COMISSÃO ESPECIAL SOBRE ALTERAÇÃO NO CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO (PL 8085/14)

6 mai. 2026 14:07 às 17:08

Sobre o Evento

06/05/2026 - Regulamentação e circulação de veículos de mobilidade elétrica leve

Status
Concluído
ID: 81761Total: 52 discursos
#43
Coordenadora de Mobilidade Ativa na WRI Brasil - Mobilidade Ativa na WRI Brasil Ariadne Samios
Ariadne Samios

Coordenadora de Mobilidade Ativa na WRI Brasil - Mobilidade Ativa na WRI Brasil

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Em relação às velocidades, né? Acho que já foi explanado ali durante a apresentação que a velocidade é um dos principais fatores de risco para a gravidade do sinistro. Então, Se o objetivo... que vai ao encontro, né? Do que já está escrito lá no Pena Trans, da visão zero, da abordagem de sistemas seguros, é a gente reduzir a sinistralidade, a gente precisa sim reduzir e adequar os emissos de velocidade para que a micromobilidade possa acontecer nas cidades de forma segura. Então, até já foi explanada em outras audiências que O limite, idealmente limite no ambiente urbano, onde a gente tem muito conflito entre usuários vulneráveis e veículos motores, seria de 30 km por hora. Então, assim, existem diversos dados, diversas evidências que comprovam que ao se reduzir a velocidade, a gente reduz a sinistralidade, que mesmo hoje a Lorena apresentou... dados de Fortaleza, que é uma das cidades referência aqui do nosso país. Que... teve ações de redução de velocidades e conseguiu, foi acho que uma das únicas entre os municípios no Brasil que conseguiu alcançar o objetivo da década de segurança da ONU, que era reduzir em 50% o número de sinistros. E... Bom, em relação a retirar pessoas da caminhada, acho que a gente não trata de colocar um modo sustentável contra outro modo sustentável, né? A gente tem que pensar justamente o contrário, como é que a gente atua para incentivar a mobilidade ativa e aí dentro estão pedestres e ciclistas enfim e veículos que não são que são os autopolíticos, que não são poluentes. E... e como que a gente incentiva a mobilidade ativa para que a gente tire os motoristas dos carros, né, os veículos individuais. Então, acho que aqui não se trata tanto de ver a pessoa vai começar a pedalar mais ou vai caminhar mais. Isso está muito relacionado ao ambiente onde a pessoa está inserida, as oportunidades de acesso que ela tem, se ela mora, por exemplo, num local que é bem conectado a serviço enfim, a escola, as suas necessidades cotidianas, ela tem muito mais oportunidades de caminhar do que pessoas que moram em alguns 2 ou 2 km dessa oportunidade de deslocamento diário. Então, acho que nesse caso a gente não trata dessa forma. esses veículos, os autoconhecidos vão tirar, diminuir as pessoas caminhando. É possível que sim, acho que tem um grande apelo, né? E cada vez mais as pessoas têm vontade de experimentar. esse tipo de veículo, mas não acredito que seja um impacto relevante na redução de pessoas caminhando. E aí eu retomo a fala da Letícia que a caminhada é o principal modo de deslocamento das pessoas do nosso país e isso também está muito relacionado com a questão social, muitas pessoas no nosso país não tem condições financeiras de sequer ter uma bicicleta, quanto mais um veículo autopropedido, né, enfim. E essas piscinas elétricas já estão com um valor muito mais elevado. Eu não colocaria dessa forma o "un control" Obrigada. Agradeço e faço agora...

06 de mai, 16:23