GRUPO DE TRABALHO SOBRE CRIMES PRATICADOS EM RAZÃO DE MISOGINIA
Grupo de trabalho articula endurecimento contra misoginia e ódio na internet
Sobre o Evento
O Grupo de Trabalho sobre Crimes de Misoginia debateu a urgente necessidade de criminalização do discurso de ódio e da violência contra a mulher, tanto no ambiente digital quanto no presencial. Especialistas, parlamentares e sociedade civil discutiram falhas na proteção de vítimas, os impactos da radicalização online e a necessidade de alinhar medidas punitivas a estratégias educativas e de prevenção cultural.
Mostrando 3 falas de Ingra Ohana neste evento
Ver evento completoResumo da participação
A Representante da Associação Somos Todas Ingras utiliza sua experiência pessoal de tentativa de feminicídio para denunciar a ineficácia das medidas protetivas e a lentidão do sistema jurídico no acolhimento às vítimas. O discurso enfatiza a necessidade urgente de mudanças estruturais, maior celeridade processual e mecanismos mais rigorosos de proteção para prevenir a escalada da violência contra a mulher.
Representante da Associação Somos Todas Ingras - Associação Somos Todas Ingras
O Representante da Associação Somos Todas Ingras relata sua vivência como vítima de tentativa de feminicídio e violência doméstica, ocorrida em 2019. O discurso destaca a insuficiência das medidas protetivas para conter agressores, a dificuldade de superação do trauma e o medo constante enfrentado pelas vítimas, mesmo quando possuem suporte jurídico e conhecimento da legislação.
Representante da Associação Somos Todas Ingras - Associação Somos Todas Ingras
A Representante da Associação Somos Todas Ingras relata a sua trajetória de violência doméstica e os limites da eficácia das medidas protetivas. Após denunciar reiteradas vezes a perseguição e a quebra da medida por parte de seu ex-marido, incluindo casos de invasão de domicílio, destaca que a falha do sistema jurídico em decretar a prisão preventiva resultou em uma tentativa de feminicídio com 23 facadas, presenciada por sua filha. A oradora critica a insuficiência das medidas cautelares alternativas à prisão e sublinha a importância de um atendimento mais célere e eficaz às mulheres vítimas de violência, utilizando sua própria experiência para reivindicar mudanças estruturais na proteção de mulheres em risco.
Representante da Associação Somos Todas Ingras - Associação Somos Todas Ingras
Representante da Associação Somos Todas Ingras relata a dificuldade de celeridade no atendimento às vítimas de violência doméstica. Destaca que, apesar de ter denunciado a quebra de medida protetiva e possuir assistência jurídica particular, muitas mulheres enfrentam o descaso das autoridades, sendo submetidas a múltiplos boletins de ocorrência antes de obterem proteção efetiva. Relata ter sofrido tentativa de feminicídio com 23 facadas e critica a estratégia da defesa no júri popular, que tentou desqualificar a agressão por ela estar viva e sorrindo em vídeos posteriores. Defende que mecanismos mais céleres e acolhedores, especialmente em cidades pequenas, são fundamentais para garantir a segurança das vítimas.




