
É, Davi, é difícil. Como fazer? Não sei. Vocês que vão construir. Vocês que vão discutir agora. Vão, talvez, sair uma proposta bacana aqui desse estado de visita. Essa é a ideia. Saber discutir. E encaminhar para os parlamentares. Manda a mesma proposta para... 45, 250 parlamentares, um de cada estado. Começa a rolar um movimento, percebe? Mas é coletivo, é esse o lance, né? A gente esquece que a política é uma atividade coletiva, por natureza. Ela não é individual. E a gente esquece isso tanto aqui quanto lá. Não, é o cara que vai fazer o negócio. Exatamente. Não é, né? Obrigada, Davi. Davi ganhou 10, né, gente? Porque me elogiou ainda, vocês não. Então, assim, desculpa. Davi e Cristiane. Cristiane, pelo nome, maravilhoso. Obrigada, viu, gente? Um trabalho para vocês, boa semana para todos. E aí
As plataformas não são só o Instagram... E o Facebook, né? Exato. É... Meu nome é Davi. essas
Ana Roberta. Ana Roberta. Bem interessante isso, Ana, para a gente concluir. Realmente, a IA é um desafio Absurdo, né? Para a gente que estuda, para a gente que lida com política, para a gente que assessora políticos, porque... Veja só, todas as plataformas de IA que nós temos até agora, quer dizer, as utilizadas, as que nós utilizamos, com exceção talvez do Deep Seek e alguma outra oriental, sei lá, chinesa, tailandesa, mas não conheço nenhuma além do Deep Seek, talvez vocês que navegam conheçam. foram construídas desde o início por homens brancos do Norte global. São as pessoas que trabalham com tecnologia mundialmente, quer dizer, na Alemanha, na Siemens, na Microsoft, no Google... Na Meta, no chat EPT, etc. Tem poucas mulheres, a gente sabe, né? Do baixo número de mulheres em STEM, e na tecnologia não é diferente. Tem algumas áreas que é mais, pior ainda, né? Na física, etc., e não tem pessoas do sul global, não tem pretos, não tem... Ah, tem alguns indianos, né, porque os indianos vão lá para o... os indianos ricos, conseguem acessar a Europa. Fecha a porta ali, gente, só um pouquinho, porque eu estou me dispersando, estou quase indo lá gritar com isso. Nem sei qual é a demanda, mas vamos construir coletivamente. Então, como é que nós vamos achar que essa IA vai tomar decisões adequadas aos nossos interesses? enquanto mulheres do sul global, mas enquanto mulheres, homens não brancos do sul global ou mesmo homens brancos do sul global. Porque mesmo os homens brancos da Argentina, do Brasil, do Uruguai, do Equador, do Chile, estão no sul global. E aí as pessoas chegam lá achando que porque... No meu estado tem muito isso, porque é descendente de italiano, descendente de alemão, chega lá achando que vai ser assim, recebido, uai, vem cá, mano. É brasileiro, é ticanito, não tem o passaporte, não interessa. É estrangeiro, é subdesenvolvido, que a ideia deles... ainda eurocêntrica é essa, por mais que as pessoas tentem se desconstruir. No atual cenário de desenvolvimento tecnológico que nós temos, não tem como a gente não falar dos vieses da IA. Porque ela foi construída pelas pessoas que detêm maior poder, que são as mesmas sempre, e que não nos inclui, enquanto periferia do sistema econômico, do sistema político, do sistema... Nós não falamos inglês, nativamente, então nós já saímos atrás, nós temos que aprender a falar inglês, porque a linguagem é toda feita em inglês, ou seja, já é inacessível. para a maior parte da população do Sul Global, E aí? Como é que faz? Vou deixar na mão desse instrumento que foi criado por essas pessoas, historicamente, nestas sociedades, com esta visão da gente. que decida o que é melhor para nós? Eu acho um perigo inacreditável. E eu acho que... Eu sei que a opinião é polêmica, mas nós vamos acabar com uma polêmica, que nós temos que encerrar realmente. Já passei dez minutos. Eu sou totalmente a favor da regulação das plataformas. Porque elas têm que ser responsabilizadas pela parte que lhes cabe. Assim como o dono do bar é responsabilizado quando tem incêndio, quando tem briga, quando morre alguém, vai responder civilmente, criminalmente, vai indenizar, porque foi no espaço dele que o negócio aconteceu. E as plataformas são espaços... privados, elas não são espaços públicos, então elas têm que ser solidárias na responsabilidade junto com os Estados e com os cidadãos. É uma discussão bem polêmica, nós estamos vendo ela difícil de ser levada, porque imediatamente quando fala em regulação as pessoas pensam em censura, Censura, então o governo vai lá, vai dizer o que pode, o que não pode E aí tem o exemplo da China E é isso mesmo, é censura mesmo Não entra as plataformas que não são deles Mas a discussão tem que ser feita, né? Eu estou tentando de saber. Pois é, eu terminei com essa polêmica, porque eu sei que eles estão falando disso. Obrigada, gente. Por favor, vou dar uma última. mãozinha levantada é meu nome é cristiane
Jander, a tua fala bacana, a tua experiência, porque eu acho que tem isso, né gente? As comunidades minoritárias, minoritárias politicamente, que eu quero dizer, aqueles segmentos populacionais que são historicamente, têm sido historicamente excluídos, da representação institucional, ou seja, que tem mais dificuldade de se candidatar, a cargos que têm mais dificuldade de acessar os espaços de poder, né? seja na universidade, seja os parlamentos, como os indígenas, como as mulheres, como a comunidade brasileira, LGBTQIA+, enfim... Todas as comunidades minoritárias que sofrem algum tipo de opressão, elas têm uma noção muito mais clara de comunidade. Poderia pensar, né? nos quilombolas, por exemplo, que vivem em comunidade, por quê? Porque foram perseguidos, quer dizer, não tinha como o cara, sendo um escravo fugido ou uma pessoa preta, recém-liberta, viver sozinho. E ainda hoje as comunidades quilombolas, as comunidades indígenas mostram essa força do coletivo, que é um negócio que a nossa organização social contemporânea, ela... ela bagunça, ela tira a força desses coletivos. Então, você tem aí um enfraquecimento dos movimentos sociais, de alguma forma, quer dizer, movimento estudantil. que já foi muito mais, né? Quer dizer, todo mundo queria entrar no DA, quando eu entrei na universidade. A gente queria ir para o DA, a gente queria entrar no DCE, a gente queria fazer parte, se candidatar. Hoje, eu não sei quantos dos estudantes que trabalham, que têm... e eu trabalhava nessa época, mas, enfim, era meio louca. Mas... As pessoas gostavam de participar, as pessoas queriam se filiar a partidos, etc. Queriam estar sindicalizadas, achavam importante associações profissionais e tal... Hoje você vê um esvaziamento dessas esferas coletivas. Então, para a construção dos interesses coletivos, porque os interesses não são individuais, eles estão permeados pela nossa sociabilidade. Então, assim, eu preciso de mais um salário, de um salário melhor. Isso não acontece na nossa cabeça, assim, do dia para a noite, não é assim. Obrigado. Quer dizer, se você passou por necessidades econômicas ao longo