maior diálogo com as forças de segurança e ressalta a importância de enfrentar a violência política de gênero.
Professora da Universidade Federal do Ceará - Universidade Federal do Ceará
A Professora da Universidade Federal do Ceará discorre sobre o crescimento de grupos misóginos e masculinistas na internet, impulsionados, segundo sua análise, pelos contextos políticos eleitorais de 2016, nos Estados Unidos, e 2018, no Brasil. Argumenta que a ausência de punição aos seus líderes políticos estimulou tais grupos a abandonarem o anonimato e a violência, defendendo a necessidade de um combate à violência contra as mulheres que obtenha consenso social e não seja pautado pelo antagonismo político.




