GRUPO DE TRABALHO SOBRE CRIMES PRATICADOS EM RAZÃO DE MISOGINIA
Grupo de trabalho articula novas estratégias legais contra a misoginia
Sobre o Evento
O Grupo de Trabalho sobre o PL 896/2023 debateu estratégias para a criminalização da misoginia e o combate ao feminicídio. Especialistas e parlamentares destacaram a necessidade de uma abordagem interdisciplinar, envolvendo educação, responsabilização de plataformas digitais e políticas públicas que superem a ineficácia da punição isolada.
Mostrando 2 falas de Juliana Brandão neste evento
Ver evento completoResumo da participação
A Coordenadora de Gênero e Raça do Fórum Brasileiro Segurança Pública defende a tipificação jurídica da misoginia para garantir o combate efetivo aos feminicídios, especialmente contra mulheres negras. Além das mudanças legislativas, ressalta a importância de transformações culturais e da maior ocupação de espaços de poder por mulheres para assegurar dignidade e autonomia.
Coordenadora de Gênero e Raça do Fórum Brasileiro Segurança Pública - Fórum Brasileiro Segurança Pública
A Coordenadora de Gênero e Raça do Fórum Brasileiro de Segurança Pública aborda a relação entre misoginia e violência de gênero, especificamente o feminicídio. Destaca a persistência de altos índices de violência letal contra mulheres negras e discute a dificuldade em reconhecer a misoginia como motivação de crimes fora do âmbito doméstico. Defende a necessidade de nomear e tipificar juridicamente a misoginia para garantir visibilidade e combate efetivo a essas violências, argumentando que a omissão na sua definição legal dificulta o enquadramento adequado de casos de feminicídio.
Coordenadora de Gênero e Raça do Fórum Brasileiro Segurança Pública - Fórum Brasileiro Segurança Pública
A Coordenadora de Gênero e Raça do Fórum Brasileiro Segurança Pública - Fórum Brasileiro Segurança Pública defende que a efetividade das leis depende de sua percepção como mecanismos de acolhimento e representatividade. Destaca a necessidade de um debate público abrangente, envolvendo homens e mulheres, para promover dignidade e projetos de vida com autonomia e igualdade. Além da alteração legislativa, sublinha a importância de uma mudança cultural e da ocupação de posições estratégicas de poder no Estado brasileiro por mulheres, especialmente mulheres negras, tanto no Legislativo quanto no Judiciário e Executivo, visando mudanças estruturais a médio e longo prazo.