da sua vida, isso é uma vivência que te leva a determinadas... posições ideológicas também. E o enfraquecimento dessas organizações comuns, dessa construção comum de objetivos para a comunidade, não... para mim, indivíduo deste lugar específico, ou às vezes um indivíduo desenraizado, né? um indivíduo que paira, que poderia morar em qualquer lugar, que tem os interesses dispersos, não estão mais conectados ao... a região geográfica, Complica demais a discussão. E aí a gente não pode pensar, não pode, porque todo o avanço que nós tivemos no século XVII, XVIII, XIX com o liberalismo, que foi um avanço, tremendo, né? Se a gente pensar em termos de liberdades individuais, direitos civis, quer dizer, o Estado não pode mais chegar e matar seus cidadãos. Isso é do liberalismo, isso está na nossa Constituição. Mas o Estado mata um monte de cidadãos o tempo inteiro nas nossas comunidades periféricas. todos os estados deste país. É um desvio. É uma disfunção, isso não poderia acontecer. Mas veja, isso são avanços que o liberalismo, enquanto movimento intelectual, enquanto movimento político, nos trouxe. Obrigado. Mas aí você vai ter que Falar do que é o neoliberalismo, de como essa atomização, essa individualidade levada ao extremo, ela acaba enfraquecendo os laços sociais e a construção de objetivos e demandas, interesses comuns. É interessante porque você vai ter menos... organizações da sociedade, do que nós costumamos chamar sociedade civil, e mais organizações econômicas atuando. Você vai ter mais lobby, menos advocacy. Porque as pessoas vão se organizar coletivamente somente quando for um... quando elas forem obrigadas pelo mercado, vamos dizer assim. Então, eu quero a regulamentação da profissão de nutricionista, de fisioterapeuta. Aí você tem uma galera aqui. na Câmara, mas... no resto das discussões você não tem essa participação coletiva importante, relevante, muitas pessoas aqui presentes fisicamente, fazendo pressão para que os parlamentares votem alguma coisa. Isso também é um reflexo do nosso tempo, são os dilemas da nossa organização social e econômica. Segunda. E temos ainda um conceito de democracia participativa, que é uma coisa bem mais recente, do século XX. Por quê, gente? Porque a gente está falando de uma democracia, democracia contemporânea, não estou falando da dos gregos, Lembrando o texto clássico do Benjamin Constant, o Benjamin Constant francês, não o brasileiro, que tem o mesmo nome, mas também tem um texto interessante, mas não é dele que eu estou falando. Que é o seguinte, nós temos regimes que incorporaram segmentos que antes nunca tinham sido incorporados nas decisões políticas. Se a gente pensar: a própria democracia grega, na qual nós já falamos, mas se a gente pensar Todos os regimes absolutistas, todos os regimes monárquicos que nós tivemos até o século XX. 17, 18. Você só vai ter, por exemplo, o voto como direito universal, o sufrágio universal, no século XIX. E no século XX, ele demorou muito para ser implantado. No Brasil, nós só chegamos ao sufrágio universal em 1988. Não tem 40 anos que nós temos sufragem universal no nosso país. Por quê? Porque até 1988, os analfabetos não podiam votar. Até 1934... As mulheres não podiam votar. Até 1891, você tinha que ter renda. Comprovar um determinado nível de renda para votar. Então, assim. Vejam como era pouca gente para conversa. Ah, era tão bom, os discursos parlamentares eram ótimos, todo mundo se entendia. Claro, né? Todo mundo tinha o mesmo interesse, era todo mundo do mesmo clube de golfe. Por que eles iam brigar? Por que ia ter conflito? Por que que a Dac era quebra-pauro? Só dá conflito quando você tem... Heterogeneidade. Quando você tem diferentes segmentos populacionais tentando chegar... ao espaço de poder. Aí você vai ter conflito. Você vai ter quebra-pau. Por quê? Porque são interesses Não é que são apenas diferentes. O problema é que, às vezes, são interesses contrários, né? Um ganha e o outro perde. E aí vai ter briga, não tem como não ter briga. Se eu vou perder, Então, quer dizer, né? Obrigado. Obrigado. O conflito que nós percebemos hoje nos regimes contemporâneos também se deve à incorporação de parcelas que eram excluídas da democracia. Então, vejam, o conflito por si só, ele não é ruim. para a democracia. Se nós tivermos um parlamento em que todos concordam, é muito provável que nós não tenhamos uma democracia. Vamos pensar no maior parlamento do mundo. Qual é o maior parlamento do mundo, que tem mais de 3 mil representantes? o parlamento chinês. 3 mil representantes de um partido. Que maravilha, todo mundo se entende, que delícia, né? Não que eles se entendam todos, né? Mas eles não brigam no parlamento, eles brigam nas assembleias do partido. né? Mas é um regime democrático? Hum, né? Um regime de partido único que você não tem opção? Não é democrático. Mas você tem... Parlamento, E você tem consenso. Então, o problema não é o conflito especificamente, o problema é o Quais são os termos que limitam o conflito? Eu posso ver os demais como adversários políticos. mas eu não posso vê-los como inimigos. E aí eu voltei lá para o Carl Schmitt. O povo do direito gostou, porque todo mundo leu o Carl Schmitt, né? Lera. Não leram? Pois. Vamos ler o Carl Schmitt. teórico do início do século XX, que depois lá os nazistas Puxaram ele, a teorização dele, que era o quê? Basicamente, ele tá falando: "Ah, política é um negócio que tem amigo e inimigo". Ele está defendendo isso. A gente está falando, a gente está relendo ele para dizer que se eu tratar o outro como inimigo, aí eu tenho mais recentemente Chantal Mulf, outros teóricos da democracia, Nancy Fraser e tal, se eu ver o cara como inimigo, eu posso pensar que ele tem que ser aniquilado. Inimigo não tem direito de existir. Percebem? Então, eu não posso, na política, falar em inimigos, eu posso falar em adversários, dos quais eu ganharei as eleições. Nas regras que estão estipuladas, mas eu posso perder também. E eu não ganhei nessa, eu me preparo melhor para a próxima, vou de novo, me candidato de novo, faço caravana, volto de novo, faço propaganda. organizo lá minhas comunidades. Puxa o povo lá da Maré e vem de novo, me organiza. Esse é o jogo democrático. Tem conflito o tempo todo. Mas não tem guerra, porque a democracia é o regime... que foi criado para evitar a guerra, o conflito aberto, a guerra civil ou a guerra com outros... Territórios. Não são palavras minhas, tá? São palavras do Winston Churchill. primeiro-ministro britânico, quando eles derrotaram o Hitler, enfim. na Segunda Guerra Mundial. Então a gente ainda não inventou nada melhor. Então, vamos acabar com tudo, vamos acabar com os partidos. Tudo bem, a gente tem 35 partidos no Brasil. Era 35 até a última contagem, não sei se já tem mais algum que entrou, mas eram 35. Ou em vias disse. A gente sabe o que todos esses partidos defendem? E olha que eu sou professora de ciência política Trabalho no parlamento. Eu não sei. Eu duvido que algum cidadão brasileiro saiba. Tá, talvez a Carmen Lúcia saiba, que foi presidente do Tribunal Superior Eleitoral. O que eles defendem? Qual é o estatuto? Qual é o lado dele? Quer dizer, a gente tem 35 segmentos, facções, como chamavam... facções é uma palavra complexa, mas é o termo que os pais fundadores usam, tá? O Hamilton, galera, eles estavam falando de facções. Hoje é um termo... complicado na nossa discussão, tem outro sentido, enfim, mas... segmentos, vamos falar partes do todo, partidos, um pedaço. Uma fatia da população. Nós temos 35 segmentos identificáveis que são diretamente representados pelos partidos brasileiros. Não. Porque a gente tem partido que representa mais de um segmento, tem vários segmentos ali envolvidos. E tem partidos que... É difícil perceber qual é o segmento que está sendo representado. Talvez exista, mas talvez seja muito pequeno, talvez se expressem mal, não se comuniquem bem, pode ser. Obrigado. Mas, em teoria, os partidos são um atalho cognitivo. E esse é o nosso problema. A gente não consegue usar os partidos como atalho cognitivo, ou pelo menos assim, muito poucos partidos a gente consegue usar como atalho cognitivo. As pessoas usam o PT como atalho cognitivo, que é talvez o único partido de massa, no conceito de partidos de massa e tal, lá do século XX, que a gente... já teve, assim, próximo disso. Elas usam, elas sabem mais ou menos que o PT vai ser, quem é do PT vai ser mais ou menos a favor disso e contra aquilo. mais ou menos, isso já foi mais claro, E vem se diluindo ao longo do tempo. Então, as pessoas têm alguma clareza em relação ao PSOL. Elas têm alguma clareza em relação agora ao PL. Elas sabem mais ou menos que o PL tende a ir para esse lado, o pessoal tende a ir para aquele. Então, elas meio que localizam assim, está esse de um lado, está esse do outro. Isso serve como um atalho. para o eleitor. Ah, eu estou mais para cá, eu estou mais para lá. Não, eu estou bem no meio, então não me serve nenhum desses. Mas e os outros 33? E os outros 30? Então aonde? Mais para cá ou mais para lá? no estado lá no Ceará, está mais para lá, mas se for no Rio Grande do Sul, está mais para cá. Se for lá no Sergipe, né? Do Ninan está mais para lá, mas aí chega no Mato Grosso, caiu para cá. Então, a gente ainda tem essa descentralização... das lideranças regionais. Fica muito complicado. para o eleitor usar o partido na principal função que o partido talvez servisse, que é localizar os candidatos, dizer que os candidatos desse partido estão mais ou menos... concordo aí uns 80% com eles. Então, eu vou escolher um aqui da lista que tenha mais a ver, que seja mais parecido comigo. Não consigo fazer isso nos partidos. Brasileiros. Aliás, não consigo fazer isso em vários partidos. Não é só pelo número, porque, por exemplo, nos Estados Unidos, os eleitores estão com essa mesma dificuldade. A diferença está tão pouca entre democratas e republicanos que eles não conseguem mais localizar. E isso explica por que as pessoas não confiam, por que elas falam que não representam, por que elas não vão votar. Então, nos países que não têm voto obrigatório, uma abstenção recorde, porque elas não sabem mais o que o Partido Trabalhista Britânico vai defender, não sabem se vai ter diferença do Partido Liberal, Conservador, elas não sabem se o Partido Podemos na Espanha vai defender. a democracia direta, etc., né? E aí entra no Parlamento e todos vão se organizar como... cabe dentro do parlamento, né? por meio de representantes eleitos, etc. Então, veja, será que a nossa saída é a inteligência artificial? Obrigado. Obrigado. Talvez possamos utilizar a inteligência artificial, enquanto eleitor, para tentar ler, para tentar mapear, sei lá. Agora, eu acho bem complexa essa proposta de você colocar uma inteligência artificial que ela vai... mais do que decidir, ela vai... Porque o problema não é a decisão, o problema é a... É o desenho. da proposta. Obrigado. Porque às vezes a questão não é de sim ou não. Obrigado. Você é a favor do aborto? Eu vou dizer. Não! Como assim, a favor do aborto? Acho que as pessoas têm que fazer... Usar aborto como método de concepção? Não. Nem pra mim, nem pra ninguém. Mas você é a favor da legalização do aborto? Sim. Eu acho que as pessoas não têm que ser criminalizadas por isso, se elas fizerem no momento de desespero, de necessidade. A pergunta não é formulada assim. Então, depende, a minha resposta também depende de como a pergunta é formulada. Então, você vai colocar uma inteligência artificial a desenhar a proposta? que o verbo no particípio interfere se deverá ter indiferença crucial para poderar E aí é o povo do direito que gosta. Obrigado. Eu acho bem complicado, para não mencionar o caso de que as inteligências artificiais são construídas por humanos. a partir de critérios que são definidos por esses humanos. Porque o algoritmo, ele é... ele funciona automaticamente, mas ele não é criado automaticamente. Quer dizer, a gente já tem um processo de acúmulo humano para a construção de algoritmos. E a gente sabe, reconhecimento facial, todas as os problemas que cria, enfim. A gente sabe que quando põe uma foto no algoritmo, ele branqueia todo mundo. Quem é pardo no Brasil fica... absurdamente branco, é uma coisa incrível. Pede para ele melhorar uma foto e vai imediatamente te branquear É um fato. Façam essa... Quer dizer, põe alguém negro e peça para melhorar a foto. Ele vai branquear a pessoa. Então, assim, é complicado. Acho mínima, para não dizer nada, impossível, eu digo complicado. Quem sabe daqui a alguns anos, mas hoje acho impossível. bem desfavorável para nós. Gente, eu não vou conseguir até o fim, para variar, Passa a próxima aí, só para eles terem uma noção. Olha aí, não cheguei nem no papel do legislativo, mas a gente vai ter que concluir, porque vocês vão precisar almoçar mais cedo. Mas antes de concluir, eu abro para alguém que tenha mais algum comentário. Angústia, se for leve, porque angústia pesada não resolveremos. Eu posso indicar aqui um número para você, da minha psiquiatra, porque estamos angustiados. Fala, por favor.
Construiu essa IA. É uma das que já existem? Aí é complicado, né? Porque elas já foram construídas a partir de um certo parâmetro, né? Obrigado. Enfim, para não dizer nada, elas alucinam. Ontem ainda eu pedi uma foto do plenário Ulisses Guimarães, para a apresentação. Eu devia ter trazido, eu eliminei. A foto era incrível, ele inventou um plenário, Ulisses Guimarães. Eu disse, gente, mas tem foto do plenário Ulisses Guimarães para tudo que é lado. Como é que ela chegou nessa imagem? Eu fiquei pensando, como é que monta, de onde ele puxa, o que ele mistura para chegar num plenário Ulisses Guimarães que era razoavelmente parecido, mas não era o plenário Ulisses Guimarães, entendeu? Agora, um estrangeiro teria colocado. Não saberia bem a diferença. Interessante isso. Você. Obrigado. Obrigado. Só para contribuir, meu nome é Jander.
Acho que é um ponto importante que você traz, a questão dos partidos, porque os partidos, né, gente, são uma... Aí alguém vai dizer assim, nossa, mas para que partido? Tem esse papo também, né? Para que partido? Vamos acabar com esses partidos, esses partidos não significam nada, é só um bando de blá blá blá blá blá blá blá blá. veja Se a gente quisesse se eleger individualmente, né? Obrigado. Que tipo de recursos nós teríamos que ter para conseguir nos elegermos a qualquer coisa, sozinhos, assim, por nossa... livre espontânea vontade. Qual é o primeiro recurso que precisaríamos ter? Dinheiro. Então, aí você já eliminou. Quer dizer, o Elon Musk pode se candidatar? Pode. Ele pode fazer o que ele quiser, né? Ele está construindo um foguete para ir para Marte. É ilimitado. Mas nós aqui, nós, quem de nós teria recurso para bancar uma eleição que fosse de vereador nos municípios de onde a gente vem, onde a gente nasceu? E uma coisa. Quem financiaria? Ah, quero sair candidata. Não funciona assim. Por quê? Porque a candidatura, porque a representação não são questões individuais. elas são construções coletivas, você tem que ter apoio. Você tem que ter voto. Você pode até se candidatar, pagar uma campanha, mas você vai ter voto Basta entrar no horário eleitoral gratuito e fazer santinho, ou pagar lá. Agora a gente paga para entrar no WhatsApp. É só de uma época antiga, de uma época que tinha santinho em papel. Eu sou do século passado, me desculpe. Mas, assim, basta pagar para o Instagram lá e... Para o Facebook, ainda existe, os pais de vocês estão no Facebook, sorry. para promover a minha candidatura? Eu vou me eleger? Então, percebam. Os partidos existem por uma necessidade. de organização coletiva. E depois tem uma outra coisa, assim... Obrigado. Quem de nós aqui já parou para pensar sobre o Código de Processo Civil? Obrigado. Levanta a mão quem já parou para pensar, quem já analisou, estudou. Um, dois, três, quatro. Cinco. Numa turma... da elite brasileira universitária... Desculpa se não tinham dito isso para vocês. Vocês são a elite do Brasil. Vocês estão naquele segmento pequeno que chega ao ensino superior, mas ainda que chega ao ensino superior em um curso de direito, e que vão se formar, serão operadores do direito, 4! Metade da turma aqui está no direito. Se nem estudante de direito não parou para pensar no código comercial, sou eu que vou saber o que importa no código comercial. Que mudança que o código comercial pode trazer para a minha vida? Percebem? Tem questões que são ultra específicas. A gente nunca parou pra pensar nelas. "Ah, todo mundo aqui tem uma posição, uma opinião sobre aborto. Isso eu estou certa, é uma questão que atravessa, né? Sobre casamento homoafetivo, talvez." todo mundo, todos nós aqui tenhamos uma opinião. Mas e garimpo nas terras indígenas? Hum? E direitos reprodutivos e educação sexual nas escolas. São questões que têm tecnicalidades para as quais nós não... Às vezes, a gente não parou para pensar naquilo. Por quê? Porque eu não sou professora, eu não trabalho com crianças. Então, eu nunca parei para pensar por que tem que ter educação sexual nas escolas. Não, isso aí é ideologia de gênero. Mas se você vai falar com as professoras de ensino fundamental, de ensino médio... que estão nas escolas públicas, lá na ponta, elas vão dizer: "Poxa, mas precisa". A gente encaminha um monte de caso de abuso sexual quando a gente dá essa aula, quando a gente explica para eles, dá aquela musiquinha: "não toca aqui, não toca ali, só o papai". Entendeu? É preciso. E aí, é para isso que a gente elege alguém que tenha mais condição de se debruçar sobre esses assuntos. E se eu tiver uma ideia de democracia deliberativa... Eu vou pensar nesse espaço aqui que isso aqui é um espaço de comissão, E a comissão parlamentar, ela... presta, ela serve, ela existe especificamente para isso, para agregar pessoas parlamentares que têm interesses em determinados assuntos, então, quem é professora geralmente vai lá para a comissão de educação. Quem é ex-reitor e tal, quem é produtor rural, vai para a Comissão de Agricultura. Os indígenas agora vão lá para a Comissão de Minorias, mas também vão para a Comissão de Agricultura, porque tem a ver com como é que as reservas vão se montar economicamente, a exploração das terras e tal. Então, vejam... As comissões vão agrupando... especialistas, que têm mais condição de discutir essas questões. Então, na Constituição e Justiça, vai ter um monte de... advogado, juiz, etc., constitucionalistas, que vão analisar, de comércio e... Comércio exterior, vai ter o pessoal lá que pensa relações internacionais e relações econômicas, vai ter o pessoal de economia, mas vai ter o pessoal que estuda lá o código comercial também, para ver como é... Percebem? Essas pessoas, em conjunto, debatendo, elas podem chegar numa decisão que é muito melhor do que aquela decisão que uma delas sozinha pensaria lá a partir do seu background. Então, o conceito de democracia deliberativa, ele demanda também que o representante tenha algum... Nível de autonomia. Por quê? Porque a decisão vai se fazer na discussão da Assembleia. Então, eu estou pensando que aqui os iguais, os parlamentares que foram eleitos, que todos representam com as suas expertise, eles vão agregar. Então, vai ter uma parlamentar indígena que vai trazer a visão dos povos indígenas, vai dizer, não, mas olha só, tem essa situação lá na reserva tal, tá acontecendo isso, então o garimpo prejudica, aí vai vir um outro, pô, mas o garimpo é uma fonte de renda, como é que a gente vai fazer? Tem as terras raras, tem que explorar. vamos construir uma decisão melhor informada. Esse é o pressuposto teórico do negócio. É a razão pela qual a coisa foi montada assim. Então, a gente tem comissões técnicas. Na prática, isso acontece sempre? Isso acontece às vezes? Isso não está acontecendo? Aí são essas questões que a gente tem que perceber. Agora, se eu não entendo que esse é o funcionamento, eu acho que qualquer decisão do parlamentar contrária, por exemplo, uma mudança de opinião, é sempre uma incoerência, é sempre uma traição. Mas pode não ser. Ele pode realmente ter sido convencido pelo colega, que é especialista em código comercial, por exemplo, que o voto dele tem que ser assim. E aí ele vai explicar porque ele não sabia disso e a gente quando votou nele nem imaginava que o código comercial ia entrar em discussão. E isso aí a gente pode jogar na escala 6 por 1. Ou o fim da escala 6 por 1. Vamos começar pelo fim, dessa vez. Quais são as questões técnicas envolvidas? Então, vai lá os economistas e tal, aí tem os economistas... Da Unicamp, aí tem os economistas da USP, aí tem... Estou brincando, mas é porque tem essa divisão. Diga... Tinha mais alguém aqui que queria falar? Não. Você que tinha levantado a mão, né? Então, peraí, o nosso amigo economista levantou antes de ti, mas ele vai se apresentar.
Pode passar para o próximo slide? A gente vai entrar nisso com mais detalhe, quando a gente definir os tipos de democracia, as possibilidades que nós temos, tendo em vista essas diferentes formas de representação. Só queria trazer um ponto que eu acho bem relevante das duas falas, tanto de Alexia quanto Caroline, que o lobby, gente, apesar do nome ter uma conotação ambígua no Brasil, é uma atividade regulamentada em vários lugares, e a gente... está fazendo lobby o tempo inteiro né a gente enquanto coletivos né e aí isso me traz que o O que é o lobby? Defender interesses específicos de segmentos específicos da sociedade. Então, quando eu estou falando de lobby, eu não estou falando do interesse geral, nacional, do povo brasileiro, essa abstração imensa, porque o povo brasileiro são 210 milhões de pessoas absolutamente diferentes. A gente tem o maior índice de Gini, para os economistas que adoram falar do índice de Gini, que é o quê? diferença econômica entre segmentos populacionais. Então, aqui no Brasil é o maior, ou seja, nós temos a maior desigualdade econômica do mundo. Acho que tinha uma época que estava atrás de... estava na frente de Serra Leoa. Enfim. Só tinha mais desigualdade em Serra Leoa, mas depois voltou a ser o primeiro. É muito louco a gente pensar em falar no interesse do povo brasileiro, no singular pensando o tamanho da nossa desigualdade, que não é só econômica, ela é social, cultural, ela é, enfim, de vários fatores, racial, etc., etc. étnica, etc. Então, vejam... E aí eu acho que complica, porque muito desta abstração do conceito de representação que nós trazemos, ele está ancorado numa visão de que eu... indivíduo e uma pessoa, Cristiane, servidora pública, federal, professora, jornalista, mulher, heteroafetiva... Tenho determinado interesse. Então, eu quero alguém que me represente e lute pela educação, que tenha liberdade de imprensa, que tenha disseminação de informação, eu quero a regulação das plataformas, etc. Mas a representação não se faz indivíduo para indivíduo. Não é o meu voto solitário que elege parlamentar. É o quê? É o voto de uma comunidade. Então, essa frustração que a Alexia traz, ela está ancorada numa visão de que o representante, ele tem que concordar comigo, indivíduo, cidadão, cidadã, em tudo. O que é impossível. É. teórica e pragmaticamente impossível. A gente não concorda nem com o irmão, a irmã da gente. A gente não concorda com o pai, com a mãe, quer dizer, com os primos, o pessoal da mesma família, que tem a mesma experiência de vida ali, mais ou menos a mesma classe social, etc. A gente não concorda com os nossos amigos, nossos colegas de escola que cresceram com a gente. que vem do mesmo bairro, tem a mesma cor, tem o mesmo... A gente não concorda em tudo. Então, como é que eu quero que um indivíduo representante eleito... por um milhão de pessoas, no caso de São Paulo, mas pode ser 15 mil pessoas, no caso de Roraima, concordem com tudo que eu defendo. É uma impossibilidade epistemológica. Para quem é da filosofia, do direito, não tem como. E o que acontece? A construção da representação é coletiva. Nós estamos falando de grupos que elegem. São sempre grupos. Então, não é o interesse de um indivíduo só. Bom, a menos que você seja o Elon Musk, né? Aí você tem tanto recurso que você substitui países na decisão, né? Mas não é a decisão de um indivíduo. É a decisão de um grupo. E o grupo vai ter essas ambiguidades em algum momento. Obrigado. E aí nós temos, a partir dessas visões, diferentes tipos de democracia. Você pode ter o que os autores vão chamar de democracia representativa, modelo liberal, definido nos moldes como a gente conhece hoje aí nos séculos 18, 19, se a gente pensar, né, Revolução Francesa, se a gente pensar Revolução não é meio uma revolução, uma guerra civil norte-americana, mas... processos de independência na América, nas Américas, em relação às colônias europeias, se você pensar em processos de descolonização na África, então, ao longo dos séculos... 17, 18, 19, nós vamos chegar a um modelo que se expande no século XX. que fica, vamos dizer assim, conhecido, em alguns momentos do século XX, ele vira hegemônico, ou seja, maior parte das sociedades, dos países adotam esse modelo, que é o quê? Vamos ter alguma forma de eleição daqueles que vão governar ou representar as pessoas no parlamento. que vão tomar as decisões. E aí tem muito no nosso modelo do que foi definido pelos, vamos dizer assim, pelos... o termo que eles gostam de usar, depois nós é que estamos em busca de pai, são os pais fundadores estadunidenses, que o pessoal do direito estuda, o pessoal da ciência política estuda, Abraham Lincoln, George Washington, Madison, Alexander Hamilton, etc. Mas tem também muito do que a Revolução Francesa traz. Tem também muito do direito italiano, que aí já tem uma origem mais antiga, lá em Roma. Então, assim, a gente foi fazendo uma mistura... para chegarmos nesse sistema que é eleger quem vai nos apresentar. E a ideia por trás da eleição, ah, professora, mas por que uma eleição, não um sorteio? Porque no sorteio pode ir qualquer um. Na eleição, não. Na eleição... irão os melhores. "Pô, eu tô tendo a oportunidade de eleger, eu vou eleger alguém que eu acho que é pior do que eu pra fazer aquilo ali?" Não, né? Até porque pior que está, não fica. Então, sempre pode ficar. Mas, voltando, sem nos dispersarmos. Vejam, o princípio por trás da eleição é que nós escolheremos os mais capacitados. os mais preparados para nos representarem, aqueles que nós achamos que têm mais condições de... realizar essas tarefas, que nós não temos... Condição... Primeiro, porque não temos tempo de ficar indo em todas as reuniões, assistindo todas as sessões, debates e mandando a nossa contribuição. a maioria das pessoas não vai nem na reunião do próprio condomínio. Quanto mais assistir os debates e mandar comentários no YouTube, nas sessões do plenário do Senado, da Câmara, da Assembleia Legislativa, da Câmara de Vereadores da sua cidade, quer dizer, só aí você já tem quatro parlamentos para você opinar. Não teria como, né? Então, a gente elege alguém que Vai fazer só isso. Vai ser um político profissional. um representante profissional. Mas eu poderia pensar num esquema em que todos os cidadãos dessem sua opinião em todas as questões. Nossa, por que não faz a democracia direta? Por que não vota pelo YouTube, pelo Instagram? Faz uma enquete. Inclusive nós tivemos já casos de parlamentares que iniciaram seus mandatos assim, né? Não sei se vocês conhecem o senador Cajuru, os primeiros seis meses do mandato passado dele foram assim, ele botava todas as votações que ia ter, ele colocava no Facebook. Na época era Facebook, né? Um negócio antigo, vocês nem sabem o que é, mas é uma rede social que existia e saibam que existe. Ele colocava lá, voto sim ou voto contra? Só que isso começou a criar uma série de problemas para ele, porque aí o partido diz assim, não, mas para isso, você não pode votar contra isso aqui. Você é desse partido, nossa posição é essa. Ah, mas meus seguidores, que nem são os eleitores, são seguidores, né? Disseram que eu não posso votar. Obrigado. O problema é seu, mas se você votar, você é expulso do partido. E aí, isso durou seis meses, esse experimento, e ele tirou as enquetes do Facebook, porque viu que era mais complexo do que simplesmente colocar as enquetes no Facebook. Mas seria uma possibilidade, com ajustes, de democracia direta. Pensem lá na delegação, a Assembleia dizendo, ó, você vai votar sim, então eu consulto. Claro que em situações bem específicas, os parlamentares fazem isso, né? Meio que jogam para a opinião pública para sentir se os eleitores deles estão... a fim ou não daquilo. E aí as redes sociais são um grande termômetro. Então vamos jogar aqui escala 6 por 1, quem é a favor aqui. Aí vai lá, a Atlas faz pesquisa, 75% da população brasileira é a favor de acabar com a escala 6 por 1. Vamos acabar com a escala 6x1? Não sabemos, mas... O colega lá de trás, que eu entrei por outra via, não sei nem se a tua pergunta tinha a ver com isso. Bom dia, me chamo Ninan, sou de Segipte.
Indus. Começando... Terça-feira, a casa já está cheia, se vocês já passearam aí pelos corredores. Temos pessoal de vários lugares do Brasil, manifestantes com camisetas. Sejam bem-vindos à Casa do Povo Brasileiro, o epíteto da Câmara dos Deputados. Eu sou Cristiane, Sou professora do Cefor, sou professora do mestrado em Poder Legislativo, e atualmente eu trabalho no Observatório Nacional da Mulher na Política, que é um órgão da Secretaria da Mulher, encarregado de fazer a ponte entre pesquisadores e parlamentares. A ideia é a gente basear o trabalho legislativo em evidências científicas e também disseminar os dados e os conhecimentos que a Câmara produz. Porque a Câmara é uma instituição que produz uma quantidade bastante expressiva de informações sobre o processo legislativo que interessam aos pesquisadores. Obrigado. Eu queria começar dizendo para vocês que o QR Code para presença já está por aí, não esqueçam dele, de marcar. E... Além disso, queria começar perguntando mais ou menos... de onde vocês são, eu sei que não vai dar para a gente saber o Estado agora... Mas a ideia é que a gente faça uma conversa, não é uma palestra. Vocês podem levantar a mão e fazer intervenções. Nós vamos passando a palavra aí de acordo com a ordem que se apresentar. Mas eu queria saber, antes de a gente começar, de que cursos vocês são? Queria saber quem aqui é do direito? Essa edição está super legalizada. Quem é da ciência política? Só temos uma. Bem-vinda, colega da Ciência Política. Quem é da comunicação? Quem é da administração pública? Temos alguns. E quais são? Antropologia, tem alguém? Ciências sociais. Eu ia perguntar, sociologia, tem mais alguém? Letras. Informática. Vou começar agora. Fisioterapia, nutrição... E quem não foi contemplado? De que curso são as pessoas que não... Você, por favor. Educação. Tem mais pessoas da educação? Qual é o seu... a administração, Obrigado. Turismo... Relações Internacionais. Eu falei ciência política e não falei RI, olha só. esquecimento, falha total. Qual o outro ali da colega que levantou a mão? O seu é qual? Ah, em relações internacionais. Mais algum curso? Economia. Só tem uma pessoa de economia? Ciências contábeis. Ciências contábeis, está na área. Medicina, quem é que é de medicina? Medicina, seja bem-vindo. Pena que temos tão poucos estudantes de medicina aqui nessa oportunidade. Acho que nós precisamos mais estudantes de outras áreas. Bacana, sejam bem-vindos, gente. Hoje nós vamos falar um pouquinho sobre o parlamento a sua relação com a sociedade e o impacto das leis. Eu sei que é um tema muito caro para quem está na área do direito, porque, enfim, vocês basicamente estão estudando para... serem formuladores ou julgadores das leis, da aplicação das leis. Mas eu acho que a gente pode ter pontos interessantes para quem vem de outras áreas. Até porque o parlamento, ele... é o lugar onde se decidem as políticas públicas de todas as áreas, da educação até a saúde pública, enfim, passando por tecnologia, vocês estão aí na edição que está falando de inteligência artificial, que é um tema deste ano, porque temos eleições, então acho que a gente consegue abarcar algumas dessas discussões. Yasmin, você passa para mim, por favor? Eu começo aqui com uma discussão bem clássica, lá para o pessoal da ciência política, Mas eu acho que é uma discussão que interessa para quem está falando de parlamento e para quem está querendo entender como é que funciona... o Estado brasileiro, porque me parece que uma das das curiosidades de vocês quando vêm até Brasília, além de conhecer a nossa maravilhosa capital federal, é entender como é que esta instituição aqui funciona. como as pessoas que se sentam cotidianamente aqui nas cadeiras onde vocês estão. Estamos aqui no plenário da Comissão de Constituição e Justiça. uma das mais importantes da Câmara, tudo que entra na Câmara vai passar pela análise dessa comissão. Obrigado. Como é que eles atuam? Como é que eles fazem o que eles... dizem que fazem na campanha eleitoral, porque esse ano a gente vai ter uma prestação de contas. os parlamentares que buscam a reeleição ou eleição para outros cargos vão dizer para vocês aí no Instagram, no YouTube, nas redes sociais, o que eles fizeram este ano, o que eles aprovaram, se eles foram relatores de alguma coisa, se eles... interferiram, influenciaram a aprovação de alguma legislação importante para o país, ou se se opuseram e impediram a aprovação de algo que eles consideram negativo para a sociedade brasileira. Mas... Como é que isto aqui se organiza, o poder legislativo? Então, nós temos um conceito que é o conceito de representação. Todo mundo já ouviu falar essa palavra representação política e tal. Obrigado. Vocês são muito jovens, mas se colocarem no YouTube o que foram as manifestações de 2013, as jornadas de junho, que vocês eram crianças em junho de 2013, Mas se vocês tiverem curiosidade para saber o que foi aquele movimento, tem vários políticos que estão agora no poder, que surgiram a partir daquela mobilização e que, enfim, capitalizaram e criaram comunidades políticas etc. movimentos sociais, grupos de ativismo, digital, inclusive. Mas, naquele momento, o cartaz que mais se via, e se vocês consultarem nos jornais, no material de arquivo, as imagens daquela grande manifestação que tomou as cúpulas do Congresso Nacional, você tem ali uma multidão de pessoas sobre as cúpulas, Os cartazes que a gente mais via e o grito que as pessoas diziam era "não me representa". direcionado A classe política, ao Congresso Nacional, aos partidos, ao governo. E esta é uma frase que permanece. Muitos de vocês já devem ter falado ela Em algum momento de sua vida. Nossa, isso aí que essa pessoa está falando. Olha só o que aconteceu nessa votação. Olha essa sessão desse plenário aí do Senado, da Câmara. Meu Deus, essa reunião da Assembleia Legislativa do meu Estado... O que foi isso? Não me representam. Então, nós vamos começar falando aqui o que é a representação. do que é que nós estamos falando quando a gente fala: O deputado federal representa o seu estado, seus eleitores, o vereador representa uma parte da população da sua cidade. o presidente da república representa a maioria dos eleitores do país naquele determinado momento histórico. O que nós estamos falando quando falamos da palavra representar? Nós estamos usando um conceito que pode ter, vamos dizer assim... diferentes acepções, como todo conceito em ciências sociais, são construções que vão vindo a partir de formulações teóricas de determinados autores e ao longo do tempo eles vão se transformando também, eles vão incorporando novas questões. Porque se vocês pensarem na época em que as sociedades começaram a se organizar no formato que nós temos hoje de parlamentos que são eleitos pela população, isso é um processo muito recente na história da humanidade. Isso tem aí... 300, 400 anos, no máximo. Quando o pessoal do direito adora dizer que lá em Atenas, a democracia, porque o Platão e o Aristóteles, todo o trabalho de direito começa assim. Já vou dar a dica de orientadora: não comece assim o seu trabalho. Porque, assim, o Aristóteles, o Platão, são caras importantes? São, né? Berço da civilização ocidental, tarará, tarará. Porém, eles estão falando de uma democracia, e aí todo mundo vem com um conceito, né? Demo, do povo, cracia, etc. Muito diferente do que nós estamos vivenciando como democracia nas nossas sociedades contemporâneas, porque a gente está falando de uma sociedade... lá na Grécia, em que só participavam das decisões... um terço ou menos, bem menos, um quarto da sociedade. Os outros três quartos estavam eliminados, eles não participavam das decisões. Então, você vai dizer assim, ao povo grego. O povo grego era basicamente os homens proprietários. Mulheres não eram povo. Não tinham vez, não tinham voz, não votavam, não participavam das decisões, não entravam na ágora. Escravos, que era mais da metade da população, Eram escravos, não tinham. Não eram cidadãos. Não eram patrícios, tem esse termo aí do grego. Então, do que é que eles estão falando lá na Grécia? Vejam... Nós temos aí 2.500 anos de diferença. Nós não estamos mais falando da mesma coisa. Ainda que muita gente... esteja dizendo por aí, em lugares estranhos e não civilizados, que as mulheres deveriam perder o direito ao voto. E aí Que deu, né? A mulher já votou por muito tempo. Não tem nenhum século que a gente vota no Brasil, né? em 1932. Então, assim... Ou então que pessoas negras não deveriam votar, ou imigrantes não deveriam se manifestar, etc, etc, etc. Esse discurso continua permeando, não acabou. Mas, vamos dizer assim, a maioria já fez um acordo de que? Cidadão são todas as pessoas acima de determinadas idades, né? que vivem naquela sociedade. habitantes ou nativos ou naturalizados daquele específico território. Então, quando nós estamos falando de representação política, nós estamos falando de alguém que vai ser escolhido, por alguma forma, para se pronunciar em nome daquela comunidade política. E aí a gente poderia pensar uma coisa que os gregos faziam lá, eles faziam sorteio. Cada ano sorteavam quem seriam os administradores. Tem gente falando nisso aí de novo, né? Tem um pessoal que defende que deveria ser sorteio, porque isso permitiria que todos os cidadãos se preparassem em alguma medida, participassem em alguma medida. Todos não, mas pelo menos todos teriam a chance de participar. O que efetivamente não ocorre nas eleições. Obrigado. Mas vejam, essas discussões, elas permeiam a teoria, mas elas vão ancorar na prática. Vocês estão lendo isso aí nas redes sociais... Todo o tempo. Quando alguém diz: "Ah, eu sou deputada, eu sou parlamentar, vote para mim, porque você quer uma representação assim lá na Câmara". Na última eleição, por exemplo, nós tivemos um movimento forte de mulheres negras. Nós tivemos um aumento expressivo no número de deputadas federais, estou falando aqui especificamente da Câmara, né? pretas e pardas, né? Por quê? Porque houve aí uma discussão de que A Câmara, conforme a gente vê ela hoje, ela não representa a totalidade da sociedade brasileira. Por quê? Porque você tem 28% de mulheres negras na sociedade brasileira e você tem... 2 e pouco por cento, 3 por cento de parlamentares mulheres negras na Câmara dos Deputados. Então, tem um descompasso. A sociedade tem 52% de negros, 52% de mulheres. E a maioria dentro da casa são homens brancos. Estranho, né? Alguma coisa estranha, porque se fosse assim, todo mundo tem a mesma chance... Você imagina que um ano teria um pouquinho mais, outro ano teria um pouquinho menos, mas... as coisas meio que se equivaleriam, né? Teria mais ou menos aí 40% de um, 60% de outro. Não é isso que acontece. no Brasil. E na maioria dos países, né? A menos naqueles que têm cotas, por exemplo, para diferentes etnias ou para mulheres e tal. Quando a gente está falando do conceito de representação como um espelho, é disso que nós estamos falando. Obrigado. do parlamento ter aproximadamente, ou o mais próximo possível, dos segmentos sociais que formam a sociedade, em termos de idade, ocupações profissionais, classe social, gênero, Cor. Etnia, então nós teríamos que ter 1%, pelo menos, de indígenas no nosso parlamento. né? que nós temos aí, por aí, 1,5% de indígenas, mas você vai ter estados, por exemplo, que você tem metade do estado formado por população indígena. E você não tem, você tem... quatro parlamentares indígenas. Quer dizer, Uma saiu, agora você tem três parlamentares indígenas, três mulheres indígenas, na Câmara dos Deputados. E a primeira vez que aconteceu de ter um parlamentar indígena foi lá na Constituinte, E depois, somente em 2018, com a eleição de... Joênia é uma pichana. Então, é muito... Menos do que deveria se nós estivermos reivindicando um conceito de representação como o espelho da sociedade. E aí nós teríamos que ter mais da metade do corpo de integrantes da Câmara dos Deputados, mulheres. Yasmin, volta para mim o primeiro slide, por favor. Esta é toda a bancada feminina. Ou seja, são todas as mulheres... desta legislatura na Câmara dos Deputados. Vocês podem contar. Tem umas 90 ali. 89, 92 varia, uma entra, outra sai. Quantos são os deputados federais? Aí, questão de prova. 513. Está equilibrado? Temos uma representação espelho? bem desequilibrado, não à toa o Brasil está na centésima, trigésima, Terceira posição em número de parlamentares mulheres no mundo. São 196 nações. A gente está atrás da Arábia Saudita. do Afeganistão, de todos os países da América Latina, e da América do Norte. Estamos numa situação assim, incrível, né? Pode passar, Yasmin. Obrigada. Oi, Vilesia. Tudo bem? Então, gente... Essa é uma. das possibilidades da representação. Pensá-la como um espelho que reproduz as características sociológicas, as interseccionalidades da comunidade. Então, se eu estou em uma comunidade, se eu sou, por exemplo, vereador de um pequeno município, tem lá no meu município. 50% dos habitantes são produtores rurais, nós vamos ter que ter metade dos vereadores como produtores rurais, porque aquele município tem... esse viés sociológico desta ocupação. Beleza? Fica entendido? Ok. Numa visão da representação como delegação, que é uma outra possibilidade... que muitas vezes se combina com a visão dela ser um espelho. Então, se ela é um espelho, eu tenho mais ou menos a mesma representação dentro do parlamento que eu tenho na sociedade em geral. E aí esses parlamentares são o quê? Delegados dos seus eleitores. Obrigado. É um tipo de representação muito comum em sindicatos, por exemplo. Sei que é um negócio meio fora de moda, vocês não são sindicalizados ainda, mas... É uma instituição importante para o desenvolvimento das representações no século XX. Nos sindicatos, o delegado só pode votar de acordo com o que... A Assembleia decidiu. Ele não pode decidir da cabeça dele. Chega lá e sou contra a distribuição igualitária dos royalties. Se a Assembleia votou... que a posição da Assembleia é ser a favor... Mesmo que você seja pessoalmente contra, você vai ter que ir lá votar de acordo com o que a Assembleia decidiu. E... Esse discurso é um discurso que permeia a nossa reflexão sobre a representação hoje. Porque tem um grande questionamento dos parlamentares quando eles, por exemplo, votam... na Câmara, de uma forma diferente da que eles tinham antecipado lá na campanha. Então, o cara tinha dito: "Votarei sempre a favor de mais verbas para a educação". Suponhamos que seja uma professora. Aí chega a votação lá do PNAD e ela... Obrigado. do plano lá de educação, do PNE não, pois é, mas é que o partido, a posição do partido é só para 40%, mas e os teus eleitores, que são todos professores, queriam 90%, pois é, mas a bancada do Estado, no nosso Estado, o governador está com esse problema, eu sou aliada do governador, então não posso ir contra a bancada do governador, percebem? Outros fatores vão... interferindo nessa decisão, E aí os parlamentares são cobrados. Né? fortemente, espera-se, agora na campanha eleitoral. Mas você falou que ia lutar pela segurança pública, e aí reduziu totalmente a verba do Ministério da Justiça tirou, era no combate à violência contra as mulheres, e aí acabou com o Ministério das Mulheres, tirou a verba do Ministério, como é que é? É a favor ou é contra? Vejam, essas contradições vão aparecendo nas ações. E aí Agora, se nós pensarmos na representação, já te dou a palavra, colega, Já vi, mas... Só deixa eu concluir aqui. Se nós pensarmos na representação como confiança, que é esse outro ponto aqui... Obrigado. Eu estou pensando em um outro esquema, porque aí... Por exemplo, eu tenho lá o meu distrito... que é formado Esse caso dessa cidade pequena, 50% são produtores rurais. E aí a gente elege um deputado federal que é um produtor rural. Ora, se eu tenho produtores rurais no meu município, elegi um produtor rural que tenha ali uma liderança entre aquele grupo. Eu não vou imaginar que esse cara vai votar contra os interesses da gente que elegeu ele. Certo? Então, quando eu tenho uma... semelhança muito grande entre... o representante e o grupo de representados que o escolheu, Eu posso, às vezes, dizer, não, você vai lá e vote com a sua consciência, porque nós sabemos que você é igual a gente. que você defende as mesmas coisas que nós. Então, você é professora como eu, você tem ali uma atividade... Já mostrou ao longo de, sei lá, quantos anos, foi líder sindical, foi deputada estadual, foi vereadora. Então, você vai ser deputada federal, a gente confia em você, para que você vá lá e vote... De acordo com a sua consciência, com o que a discussão ali demandar, mas você vai nos representar mesmo assim. Mesmo que, eventualmente, em algum voto seu, eu pessoalmente discorde. Então, eu sou mulher trans, voto na Erika Hilton. Posso discordar das posições da Erika Hilton, mas ela, como mulher trans, me representa naquilo que é essencial, porque ela é parecida. comigo, percebem? parecência. Ou então, eu sou um produtor rural branco do interior do Rio Grande do Sul, voto em alguém que tem esse perfil porque sei que o cara vai defender os interesses econômicos que me Interessam. Mesmo que eu discorde dele, por exemplo, na questão do aborto. Sei lá. Percebem? Então, esta confiança, vamos dizer assim, uma certa autonomia do representante, ela é esperada em regimes parlamentares como o nosso. que são o quê? São eleições. Então, a gente não tem um sorteio, porque se tivéssemos um sorteio, teria que ser alguém muito... a comunidade teria que ser muito... homogênea, para que qualquer um que fosse sorteado continuasse representando os interesses da comunidade. Então, sei lá, vamos dizer assim, os professores vão eleger entre eles, e daí só os professores votam, depois só os advogados, depois só os... estudantes de ciências sociais, etc., Nós não temos esse esquema, nós temos uma eleição, nós podemos escolher, e mais ainda no nosso sistema eleitoral, lista aberta, ou seja, a gente não vota na lista que o partido nos entrega. A gente olha nome por nome, pensando, não, eu sou de direita, então eu vou votar em alguém do PL. Porque o partido que eu gosto é o PL, eu concordo com a maioria das posições, mas eu não preciso seguir a ordem que o PL gostaria. O PL gostaria que o presidente viesse em primeiro lugar, não. Eu voto em qualquer um daquela... Chapa. mesmo que tenha só três votos, sei lá, o meu dele e da mãe dele. Eu posso fazer isso. Então, a nossa lista aberta, ela dá... um maior poder para os eleitores frente os partidos, vamos dizer assim. Em outros sistemas, não. O partido vai te dizer: "A minha lista é essa, o primeiro é esse, o primeiro é esse". Então, se forem eleitos 10 são esses, se forem 15 são esses. Ele te diz quem são. Obrigado. Ah, que ótimo! Tá bom. Chegou um recado aqui que nós vamos ter que acabar mais cedo. Obrigado. E um último ponto, Só que é claro, estou falando de autonomia do representante, mas ele vai prestar contas. para os seus representados. Se ele resolveu votar da cabeça dele, Mas no meio do mandato. ele se elege apoiando... Vou dar um exemplo real. O ex-presidente Bolsonaro, no meio do mandato, rompe com a bancada de apoio do governo e vira opositora, que é o caso da Joyce Halseman, Não é reeleito. Ela descumpriu. o acordo mínimo ali com os eleitores dela. E a votação dela é transferida quase que integralmente para Carla Zambelli. a gente percebe o movimento assim Quase integralmente, quase um milhão de votos. Não estou falando de pouco voto, estou falando de um milhão de votos. Então, vejam, tem limites nesta relação de confiança, mas ela existe. Não, não, não, volta, volta, volta. Não fui para lá ainda. E um último ponto... é o que se chama na literatura de advocacy, que é um tipo de representação que não necessariamente está dentro dos parlamentos, ela está também nos parlamentos, mas em outros lugares. Obrigado. Por exemplo... quando eu me junto a uma manifestação do Greenpeace. O Greenpeace representa quem? os ambientalistas, os ecologistas, mas ele defende pautas que têm a ver com as pautas defendidas pelo movimento indígena no Brasil, ele defende pautas que têm a ver com... O movimento estudantil também defende, eles não foram eleitos por ninguém para representar os ambientalistas. Mas, porque eles defendem assuntos que têm a ver, e aí a gente pensaria, né, uma série de movimentos que existem, movimentos que são feministas, se a gente pode pensar... Em igrejas, ainda que seja um ponto polêmico, porque o nosso Estado é laico, mas igrejas também fazem isso, defendem posições, visões de mundo específicas, e aí as pessoas... sentem, se sentem representadas, com diferencial que nos pastores ou nos padres agora elas votam. Mas, enfim, então vejam, são diferentes possibilidades que o representante tem para atuar e nós representados temos para escolher quem vai nos representar. A colega, depois a colega que está na frente. A colega da ciência política, que eu não sei o nome ainda. Por favor, se apresente. Oi, isso.
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